Está começando hoje o Ano do Dragão no calendário chinês. O Dragão é o meu aninal na astrologia chinesa. Não sou supersticioso, nem baseio minhas decisões em desígnios astrológicos mas o fato é que, por coincidência, sinto que este ano me reserva muita boa aventurança! Começou espetacular e estou me dedicando para que continue cada vez melhor.
16 Fev. 1904 a 03 Fev. 1905
03 Fev. 1916 a 22 Jan. 1917
23 Jan. 1928 a 09 Fev. 1929
08 Fev. 1940 a 26 Jan. 1941
27 Jan. 1952 a 13 Fev. 1953
13 Fev. 1964 a 01 Fev. 1965
31 Jan. 1976 a 17 Fev. 1977
17 Fev. 1988 a 05 Fev. 1989
Os de Dragão são autênticas «bolas de fogo»! São pessoas cheias de vitalidade e amor pela vida. Sempre em correrias, arrastam a sua fiel legião de admiradores atrás de si. Os Dragões são egoístas, excêntricos, exigentes mas têm por vezes traços de generosidade.
Teremos uma Oficina Autogestionada da Coolmeia, Ideias em Cooperação no Fórum Social Temático 2012 - Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental.
O nome da oficina é "Transição para uma Melhor Política, Economia e Humanidade: Propostas de Ações Práticas para a Mudança Social". Segue o resumo:
Existem movimentos lutando por uma Nova Política. Outros, por uma Nova Economia. Outros ainda, por uma Nova Humanidade.
Talvez tenha chegado a hora de convergir. Encontrar os pontos em comum entre os movimentos sociais, ambientais, políticos e espirituais e começar a planejar junto, mover junto em direção a uma Melhor Política, Economia e Humanidade.
Uma proposta bem prática de mudança social pode começar com um sonho. Se esse sonho for coletivo, melhor ainda.
Se pudéssemos imaginar um outro Estado, uma outra configuração de governança da “Coisa Pública”, quem sabe até com a ausência de um governo instituído, representativo, se pudéssemos voar alto e imaginar uma Sociedade voltada para o Bem Comum, como ela seria? O que precisaríamos para chegar lá?
É este exercício que eu proponho. É esta tarefa, a de pensar em Modelos, Ferramentas, Atitudes e Soluções que possam nos levar, neste Caminho de Transição, para um outro mundo possível, que lhe convido a aceitar.
Nos próximos meses, anos, estaremos nos debruçando sobre estas questões, que interessam tanto a cada um de nós bem como às gerações que ainda estão por vir.
Estamos idealizando uma plataforma de interação que seja voltada à criação do Novo, à inovação. Mas uma inovação com um foco determinado: produção de Bem Comum, de Instâncias, Vivências, Momentos e Espaços em que o humano possa exercer sua humanidade, sua capacidade de ser social, solidário, altruísta, convivial. Momentos e espaços em que possamos nos congraçar com nossa criatividade, compaixão, inteligência, beleza e que possamos deixar de lado o egoísmo, a ganância, a opressão e a torpeza dos atos que somos capazes de perpetrar.
Como em todo processo de Transição, haveremos de encontrar obstáculos: indivíduos, corporações, governos determinados a manter o “Estado das Coisas” como está, beneficiando apenas uma parcela minoritária da população, em detrimento de uma grande maioria.
Um dos nossos maiores desafios será o de conseguir avançar sem criar “Lados”. Não estamos falando de uma luta de classes, entre os menos e os mais favorecidos historicamente. Estamos falando em um processo dialógico e histórico que passa a reconhecer as injustiças do presente, oriundas do passado, em direção a um caminho restaurativo para o futuro.
Os caminhos tentados para isso foram, historicamente, a luta, a conquista, a movimentação político-partidária, a rebelião, a revolução. Podemos seguir usando os mesmos métodos, indefinidamente, ou podemos começar a trilhar um Caminho Alternativo - sem no entanto excluir outros métodos de luta. Esse Caminho Alternativo se daria pela construção e multiplicação destas mesmas Instâncias, Vivências, Momentos e Espaços, baseados nos Modelos, Ferramentas, Atitudes e Soluções que, juntos, iremos pesquisar, estudar, aperfeiçoar e implementar.
