José Saramago – As intermitências da morte – NR006

Nanoresenha # 005 – NR005 

José Saramago – As intermitências da morte

 

            Quem já leu Saramago, já sabe o que esperar. Uma literatura irônica, nem sempre sutil, uma cotovelada na orelha do sistema político português e, é claro, diálogos que se acotovelam pontuados apenas com uma vírgula seguida de uma Maiúscula.

            Lendo “As intermitências da morte” me lembrei do livro Bartleby e Companhia, em que o escritor Enrique Vila-Matas apresenta um personagem que acreditava que Saramago lhe roubava as idéias para escrever seus livros. Mal ele havia pensado em um projeto de livro, em poço tempo Saramago lançava o livro com a idéia por ele pensada. Lembrei porque eu mesmo tenho comigo uma teoria que os “normais” chamariam de maluca: a da mortalidade condicionada à crença na inevitabilidade da morte. Em outras palavras: só se morre porque se quer ou porque se acredita que todos devemos morrer em algum momento. O primeiro passo para a imortalidade é acreditar que ela é possível.

            Voltando ao livro, Saramago conta a história de um país em que, de uma hora para outra, a morte resolve parar seus trabalhos e ninguém mais morre. O que parece ser uma bênção é, na verdade, uma tragédia. Saramago narra, com muito humor, o ponto de vista dos agentes funerários, das companhias de seguro, da Igreja e, é claro, com sarcasmo e grossa ironia, do Estado. A história, a partir da metade do livro, tem uma reviravolta interessante, quando passa a focar sobre a vida de um cidadão apenas – um músico, mais especificamente um violoncelista – que, por uma falha indescritível da morte, tem sua vida adiada involuntariamente e a morte dica sem saída para terminar seu trabalho.

            Se não é um romance denso e profundo, serve para algumas reflexões acerca da morte e o morrer, como diria Elisabeth Kubler-Ross. Leitura de fim-de-semana. Necessita atenção em função da pontuação. Lido entre 23-25/DEZ/2006.

 

Companhia das Letras – 2005 – 3ª impressão

Daniel Galera – Mãos de Cavalo – NR005

Nanoresenha # 004 – NR004

Daniel Galera – Mãos de Cavalo 
 
 
 
    Este é primeiro livro do "cumpadi" Galera que ponho nas mãos. Deixei passar a coletânea de contos "Dentes guardados" de 2001 e o romance "Até o dia em que o cão morreu", de 2003. Mas isso não foi desconsideração de forma alguma. Acompanho o Galera desde os tempos imemoriais em que ele escrevia no saudoso e hibernante (prefiro pensar assim) CardosOnline. 
    Apesar de nunca travarmos contato senão por um ou outro mail, senti, após a leitura de Mãos de Cavalo, como se tivéssemos passado boa parte da infância juntos. O assim chamado "romace de formação" de Galera narra, em uma lentidão gostosa, plena de ricos detalhes espaciais, sensoriais e setimentais, três momentos da vida de um mesmo homem, aos 10, 15 e 30 anos.
    Nas idas e vindas temporais presenciamos, quase cinematograficamente – porque é fácil visualizar a cena, da forma minunciosa com que é descrita -, a construção do futuro de um ser humano. Fios que são deixados soltos mas que precisam ser costurados para que p teido da vida faça algum sentido.
    É isso que Galera faz nesta fantástica obra: costurar o tecido da vida de um homem, que poderia ser qualquer um de nós, homem ou mulher. A trama, se não caracterizada por imbricações excessivas, encanta pela sutileza, pela beleza e pela memória da transição da década de 80 para a década de 90, vivenciada por relatos que fazem sentido para quem viveu a época.
    Posso dizer que aprendi bastante com o jovem escritor, saúdo e aplaudo seu belo livro. Lido entre 21-23/DEZ/2006, agradavelmente e sem esforço.
 
Companhia das Letras – 2006 – 1ª edição 

Salvador Elizondo – Farabeuf – NR004

Nanoresenha # 004 – NR004 

Salvador Elizondo – Farabeuf

 

            Quem resolver se aventurar na leitura de Farabeuf deve munir-se de cautela. Extrema. Deve saber que deverá ser extremamente tenaz na leitura de seus dois primeiros capítulos. O escritor dará de tudo para que você desista da leitura. Haverá momentos em que seu desejo será de rasgar o livro em mil pedaços e amaldiçoar aquele seu amigo que o indicou a leitura da obra. Acontece que a perseverança quase sempre é premiada. Já ao começo do terceiro capítulo, um pequeno vão entre grossas cortinas de veludo deixa escapar um tênue fio de luz, que indica ao leitor a presença de algo iluminado ali atrás. Isso dá fôlego para seguir na leitura e descobrir, página a página dali adiante a genialidade deste escritor mexicano.

