A Paixão de Cristo

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Não poderia eu deixar passar esta polêmica.

Afinal de contas, o que chama tanto a atenção em mais um filme sobre a vida de Jesus Cristo?

O primeiro aspecto diz respeito ao seu diretor: famoso e renomado Mel Gibson. Pensa o público: vamos ver o que o ator e diretor de Coração Selvagem tem a dizer…

Segundo aspecto: para um filme condensar as 12 últimas horas da vida de Cristo, deve realmente trazer um aimpactante aglomerado de informações. Verdade.

Em terceiro lugar, o filme torna-se polêmico ao relembrar (e deixar de forma bem clara) que a decisão sobre a crucificação e morte de Cristo foi total e exclusivamente decisão do povo judeu (levantando novamente a questão do anti-semitismo).

O filme apresenta cenas bastante fortes de tortura e sofrimento de Jesus antes de chegar à cruz, sendo a cena da crucificação bastante impactante.

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De nada adianta conhecermos a história e não aplicar os ensinamentos da mesma. Vejo o filme assim, como uma lição para relembrar erros grotescos do passado da humanidade que nunca mais deveria se repetir. Repetem-se diariamente nas vidas de muitas pessoas e os vemos no noticiário da noite. Não deveriam, mas acontecem.

A cruz não nos redimiu dos pecados. Não há força capaz disto. Somente o Deus interior de cada um tem poder para tanto. Ninguém mais.

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O Décimo Planeta

A esta altura mesmo os mais avoados lunáticos já devem ter ouvido falar sobre a possiblilidade (?) da descoberta de um décimo planeta no sistema solar.

Como é tal fato possível? Como pode um planeta ter passado desapercebido por tantos milhares de anos e, mais incrivelmente, nos últimos 40 anos, com toda tecnologia aeroespacial que a humanidade desenvolveu?

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Somos capazes de olhar lá longe, com poderosíssimos telescópios, mas não enxergamos o que acontece em nossa vizinhança. É isto mesmo: um reflexo de nossas vidas terrenas: importamo-nos demais com o que acontece com todo mundo e, muitas vezes, perdemos o foco naquilo que está acontecendo imediatamente a nosso redor, em nossa família ou conosco mesmos.

Mais uma coisa: alguém por aí ainda está a ler os horóscopos? Espero que não, pois se esta história de décimo planeta se confirmar, cairá por terra toda Astrologia e aqueles que a ela se seguram…

Vamos olhar mais para dentro de nós mesmos?

Novos línques

Hoje coloquei novos línques ali do ladinho.

Photosyntesis, NYCLondon, Papel de Pão, Devian Art e Head Magazine são para os aficcionados em fotografia. VALE A PENA, escutem o que estou dizendo!

O Porta Curtas é quem fornece os curtas que exibo ali embaixo (em breve, colocarei todos os filmes disponíveis para pronta visualização).

O Padre Levedo é um site de humor bem bacana.

NA Farmácia de Pensamentos podes encontrar pensamentos que pensadores pensaram prontos para levar para casa!

Gardenal, Zero Zen e Paralelos são sites imperdíveis. O primeiro e o último mais “literários” e o central super bem-humorado.

The Online Books Page apresenta uma série de e-books para download gratuito.

O Letras com Garfos é um blógue português que mescla elegantemente fatos do dia-a-dia com um humor delicioso.

Finalmente, o Abstracto Concreto é um dos blógues mais originais que encontrei nos últimos tempos. Não vou dizer porque pois acho que você mesmo deve ir lá dar uma olhadinha…

As críticas sempre vêm

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As críticas sempre vêm, assim como os elogios. O importante é estar de ouvidos abertos a ambas, principalmente às primeiras, pois é delas que extraímos as informações para não repetirmos as mesmas críticas da próxima vez e para incrementarmos os elogios se conseguirmos, ao mesmo tempo, não segui-las e não produzir o mesmo trabalho.

Ordem ou Progresso?

De tempos em tempos, trago aqui excertos de textos publicados no Escrever Por Escrever versão “disco rígido” e posteriormente no site Simplicíssimo. Sempre que isso ocorrer, haverá ao final uma data para deixar evidente a data original em que o trecho foi escrito.

“Como vovó já dizia: “Quem não tem colírio usa óculos escuro”… Pois é, quem não tem cão, caça com gato. Pois é justamente essa adaptabilidade característica das pessoas inteligentes que – li certo dia – seria impeditiva do progresso. Para mim isto é algo paradoxal: tudo bem, concordo que se nos adaptamos ao ambiente, mudando a nós mesmos para aceitar ou para viver melhor, certamente não mudaremos este mesmo ambiente, evitando dessa forma o “progresso”. Mas será que o “progresso” é sempre necessário? Será que embutido na palavra “progresso” não está um sentido de necessidade, ou seja: só se deve progredir e mudar algo quando isto realmente é necessário, quer seja para aperfeiçoar, para facilitar, para tornar mais cômodo ou inteligível?… Além do que, creio que juntamente com a palavra inteligente vem a sapiência, a capacidade de discernir quando o progresso, ou a modificação do ambiente será mais benéfica do que a mudança de si próprio para se adequar às necessidades do meio.”

