Monthly Archives: agosto 2008

Harmonia com a natureza
ago 31

A Visão Sistêmica da Vida: Noções de Metabolismo e Rede

By Rafael Reinehr | Vida

Na anteconferência a seguir, Fritjof Capra nos relembra que “sustentabilidade” não se trata de sustentar o crescimento econômico ou a capacidade de competição de uma nação no mercado internacional, mas sim conseguir entender como a Natureza faz para perpetuar a vida.

“A sobrevivência de toda nossa civilização pode depender, em última instância, de nossa habilidade em perceber a totalidade da natureza e a arte de viver com ela em harmonia.”

Uma das formas de fazer isso seria utilizando os conhecimentos adquiridos a partir do estudo do metabolismo animal e aplicando tais descobertas em uma ciência social ampla, que replicaria nas relações humanas e sociais os conhecimentos advindos das ciências naturais. O Metabolismo, no âmbito das ciências sociais chama-se “network”, ou “rede” ou ainda “teia” em português. O vídeo a seguir é em inglês.

http://www.youtube.com/v/o_MDRI-Q76o&hl=en&fs=1

Arthur Cecil Pigou
ago 31

Aplicando as Taxas Pigovianas para Aumentar a Saúde da População

By Rafael Reinehr | Uncategorized

Arthur Cecil PigouArthur Cecil Pigou foi um economista inglês que no começo do século XX idealizou um sistema de compensações que viria depois a ser chamado de “Taxas Pigovianas”. Segundo Pigou, cada ato em que uma instituição promove algo deletério à comunidade (poluição, desemprego…) deve necessariamente ser cobrado desta instituição através de uma taxação.
Assim, se uma empresa produz detritos industriais que causam poluição de um rio próximo da sede da empresa, a mesma é responsável pelos custos necessários à limpeza deste rio. O refinamento desta idéia levou, nos dias de hoje, à criação dos créditos de carbono e do atual sistema de comércio de créditos de carbono, utilizado para compensar a poluição causada por uma empresa e a retirada do CO2 e outros poluentes por outras empresas.
Levando em conta a idéia de Pigou, fiquei imaginando um sociedade não ideal e fictícia, onde a restrição da liberdade individual poderia acabar elevando o nível de saúde de seus indivíduos. Funcionaria assim: além de elevar os impostos de produtos como álcool e tabaco e também dos combustíveis fósseis a níveis que inibissem severamente o uso de tais produtos bem como obrigasse às empresas de transporte a investirem em formas menos poluentes de transporte de produtos como as vias férreas, também seriam elevados os impostos de alimentos ricos em gordura e açúcar e, com o mesmo dinheiro daí advindo, seriam subsidiados produtos provenientes da agricultura familiar, priorizando-se aí produtos orgânicos, integrais, legumes, verduras e frutos frescos.
Seria chamada a Ditadura das Hortaliças. Em seguida, aconteceria o famoso levante popular de gordinhos. A terra literalmente iria tremer com uma passeata organizada pelos defensores do buffet livre, das redes de fast food e das churrascarias Hortaliçasrodízio. Milhões de pessoas preenchendo o abaixo-assinado a favor da manutenção dos preços da batata-frita e do provolone a milanesa. Milhares se deslocando de ônibus até Brasília e ficande de vigília na frente do Congresso pedindo para a lei ser revogada…
E para aqueles que acham absurdo controlar índices deletérios com taxas, Pigou, do fundo de sua cova nos traz um exemplo bem atual. Nos Estados Unidos, a incidência de acidentes de trânsito fatais está declinando à medida em que o valor do galão de gasolina aumenta. Neste ano, com a chegada do galão à casa dos 4 dólares, estima-se que haverão taxas quase tão baixas de acidentes quanto em 1961. Os motivos para a queda dos acidentes podem ser vários. Os motoristas parecem ter mudado não só a quantidade de quilômetros dirigidos mas também a forma de dirigir e quando dirigem. No mês de junho, os americanos dirigiram 12,2 bilhões de milhas a menos do que no ano anterior. Além disso, jovens e idosos, os mais afetados pelo aumento dos preços da gasolina e também os mais propensos a acidentes, tenderam a diminuir o tempo ao volante. Os motoristas também tendem a aliviar o pé do acelerador buscando poupar combustível, o que também reduz a incidência de acidentes. Por último, a redução do tráfego parece ter sido maior nas estradas rurais, onde os acidentes fatais são mais freqüentes e também no período da noite e nos fins-de-semana, durante o período de lazer. Nestas horas, os acidentes também tendem a ser mais graves do que durante o horário de trabalho, quando são mais comuns pequenos acidentes em baixa velocidade nas ruas cogestionadas da cidade.
Por vezes, nossa lógica precisa ser posta à prova ou mesmo subvertida, para que possamos passar a pensar o mundo de uma forma diferente. Precisamos passar a ver possibilidades em lugares onde não se costuma imaginar saídas para os problemas crônicos da atualidade.
As taxas pigovianas não são, certamente, a solução para todos os males. Entretanto, se dosadas sabiamente e utilizadas para equilibrar discrepâncias grosseiras, podem ajudar a solucionar algumas das questões que afligem nossa sociedade atualmente. A sobretaxação dos combustíveis fósseis poderia, por exemplo, acelerar uma mudança da matriz energética em direção a uma energia mais limpa assim como meios de transporte também mais limpos. Isso já foi visto no Brasil na época do Pró-Álcool. Na Alemanha, o excesso de custo utilizado na construção de casas energiticamente positivas é compensado pelo fato de que, em muitos lares, além de não haver conta de luz a pagar o cidadão ainda vende a energia excendente para o sistema público.
Se o coletado com determinada taxa fosse investido em subsídios dentro da própria área, buscando soluções mais efetivas do que as tradicionais, em questão de algumas décadas estaríamos colhendo resultados positivos surpreendentes na educação, saúde, transportes, energia e demais áreas da sociedade. É uma experiência que seria interessante ver implementada.

