Posts made in junho, 2004


Maria e Jesus levam Deus às pressas ao Pronto Socorro:

– Maria, me ajuuuude! Não agüento mais a dor!

Maria: – Doutor, doutor, acuda! Meu marido está passando muit mal! Ele não é de fazer fita!

– Não se preocupe dona! Seu marido sairá daqui são e salvo ou não me chamo Doutor Baratta!

Depois que o médico lhe examina e faz alguns exames de sangue e uma ultrassonografia abdominal, chega o diagnóstico: cólica biliar.

-Seu Deus, o senhor está com uma pedra na vesícula. Vamos ter que lhe operar.

– Operar? Sem essa! Quem opera milagres aqui sou eu!

– Mas… – tenta interceder o médico…

– Deixa comigo – diz Maria.

– Escuta aqui, senhor Deus Oni da Silva! Vamos deixar de agir como criança! Se o médico diz que vai ter que operar, vamos operar sim senhor!

– Mas, mas… Querida!…

– Sem mas-mas-mas! Não tem discussão! Viu no que deu todos aqueles churrascos, aquela carne gordurosa? Agora agüenta as pontas queridinho!

Voltando-se para o doutor: – Ele vai operar sim doutor. É só marcar.

– Bem, assim sendo, vejo que entraram em um consenso. A cirurgia será daqui a 2 horas. Vou me preparar.

E deu de costas rumo à sala de emergência para tomar as providências cabíveis, enquanto Deus olhava seu algoz se afastar, com olhinhos pequeninos qual cachorro pidão, ainda tentando reverter a situação.

– Maria…

– Que foi!? – ollhando séria.

(vendo que não havia mais o que fazer) – Fica comigo na sala de cirurgia?

PRÓXIMO PÔUST: O Dia Depois de Amanhã

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Temos mais pessoas escrevendo poesia (e prosa) do que lendo.

Essa é a conclusão que podemos chegar com a proliferação mais do que descontrolada dos blógues (note que não intenciono falar dos “blógues-diário” e similares, mas tão somente daqueles com caráter literário-artístico ou até político)

A verborragia está rolando solta e cada vez mais generaliza-se a tendência de tentar divulgar seu pedaço de terra de todas formas possíveis, como viram no pôust anterior.

A propaganda em si não é o mal. O mal encontra-se em fazer mal e porcamente um ajuntado de coisas escritas que se quer fazer passar por arte ou literatura.

Todos temos (excluindo um ou outro de nós com impulsos depressivos ou com complexos de inferioridade) a tendência de achar que aquilo que fizemos é bom o suficiente para que alguém se interesse e queira “comprar” de uma forma ou de outra.

Dizia William Carlos Williams: “Arte ruim é aquela que não serve ao contínuo serviço de limpar a linguagem de todas as fixações sobre usos mortos, mal-cheirosos do passado”. Apesar de ter sido usada em uma situação diversa da que comento, aproveito a frase para lembrar da arte como técnica E busca de inovação/novidade. Sem esta última, resta somente a técnica, que só, já não é mais arte.

Lendo uma recente crítica de Rodrigo Garcia Lopes, poeta brasileiro, ao Jornal Literário “Rascunho”, deparei-me com a seguinte constatação:

“…muitas vezes também tenho a impressão de que poetas diferentes estão escrevendo um mesmo poema. Digo isso em relação a um tipo de poema curto, que muitas vezes são fragmentos de descrições estilizadas, geralmente da janela de um apartamento, com o poeta entre reproduções de Mondrian, tomando um chá de camomila, lendo livros chatos e fazendo cara de inteligente. Para mim, esses poemas também escondem sob uma pretensa concisão, uma falta danada do que dizer… …esses procedimentos, fraturas e personificações geralmente mascaram um pensamento superficial, pobre de vida, sem viço.

Ainda, parafraseando Gilles Delleuze ( já citado previamente por mim em um Editorial do Simplicíssimo): “Não sofremos de falta de comunicação, mas ao contrário, sofremos com todas as forças que nos obrigam a nos exprimir quando não temos grande coisa a dizer”.

Assim, creio que somente poucos de nós, entusiasmados blogueiros, persistiremos ao teste do tempo. Posso ver entre meus amigos lincados uma boa dezena que se sustenta sem ajuda de ninguém, mais uma dúzia que segue caminho ascendente em qualidade. Outros, como eu, ainda têm muito o que aprender. Mas resta sempre a esperança de que, mantendo contato com os grandes mestres da literatura mundial e com os novos mestres da rapidamente crescente literatura hipertextual, nosso aperfeiçoamento se desenvolva com êxito e possamos brindar juntos nossa permanência nesta bela estrada que é o percurso das letras, o caminho das artes.

Boa sorte nesta trajetória, companheiros!