            Já ao final do terceiro capítulo estamos capturados e plenamente necessitados de descobrir, afinal, o que está acontecendo. Do que se trata esta história, aparentemente tão sem pé nem cabeça, que nos é introduzida de forma ora poética ora delirante e que desliza entre a memória e o esquecimento, usando fluxos de tempo e rápidas e constantes trocas de voz narrativa para confundir e prender o leitor.

            Ao término da leitura deste livro, feito para ser lido pelo menos 3 vezes, dá vontade de aplaudir. De pé, como se faz quando somos tomados de verdadeira emoção. Para quem gosta de escrever, é uma mão cheia: o livro é repleto de idéias tão diversas e estímulos tão distintos que você vai precisar de um bloco de anotações para apontar todas suas percepções.

            O ideal seria lê-lo em uma sentada só. Eu o fiz em três dias, em cerca de 6 horas pulverizadas neste intervalo. Necessita de muita atenção, silêncio e concentração para uma boa leitura. Lido entre 16-18/DEZ/2006.       

 

Amauta Editorial – 2004 – Tradução de Marcelo Barbão

Jean-Paul Sartre – Esboço para uma teoria das emoções – NR003

Nanoresenha #003 – NR003

Jean-Paul Sartre – Esboço para uma teoria das emoções

 

            Este pode ser considerado um prólogo ao pensamento existencialista de Sartre, uma espécie de introdução à sua obra essencial “O Ser e o Nada”. Em “Esboço…” Sartre faz uma crítica da psicologia enquanto tentativa de ciência e propõe uma abordagem fenomenológica para uma possível “teoria das emoções”.

            Sartre impõe seu próprio background, formado sob influência de Kant, Hegel, Heidegger e Husserl, na composição de uma teoria que, em síntese, conclui que a emoção é um fenômeno da crença. Portanto, é necessária uma experiência prévia, formadora da crença, para que à emoção seja dado significado. Significado este necessário para a própria definição de emoção. Para Sartre, há clara distinção entre a emoção enquanto comportamento ou conduta, enquanto sinal fisiológico e enquanto entidade completa.

            Pode-se por exemplo, ao sentirmos medo, parar de fugir, mas não parar de tremer, se o medo ainda está presente. Nesse caso, cessar a conduta não evita a emoção. Cessa a conduta, mas o sinal fisiológico ainda se mantém. Pode-se simular alegria ao receber um presente do qual não necessariamente gostamos mas temos necessidade social de demonstrar gratidão – esboçamos aí não emoção, mas uma conduta que visa se adaptar a uma determinada situação. De fato, não estou alegre, apenas mimetizo a conduta.

            Conforme Sartre, “…a emoção não é simplesmente representada, não é um comportamento puro: é o comportamento de um corpo que se acha num certo estado; o simples estado não provocaria o comportamento; o comportamento sem o estado é comédia; mas a emoção aparece num corpo perturbado que mantém uma certa conduta. A perturbação pode sobreviver à conduta, mas a conduta constitui a forma e a significação da perturbação. Por outro lado, sem essa perturbação a conduta seria significação pura, esquema afetivo.”

            Livro difícil, requer leitura muito atenta por 3 horas e releitura de certos trechos.  Lido em 14/DEZ/2006.

Arthur Rimbaud – Uma temporada no inferno – NR002

Nanoresenha # 002 – NR002 

Arthur Rimbaud – Uma temporada no inferno

  

            Rimbaud, o jovem poeta que publicou sua última obra aos 21 anos, escreveu esta obra entre abril e agosto de 1873, pouco após acabar seu caso romântico com o poeta Paul Verlaine, receber um tiro deste e mandá-lo para a prisão por dois anos. Neste contexto, o jovem poeta, na ocasião com 18 anos, desfere toda sua angústia, lirismo, dor e violência em oscilações entre o metafórico e o real.