Vivemos hoje em um mundo caracterizado pelo individualismo, pela competição, pelo consumismo, pela valorização do ter em relação ao ser, pela desconexão homem-natureza, pela ignorância em relação às consequências de nossas escolhas, pela escolha do mais fácil ao invés do mais duradouro. Como, então, mudar para um mundo em que a humanidade pense no Bem Comum, na coletividade, na convivialidade, na valorização do ser, volte a se conectar com a natureza e esteja ciente das consequências das escolhas que fazemos?
Proposta de Oficina Autogestionada:
Momento 1 - Recepção dos participantes
Momento 2 - Apresentação da problemática
Existem movimentos lutando por uma Nova Política. Outros, por uma Nova Economia. Outros ainda, por uma Nova Humanidade.
Talvez tenha chegado a hora de convergir. Encontrar os pontos em comum entre os movimentos sociais, ambientais, políticos e espirituais e começar a planejar junto, mover junto em direção a uma Melhor Política, Economia e Humanidade.
Tentar responder à pergunta: como, em meio às diferenças, encontrar agendas comuns e pontos de convergência entre os diferentes movimentos que buscam a melhoria das condições de vida humana na Terra? Movimentos espirituais, ambientais, sociais, políticos…?
Momento 3 - Coleta de impressões, ideias e sugestões
2 metodologias (escolher uma delas):
Momento 4 - Apresentação de uma proposta pré-formatada
- A plataforma teria:
- um canal de notícias
- uma agenda
- uma mesa de reuniões
- ferramentas de audio e/ou videoconferência
- aplicativo para smartphones e tablets
- capacidade de crowdfunding para projetos dos movimentos sociais
Momento 5 - Desconstrução da proposta prévia e Reconstrução de uma Nova Proposta
Após a breve explanação anterior de uma possibilidade de Encontros virtuais permanentes INTER-REDES, com Encontros Locais também INTER-REDES e Encontros Nacionais/Internacionais Sazonais - realizar uma avaliação coletiva das características, pontos fracos e fortes da proposta apresentada e adequação com as necessidades que as diferentes Redes e Organizações poderiam ter.
Momento 6 - Resumo, Pacto e Conclusão
É o momento de verificar se todos estão de acordo com o que foi conversado, definir um meio de comunicação para articular e dar seguimento às propostas colhidas e confirmar, através da assinatura de um Pacto, a adesão ao que foi discutido e determinado.
Conclusão festiva do Encontro.
(obrigado Maria do Carmo Bittencourt pela força e estímulo.)
Hoje retomei as atividades no consultório. Um dia ótimo, foi muito bom e prazeroso voltar a atender no meu consultório. Já estava com saudades!
Acho que as decisões que estou tomando em outras áreas da vida estão afetando positivamente meu cuidado com os pacientes. Sempre fui atento aos meus pacientes, mas acho que estou ainda mais calmo e tranqüilo, pois parece que estou conseguindo - apesar de estar fazendo um milhão de coisas ao mesmo tempo - parece que estou em "ritmo reduzido", uma sensação bem boa. Parece que estou "hiperatento" a tudo que está acontecendo ao meu redor!
Durante a tarde, veio uma sensação incontrolável me dizendo para voltar a reduzir o consumo de carne. Para quem não sabe, fui vegetariano durante pouco mais de 11 meses, até dezembro de 2009. Acabamos capitulando, em um momento de fraqueza, minha esposa e eu, mas a ideia de voltar ao baixo ou nenhum consumo de carne continuava pinicando.
Saí do consultório e fui direto para o mercado, e comprei um monde de legumes, já com alguns pratos na cabeça - refogado de legumes à indiana, guisado de proteína de soja picante com vagem, risoto de funghi, penne ao molho de funghi, omeletes e lasanhas de legumes, pizzas vegetarianas, feijoadas vegetarianas, hambúrgueres de proteína de soja, lentilha e cenoura... Nhamy, nhamy!
Cheguei em casa, comuniquei à minha esposa que, depois do susto inicial, aceitou superbem e, como sempre, se colocou como parceiraça na minha decisão.