 

“Tem tanta coisa que me vem à cabeça durante o dia e dá vontade de escrever mas ou eu estou ocupado fazendo alguma coisa (na maioria das vezes) ou não estou com saco de escrever ou simplesmente acho que vou me lembrar mais tarde mas acabo esquecendo (nossa! Essa frase ficou uma loucura sem pontuação!!!) e no fim das contas não consigo deixar registrado. Acho que isso é um sinal de senilidade. Afinal de contas, existem três sinais de senilidade: o primeiro, é a falta de memória; os outros dois… bem, os outros dois eu não lembro!”

(escrito originalmente em 05/06/2000)

Diálogos com Deus – Jesus e Nietsche

– Pai, olha só: estou lendo este livro “Ecce Homo” de Friederich Nietsche. Tem uma parte aqui que ele diz: “Eu não sou um homem, sou dinamite”. O que será que ele quis dizer, pai?

– Bem, meu filho, pelo que lembro da ocasião em que Nietsche disse isso, ele estava se recuperando de um período de enfermidade…

– A localização temporal e a situação de vida interferem na interpretação de suas palavras?

– Sim meu filho! Esta é uma lição muito importante! Não podemos separar as palavras de um homem de seu contexto histórico. Se as usarmos em um outro tempo, podemos estar incorrendo em grave falácia!

– Certo! Mas e sobre a dinamite?

– Como estava dizendo, Nietsche havia passado por algumas intempéries, após as quais mudou sua forma de encarar a vida e o mundo. Escreveu isso para que lembrassem que era um homem de contrastes em relação a realidade à sua volta. Estava pronto para destruir com tudo o que estivesse instituído. Daí, sua auto-denominação de “dinamite”.

– E ele realmente fez essas mudanças todas a que se propunha?

– Infelizmente, filho meu, pouco após redigir estas palavras, Nietsche pirou na batatinha e parou de falar coisa com coisa. Perdeu seu crédito daí por diante. Apesar de sua obra continuar sendo reconhecida até hoje, não pôs em obra suas idéias mais revolucionárias.

– Que triste, né pai…

– É meu filho… Às vezes, os homens não estão prontos para tantas mudanças em tão pouco tempo…



Notícias do Front

Amigos fortuitos que aqui chegaram por acaso e a meus 3 leitores assíduos, devo explicações: resolvi não dar continuidade a esta sessão que denominei Notícias do Front. Agradeço ao estímulo de quem me sugeriu seguir adiante, mas dois pensamentos me levaram a desistir: o primeiro, diz respeito ao fato de ser algo pessoal, aontecimentos do dia-a-dia relativos à minha pessoa; em um primeiro momento, achei interessante registrar aqui estes acontecimentos, nem tanto para torná-los de conhecimento público mas principalmente para ter um registro destes acontecimentos na forma de palavras escritas. Concluí que poderia deixar isto no meu disco rígido e não neste blógue. O segundo aspecto, diz respeito ao desânimo em si que me acometeu ao reler os escritos previamente postados. Carecem de toda e qualquer emoção e não acrescentam nada a ninguém, só “enchem linguiça” como dizemos por aqui.

Desta feita, queridos 3 leitores, digam adeus a esta famigerada e moribunda seção. Te enterro neste mesmo momento. E nada mais tenho a dizer.

Despertar

Quando as cores somem

Desaparecem como se nunca houvessem existido

Quando as luzes brilham

Mas não servem mais ao seu propósito

O vazio preenche todos espaços

Toma conta de tudo que resta

De tudo que sobrou, dos escombros

Agora em tons de cinza, escuro

Já não se ouvem passos, nem vozes

Somente um grito, surdo, ensurdecedor

Que me faz fechar os olhos

E ver coisas até então sem sentido

A distância agora consigo medir

Ela existe, e assusta

Tenho medo de não mais voltar

De não escolher o caminho certo

Sinto cheiro de café

E sinto necessidade de acordar

Deste sonho, que é uma vida

E viver, esta vida – que é realidade.

Isso aí em cima eu escrevi algum tempo atrás, enquanto estava nadando para longe de um amor perdido.

As imagens que acompanham os pôusts de hoje são da peça “A Serpente”, de Nélson Rodrigues, interpretada pela Cia. Retalhos de Teatro no Teatro Treze de Maio, em Santa Maria – RS, sob direção de Julieno Vasconcellos

PRÓXIMOS PÔUSTS: Da série: Diálogos com Deus – Deus e o Tratado de Kyoto (é só o que posso garantir…)

Da série: Diálogos com Deus – Jesus e o Rock n’ Roll

– Que som é esse meu filho?

