Monthly Archives: junho 2006

Jun 30

Um Processo

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

Um Processo. A vida é um Processo.

Antes que os descendentes de Franz Kafka e possivelmente seus fãs tentem me “processar” por plágio, alto lá! Explico.

Desde Heráclito sabemos que nesta vida tudo é mudança. Paradoxalmente, parece que esta é a única coisa estável no mundo: a certeza da mudança.

Viemos para cá a partir de uma esquisita troca de energias que acabaram em resultar em nós mesmos. Aqui chegando, cada ventilação leva à respiração celular, que por sua vez é um “processo”de oxigenação tecidual que ocorre, como sabemos, na mitocôndria. Esta organela transforma o oxigênio em uma forma de energia a ser utilizada pelos organismos biológicos. E assim vamos vivendo. Alimentando-nos do que é produzido pela Natureza, defecando e urinando o que não aproveitamos, perdendo pele, crescendo, engordando e nos multiplicando. Mas não é o ponto de vista biológico que quero enfocar.

Desde nossa concepção – deixo para os mais polemistas a discussão sobre quando esta tem hora – passamos a viver de estímulos que acabam por constituir parte do que somos e também parte do que seremos. Parte do que somos porque a aceitação de que constitui tudo o que somos implica em uma crença forte demais na idéia de que o ambiente é responsável por moldar todo o indivíduo e ainda acredito que o componente genético tem influência sobre parte do nosso ser. Existe pré-história do indivíduo, a meu ver.

Aquele IGF-1 em níveis abaixo de esperado naquele período levará, muito provavelmente, a um indivíduo de compleições menores do que seria esperado se os níveis do fator de crescimento estivessem nos parâmetros ditos normais. Aquele Tio Patinhas lido com tanto prazer pela criança que o comprou com o próprio dinheiro da mesada (e o fez em detrimento da merenda que poderia ter comprado) terá um significado com toda certeza na personalidade daquele indivíduo.

Alguns estímulos mais, outros menos, mas todos, sem exceção, fazem parte da nossa história e fazem de nós o que somos. Tudo isso é um Processo. Um Processo sem início e sem fim, com o qual devemos nos acostumar tão logo tenhamos contato com a noção de sua existência.

A percepção da existência deste Processo pode nos levar a caminhos bem distintos. Um deles, o reconhecimento da verdade inerente ao mesmo e sua inevitável validade para todos seres animados e inanimados existentes no mundo e a lógica atitude de respeito para com todo e qualquer ser que caminha, rasteja ou permanece imóvel; o outro, a negação desta idéia, e a necessidade de causar malogro a outrem, com vistas a benefício próprio sempre que possível, a despeito da necessidade do outro indivíduo ou coisa.

O pensamento de Processo, parte de uma ética anarquista, imiscui-se da necessidade de existência de um Deus, mas não rejeita a possibilidade de uma inteligência que possa estar por trás da criação das leis que ora regem todas as coisas. Não depende de anuência por parte deste suposto Deus para os atos da vida ordinária tampouco deve satisfação ao mesmo por atos realizados ou deixados de realizar.

Ora, todos buscamos em última instância a felicidade. Apesar desta senhora não trazer em si a própria definição do que seja, cada um constrói para si este ideal. Cada qual busca a felicidade que para si imaginou.

Nunca esqueço de uma tira do cartunista Bill Waterson em que seu personagem Calvin está, no primeiro quadrinho, delirando com desejos de chegar em Marte, de morar em uma mansão, ser multimilionário, ter todos babando ao seu redor até que pergunta a seu amigo imaginário, Haroldo, do que este precisaria para ser feliz; No segundo quadrinho, Haroldo prontamente responde: “Um sanduíche com pasta de amendoim”. No terceiro quadrinho, Calvin horrorizado não acredita nas palavras do amigo, criticando-o por ser tão destituído de desejos e sonhos. No quarto quadrinho, desvela-se o pano para o ato final, quando Calvin, que seguiu Haroldo até a cozinha, vê este calmamente passando pasta de amendoim em duas saborosas fatias de pão.

Ao mesmo tempo em que concordo que devemos sonhar, mas por mais alto que seja sem tirar os pés do chão, acredito também que toda grande expectativa traz consigo uma possibilidade de grande frustração quando não temos nosso objetivo alcançado. Por isso, é terrível ir ao cinema depois de uma propaganda extremamente enaltecedora. Geralmente quebramos a cara. Os filmes que mais nos enternecem ou impressionam são, geralmente, aqueles que vamos assistir sem grandes expectativas.