Começamos na mesma hora: ela fez um delicioso risoto de funghi com salsinhas frescas do nosso quintal, uma verdadeira delícia!
Agora estou transferindo os dados deste computador para um HD externo, pois em breve começo a usar meu novo Mac e este ficará de herança para a Carol.
No resumo, mais um dia bom e significativo! E segue o baile!
Hoje comecei o dia machucando minha mão tentando carregar uns galhos no terreno ao lado de casa. À tarde trabalhei, feliz por estar voltando ao trabalho, do qual posso dizer que gosto muito. Ainda é apaixonante trabalhar como médico, e o dia em que deixar de me sentir bem com isso, paro de atender...
Hoje também tive oportunidade de conhecer a mesquinharia e o egoísmo de uma pessoa, em cargo de "poder", mas prefiro não citar nomes nem locais. Apenas para meu registro pessoal, pois não vou esquecer da situação...
Cheguei em casa ainda com sol, comi uma banana e uma maçã e... ...acho que estou esquecendo alguma coisa...
Ah, sim! Hoje chegou meu "presente de natal". Dei-me de presente um novo notebook, um MacBook Pro 2,5Ghz quadcore, 750GbHD 7200rpm com 8Gb RAM tela de 15" antibrilho e coisa mais linda do mundo. Já sou feliz com meu MacBook 2,1Ghz dual core 2Gb RAM 13", mas ele começou a ficar lento demais para os vários processos e programas que uso ao mesmo tempo, compromentendo pra caramba minha performance e tomando um tempo que não posso perder com todos os projetos que tenho. Ao mesmo tempo, o netbook da Carol pifou, então ela vai herdar o meu velhinho amado, no qual estou teclando agora, quase como despedida.
À noite jantamos pastelão, a Dorilda voltou das férias e picou o chester que sobrou do ano novo, Carol preparou o molho e eu peguei a salsinha e montei o pastelão. Ficou delicioso com o trabalho em equipe!
Cheirei um pouquinho o Benjamin e o Conrado e agora estou cansado, com a cabeça pouco produtiva. Acho que é um pouco de hipohidratação, neste dia quente. Vou lá tomar algo e depois trabalhar mais um pouquinho online...
A ideia dessas postagens diárias é ser telegráfico, breve, justamente para poder atualizar (quase) todos os dias...
Pois bem, hoje foi meu último dia inteiro de férias. Amanhã à tarde começo a trabalhar novamente. Aproveitei para tirar fotos de alguns livros que estarão disponíveis no CEHLA (144 fotos), comecei a arrumar o site da AntiEditora, localizei os e-mails dos tradutores para entrar em contato em breve, organizei meu gerenciador de projetos, brinquei com o Benjamin, mimei o Conrado um 'cadinho, coloquei o lixo orgânico na composteira, li atentamente os comentários deixados no texto "Eu tive um sonho..." no grupo Lux > Tao e brinquei um pouquinho com a Bhali e o Sancho.
Agora estou arrumando um jeito de conseguir fazer uma "edição de imagens" em massa, pois não tenho saco de ficar editando o tamanho das centenas de imagens que faço uma a uma. Quando conseguir fazer isso, talvez comecem a aparecer mais fotos por aqui, ilustrando estas postagens...


"Harmony... [is] obtained [through] ...free agreements concludes between the various groups, territorial and professional, freely constituted for the sake of production and consumption, as also for the satisfaction of the infinite variety of needs and aspirations of a civilized being."
# # #
"Harmonia... [é] obtida [através] ... de acordos livres firmados entre vários grupos, territoriais e profissionais, livremente constituídos para o propósito da produção e do consumo, mas também para a satisfação de uma variedade infinita de necessidades e aspirações de um ser civilizado."
- Piotr Kropotkin, "Anarchism", 1910
O ano começou bem gostoso: dia nublado, chuvoso (adoro barulho de chuva do lado de fora da casa... Agora, por exemplo, está caindo uma chuvinha gostosa ali fora...)... Passei o dia me dividindo entre minha família e o computador.