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Nascer do Sol em PoA.jpg

Existem várias “táticas” usadas pelos blogueiros no intuito de chegarem aos “primeiros lugares da parada”. Vou enumerar algumas delas:

1. Em blógues como os do provedor Sapo (português), basta entrar na área de edição do seu blógue no horário de pico de acessos (algo como fim de tarde e começo da noite durante a semana ou durante os fins-de-semana) e ficar “atualizando” seu blógue repetidamente. Se não tiver nada que escrever, não tem problema! Só tire um “ç” e coloque um “c” em algum lugar e clique “gravar” e depois “reconstruir blog”. Aí, seu blógue aparecerá entre os 10 mais recentemente atualizados, chamando a atenção daqueles que estão a navegar pela página do Provedor, obviamente angariando uma pá de novos leitores.

Descobri isso por acaso, já que, freqüentemente após atualizar o site, via que curiosamente de 3 a 6 pessoas passavam a estar simultaneamente no Escrever Por Escrever. Curioso que sou, fui às estatísticas de acesso e descobri que todas estas pessoas eram encaminhadas pelo próprio http://blogs.sapo.pt , devido aquela ferramenta que indica os blógues recentemente atualizados.

Se você tiver paciência ( e tempo) de fazer isso por horas a fio, por vários dias seguidos, é batata: seu blógue estará na lista dos 25 mais acessados do Sapo e daí pra frente se garante na vitrine sem esforço, angariando mais outra pá de leitores.

2. A segunda técnica utilizada tira proveito dos programas de busca, como o Google, Cadê e Altavista, por exemplo. Consiste em incluir no site palavras de assuntos que estão “na moda”, como utilizar a expressão “Antonela Nua na Playboy BBB4” como fez o digníssimo Alexandre do Liberal Libertário Libertino. Essa técnica funciona principalmente se as palavras chaves são colocadas em áreas nobres para as ferramentas de busca , como é o caso do título ou das tags e metatags (que não aparecem visualmente) no código do site. Assim, no Escrever Por Escrever tenho na minha metatag o seguinte:

< meta http-equiv="Content-Type" content="sociologia escrever antropologia cultura filosofia culinária fotografia economia politica ">

Para conseguir mais acessos, poderia colocar ali por exemplo palavras como “sexo”, “XXX” ou outras palavras que estão entre as mais procuradas pelos internautas. Poderia também colocar o nome de todo e qualquer escritor, diretor de filme, ator ou personalidade política famosa, além de eventos históricos ou qualquer coisa provável de ser pesquisada na Internet, para incluir eu blógue/site na busca do Google, por exemplo. Funciona, acreditem.

3. A terceira (e chata) alternativa é criar listas de I-1/2s coletados pelas andanças de Internet e ficar mandando avisos (não solicitados) de atualização do seu blógue. Provavelmente, você conseguirá ao menos um acesso daquela pessoa para o qual enviou o e-mail, já que ela gostará de descobrir quem é a mala que fez esta puta sacanagem e quem sabe, até ganhará um par de palavras desaforadas em sua caixa de comentários.

4. A quarta e mais difundida – e também a mais cansativa – forma de conseguir visitas aos borbotões é entrar em todo e qualquer blógue que aparecer pela frente e deixar lá um comentário. Esta forma de “angariar visitantes” é a mais efetiva, principalmente quando se deixa no blógue visitado um comentário simpático e elogioso.

No caso de você efetivamente ler o último pôust (ou os pôusts mais recentes ao menos) e deixar um comentário relevante ao assunto abordado, a chance de ser visitado em retribuição é próxima a 100%, e, de cara, gera uma espécie de dívida para o blogueiro visitado, que terá, pelo menos inconscientemente, a necessidade de lhe retribuir o gesto.

Visitar e conhecer novos blógues e deixar lá seus comentários é normal. Fazer isso compulsivamente me parece doentio. É muita necessidade de autoafirmação.

Se você se encaixou em uma ou outra das categorias abaixo, não se preocupe: acontece com todos pelo menos em algum momento e em algum grau nesta nossa já não tão nova brincadeira de conhecer e nos tornarmos conhecidos por nossas idéias, agora tão facilmente distribuídas e espalhadas por esta rede virtual mundial.

O importante é não exagerar na dose, tendo o bom-senso de discernir quando passamos a ser trapaceiros e trazemos para nosso convívio pessoas que não tem afinidade nenhuma com nossas idéias – objetivo mais importante desta função toda.

Ademais, um pouco de movimento no blógue sempre é agradável e faz muito bem ao nosso ego.

A propósito, comprei um novo domínio: www.armazemdeideias.org e comecei lentamente minha mudança para lá. Como o tempo é realmente escasso, acho que levarei pelo menos 6 meses para completar meu êxodo. De qualquer forma, o dia em que poderei finalmente exercer com plenitude minha liberdade (fotos gigantes!) está próximo!