Alguns links interessantes para complementar a leitura:

Taxa de Carbono
Comércio de Carbono

Absyntho
ago 30

Absyntho

By Rafael Reinehr | ABZ do Rock

 

AbsynthoGrupo carioca formado no início da década de 80, que mescla o que há de mais kitsch da mitologia pop, isto é, letras centradas em contos de fadas e seus bichinhos de pelúcia, com o velho som da new wave. Assim, em 1983, com o seu bubblegum-rock Ursinho Blau Blau, o grupo inauguraria sua famosa galeria de tipos. Logo a seguir, viriam gênios, lobos e outros personagens da fauna. Atrás deste som, é difícil acreditar que estejam o guitarrista Fernando Sá, que participara do grupo Acidente, na época do antológico LP Guerra Civil (Tok Cine, 1982) e Wanderley Pigliasco, ex-baixista da Banda 22. Integram ainda o veneno: Sylvinho (vocal), Sérgio Diamante (teclados) e Darcy (bateria).

Discografia (clique nos links para fazer o download)

Banda 22

CD, Maio/Rio/A Luz Que Brilha Meu Viver/Pouco Adiante (Coomusa).

Absyntho

CS, Ursinho Blau Blau (RCA, 1983)

CS, Palavra Mágica (RCA, 1983)

LP, Absyntho (RCA, 1985)

Wanderley Pigliasco (solo)

CS, Besame Mucho (RCA, 1984)

Absyntho
ago 30

Absyntho

By Rafael Reinehr | Uncategorized

AbsynthoGrupo carioca formado no início da década de 80, que mescla o que há de mais kitsch da mitologia pop, isto é, letras centradas em contos de fadas e seus bichinhos de pelúcia, com o velho som da new wave. Assim, em 1983, com o seu bubblegum-rock Ursinho Blau Blau, o grupo inauguraria sua famosa galeria de tipos. Logo a seguir, viriam gênios, lobos e outros personagens da fauna. Atrás deste som, é difícil acreditar que estejam o guitarrista Fernando Sá, que participara do grupo Acidente, na época do antológico LP Guerra Civil (Tok Cine, 1982) e Wanderley Pigliasco, ex-baixista da Banda 22. Integram ainda o veneno: Sylvinho (vocal), Sérgio Diamante (teclados) e Darcy (bateria).

Discografia (clique nos links para fazer o download)

Banda 22

CD, Maio/Rio/A Luz Que Brilha Meu Viver/Pouco Adiante (Coomusa).