Mesmo enquanto estava no computador, trabalhando na criação do site do CEHLA (Coletivo de Estudos Humanistas, Libertários e Anarquistas), fiquei na sala, assim pude acompanhar a movimentação da minha esposa, do Conrado e do Benjamin aqui em casa! E o Benjamin está uma figurinha! Falando tudo, correndo por tudo! É um menino muito muito inteligente! Já faz associações, com apenas 1 ano e 7 meses!
Hoje também tirei algumas fotos do Conrado e do Ben, filmei os dois um bocadinho e comi bastante (sobras da ceia de ano novo). Foi um dia simples mas tranqüilo e delicioso!
Também escrevi, há pouco, no Facebook:
"Esse ano vou registrar melhor minhas "façanhas", dos pequenos atos significativos até aqueles bem grandões, se houverem...
Depois do nascimento do Benjamin e do Conrado, vamos ver o que mais vou "criar" de bom deixar na História..."
Vamos ver se cumpro a promessa que fiz à mim mesmo de registrar o que for fazendo à medida em que as coisas forem acontecendo para que, ao final do ano, possa fazer uma retrospectiva das conquistas e das perdas e assim fazer uma avaliação e "correção do rumo" (mesmo antes do fim-do-ano, se necessário for).
Publicar este "Cotidianices" diariamente já é um passo nesta direção...
"By anarchist spirit I mean that deeply human sentiment, which aims at the good of all, freedom and justice for all, solidarity and love among the people; which is not an exclusive characteristic only of self-declared anarchists, but inspires all people who have a generous heart and an open mind."
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"Por espirito anarquista eu quero dizer daquele profundo sentimento humano, que busca o bem de todos, liberdade e justiça para todos, solidariedade e amor entre as pessoas; o que não é uma característica exclusiva apenas de anarquistas auto-declarados, mas inspira todas as pessoas que têm um coração generoso e uma mente aberta"
- Errico Malatesta, Umanita Nova, 13 de abril de 1922

One of the best things we could have in life is starting the year among a bunch of friends. It's even better when we're able to extend this moment that usually last a couple of hours to days, months or even years. Be surrounded by friends, people with shared interests, people that are able to hear and dialogue in a human and intelligent way, is a gift for which we should be grateful.
Among the people that are receiving this message today, are friends of several moments and several histories of different interlacings: some that i already know for long time, some with whom i've already had breakfast, some whose ideas and conquests only know from the internet, some with whom i've already shared megalomaniac journeys, some with whom i haven't dare to co-criate...
Everybody, although, I think , share with me a dream. Many times the words, images, symbols and paths we describe in this dream are different, but not divergent. All converge to a point in common: the well being and the happiness of whole humanity.
There's is some time now that I dedicate myself to the study of humankind, its constitution, necessities, desires, decisions and implications of it to himself, for those who surround them and to Nature. Maybe this started, in a subtle and unconscious warm during my medical course, in the nineties. But for sure it was not that time that this study developed. Our university courses aim to develop technical-scientific tools, not human beings sensible to environment that surround us. Other stimuli, other reading and examples, arising from self determination in wanting to know more that leading me to study the human affairs. But i'm not intending to talk longer, since this is to be the start of a dialogue, not a monologue.
I'll tell you about a dream I had, and wish to share with everyone of you, my friends that, by chance or destiny, crossed with me in this exact moment and space in Universe. This dream talks about a future that we only can imagine, for now. In common sense, talks about a Utopia. Utopia, as Galeano states, that exists to make us to continue to walking. (1)
In this dream, You and I were facing each other, talking. Talking without the mediation of no technological equipment. We decided to let them at home, even liking them so much, because we wanted a conversation a la "old way". While one talked, the other listened carefully. We responded empatically, showing we were really tuned on the same frequency. We knew that, if some kind of resistance or change were going to happen, this would be by the means of horizontal relationships permeated by a profound respect and mutual aid.
In this dream, we remembered how humanity went thru more than 2 million years living in a cooperative and sustainable way, hunting and gathering, without labour division between sex. A naive nostalgia, that send us to an idilic world that, we knew, wouldn't come back. If we wouldn't go back to the Stone Age, maybe we could start using better the technology we developed so brilliantly the last thousand years, even more intensely the last decades. Maybe we could develop a model yet not fully designed, capable to make us return to our lost humanity. Maybe we could start do unveil a bio-ethic-political-economical-social-spiritual horizon not fully theorized yet, neither consciously practiced, in a scale enough to generate a significant change in our society.