– Isso é Titãs. Uma música que fizeram em minha homenagem! Escuta só:

– “Quem é que precisaaaaa… Tomar cuidado com o que diz?

Quem é que precisaaaaa… Tomar cuidado com o que faz?…

Será que é isso que eu necessito? Será que é isso que eu necessito?

Quem aqui não tem medo de passar o ridículo?

Quem aqui, como eu tem a idade de Cristo quando morreu?”

– Muito bom meu filho! Bela banda!

– É verdade… Esse caras são demais. Vem cá… Será que 33 anos é muito tarde pra começar uma banda de rock n’ roll pai?

– Claro que não meu filho! Veja o exemplo do seu pai! Fui me tornar capitalista só agora, depois de incontáveis anos de vida!

– Valeu pai!…

Deus já estava dando as costas para sair do quarto quando…

– Pai!

– Que foi filho? – voltando-se para Jesus.

– Será que rola uma graninha pra eu descolar uma guitarra maneira?

Notícias do Front

01/03/04 – Sem burocracia hoje. Chegamos às 7:00 no 7º BIB, pois fomos “arranchados” (entenda-se obrigados) a tomar café e almoçar no Batalhão nesta semana. O café era um pão dormido, margarina, geléia de frutas, café e leite e uma nega-maluca de “sobremesa”. Após o café fomos divididos em 2 pelotões de 18 e 17 aspirantes e passamos ao aprendizado da “ordem unida”, que compreende as posições de descansar, sentido, apresentar armas e outras, que devem ser feitas simultaneamente por todos. Vestimos nossa farda e, após verificação da adequação da vestimenta, partimos para o almoço. O almoço estava melhor do que o café: um risoto de galinha, feijão e macarrão com pimentão e salsicha, além de legumes diversos. Para beber, suco artificial de abacaxi.

À tarde, revisamos nossas ordens e aprendemos noções de marcha. Às 14:00, passamos a treinar nossa formatura, que aconteceria às 15:00. Treinamos o protocolo e o juramento e passamos a esperar a formatura. A despeito de nossas expectativas de que tudo ocorresse conforme o planejado, ocorreu um atraso por parte do Comandante da Brigada.

É interessante: ao mesmo tempo em que os tenentes que estão a nos orientar dizem que devemos dar exemplo aos subalternos, nossos comandantes deixam a dever o quesito exemplo. Sei que estou julgando por um evento único, mas o que quero dizer é que, muitas vezes, são justamente estes eventos únicos que nos desacreditam frente a uma pessoa ou a um grupo de pessoas.

Depois da formatura, tivemos uma aula inaugural ministrada pelo Coronel Leal, onde foram supervalorizadas as façanhas do exército brasileiro, execrado o comunismo e louvada a ditadura militar. Estou caricaturizando, mas não fugiu muito disso.

Dez horas e meia em pé, foi isso.

02/03/04 – Mais ação. Novamente 7:00, o que quer dizer acordar às 5:40 para fazer a higiene, barba deve ser bem feita, cabelo bem “organizado” e chegada com 30 minutos de antecedência para vestir adequadamente a farda, que deve ser impecavelmente vestida.

Depois de instruções de ordem unida (comandos de disciplina e respeito, continência e marcialidade) na parte da manhã, almoçamos juntos. Durante à tarde, aula teórica sobre continências, honras, sinais de respeito e cerimonial militar das forças armadas. Às 15:00, vestimos pela primeira vez nosso uniforme de treinamento físico militar (calção verde com duas listras, camiseta cavada, meias brancas e tênis preto, TOTALMENTE preto!) e passamos à primeira orientação física.

A parte do treinamento físico não é complicada, principalmente porque não fisemos a corrida, já que estava chovendo e fomos gentilmente liberados pelo Comandante do Batalhão. O chato é toda aquela pompa que existe antes, durante e depois de cada exercício: posição de sentido, descansar, sentido novamente… Só vendo para entender… Bem, daqui a pouco estará no automático…

Fomos liberados às 17:00.

Ao chegar em casa, minha namorada e eu partimos em direção à Academia de Ginástica onde logo a seguir nos inscreveríamos. Fiz minha primeira aula de adaptação, cerca de 1 hora e meia de musculação e exercício aeróbico. Depois, fiz mais 1 hora de capoeira, esta sim me deixou literalmente quebrado…

03/03/04 – 7:00: café da manhã. Ordem unida. Continuação da aula sobre continência e sinais de respeito. 12:10: almoço. Aula prática sobre sinais de respeito e continência. 15:00: treinamento físico-militar. 16:00: visita ao Círculo Militar de Oficiais de Santa Maria. Por justos R$ 15,00 podemos nos associar com número infinito de dependentes e usufruir da piscina semi-olímpica, quadras de tênis, vôlei, vôlei de areia, basquete, futsal, futebol sete, churrasqueiras, galpão crioulo, salão de festas e ampla área verde… Liberados às 17:00. Chegando em casa, muita fome. Devorei um risoto com 2 ovos e ferrei no sono…

04/03/04 – Mesma função. Toda manhã temos o que chamam de formatura: um de nós é determinado o xerife do pelotão (são 2 pelotões) e deve colocar a patota toda em forma e apresentar para o tenente que será nosso instrutor. São verificadas as faltas e depois seguimos para o café. Hoje o xerife do Segundo Pelotão ao qual pertenço foi a aspirante Caneda, psicóloga.