A propaganda, já que toquei no assunto, é outra que vitima mais do que guerras, acidentes de trânsito ou mesmo desnutrição. Através da propaganda, acabamos por viver em um mundo irreal. Passamos a acreditar que todos temos direito de ter acesso àqueles bens de consumo que são apresentados como se fossem necessidade de máxima premência. Quem pode, ora bolas, que quiser manter-se conectado com a modernidade, ficar sem aquele aparelho celular com câmera fotográfica e mp3 (ou mp4) ou então sem aquela tv de plasma de última geração?

A triste verdade é que não há nem energia nem riqueza no mundo para manter tal nível de sofisticação tecnológica para todos. Para manter nosso status, estamos com certeza subjugando muitos e levando-os à pobreza. Deixando a máquina da propaganda exercer seu papel – e nos deixando quedar a ela – entregamo-nos sem luta aos desejos de outros que se fazem passar por nós. Sem o questionamento crítico, jamais saberemos se somos nós ou se somos títeres animados por forças orwelianas.

A saga de nossas vidas pode ser bem distinta, de acordo com o que cada um consegue perceber. A noção de percepção aqui toma vulto, e é um dos mais importantes conceitos em um mundo que vive, na realidade, em plena crise de percepção. Grande parte das pessoas ao nosso redor (e talvez você mesmo) viva no automático, catapultado por um sistema capitalista onde o trabalho é o centro de sua vida e a necessidade de realizá-lo o leva a uma espiral de angústia insolúvel, já que sua busca incansável é por gerar renda para fugir do seu próprio trabalho.

Confúcio dizia que nosso verdadeiro trabalho era encontrar um trabalho do qual realmente gostássemos, pois a partir daí, não teríamos que trabalhar mais nenhum dia em nossas vidas. Somos manipulados por um sistema que nos diz que ter um carro é bom, pois este nos dará a liberdade de nos dirigirmos para onde nossos corações mandarem quando, na verdade, este carro estará nos legando a escravidão, tal é o impacto negativo do automóvel no orçamento doméstico. O automóvel, que serviria para levar a família ao zoológico no fim-de-semana, para dar comida aos macacos, na verdade afasta o pai (e muitas vezes a mãe) das crianças, já que estes têm que trabalhar muitas vezes mais para pagar as prestações, taxas, impostos, manutenção e combustível para alimentar o carro, deixando o macaco sem amendoins.

Recentemente fui exposto ao exemplo de um senhor de 90 anos que foi renovar sua carteira de motorista e apresentava algumas alterações compatíveis com sua idade, como surdez, dificuldade visual, cardiopatias crônicas e tonturas ocasionais. Frente ao quadro de tonturas (que pode levar a acidentes com vitima do próprio candidato como de outras pessoas) objetei quanto à renovação da carteira para o referido senhor. O professor contra-argumentou afirmando que o senhor utilizaria o carro apenas para levar sua esposa ao médico e para buscar o pagamento da aposentadoria uma vez ao mês. Perguntou se teríamos coragem de retirar a carteira do idoso candidato à renovação de sua carteira nesta situação, sendo que ele nunca havia se envolvido em um acidente, em anos de direção. Postulei que havia encontrado uma solução para o dilema: e que tal se o velhinho vendesse seu automóvel e passasse a levar sua senhora ao médico e buscasse sua aposentadoria de táxi? Certamente, estaria se deslocando de forma muito mais confortável e segura, para si e para o resto do trânsito, sendo que o dinheiro obtido com a venda do carro mais o que deixaria de gastar em combustível e impostos e seguro do veículo seriam mais do que suficientes para seus gastos mensais com deslocamento. A resposta do professor para minha idéia foi a de que eu não estava entendendo que a retirada da permissão de dirigir para o senhor idoso representaria um ataque direto ao seu orgulho e à sua liberdade, já tão restrita àquele ponto da vida. Na hora não me ocorreu objetar, mas agora penso que o problema está justamente aí: nesta percepção errônea de nossa sociedade, compartilhada pelo senhor idoso e pelo meu professor, de que seremos eternamente capazes de tudo e nesta crença imprecisa de que não degeneramos, que não seremos podridão e pó, mesmo ainda em vida. Neste aspecto, temos muito a aprender com os índios de algumas tribos, que identificando a proximidade da hora de morrer, afastam-se da tribo e vão terminar sua vida em isolamento. Quero dizer com isso apenas que devemos reconhecer nossos limites e a hora de parar.