We perceived, in this dream, that people around us started to express more and more a desire for an autonomy that could happen by means of association and cooperation, and that the emergency here and there of movements that do not only protest against the misery of our lives but joyously affirm the possibility of a radically different life were already unmistakable signs that this horizon we were eager to unveil is each time more ready to be appreciated.
We knew, in our dream, that one of our main roles were to help the development of this collective consciousness, through creation, improvement and implantation of models, tools and attitudes capable of molding actual reality according to our necessities and desires.
We have then stated a common goal:
"To make the world work for 100% of humanity in the shortest possible time through spontaneous cooperation without ecological offense or the disadvantage of anyone." (2)
We felt that we don't needed to enter in shock with the stablished powers, because those already have a crashing power, that could end with our aims. We could, instead, create a mixed mechanism of resistance and creation of alternatives (3). We could create a detour in the river natural flow, digging another riverbed, built with the help of those who believed in our shared dream.
We knew also that not all truths would be already written, at the moment we started to walk our path.
"Paths are never straight lines. They zigzag, journey uphill & down. They reach dead-ends. But when we put out best foot forward, we just might venture in utopia's direction, toward a world from below, by & for all.
We gingerly find stepping-stones to more marvelous destinations. Then strive to cobble together whole landscapes out of nonhierarchical practices. We kick broken glass from our way. Sometimes get lost. But the precarious passage itself is our road map to a liberators society.
We hold hands, desiring to traverse anew. When darkness descends, we build campfires from the embers of possibility, & see other flames in the distance." (4)
We knew in first place, in our dream, that the change we hoped to co-build would come from a continuos, cooperative work, made from hundreds of thousands of people, during a prolonged period of time. But we knew also that it would be funny and enriching to walk this way together.
"Revolutionary change does not come as one cataclysmic moment (beware of such moments!) but as an endless succession of surprises, moving zigzag toward a more decent society. We don't have to engage in grand, heroic actions to participate in the process of change. Small acts, when multiplied by millions of people, can transform the world. Even when we don't "win," there is fun and fulfillment in the fact that we have been involved, with other good people, in something worthwhile. We need hope.
An optimist isn't necessarily a blithe, slightly sappy whistler in the dark of our time. To be hopeful in bad times is not just foolishly romantic. It is based on the fact that human history is a history not only of cruelty but also of compassion, sacrifice, courage, kindness. What we choose to emphasize in this complex history will determine our lives." (5)
And, in a moment, I was awake. The funny thing is that i woke up but the dream wasn't gone: it was there, its presence screaming and asking, with a visceral urgence, that I helped him to came to reality. And here am I, surrounded by far than special people, with whom I wish to share this dream and, much more than this, wish that let me share their dreams.
That said, i ask:
What you that is reading this text right now, and who I am calling to compose this dream with me, would add that is YOURS to make this at the same time a common and a completely yours dream?
A fraternal hug and a special walk through the paths of 2012…
Rafael Reinehr
References:
(1) Eduardo Galeano - "Utopia is on the horizon. I move two steps closer, it moves two steps further away. I walk another ten steps and the horizon runs ten steps further away. As much as I walk, I'll never reach it. So what's the point of utopia? The point is this: to keep walking."
(2) R. Buckminster Fuller
(3) R. Buckminster Fuller - "You never change something by fighting the existing reality. To change something, build a new model that makes the existing model obsolete."
(4) excerpt from Paths toward Utopia, ilustrated by Erik Ruin and words of Cindy Milstein
(5) Howard Zinn, in Optimism of Uncertainty - this text continues as goes: "If we see only the worst, it destroys our capacity to do something. If we remember those times and places--and there are so many--where people have behaved magnificently, this gives us the energy to act, and at least the possibility of sending this spinning top of a world in a different direction. And if we do act, in however small a way, we don't have to wait for some grand utopian future. The future is an infinite succession of presents, and to live now as we think human beings should live, in defiance of all that is bad around us, is itself a marvelous victory."