            Em “Delírios – Virgem Louca” (Delires – Vierge Folle), entramos na pele do jovem Rimbaud travestido de mulher, escrevendo como que uma carta ao seu amado Verlaine, que descansa atrás das grades. Já em “O impossível” (L’Impossible), o desprezo pela falsa razão, pela política, por tudo que é excessivamente valorizado e idealizado é centro de seu ataque. A Igreja, Cristo, a ciência e os filósofos, todos vão para o mesmo saco de lixo, para depois serem queimados e virarem cinzas.

            Recorrentes menções a Deus, sempre de caráter negativo ou obscuro, ao ambiente e personagens ébrios, defeituosos moralmente, como um espelho de si mesmo – refletido pela sociedade da época, esse é Rimbaud em “Uma temporada no inferno”.

            Requer leitura atenta para captar as nuances que devem ser percebidas; 1 a 2 horas é o tempo necessário. Lido em 14/DEZ/2006.

 

L&PM Pocket Plus – Edição bilíngüe – Inverno de 2006 – Tradução de Paulo Hecker Filho

Spencer Johnson – Quem mexeu no meu queijo? – NR001

Nanoresenha # 001 – NR001

Spencer Johnson – Quem mexeu no meu queijo?

 

            Narra uma parábola em que 2 ratos e 2 homenzinhos encontram-se em um Labirinto cujo objetivo é saciar-se com Queijo. Um rato representa uma pessoa que facilmente percebe as mudanças, outro alguém que está sempre pronto a se mover e partir para a ação; um homenzinho é aquela pessoa que resiste fortemente à mudança, temendo que ela leve a algo pior e outro homenzinho é aquele que aprende a se adaptar a tempo, quando percebe que a mudança leva a algo melhor. O Labirinto representa o mundo em que se vive, o meio de trabalho, nossa casa, o ambiente à nossa volta. O Queijo representa nosso maior objetivo – felicidade, ou aquilo que para nós a representa: um relacionamento amoroso fantástico, sucesso no trabalho, paz de espírito…

            Em suma, a parábola ensina que devemos perceber quando as pequenas mudanças começam, para estarmos mais preparados para a grande mudança que pode ocorrer. Ensina que devemos simplificar a vida, ser flexível, no movermos rapidamente e não nos confundirmos com crenças assustadoras, que inibem nosso movimento. Algumas frases:

            “O caminho mais rápido para mudar é rir de sua própria insensatez – então você pode se libertar e seguir rapidamente em frente”.

            “O maior obstáculo à mudança está dentro de você mesmo, e nada melhora até você mudar”.

            “Sempre há um Novo Queijo em algum lugar, mesmo que você não saiba disso na ocasião. Esse Queijo é a recompensa quando se vence o medo e se passa a gostar da aventura”.

            É um livro que, em linguagem simples, incita a encarar a mudança como algo positivo e partir de imediato à luta quando algo ocorre de forma inesperada. Ensina também a ter um pouco de precaução, nos estimulando a perceber antes as pequenas mudanças que acontecem no nosso meio de trabalho, familiar ou amoroso, antes que uma “grande mudança” nos pegue de surpresa. Leitura leve e agradável, toma cerca de 1 a 2 horas. Lido em 13/DEZ/2006.

 

Editora Record – 49ª edição – 2005 – Tradução de Maria Clara de Biase

 

Ler é gostoso & Inventário Literário

            Ler é gostoso. Ler faz bem para o corpo e para o espírito, para a mente e para o coração. Ler é viajar, é conhecer, é aprender.

            Amo ler desde meus 3 anos, quando efetivamente aprendi a ler. Tenho na memória algumas lembranças daquela época, em que me concentrava em ler placas de carros e logo depois, classificados de jornal. Claro, as revistas em quadrinhos vieram logo depois.

            Sempre li tudo que caía nas minhas mãos, desde livros e revistas (inclusive as famigeradas Nova e Cláudia, que aos 11 anos me introduziram a uma técnica chamada CAT (Coital Assisted Technique), que prometia a você e sua (seu) parceira (o) uma chegada simultânea ao orgasmo) até bilhetes de passagem, receitas de bolo, bolinhos e bolões e até avisos fúnebres.

            Minha sede de leitura nunca teve tamanho. Lembro que, na sexta série, devorei 67 livros da Biblioteca do colégio durante o ano letivo. Ninguém precisava me pedir para estudar. Prestava atenção na aula e, podiam até querer insinuar que eu fosse CDF, mas aquilo garantia que eu não precisasse estudar nada em casa o que me deixava mais tempo livre para brincar. Muito tempo livre!