Estes são apenas alguns exemplos desta crise de percepção da qual somos vítimas hoje em dia. O exemplo etnográfico que dei acima, lembrando nossos irmãos índios, traz para perto a noção de alteridade, este respeito ao outro e a capacidade de se colocar empaticamente em seu lugar, tão em falta em nossa contemporaneidade. Talvez tenha faltado a mim no caso do senhor de noventa anos no exemplo acima?

 

# # #

Cai o pano. Um novo ato é apresentado em nosso Processo. Hoje estou fazendo 30 anos de idade. Seguindo a idéia de Nietszche do Eterno Retorno, diria que viveria minha vida da mesmo forma que vivi até agora. Todas amizades que cultivei, os deslizes que cometi, o sofrimento que passei ou criei, sorrisos que sorri e gerei fazem parte da história da minha vida. Se, depois da morte, voltar a viver cada instante da mesma forma, com certeza chegarei novamente aos 30 anos feliz como estou agora.

A perspectiva de uma vida que deve ser vivida dia-a-dia já foi conquistada há algum tempo. Ainda resisto e teimo em, vem ou outra, programar demasiadamente o futuro. O futuro é agora.

Neste novíssimo filho que nasce juntamente com meus 30 anos de idade, o website reinehr.org, tratarei de expor tudo que gosto e convidar a participar da minha vida aqueles de quem gosto e que também têm apreço por mim. Aqui será um espaço para a medicina e para a gastronomia. Para a política e para a antropologia. Para a música e para a economia. Para as artes plásticas e para a fotografia. Para o cinema e para a ecologia. Para a literatura e para a filosofia. Para a ética e para a sociologia. Para a história e para a geografia. Para o turismo e para a anarquia. Para a religião e para a antroposofia. Para a ciência e para a verborragia. Para a noite e para o dia. Para a tristeza e para a alegria.

Passarei a transportar para cá, além das crônicas, críticas, contos e poesias que escrevo algumas fotografias que tiro, músicas que gravei e gravarei, filmes que fiz e que farei, artigos médicos de revisão para público leigo acerca da minha especialidade médica (endocrinologia e metabologia). Basicamente, o reinehr.org será um website pessoal. Entretanto, espero deixar o ambiente convidativo, aconchegante e propício ao debate de alguns assuntos que aqui serão abordados.

Tratarei, sozinho ou com auxílio de quem se dispuser, de revelar o colorido que existe por trás de cada ser humano. Mesmo o mais embotado ou desbotado ser vivente tem em si, ao menos de forma latente, um arco-íris. Por vezes não conseguimos enxergar isto nos outros ou inclusive em nós mesmos. Aqui, no reinehr.org, realizamos uma busca. Uma aventura. Um processo.

Porque nem sempre as cores revelam-se facilmente.

 

Rafael Reinehr
Jun 30

Quem sou

By Rafael Reinehr | Nonsense

Eu sou um escritor que não é.Rafael Reinehr

Eu sou um músico que não é.

Eu sou um fotógrafo que não é.

Eu sou um cineasta que não é.

Eu sou um filósofo que não é.

Eu sou um pintor que não é.

Eu sou um médico que não é.

Eu sou um ecologista que não é.

Eu sou um amante que não é.

Eu sou um pai que não é.

Eu sou um filho que não é.

Eu sou um homem que não é.

Eu sou aquilo que sou,

E assim sendo,

Sou aquilo que ninguém mais é.

Resolvi armazenar aqui algumas “auto-definições” que publiquei em várias fases da minha vida.