Uma das melhores coisas que podemos ter na vida é começar o ano rodeado de amigos. Melhor ainda é quando conseguimos prolongar este momento que dura horas para dias, meses anos. Estar cercado de amigos, pessoas com interesses afins, pessoas capazes de ouvir e dialogar de forma humana e inteligente, é uma dádiva pela qual devemos ser gratos.
Entre as pessoas que estão recebendo esta mensagem hoje, encontram-se amigas e amigos de vários momentos e com várias histórias de diferentes entrelaçamentos: alguns que já conheço de longa data, outros com os quais já tomei café da manhã, outros ainda cujas ideias e feitos só conheço através do mundo da internet, alguns com os quais já compartilhei jornadas megalomaníacas, outros com os quais ainda não me atrevi a co-criar...
Todos, entretanto, creio eu, compartilham comigo de um sonho. Muitas vezes as palavras, as imagens, os símbolos e os caminhos que descrevemos neste sonho são diferentes, mas não divergentes. Todos convergem para um ponto em comum: o bem-estar e a felicidade da humanidade.
Há algum tempo me dedico a estudar o homem, sua constituição, suas necessidades, seus desejos, suas decisões e as implicações das mesmas para si, aqueles que o rodeiam e a Natureza. Talvez isso tenha começado, de forma ainda inconsciente, durante o curso de Medicina, na década de 90. Mas não foi aí que este estudo mais se desenvolveu, propriamente. Nossos cursos universitários servem para formar técnicos-científicos e não humanos sensíveis ao ambiente que nos cerca. Foram outros estímulos, outras leituras e exemplos, oriundos da autodeterminação em querer conhecer mais, saber mais, que me levaram a estudar o que é do humano. Mas não vou me delongar, afinal este não é pra ser um monólogo e sim o começo de um diálogo.
Vou falar de um sonho que tive, e que quero compartilhar com cada um de vocês, minhas amigas e amigos que, por acaso ou destino, cruzaram comigo nesse exato instante e espaço no Universo. Esse sonho fala de um porvir que só podemos, por enquanto, imaginar. Em termos comuns, fala de uma Utopia. Utopia, como diz Galeano, que nos serve para que não deixemos de caminhar (1).
Nesse sonho, estávamos Eu e Tu, um de frente para o outro, e conversávamos. Isso mesmo, conversávamos face a face, sem a mediação de nenhum equipamento tecnológico. Resolvemos deixá-los em casa, apesar de gostar muito deles, pois queríamos uma conversa "à moda antiga". Enquanto um falava, o outro ouvia atentamente. Respondíamos empaticamente, mostrando que realmente estávamos sintonizados na mesma freqüência. Sabíamos que, se algum tipo de resistência ou mudança iria acontecer, seria assim: através de relações horizontais permeadas por um profundo respeito e apoio mútuo.
Nesse sonho, lembrávamo-nos como a humanidade percorreu mais de 2 milhões de anos vivendo de forma cooperativa e sustentável, da caça e da coleta, sem divisão do trabalho entre os sexos. Uma nostalgia ingênua e rápida, que apenas nos remete a um mundo idílico que, sabemos não voltaria mais. Se não voltaríamos à idade das cavernas, talvez pudéssemos, isso sim, passar a usar melhor a tecnologia que desenvolvemos nesses milhares de anos, e cada vez mais intensamente nas últimas décadas. Talvez pudéssemos desenvolver um modelo ainda não completamente desenhado, capaz de nos fazer retomar nossa humanidade. Pudéssemos, quem sabe, começar a desvelar hoje um horizonte bio-ético-político-econômico-social-espiritual ainda não completamente teorizado tampouco conscientemente praticado, em escala suficiente para gerar uma mudança significativa em nossa sociedade.
Percebíamos, neste sonho, que as pessoas ao nosso redor passavam cada vez mais a expressar um desejo por uma autonomia que pudesse ser realizada de forma associativa, cooperativa, e que a emergência aqui e acolá de movimentos que não só protestam contra a miséria de nossas vidas, mas alegremente afirmam a possibilidade de uma vida radicalmente diferente já eram sinais inconfundíveis de que este horizonte que pretendíamos desvelar está cada vez mais pronto para ser apreciado.