Durante a manhã aula sobre as insígnias militares. Quais são os símbolos que representam cada posto e graduação dentro do Exército, Marinha e Aeronáutica. Descobri que, no Brasil, a Marinha é a mais antiga força armada (oficialmente).

Almoçamos. À tarde tivemos uma prova sobre os conhecimentos adquiridos durante a manhã e uma prova de condicionamento aeróbico. Devíamos correr o máximo que pudéssemos em 12 minutos, sendo que seria considerado excelente acima de 3300m. Consegui correr 2300, com a língua de fora e os lábios cianóticos ao final. 2 colegas conseguiram fazer 3100 metros. Bem, quem sabe ao fim do estágio esteja eu correndo 2900 pelo menos…

05/03/04 – Sexta-feira, todos esperando a hora de ir para casa ao fim do dia. Hoje fui eu designado para ser o xerife. Cumpri bem meu papel, até onde pude perceber. Pela manhã, após a ordem unida, tivemos instruções sobre transgressões disciplinares e crimes militares. Foi bastante interessante. Como militar, possuo automaticamente o porte de arma. Sou também superior a qualquer soldado, sargento ou mesmo tenente da brigada militar e da polícia rodoviária estadual. Muito engraçado isso… Se cometer uma agressão a um civil em um local público, o crime é julgado pelo código penal comum. Se for contra um militar ou em território militar, é um crime militar… Pela manhã tivemos também identificação das ordens através dos toques de corneta… Bem interessante.

À tarde, ainda havia uma esperança de sermos liberados antes do TFM (treinamento físico militar), mas que caiu por terra. Ficamos das 3:40 até às 16:58 fazendo exercícios e correndo cantando canções militares de estímulo. O lado bom disso tudo é que ganho para fazer exercícios…

Escusas sinceras

Não consegui terminar de resenhar o livro “Transparências da Eternidade”, que fica para uma próxima ocasião. Estou “me puxando” lá no Exército e chegando morto de cansado em casa. Instalarei o ADSL em Santa Maria na próxima sexta-feira, após a qual os amigos podem novamente esperam minha visita e comentários.

Gostaria sinceramente de uma opinião de meus 3 leitores sobre a continuidade ou não das Notícias do Front. Eu mesmo, ao ler o que escrevi, vejo que esta seção não tem interesse algum para quem quer que possa vir a ler e mesmo para mim não encontro motivos fortes para seguir escrevendo. Se a maioria das opiniões for contrária à continuação, encerro antes dos 45 dias previstos, assim como se houver indifereça total à minha enquete.

Fiquei pasmo com o fato de que, apesar do assunto polêmico do pôust anterior (sistema de cotas para negros nas Universidades brasileiras) ninguém ter comentado a respeito… È um fenômeno que deve ser estudado… Tantos comentários elogiosos e muitas vezes tão pouca discussão acerca dos assuntos tratados.

PS: estou arquitetando uma forma de passar a hospedar o Escrever por escrever em um site próprio, para deixar de vez esta preocupação em relação ao blogger.br. Assim que isso ocorrer, aviso a todos para que troquem seu endereço nos línques.

PRÓXIMOS PÔUSTS: Diálogos com Deus – Deus e Nietsche, Notícias do Front (ou não) e o que mais sair expontaneamente escrevendo por escrever…

Da série: Diálogos com Deus – Jesus e o Rock n’ Roll

– Que som é esse meu filho?

– Isso é Titãs. Uma música que fizeram em minha homenagem! Escuta só:

– “Quem é que precisaaaaa… Tomar cuidado com o que diz?

Quem é que precisaaaaa… Tomar cuidado com o que faz?…

Será que é isso que eu necessito? Será que é isso que eu necessito?

Quem aqui não tem medo de passar o ridículo?

Quem aqui, como eu tem a idade de Cristo quando morreu?”

– Muito bom meu filho! Bela banda!

– É verdade… Esse caras são demais. Vem cá… Será que 33 anos é muito tarde pra começar uma banda de rock n’ roll pai?

– Claro que não meu filho! Veja o exemplo do seu pai! Fui me tornar capitalista só agora, depois de incontáveis anos de vida!

– Valeu pai!…

Deus já estava dando as costas para sair do quarto quando…

– Pai!

– Que foi filho? – voltando-se para Jesus.

– Será que rola uma graninha pra eu descolar uma guitarra maneira?