O perfil abaixo é o que aparece no site Simplicíssimo, do qual sou fundador e editor, escrito em 2003:

Rafael Luiz Reinehr. Ser pensante. Médico especialista em Medicina Interna e Endocrinologia, escritor, músico, fotógrafo teórico, holoterapeuta e criador da terapia integral, leitor contumaz de tudo que cai nas mãos, inventor de teorias sociais, antropólogo em essência, membro do Corpo Clínico do Dr.Gate e Centro Geriátrico Vitalis, artista plástico em desenvolvimento, atleta não praticante, futuro yogue, presidente da Medic’Arte, The Brains Corporation, Editora SuperJazz7 e do selo musical Os Decibéis Impossíveis, membro do Pigmeu Moral, degustador de chá de jasmim, comida chinesa e sorvete de flocos, colecionador de girafas , colaborador do Núcleo para a Excelência Humana da UFRGS, freqüentador de brechós, do Sarau Elétrico e da Cidade Baixa, cultivador em potencial de bonsais, filósofo prático, fã dos Mutantes, do Frank Jorge e do Luís Fernando Veríssimo, fiel ardoroso das Viagens Etéreas e Psicodélicas Impressas no Éter Universal, namorado da Carol e editor do site Simplicíssimo (www.simplicissimo.com.br) As fotos contam um pouquinho da minha história;

Aí embaixo, foi como me apresentei na coluna “Bravo! A vida é simples!” no coletivo Metáphoras, em 2005.

Rafael Luiz Reinehr nasceu em Primeiro de Julho de Mil Novescentos e Setenta e Seis e há mais de dez anos ouve vozes no chuveiro que lhe dizem o que fazer. Mora em Santa Maria da Boca do Monte, no Rio Grande do Sul. Agnóstico, Anarco-Humanista, tira fotos da vida com a percepção cada vez mais afiada característica daqueles que amam o conhecimento. Exercita a sensibilidade através de relações progressivamente mais próximas com o outro. Dorme só de cueca no verão. Mantém o sítio Simplicíssimo e está definitivamente envolvido com seu projeto megalomaníaco Armazém de Idéias Ideais (armazemdeideias.org). Adora sorvete de flocos e um dia de chuva próximo de quem ama. Já ouviu falar em trabalho mas não sabe direito do que se trata. Caminha contra o vento, sem lenço nem documento. Andam dizendo por aí que também é médico endocrinologista, mas se fosse você, não acreditava não…

Em 2007 fundei o site e coletivo de blogs O Pensador Selvagem, então coloquei a seguinte descrição no “Quem é”:

Rafael Reinehr é um escritor que não é.

Como profissão, escolheu a Medicina em 1993, em um páreo duro com as Ciências da Computação. Formou-se na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1999, realizou residência médica em Medicina Interna em 2000-2001 e em Endocrinologia e Metabologia em 2002-2003 no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre – RS.

Durante a especialização, cursou Filosofia e depois Ciências Sociais na mesma UFRGS, sendo chamado a servir à pátria no ano de 2004. Um ano (quase) perdido.

Já publicou livros, plantou árvores, e agora só falta ter um filho. Já gravou CD com sua banda The Brains e adora ler e escrever. Fica angustiado quando, por qualquer motivo, precisa deixar a leitura e a escrita em segundo plano.

Já manteve vários blogs e sites desde 2003, dentre os quais se destacaram o Escrever Por Escrever, o site literário Simplicíssimo e seu site pessoal Reinehr.org. Perto do final de 2006 surgiu a idéia de desenvolver um projeto colaborativo que pudesse integrar diferentes áreas do conhecimento e fazê-las conversar entre si. Este projeto está gradualmente se concretizando n’O Pensador Selvagem, com ajuda de um grupo fantástico de selvagens pensadores.

Tem certeza que este perfil está incompleto e pretende melhorá-lo no decorrer de 2009.

Um texto muito espirituoso que fala sobre mim foi escrito pelo amigo Felipe de Amorim, e no Simplicíssimo podemos ver uma brevíssima entrevista feita comigo pelo editor interino Marcos Pedroso.

Quem preferir algo mais sério ou “técnico”, pode analisar meus estudos médicos acessando meu Curriculum vitae profissional.