            Só reduzi minha leitura de livros variados durante a faculdade, onde acabei me concentrado na leitura dos livros técnicos que a faculdade de Medicina exigia. Mesmo assim, não deixei de fazer minhas aulas de inglês, aulas de alemão, aulas de guitarra (lia partituras e tablaturas) e também meus “cursos 2” de introdução à filosofia, cursos de antropologia de culturas urbanas (com professor Ruben Oliven) e de história da Medicina (com Moacyr Scliar e Ivan Isquierdo). Claro que li romances, mas em muito menor número do que estava acostumado.

            Foi nessa época, da faculdade, que começou a surgir – e a ficar forte – a vontade de escrever. Desde criança, tive minhas experiências como editor. Editei um fanzine chamado “Nuclear Trash”, que não saiu do esboço. Depois, já na faculdade, veio o Joe Volume, nome estapafúrdio que me veio em sonho. O Joe Volume, impresso numa HP caseira, acabou dando origem ao fanzine Simplicíssimo – nome que deriva de Simplicissimus, jornal de humor político alemão do meio do século XIX. O Simplicíssimo acabou virando um e-zine, alguns meses depois um website que já completou quatro anos em 2006 e é acessado por dezenas de milhares de pessoas todos os meses.

            No último ano da faculdade, acabei entrando em um concurso literário. A história é engraçada, e eu tenho que registrar: estava almoçando na casa da minha mãe, no centro de Porto Alegre e ao sentar no sofá após o almoço vi um anúncio de um concurso nacional de poesias, organizado pela Editora Shan. Era um Domingo, e para concorrer, era preciso que eu enviasse 5 poesias até o dia seguinte. Fui para casa com a idéia de participar do concurso na cabeça. Cheguei no meu apartamento e fui procurar as poesias que já tinha feito, a maior parte delas na época do segundo grau, quando tínhamos nossa banda “Fuckers on Duty” e um grupo de amigos que se auto-entitulavam “Os Sete”. Aquela poesias fediam! Que coisa mais horrível aquele acento adolescente! Dei risada de mim mesmo, e achei graça de ter escrito aquilo. Foi bom revisitar meus escritos de anos antes. Mas não servia. Com aquilo, não ganharia nem uma jujuba chupada.

            Naquele momento, uma urgência fisiológica me chamou. Resolvi pegar um caderno e fui para a privada, resolver minhas necessidades, enquanto pensava sobre o que escrever. De repente, não mais que de repente: EUREKA! É isso! Vou escrever sobre o ato de evacuar! E surgiu o meu primeiro poema “adulto”: “Pensamentos Privados”

            Escrevi todo ele enquanto fazia “o serviço de limpeza interna”. Quando me levantei, na empolgação, escrevi os outros quatro poemas, escutando Terrorvision e Stereophonics, em seus singles que tinha recentemente trazido da minha viagem à Inglaterra. Pronto! Missão cumprida! Cinco poemas em questão de uma hora. Já posso participar. O que aconteceu? Bem, meus 5 poemas foram selecionados, de um universo de mais de 3.000 poesias e estão publicados na Antologia Poética 1999 da Editora Shan. Não acreditei. Será que eles entenderam o real sentido daquela primeira poesia, “Pensamentos Privados”? Unbelievable!

            É, são tantas histórias… Desde lá, tantos livros lidos, alguns com calma, de forma intermitente, outros devorados em 2, 3, 4 horas de leitura incessante… Hoje sinto falta de um registro dos livros que li, quando e onde os adquiri ou ganhei, quando os li, das impressões que tive… Como dizem que nunca é tarde para começar, vou tratar de, a partir de hoje, anotar na capa dos livros a data e o local em que comprei os livros e também tratar de deixar uma impressão, mesmo que breve, aqui no reinehr.org. Assim, quando quiser recorrer à minha “memória eletrônica”, vou ter uma bela forma de recordar estes momentos.

 

            Começo já, com livros adquiridos na semana passada. Os primeiros, “Bartleby, o escrivão”, de Herman Melville e “O círculo de giz caucasiano”, de Bertold Brecht, comprei dia 4/DEZ/2006, da Conrad Editora; No mesmo dia, adquiri os livros “Farabeuf”, do escritor mexicano Salvador Elizondo (dica do amigo Marcelo Barbão), “Uma temporada no Inferno”, de Arthur Rimbaud e “Esboço para uma Teoria das Emoções”, de Jean-paul Sartre. Ontem, dia 13/DEZ/2006, adquiri o livro “Quem mexeu no meu queijo”, de Spencer Johnson, que comecei a ler ontem à noite (até que o sono me agarrou) e terminei hoje pela manhã, no intervalo das consultas.