Notícias do Front

01/03/04 – Sem burocracia hoje. Chegamos às 7:00 no 7º BIB, pois fomos “arranchados” (entenda-se obrigados) a tomar café e almoçar no Batalhão nesta semana. O café era um pão dormido, margarina, geléia de frutas, café e leite e uma nega-maluca de “sobremesa”. Após o café fomos divididos em 2 pelotões de 18 e 17 aspirantes e passamos ao aprendizado da “ordem unida”, que compreende as posições de descansar, sentido, apresentar armas e outras, que devem ser feitas simultaneamente por todos. Vestimos nossa farda e, após verificação da adequação da vestimenta, partimos para o almoço. O almoço estava melhor do que o café: um risoto de galinha, feijão e macarrão com pimentão e salsicha, além de legumes diversos. Para beber, suco artificial de abacaxi.

À tarde, revisamos nossas ordens e aprendemos noções de marcha. Às 14:00, passamos a treinar nossa formatura, que aconteceria às 15:00. Treinamos o protocolo e o juramento e passamos a esperar a formatura. A despeito de nossas expectativas de que tudo ocorresse conforme o planejado, ocorreu um atraso por parte do Comandante da Brigada.

É interessante: ao mesmo tempo em que os tenentes que estão a nos orientar dizem que devemos dar exemplo aos subalternos, nossos comandantes deixam a dever o quesito exemplo. Sei que estou julgando por um evento único, mas o que quero dizer é que, muitas vezes, são justamente estes eventos únicos que nos desacreditam frente a uma pessoa ou a um grupo de pessoas.

Depois da formatura, tivemos uma aula inaugural ministrada pelo Coronel Leal, onde foram supervalorizadas as façanhas do exército brasileiro, execrado o comunismo e louvada a ditadura militar. Estou caricaturizando, mas não fugiu muito disso.

Dez horas e meia em pé, foi isso.

02/03/04 – Mais ação. Novamente 7:00, o que quer dizer acordar às 5:40 para fazer a higiene, barba deve ser bem feita, cabelo bem “organizado” e chegada com 30 minutos de antecedência para vestir adequadamente a farda, que deve ser impecavelmente vestida.

Depois de instruções de ordem unida (comandos de disciplina e respeito, continência e marcialidade) na parte da manhã, almoçamos juntos. Durante à tarde, aula teórica sobre continências, honras, sinais de respeito e cerimonial militar das forças armadas. Às 15:00, vestimos pela primeira vez nosso uniforme de treinamento físico militar (calção verde com duas listras, camiseta cavada, meias brancas e tênis preto, TOTALMENTE preto!) e passamos à primeira orientação física.

A parte do treinamento físico não é complicada, principalmente porque não fisemos a corrida, já que estava chovendo e fomos gentilmente liberados pelo Comandante do Batalhão. O chato é toda aquela pompa que existe antes, durante e depois de cada exercício: posição de sentido, descansar, sentido novamente… Só vendo para entender… Bem, daqui a pouco estará no automático…

Fomos liberados às 17:00.

Ao chegar em casa, minha namorada e eu partimos em direção à Academia de Ginástica onde logo a seguir nos inscreveríamos. Fiz minha primeira aula de adaptação, cerca de 1 hora e meia de musculação e exercício aeróbico. Depois, fiz mais 1 hora de capoeira, esta sim me deixou literalmente quebrado…

03/03/04 – 7:00: café da manhã. Ordem unida. Continuação da aula sobre continência e sinais de respeito. 12:10: almoço. Aula prática sobre sinais de respeito e continência. 15:00: treinamento físico-militar. 16:00: visita ao Círculo Militar de Oficiais de Santa Maria. Por justos R$ 15,00 podemos nos associar com número infinito de dependentes e usufruir da piscina semi-olímpica, quadras de tênis, vôlei, vôlei de areia, basquete, futsal, futebol sete, churrasqueiras, galpão crioulo, salão de festas e ampla área verde… Liberados às 17:00. Chegando em casa, muita fome. Devorei um risoto com 2 ovos e ferrei no sono…

04/03/04 – Mesma função. Toda manhã temos o que chamam de formatura: um de nós é determinado o xerife do pelotão (são 2 pelotões) e deve colocar a patota toda em forma e apresentar para o tenente que será nosso instrutor. São verificadas as faltas e depois seguimos para o café. Hoje o xerife do Segundo Pelotão ao qual pertenço foi a aspirante Caneda, psicóloga.

Durante a manhã aula sobre as insígnias militares. Quais são os símbolos que representam cada posto e graduação dentro do Exército, Marinha e Aeronáutica. Descobri que, no Brasil, a Marinha é a mais antiga força armada (oficialmente).