Uma visão mais detalhada da minha vida na web até os 31 anos pode ser encontrara aqui: 31 anos, algumas conquistas

Abaixo vai uma espécie de “Coisas que fiz” nos últimos anos (devo concluir o registro até o final de outubro de 2010):

pré-1999:

– Entrei em contato com Tomas Morus e seu “A Utopia” e Henry David Thoreau, e seu “A Desobediência Civil” – talvez o embrião de minha relação com o pensamento libertário
– curso de História da Ciência Ocidental com Moacyr Scliar e Ivan Izquierdo e de Antropologia de Culturas Urbanas com Ruben Oliven, no Instituto Fernando Pessoa
– curso O Pensamento Complexo de Edgar Morin, no Instituto Pichón Riviére
– conclusão do Inglês Avançado e especialização em Tradução no Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano
– …

1999:

– Idealizei a Grande Cooperativa Mundial, um sistema de troca de bens e serviços baseados na web, hoje trazida à realidade por organizações como a STRO e o InSTROdi, com seu software Cyclos
– Criei o fanzine Simplicíssimo (que em 2001 virou e-zine e em 2002, website – talvez o fanzine literário virtual com periodicidade semanal de maior duração da internet brasileira, funcionando ininterruptamente de outubro de 2001 a abril de 2010)
– publiquei Antologia Poética, pela Editora Shan, de Porto Alegre
– entrei em contato pela primeira vez com os pensadores Fritjof Capra (O Tao da Física, Ponto de Mutação, Teia da Vida), Howard Gardner (Teoria das Inteligências Múltiplas), …
– formei-me, em 10 de dezembro de 1999, em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
– …

2000:

– comecei a fazer especialização em Medicina Interna no Hospital Conceição
– entrei no curso de Filosofia da UFRGS
– entrei no curso de Ciências Sociais da UFRGS
– descobri que é uma delícia rechear pão de queijo com chocolate ou nutella!
– abri meu primeiro consultório médico, uma sublocação de sala no centro de Porto Alegre

– …

2001:

– concluí a residência médica em Medicina Interna
– inspirado no fanzine, criei o e-zine Simplicíssimo, inicialmente enviado para 33 amigos
– …

2002:

– iniciei residência médica em Endocrinologia e Metabologia, no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre – RS
– …

2003:

– concluí a residência médica em Endocrinologia e Metabologia e me tornei especialista na área
– consegui o Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia da SBEM
– criei um blog-forum que durou menos de um mês, chamado Politikaos: http://politikaos.blogspot.com/ (25/02/2003-10/03/2003†)
– criei uma versão embrionária do que viria a ser o Simplicíssimo, o Tudo Está Impresso no Éter Universal (http://www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/), que depois virou Tudo Está Escrito no Éter Universal (http://tudoestaescritonoeteruniversal.blogspot.com/) e que depois foi incorporado no Simplicíssimo, que passou a ter o subtítulo “Viagens Etéreas e Psicodélicas Impressas no Éter Universal” – http://simplicissimo.com.br/ – A história completa e detalhada das minhas andanças online iniciais pode ser lida aqui: http://reinehr.org/efervescencias/quase-filosofia/31-anos-algumas-conquistas
– em 14 de dezembro de 2003 surgiu o Escrever Por Escrever, meu primeiro blog pessoal – novamente, veja a história completa no link acima

2004:

– comprei minha primeira máquina fotográfica digital, uma Nikon D100
– mudei-me para Santa Maria, compulsoriamente, para cumprir o “serviço militar obrigatório” no Hospital de Guarnição daquela cidade – fui morar com minha então namorada e atual esposa, Carolina Schumacher
– montei meu consultório de endocrinologia, inicialmente com a dermatologista Dra. Rosane Spiazzi e depois com a maravilhosa colega endocrinologista Silvia Londero, em Santa Maria
– minha primeira fotografia foi publicada em revista de circulação nacional, a Fotografe Melhor, na edição de maio
– cursei Extensão em Cinema Digital, na UFSM, tendo filmado 3 curtas e 1 média-metragem, sendo que O Envelope Azul, de Lunara Dias, ganhou 4 prêmios no Festival de Cinema Santa Maria Video e Cinema
– ganhei meu primeiro prêmio em concurso fotográfico, uma Menção Honrosa na categoria Preto e Branco Amador do Concurso Fotográfico Cidade de Santa Maria
– criei o roteiro do curta-metragem “A Maleta”
– …

2005:

– lancei o Armazém de Ideias Ideais – http://armazemdeideias.org
– organizei o Sarau Eléqtrico, juntamente com Marlon Schirrmann no Coyote Bar e Restaurante em Santa Maria – RS – Na estréia, participação especialíssima de Frank Jorge, da Graforréia Xilarmônica
– participei de um coletivo literário que se reunia todas às quintas-feiras no Coyote Café, juntamente com Vitor Biasoli, Orlando Fonseca, Athos Miralha, Antônio Cândido, Leonardo Brasiliense, Escobar Nogueira e Aguinaldo Severino
– lançamos o Selo Editorial Expresso Impresso
– lançamos o livro coletivo Café dos Confrades, coletânea de crônicas – http://reinehr.org/literatura/meus-livros/cafe-dos-confrades
segundo lugar na categoria Preto e Branco Amador do Concurso Fotográfico Cidade de Santa Maria
– organizei e ministrei o curso Curso de Fotografia para Iniciantes com Ênfase em Fotografia Digital
– …

2006:

– lancei o Escrever por Escrever no novo endereço (http://reinehr.org)
– fundamos o FotoClube Santa Maria
– …

2007:

– mudamos, Carol e eu, para Araranguá – SC
– idealizei e fundei, após apresentar a ideia a Milton Ribeiro, O Pensador Selvagem, um portal de colunas e artigos que perpassam áreas tão variadas como cinema, artes plásticas, demografia, política e matemática, e o condomínio OPSBlog, com um time de blogueiros de primeira
– …

2008:

– casei-me com  Carolina Schumacher, em 12 de abril
– lançamos o livro coletivo O Maquinista Daltônico – Crônicas, e O Maquinista Daltônico – Poesias
– …

2009:

– fundei a Coolmeia, Ideias em Cooperação, uma incubadora de ideias altruístas. Uma rede idealizada para conectar pessoas com a finalidade de desenvolver e aperfeiçoar ferramentas, modelos, técnicas e atitudes em busca de um mundo social e ambientalmente mais justo, responsável e sustentável.
– …

2010:

– em 11 de maio, nasceu a coisinha mais importante da minha vida, meu filho Benjamin
– fundei, em conjunto com outros colegas Araranguaenses, o coletivo APonte! – Rede de Educadores Livres – RELigando Saberes, com o objetivo de melhorar a educação e ampliar a cultura no sul catarinense
– fui fundador do CineAvenida, o CIneclube de Araranguá
– fui fundador do Fotoclube Araranguá
– fundei o Green Drinks Araranguá
– co-idealizei e organizei o Celeiro de Oficinas
– comecei a desenvolver o Mapa da Educação Democrática e Libertária, idealizado por José Pacheco e pelos Românticos Conspiradores
– palestrei no Seminário Vivo em Educação, sob o tema Ivan Illich e a Sociedade Desescolarizada 40 anos depois – http://www.slideshare.net/RafaelReinehr/ivan-illich-sociedade-desescolarizada-ii-o-retorno
– apresentei o projeto Teias de Aprendizagem no Festival Vivo de Ideias Inovadoras em Educação – http://www.slideshare.net/RafaelReinehr/teias-de-aprendizagem-7722249
– criei o Jornal Em Transe – Um breve resumo das atividades nas quais invisto meu tempo – http://reinehr.org/em-transe.pdf

– comprei minha segunda máquina fotográfica digital, uma Canon 5D Mark II, e duas lentes – uma 25-104mm f/4.0 e uma 16-35mm f/2.8

2011:

– fundado o favo Vale do Aço da Coolmeia (13/01/2011)
– palestrei na Conferência Internacional de Redes Sociais / Conferência Internacional de Cidades Inovadoras, em Curitiba, apresentando a Coolmeia, Ideias em Cooperação
– fundado o Favo Porto Alegre da Coolmeia (16 de abril de 2011)
– palestrei com o tema Saúde para os professores e funcionários da Escola Educação Criativa, de Ipatinga – MG – http://www.slideshare.net/RafaelReinehr/sade-9123636
– palestrei para a sociedade, coletivos e ONGs de Ipatinga sobre o tema Redes Sociais e o Desenvolvimento das Cidades
– palestrei na UFSC, falando sobre As Redes e as Mídias Sociais e seu papel na mudança social
– fundado o Favo Araranguá da Coolmeia (16 de julho de 2011)
– palestrei no III Encontro Catarinense de Escritores e no I Encontro Internacional de Escritores de Alfredo Wagner, falando sobre “A Literatura enquanto catalisadora da mudança social” – http://www.slideshare.net/RafaelReinehr/a-literatura-enquanto-catalisadora-da-mudana-social
– em 01 de dezembro nasceu meu amado filho Conrado, minha preciosidade e também coisinha mais importante da vida