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Existem várias “táticas” usadas pelos blogueiros no intuito de chegarem aos “primeiros lugares da parada”. Vou enumerar algumas delas:

1. Em blógues como os do provedor Sapo (português), basta entrar na área de edição do seu blógue no horário de pico de acessos (algo como fim de tarde e começo da noite durante a semana ou durante os fins-de-semana) e ficar “atualizando” seu blógue repetidamente. Se não tiver nada que escrever, não tem problema! Só tire um “ç” e coloque um “c” em algum lugar e clique “gravar” e depois “reconstruir blog”. Aí, seu blógue aparecerá entre os 10 mais recentemente atualizados, chamando a atenção daqueles que estão a navegar pela página do Provedor, obviamente angariando uma pá de novos leitores.

Descobri isso por acaso, já que, freqüentemente após atualizar o site, via que curiosamente de 3 a 6 pessoas passavam a estar simultaneamente no Escrever Por Escrever. Curioso que sou, fui às estatísticas de acesso e descobri que todas estas pessoas eram encaminhadas pelo próprio http://blogs.sapo.pt , devido aquela ferramenta que indica os blógues recentemente atualizados.

Se você tiver paciência ( e tempo) de fazer isso por horas a fio, por vários dias seguidos, é batata: seu blógue estará na lista dos 25 mais acessados do Sapo e daí pra frente se garante na vitrine sem esforço, angariando mais outra pá de leitores.

2. A segunda técnica utilizada tira proveito dos programas de busca, como o Google, Cadê e Altavista, por exemplo. Consiste em incluir no site palavras de assuntos que estão “na moda”, como utilizar a expressão “Antonela Nua na Playboy BBB4” como fez o digníssimo Alexandre do Liberal Libertário Libertino. Essa técnica funciona principalmente se as palavras chaves são colocadas em áreas nobres para as ferramentas de busca , como é o caso do título ou das tags e metatags (que não aparecem visualmente) no código do site. Assim, no Escrever Por Escrever tenho na minha metatag o seguinte:

< meta http-equiv="Content-Type" content="sociologia escrever antropologia cultura filosofia culinária fotografia economia politica ">

Para conseguir mais acessos, poderia colocar ali por exemplo palavras como “sexo”, “XXX” ou outras palavras que estão entre as mais procuradas pelos internautas. Poderia também colocar o nome de todo e qualquer escritor, diretor de filme, ator ou personalidade política famosa, além de eventos históricos ou qualquer coisa provável de ser pesquisada na Internet, para incluir eu blógue/site na busca do Google, por exemplo. Funciona, acreditem.

3. A terceira (e chata) alternativa é criar listas de I-1/2s coletados pelas andanças de Internet e ficar mandando avisos (não solicitados) de atualização do seu blógue. Provavelmente, você conseguirá ao menos um acesso daquela pessoa para o qual enviou o e-mail, já que ela gostará de descobrir quem é a mala que fez esta puta sacanagem e quem sabe, até ganhará um par de palavras desaforadas em sua caixa de comentários.

4. A quarta e mais difundida – e também a mais cansativa – forma de conseguir visitas aos borbotões é entrar em todo e qualquer blógue que aparecer pela frente e deixar lá um comentário. Esta forma de “angariar visitantes” é a mais efetiva, principalmente quando se deixa no blógue visitado um comentário simpático e elogioso.

No caso de você efetivamente ler o último pôust (ou os pôusts mais recentes ao menos) e deixar um comentário relevante ao assunto abordado, a chance de ser visitado em retribuição é próxima a 100%, e, de cara, gera uma espécie de dívida para o blogueiro visitado, que terá, pelo menos inconscientemente, a necessidade de lhe retribuir o gesto.

Visitar e conhecer novos blógues e deixar lá seus comentários é normal. Fazer isso compulsivamente me parece doentio. É muita necessidade de autoafirmação.

Se você se encaixou em uma ou outra das categorias abaixo, não se preocupe: acontece com todos pelo menos em algum momento e em algum grau nesta nossa já não tão nova brincadeira de conhecer e nos tornarmos conhecidos por nossas idéias, agora tão facilmente distribuídas e espalhadas por esta rede virtual mundial.

O importante é não exagerar na dose, tendo o bom-senso de discernir quando passamos a ser trapaceiros e trazemos para nosso convívio pessoas que não tem afinidade nenhuma com nossas idéias – objetivo mais importante desta função toda.

Ademais, um pouco de movimento no blógue sempre é agradável e faz muito bem ao nosso ego.

A propósito, comprei um novo domínio: www.armazemdeideias.org e comecei lentamente minha mudança para lá. Como o tempo é realmente escasso, acho que levarei pelo menos 6 meses para completar meu êxodo. De qualquer forma, o dia em que poderei finalmente exercer com plenitude minha liberdade (fotos gigantes!) está próximo!

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