Sabíamos, em nosso sonho, que um dos nossos principais papéis era ajudar a desenvolver esta consciência coletiva, através da criação, aperfeiçoamento e implantação de modelos, ferramentas e atitudes capazes de moldar a realidade atual de acordo com nossas necessidades e desejos.
Tínhamos então declarado um objetivo comum:
"Fazer o mundo funcionar para 100% da humanidade no menor tempo possível através da cooperação espontânea sem ofensa ecológica ou desvantagens para qualquer um." (2)
Sentíamos que não precisaríamos bater de frente com os poderes já estabelecidos, pois estes possuem uma força esmagadora, que poderia acabar com nossos intentos. Poderíamos, isso sim, criar um mecanismo misto de resistência e criação de alternativas (3). Poderíamos criar um desvio no fluxo do rio, cavando um outro leito, construído com a ajuda de todos aqueles que acreditassem em nosso sonho.
Sabíamos também que nem todas as verdades já estariam escritas, quando começássemos a trilhar nosso caminho.
"Caminhos nunca são linhas retas. Eles ziguezagueiam, sobem e descem colinas e vales. Eles chegam a becos sem fim. Mas quando colocamos nosso melhor pé adiante, podemos nos aventurar na direção da utopia, em direção a um mundo que venha de baixo, para todos e por todos.
Com grande cuidado encontramos pedras nas quais podemos pisar para os destinos mais maravilhosos. Então nos esforçamos para emendar paisagens inteiras de práticas não-hierárquicas. Chutamos os vidros quebrados do nosso caminho. Às vezes nos perdemos. Mas a passagem precária em si mesma é um mapa para uma sociedade liberadora.
Nos damos as mãos, desejando atravessar novamente, de um jeito novo. Quando a escuridão desce, construimos acampamentos de fogo a partir das fagulhas da possibilidade, e vemos outras chamas à distância." (4)
Sabíamos principalmente, em nosso sonho, que a mudança que esperávamos co-construir viria de um trabalho continuado, cooperativo, de centenas de milhares de pessoas, ao longo de um período prolongado de tempo. Mas sabíamos também que seria divertido e enriquecedor trilhar esse caminho, juntos.
"A mudança revolucionária não vem como um momento cataclísmico… mas como uma sucessão sem fim de surpresas, movendo-se em zigue-zague em direção a uma sociedade mais decente. Não temos que nos engajar em grandes e heróicas ações para participar do processo de mudança. Pequenos atos, quando multiplicados por milhões de pessoas, podem transformar o mundo.
Mesmo se não "vencermos", existe diversão e preenchimento no fato de estarmos envolvidos, com outras pessoas boas, em algo que vale a pena. Nós precisamos de esperança. Um otimista não é necessariamente um indiferente, um cantarolador levemente sentimental no meio da escuridão do nosso tempo. Pois ter esperança em tempos ruins não é apenas romantismo bobo. É basear-se no fato de que a história humana é uma história de crueldade, mas também de compaixão, sacrifício, coragem e bondade. O que escolhemos enfatizar nesta complexa história é que irá determinar nossas vidas." (5)
E assim acordei. O engraçado é que acordei mas o sonho não foi embora: ele estava ali, presente, gritando e pedindo, como urgência visceral, que eu o ajudasse a se tornar realidade. E aqui estou eu, cercado de pessoas pra lá de especiais, com as quais gostaria de compartilhar este sonho e, muito mais do que isso, gostaria que me deixassem compartilhar dos seus sonhos.
Em virtude disso, pergunto:
O que você, que está lendo este texto agora, e que estou chamando para compor este sonho comigo, acrescentaria de seu para que este sonho seja um sonho ao mesmo tempo comum e completamente seu?
Um abraço fraterno e ótimo caminhar pelas sendas de 2012…
Rafael Reinehr
Referências:
(1) Eduardo Galeano - "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar"
(2) R. Buckminster Fuller
(3) R. Buckminster Fuller - "Você nunca muda a realidade lutando contra ela. Para mudar algo você cria um novo modelo que torna o modelo existente obsoleto."