 

2012:

 

JANEIRO

– 01/01 lancei o site do CEHLA e o fundei “oficialmente”
– 10/01 – alugamos a casa da Sete de Setembro, onde ficará o Café com Mistura, nosso Café Contracultural e sede de algumas atividades contraculturais locais




– 26 a 29/01 – participei do Fórum Social Temático, em Porto Alegre – no dia 28 apresentei a oficina “Transição para uma Melhor Política, Economia e Humanidade – Propostas de Ações Práticas para a Mudança Social”

FEVEREIRO

– 07/02 – recebi o convite da Insite para integrar o Conselho Administrativo da Insite



– 21 e 22/03 – organizei o III CarnavalSofia – http://reinehr.org/efervescencias/quase-ideias/iii-carnavalsofia-2012

MARÇO


ABRIL


MAIO


JUNHO

– Participei, de 13 a 22 de junho de 2012, da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável. Em verdade, participei da Cúpula dos Povos, evento simultâneo que servia de contraponto popular aos desmandos dos governantes no evento oficial.

JULHO


AGOSTO


SETEMBRO


OUTUBRO


NOVEMBRO


– Participei do Fórum Mundial do Capital Social (Social Capital World Forum) em Gotemburgo, na Suécia. Proferi a palestra Connecting Islands – The Human Quest for Transition in the 21st Century – http://reinehr.org/sociedade/economia/apresentacao-no-social-capital-world-forum-2012-em-gotemburgo

DEZEMBRO


 

2013:

 

JANEIRO

Participei do X ELAOPA – Encontro Latino Americano de Organizações Populares Autônomas, efetivamente como membro da Comissão de Comunicação; propus a agregação do conteúdo dos blogs dos coletivos participantes em uma página única no site do ELAOPA e o uso do Ágora.CC como ferramenta de interação e comunicação ativa entre eventos, para garantir uma aceleração dos processos de mudança social

FEVEREIRO

– Organizei o IV CarnavalSofia

2014:

 

2015:

 

Projetos, iniciativas e realizações que criei, fundei ou estou envolvido no momento:

(em breve, com descrição – por enquanto um pequeno resumo pode ser visto em http://brainscooperation.org/)

 

Coolmeia, Ideias em Cooperação – a Coolmeia é uma incubadora de ideias e soluções altruístas

Nuvem de Soluções

Tradução do Citizen’s Handbook

Círculo de Estudos de Pedagogia Libertária

Livro de Rua

Colha sua própria salsinha

Coolmeia Mão na Massa

Mapa da Educação Alternativa

Escambo e Sistema de Moedas Complementares e Economia Criativa

Tudotecas

Vizinhocas

Diretório de Organizações, Coletivos e Ativistas do Bem Comum

Expansão dos favos como metáforas para os nós da rede

Debate sobre Democracia Líquida e Democracia Direta

Ágora.cc

Café com Mistura

APonte!

Mobiliza Araranguá

CineAvenida

FotoClube Araranguá

Massa Crítica Araranguá

Green Drinks Araranguá

Ignição

Alimentação em Araranguá e Região

Caravana da Cultura, da Saúde e da Alegria / Arte por toda parte

Grupo de Estudos e Práticas em Permacultura

Almoços / Cafés / Piqueniques Filosóficos

CarnavalSofia

Fazenda Bom Encontro

Longa-metragem open source

Série audiovisual “A vida de…””

Minuto da Transição

Livro Transição

Curta-metragem A Maleta

CEHLA

Anarquia em uma hora

AntiEditora

Agoratopia – tradução

ACidade.net.br – jornalismo hiperlocal

The Lala Gallery

Creatio

Sustentabilidade Urbana

Projeto de Casa + Carro energieticamente sustentável

Simplicíssimo

O Pensador Selvagem / OPSBlog.org

Mensagem em uma Garrafa

Fotos de Quinta

The Brains Cooperation

Clínica MedSpa

CES e RIES

Coluna Medic(t)ando

Capítulo de livro sobre REA na educação informal e autoaprendizagem

Ensaio sobre desescolarização da sociedade

Algumas das minhas fotos podem ser vistas abaixo:

[flickr_photostream]