Almoçamos. À tarde tivemos uma prova sobre os conhecimentos adquiridos durante a manhã e uma prova de condicionamento aeróbico. Devíamos correr o máximo que pudéssemos em 12 minutos, sendo que seria considerado excelente acima de 3300m. Consegui correr 2300, com a língua de fora e os lábios cianóticos ao final. 2 colegas conseguiram fazer 3100 metros. Bem, quem sabe ao fim do estágio esteja eu correndo 2900 pelo menos…

05/03/04 – Sexta-feira, todos esperando a hora de ir para casa ao fim do dia. Hoje fui eu designado para ser o xerife. Cumpri bem meu papel, até onde pude perceber. Pela manhã, após a ordem unida, tivemos instruções sobre transgressões disciplinares e crimes militares. Foi bastante interessante. Como militar, possuo automaticamente o porte de arma. Sou também superior a qualquer soldado, sargento ou mesmo tenente da brigada militar e da polícia rodoviária estadual. Muito engraçado isso… Se cometer uma agressão a um civil em um local público, o crime é julgado pelo código penal comum. Se for contra um militar ou em território militar, é um crime militar… Pela manhã tivemos também identificação das ordens através dos toques de corneta… Bem interessante.

À tarde, ainda havia uma esperança de sermos liberados antes do TFM (treinamento físico militar), mas que caiu por terra. Ficamos das 3:40 até às 16:58 fazendo exercícios e correndo cantando canções militares de estímulo. O lado bom disso tudo é que ganho para fazer exercícios…

Escusas sinceras

Não consegui terminar de resenhar o livro “Transparências da Eternidade”, que fica para uma próxima ocasião. Estou “me puxando” lá no Exército e chegando morto de cansado em casa. Instalarei o ADSL em Santa Maria na próxima sexta-feira, após a qual os amigos podem novamente esperam minha visita e comentários.

Gostaria sinceramente de uma opinião de meus 3 leitores sobre a continuidade ou não das Notícias do Front. Eu mesmo, ao ler o que escrevi, vejo que esta seção não tem interesse algum para quem quer que possa vir a ler e mesmo para mim não encontro motivos fortes para seguir escrevendo. Se a maioria das opiniões for contrária à continuação, encerro antes dos 45 dias previstos, assim como se houver indifereça total à minha enquete.

Fiquei pasmo com o fato de que, apesar do assunto polêmico do pôust anterior (sistema de cotas para negros nas Universidades brasileiras) ninguém ter comentado a respeito… È um fenômeno que deve ser estudado… Tantos comentários elogiosos e muitas vezes tão pouca discussão acerca dos assuntos tratados.

PS: estou arquitetando uma forma de passar a hospedar o Escrever por escrever em um site próprio, para deixar de vez esta preocupação em relação ao blogger.br. Assim que isso ocorrer, aviso a todos para que troquem seu endereço nos línques.

PRÓXIMOS PÔUSTS: Diálogos com Deus – Deus e Nietsche, Notícias do Front (ou não) e o que mais sair expontaneamente escrevendo por escrever…

Da série: Diálogos com Deus – Deus e Maria no almoço

– Passa o sal.

– Com ferro de passar ?

– Deixa de ser boba! Me alcance o sal!

– Como se diz?

– Como assim, como se diz?

– Qual é a palavrinha mágica?

– Abracadabra!

– Não! Agora é você quem está bancando o bobo! Que palavra mágica se usa quando pedimos um favor?

– Hum… – Deus pára, pensativo.

– Vamos lá! Não é tão difícil assim! – estimula Maria.

– Já sei! Por favor!

– Muito bem! Tome aí o sal! Mas não vai exagerar que sua pressão já anda meio alta, ouviu?

Excertos e comentários do livro Transparências da eternidade, de Rubem Alves (parte II de III)

“A alegria é um pássaro que só vem quando quer. Ela é livre. O máximo que podemos fazer é quebrar todas as gaiolas e cantar uma canção de amor, na esperança de que ela nos ouça. Oração é o nome que se dá a esta canção para invocar a alegria. Muitas orações são produtos da insensatez das pessoas. Acham que o universo estaria melhor se Deus ouvisse os seus conselhos. Pedem que Deus lhes dê pássaros engaiolados, muitos pássaros. Nisso protestantes e católicos são iguais. Tagarelam. E nem se dão ao trabalho de ouvir. Não sabem que a oração é só um gemido. “Suspiro da criatura oprimida”: haverá definição mais bonita? São palavras de Marx. Suspiro: gemido sem palavras que espera ouvir a música divina, a música que, se ouvida, nos traria a alegria” – diz Rubem Alves.

Rubem questiona o tipo de promessas que as pessoas fazem: autoflagelam-se com chicotes, carregam pedras, sobem escadas de joelhos, arrastam cruzes, ficam sem comer, não tomam cerveja por 1 mês, não transam ou se masturbam por um período determinado. Deus só aceitaria “presentes” assim se fosse um grande sádico, um ser monstruoso que fica feliz quando sofremos.