            Quando conseguir fazer uma pausa, pretendo fazer um inventário dos livros que tenho em casa. Muitos se perderam, estão emprestados, na casa de minha avó ou espalhados mundo afora. Esse, não terei pudor em “esquecer”. Entretanto, se por sorte voltarem a cair em minhas mãos, os incluirei no inventário.

            Uma última observação, antes que me esqueça: tenho um “desejo de organização” muito grande. Ele pode ser observado pela minha intenção de padronizar certas coisas que faço como, por exemplo, dois parágrafos acima:

– o nome dos livros em negrito

– o nome dos autores em negrito e itálico

– a data de aquisição, no padrão dia/mês abreviado com 3 letras/ano com 4 dígitos

            Essa padronização, desejaria eu, que se repetisse em minhas outras anotações. O padrão, entretanto, é algo que mais idealizo do que consigo fazer na prática. Quando vejo, já mudei involuntariamente minha programação e depois, automaticamente, sinto-me mal. Sei que esta forma de “querer agir” pode parecer um tanto quanto obsessiva mas ela é tão somente teórica pois, na prática, sou Caos.

Como perder 10kg em 3 meses – 08/12/2006

    DIA 40 – 08/12/2006

Café – torrada com pão integral, 1 fatia de queijo muzzarela, 1 fatia de chester e um pouquinho de margarina light com café preto e adoçante
Almoço – 1 cenoura, 1 tomate, 3 folhas de alface, 1 filé de peito de frango grelhado
Lanche – 1 bala de goma sabor laranja
Lanche 2 – torrada com pão integral, 1 fatia de queijo, 1 de chester com sprite zero
Janta – 1 torrada com pão integral sete grãos umedecido com gotas molho shoyu, pingos de catchup e mostarda, salsa verde picada, orégano, 2 fatias de queijo, 1 peito de filé de frango com sal, pimenta e cebola assado no forno elétrico; tomei sprite zero
Ceia – sprite zero

Hoje, me pesei novamente: 84,9kg. Com isso perdi 11,8kg em 40 dias. É verdade que hoje usei outra balança para pesar, me pesei de bermuda em vez de calça e com pés descalços. Desta forma, o peso aferido foi bem menor do que há dois dias atrás. De todo modo, me dou como extremamente satisfeito com o aprendizado que tive nos últimos 40 dias. Mesmo sendo médico endocrinologista e, sabendo, na teoria, que as orientações que damos a nossos pacientes surtem efeito, quando seguidas, foi bom fazer este exercício prático e comprovar, no meu próprio corpo, o que um pouco de determinação e respeito aos objetivos e metas pode fazer.

Como minha meta foi atingida MUITO antes do prazo estabelecido previamente (90 dias), termino hoje meu diário de apontamentos alimentares. A partir de agora estarei gradualmente liberando meus cuidados alimentares para incluir extravagâncias ou alimentos mais calóricos (e deliciosos) que todos temos direito. É, afinal de contas, meu prêmio. Acontece que, com o que aprendi, certamente nunca mais voltarei a ganhar peso pois, ao primeiro deslize, fácil fácil volto aos cuidados aprendidos.

Foi bom ter realizado este relato, que ficará arquivado aqui no reinehr.org, meu "armazém de idéias ideais". Agora, vamos à "vida real". 

Como perder 10kg em 3 meses – 06/12/2006

    DIA 38 – 06/12/2006

Hoje foi dia de se pesar: 87,1kg. Estou a 400g do meu objetivo! Nesta última semana, reduzi a velocidade de perda de peso que vinha em cerca de 300g por dia para 250g/dia. COntinua uma ótima média. Seguindo assim, em 2 dias, 40 dias de cuidados alimentares,  alcanço o objetivo que me propus alcançar em 90 dias. Uma bela conquista, vamos concordar. Estou extremamente satisfeito com minha capacidade de manutenção das medidas auto-propostas e, certamente, continuarei me cuidando (com um pouco mais de liberdade) a partir de agora.

Café – 1 Club Social Integral
Lanche – 1 Club Social; tomei café com adoçante
Almoço – meio yakisoba de frango (massa frita, pimentão, cenoura, couve-flor, cubos de frango e molho shoyu); tomei água
Lanche – 1 Club Social Integral
Janta – 2 churrascat de frango