(4) trecho retirado de Paths toward Utopia, com ilustrações de Erik Ruin e palavras de Cindy Milstein
(5) Howard Zinn, em O Otimismo da Incerteza - este texto continua assim: "Se virmos apenas o pior, ele destrói nossa capacidade de fazer algo. Se lembrarmos daqueles tempos e lugares - e existem tantos - em que as pessoas se comportaram de forma magnífica, isso nos dá energia para agir, e ao menos a possibilidade de mandar esse topo giratório do mundo em uma direção diferente. E se nós agirmos, mesmo de uma forma pequena, nós não precisaremos esperar por um grande e utópico futuro. O futuro é uma sucessão infinita de presentes, e viver agora da forma que acreditamos que os seres humanos devem agir, em oposição a tudo que existe de tuim ao nosso redor, já é por si uma vitória maravilhosa."
(texto preparado para o grupo Lux, do Tao - grupo de amigos dedicado a "Fazer o mundo funcionar para 100% da humanidade no menor tempo possível através da cooperação espontânea sem ofensa ecológica ou desvantagens para qualquer um." )
A avaliação de 2011 trouxe uma percepção muito clara: apesar de eu ter realizado muitas coisas neste ano, a falta de organização, de feedback e de avaliação continuada fez com que boa parte dos projetos que propus e nos quais me envolvi como líder ou principal ativador acabaram não acontecendo.
Incapacidade em delegar adequadamente, em dar seguimento e cobrar dos colaboradores e, é claro, uma quantidade muito grande de projetos simultâneos fizeram com que muitos deles não fossem finalizados neste ano.
Para 2012, desenvolvi um sistema para otimizar o desenvolvimento, acompanhamento e finalização dos projetos aos quais vou me propor. Ele vai funcionar da seguinte forma:
Usarei um gerenciador de projetos online chamado Asana, que me foi indicado pelo amigo Paulo Colacino. É gratuito e permite gerenciar vários projetos simultaneamente, e delegar tarefas através de convites por e-mail para outras pessoas.
O Asana funcionará como porta de entrada para o registro de "Itens de Ação", ou seja, passos práticos que precisam ser realizados todos os dias. Ali também poderei colocar links para Referências importantes que ajudarão a realizar os passos e, finalmente, colocarei os "Tópicos com potencial", ou seja, ideias que poderão futuramente ser aproveitadas e realizadas.
O importante é que, mesmo que eu esteja longe do computador, terei um espaço onde centralizar e registrar apontamentos e ideias do dia-a-dia, que poderei anotar em papeizinhos e depois transferir para o Asana.
Para complementar o Asana, estarei usando o Evernote, que me permite uma elaboração melhor dos projetos. Permite adição de imagens e referências da Web, bem como oferece um adequado editor de textos. Inicialmente, estarei usando a versão gratuita, que também posso usar no meu Samsung Galaxy Tab, tento acesso virtualmente total aos apontamentos.
O Evernote irá permitir que eu elabore os "Itens de Ação" e "Tópicos" registrados no Asana.
Para finalizar, estarei usando alguns dos blocos em papel desenvolvidos pelo Action Method, da Behance. Entretanto, estou fazendo minhas versões open source, para impressão em minha própria casa. Estes bloquinhos ajudarão quando precisar anotar notas "em viagem".
Talvez oportunamente eu divulgue os arquivos em .pdf que estou desenvolvendo para meu uso pessoal, baseados nos blocos do Action Method.
Pois bem, é isso. Acredito que este fluxo de organização e trabalho me ajudará a "Getting Things Done", ou seja, a "Ter as Coisas Feitas" de forma a terminar o ano satisfeito com minha própria performance. Afinal, sou um sonhador, um idealista, mas gosto de ver meus sonhos serem compartilhados e postos em prática, vividos coletivamente.
Rafael Reinehr é médico endocrinologista, mas seus olhos vasculham o horizonte em busca de soluções para criar um Mundo Melhor através de iniciativas como a Coolmeia, Ideias em Cooperação.
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