Propõe-se que Deus sofre quando sofremos e dá risada quando rimos. Usando suas palavras devemos fazer promessas do tipo “vou comprar uma cachorrinha cocker spaniel, vou gastar tempo observando o vôo dos pássaros, a forma das nuvens, a folhagem das árvores. Vou fugir do agito, do ruído, da confusão. Vou ver novamente o carteiro e o poeta. Vou cultivar a solidão e o silêncio. Vou fazer um jardim zen. Vou ouvir música. Vou ler Fernando Pessoa. Vou aprender a cozinhar. Vou receber os amigos. Vou brincar com coisas e pessoas.”

Rubem diz que ama a Igreja: nela, tudo aquilo que saiu da mão dos artistas. Entretanto, quando ouve as explicações de teólogos ou mestres quebra-se o encanto e ele diz que gostaria que tivessem falado em latim para que não houvesse compreendido as palavras da Igreja.

Na seção “Sobre a salvação de minha alma”, R. A. critica a “Fé compartimentalizada”. Como estudioso da Bíblia, cita trechos colocados de lado, como se não fizessem parte das escrituras sagradas. Alguns exemplos de trechos silenciados: “Amada minha, em tua língua há mel e leite (…) Teus seios são como duas crias gêmeas de gazela” (Ct 4,11.5) e “Anda, come teu pão com alegria e bebe contente o teu vinho… Goza a vida com a mulher que amas todos os dias da tua vida” (Ecl 9,7.9)

Lembra ainda que Jesus disse aos fariseus que, antes deles entrarem nos céus, entram as meretrizes; entram também os hipócritas e tudo o mais que Deus criou.

Questiona a imutabilidade da Igreja. Imutabilidade que não existe em lugar algum na Natureza por deus criada. Com suas palavras: “Entre a semente e a pedra, reafirmaram a pedra. Os bambus estão proibidos de florir, Para que florir? É desnecessário. A Igreja possui a verdade toda. Não precisa dos outros. Proibido está o jogo de trocar sementes. Diálogo, só para que os outros sejam convertidos à sua verdade. Por que ouvir o outro, se possuo a verdade toda? Por que permitir que o outro fale, se aquilo que ele fala só pode ser mentira? Todos os que pretendem possuir a verdade estão condenados a ser inquisidores. Assim, sobre todas as sementes se coloca a maldição do silêncio, obsequioso…”

Sistema de cotas nas universidades brasileiras: solução ou vergonha?

Vivemos no Brasil um momento-chave para a educação no nível terciário, que compreende as Universidades.

Ao mesmo tempo em que são feitos projetos que visam utilizar vagas ociosas de Universidades particulares através da isenção de impostos “- altamente elogiáveis – existe um outro projeto de cunho absurdamente racista: determinação de cotas (reserva de vagas) para negros.

Tenta-se justificar tal atitude pelas dificuldades históricas impetradas aos negros neste país, desde a época da escravização até seqüelas que permanecem até hoje como a menor valorização do trabalho quando comparado ao trabalho de “brancos”, por exemplo. Essa menor valorização associada talvez a uma maior dificuldade de conseguir trabalho (devido a uma discriminação velada) levam a uma menor condição socio-econômica média, que resulta em maior dificuldade de acesso e manutenção da educação tanto em escolas públicas quanto privadas – estas últimas consideradas melhores e mais aptas à preparação para o concurso vestibular.

O acesso a uma educação menos privilegiada nas etapas anteriores, levam então a um menor acesso às Universidades federais gratuitas, onerando justamente as famílias que teoricamente teriam menos condições para manter um filho em uma instituição particular.

Concorda-se com toda esta problemática, mas não com a solução oferecida.

Não deveriam ser os negros a receber tal benefício, pois trata-se de racismo puro. Por que então índios não tem o mesmo benefício assegurado? E por quê os “amarelos” não têm a mesma vantagem? Vagas para italianos? Alemães? Judeus? Russos? Nem pensar…

Se vagas devem ser reservadas nas Universidades públicas, que sejam então para quem tem menos condições socio-econômicas. Esses sim, brancos ou negros, com barreiras enormes para uma educação adequada a nível terciário.

O que impede o acesso à Universidade pública é o menor conhecimento no momento da realização do concurso vestibular. Teria um negro de família abastada, que estudou em colégio particular, mais direito à vaga que um branco que teve de trabalhar desde os 12 anos para ajudar sua família e estudou, mal e porcamente sem alimentação ou acesso a livros, em colégio público?

E como definir um negro? Pela cor da pele? Existirão métodos colorimétricos confiáveis para tanto? Pelo sobrenome? Pela origem de seus antepassados? E com que grau de parentesco podemos dizer que alguém é negro? Se a mãe do avô materno for a única pessoa negra na genealogia da família, podemos considerar esta pessoa negra? E o que dizer da moça de pele alva, olhos azuis e portadora de anemia falciforme, exclusividade de pessoas de ancestralidade negra?

Os problemas não se encerram por aqui. Tudo que se propõe é uma melhor análise da legalidade e das conseqüências do sistema de cotas, impostos desta maneira absolutamente discriminatória no mau sentido da palavra.

Abordagens alternativas do problema, valorizando o nível socio-econômico em detrimento da questão racial são louváveis e devem ser detalhadamente verificadas. Até lá, vamos deixar esta idéia de molho mais um pouco, para amaciá-la e deixá-la no ponto para exercer seus efeitos na direção certa (bom se soubéssemos qual é esta direção…).

Notícias do Front

Antes de tudo preciso fazer uma breve introdução a esta nova coluna semanal do Simplicíssimo. Em primeiro lugar, como Editor desta joça, me auto-afirmo no direito de manter escritos sobre todo e qualquer assunto, mesmo sobre assuntos áridos e de pouco interesse como minhas experiências (reais) durante a prestação do Serviço Militar Obrigatório no 7º Batalhão de Infantaria Blindado (7º BIB) em Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul; em segundo lugar, mesmo estando ciente das pauladas que provavelmente receberei nos comentários e também dos Ombudsmen (ou pior, sua indiferença), quem está na chuva é para se molhar ou não chegar atrasado a algum lugar e não deve ser pior do que as idas a campo no exército; em terceiro lugar, não pretendo falar exclusivamente do serviço militar mas tratarei de entremear meus esforços militares com minhas leituras e apimentar a discussão com conclusões estapafúrdias e totalmente descontroladas. Esta coluna tem data para terminar – próximo de 12 de abril, fim do Estágio de Adaptação ao Serviço, após o qual começo a trabalhar como médico militar, pelo período mínimo de 1 ano, prorrogável à minha vontade até 8 anos..

De pronto, vamos ao que interessa:

25/02/04 – saí de Porto Alegre às 8:00, levando guitarra, pedaleira, revistas de guitarra e fotografia, roupas, 5 livros (Edgar Morin – O Método 1 e 2, Rubem Alves – Transparências da Eternidade e As Cores do Crepúsculo – A estética do envelhecer e George Woodcock – Anarquismo – Uma história das idéias e movimentos libertários) além de uma bola de basquete e muita boa vontade.

Almoçamos no apartamento de minha namorada Carol, que mora e estuda em Santa Maria. Às 13:00 me apresentei no 29º BIB. A apresentação foi tranqüila. Fomos orientados acerca dos procedimentos pelo Tenente Lima, pelo Capitão Agostinho e pelo Coronel Mendes.

De cara, ficamos sabendo da história do aspirante a oficial médico que, noa no anterior, desdenhou as atividades de orientação em campo com bússola e fez toda sua equipe passar a noite (e madrugada) inteira tentando se localizar em uma tarefa digna do Rambo.

Confirmei a informação de que, após os 45 dias de treinamento, trabalharei como Endocrinologista no Hospital de Guarnição (HGU) de Santa Maria, das 7:00 às 13:00, sem plantões clínicos a fazer, exceto ocasionais sobreavisos.

Recebemos a lista do Uniforme a comprar. Dezesseis itens! Fomos dispensados às 15:17 com retorno previsto para amanhã às 8:30.

26/02/04 – Hoje recebemos a notícia de que seríamos transferidos para o 7º Batalhão de Infantaria Blindado (7º BIB), unidade mais moderna e apta para nosso treinamento no EAS (Estágio de Adaptação da Saúde). Lá fomos apresentados ao novo responsável pelo nosso treinamento, o Capitão Cláudio. Nos foi mostrado nosso alojamento e armários e escolhido nosso nome de guerra. O meu será Aspirante Reinehr, e, ao terminar o treinamento daqui a 40 dias, tenente Reinehr. Feita a inspeção de saúde, foi muito engraçado ver um de nossos colegas “não-voluntários” mancando “artificialmente” nos últimos dois dias, para aumentar suas chances de dispensa. O colega tem realmente uma fratura prévia no pé, mas já estava sem dor ou dificuldade de movimentação, mas pensou que seria mais convincente se encenasse uma situação de maior sofrimento.

Fomos liberados ao meio-dia. À tarde, fui comprar o fardamento: camiseta e gandola camufladas, camiseta branca e calção para educação física, tênis preto para exercícios, gorro, boina verde e acessórios diversos.

Comecei hoje a fazer uma relação de prejuízos financeiros decorrentes da prestação do Serviço Militar, chamada legalmente de lucros cessantes, para registro e posterior “avaliação e tentativa de minimização de danos”.

27/02/04 – Mais um dia de burocracia. Passamos a manhã inteira sentados em uma sala, recebendo orientações sobre como utilizar nossa roupa e entregando documentação. M-nhã perdida, por assim dizer. À tarde, novamente liberados, com previsão de retorno na Segunda-feira, dia 01/03 às 7:00 para tomarmos café com o capitão. Fim de semana: Agudo, minha cidade natal.

PRÓXIMOS PÔUSTS: Da série: Diálogos com Deus – Jesus e o Rock n’ Roll, Excertos e comentários do livro Transparências da eternidade, de Rubem Alves (parte II de III), Notícias do Front