Absyntho

CS, Ursinho Blau Blau (RCA, 1983)

CS, Palavra Mágica (RCA, 1983)

LP, Absyntho (RCA, 1985)

Wanderley Pigliasco (solo) 

CS, Besame Mucho (RCA, 1984)

Absyntho
ago 30

Absyntho

By Rafael Reinehr | Uncategorized

AbsynthoGrupo carioca formado no início da década de 80, que mescla o que há de mais kitsch da mitologia pop, isto é, letras centradas em contos de fadas e seus bichinhos de pelúcia, com o velho som da new wave. Assim, em 1983, com o seu bubblegum-rock Ursinho Blau Blau, o grupo inauguraria sua famosa galeria de tipos. Logo a seguir, viriam gênios, lobos e outros personagens da fauna. Atrás deste som, é difícil acreditar que estejam o guitarrista Fernando Sá, que participara do grupo Acidente, na época do antológico LP Guerra Civil (Tok Cine, 1982) e Wanderley Pigliasco, ex-baixista da Banda 22. Integram ainda o veneno: Sylvinho (vocal), Sérgio Diamante (teclados) e Darcy (bateria).

Discografia (clique nos links para fazer o download)

Banda 22

CD, Maio/Rio/A Luz Que Brilha Meu Viver/Pouco Adiante (Coomusa).

Absyntho

CS, Ursinho Blau Blau (RCA, 1983)

CS, Palavra Mágica (RCA, 1983)

LP, Absyntho (RCA, 1985)

Wanderley Pigliasco (solo) 

CS, Besame Mucho (RCA, 1984)

Absyntho
ago 30

Absyntho

By Rafael Reinehr | ABZ do Rock

 

AbsynthoGrupo carioca formado no início da década de 80, que mescla o que há de mais kitsch da mitologia pop, isto é, letras centradas em contos de fadas e seus bichinhos de pelúcia, com o velho som da new wave. Assim, em 1983, com o seu bubblegum-rock Ursinho Blau Blau, o grupo inauguraria sua famosa galeria de tipos. Logo a seguir, viriam gênios, lobos e outros personagens da fauna. Atrás deste som, é difícil acreditar que estejam o guitarrista Fernando Sá, que participara do grupo Acidente, na época do antológico LP Guerra Civil (Tok Cine, 1982) e Wanderley Pigliasco, ex-baixista da Banda 22. Integram ainda o veneno: Sylvinho (vocal), Sérgio Diamante (teclados) e Darcy (bateria).

Discografia (clique nos links para fazer o download)

Banda 22

CD, Maio/Rio/A Luz Que Brilha Meu Viver/Pouco Adiante (Coomusa).

Absyntho

CS, Ursinho Blau Blau (RCA, 1983)

CS, Palavra Mágica (RCA, 1983)

LP, Absyntho (RCA, 1985)

Wanderley Pigliasco (solo)

CS, Besame Mucho (RCA, 1984)

Propaganda China
ago 29

Livro: o último reduto – Um mundo operário, um mundo literário

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

A leitura transformou-se de instrumento de lazer em peça de uma engrenagem utilizada para compensar as angústias de um mundo normalizado, individualista e competitivo. São poucos entre nós que conseguem comer e sentir o devido gosto nas refeições. Uma sucessão de garfadas que se sucedem uma em cima da outra, com mínimos espaços para a respiração é a tônica. Como conseqüência, a obesidade encontra-se em índices epidêmicos. Até as relações sexuais parecem que passaram a ser feitas por obrigação e precisam terminar o quanto antes para que se possa assistir ao filmezinho ou fazer outra coisa qualquer (dormir para enfrentar o dia seguinte?)… Sintomas conversivos e psicossomáticos são realçados neste mundo sem sentidos, em que o corpo oblitera até onde agüenta a angústia da crise de percepção mas cedo ou tarde acaba cedendo à pressão que vem de todos os lados.” (Um mundo operário, um mundo literário, de Rafael Reinehr)

Propaganda ChinaEsta semana escrevi um Editorial no Simplicíssimo acerca da degradação do mundo atual incluindo-se aí a decadência do lazer e do aprendizado em detrimento do trabalho e da anestesia, e o trecho acima é um excerto daquele texto.

 

Hoje, enquanto conversava com uma nova paciente acerca das opções humanas entre priorizar o “ter” ou o “ser”, sobre a influência das mídias de massa em especial a televisão, oferecendo circo e anestesia, oferecendo produtos comerciais antes de mais nada (a televisão só existe da maneira como hoje se estrutura em função dos anunciantes que a mantém), me dei conta de uma coisa ao mesmo tempo reveladora, significativa e surpreendente:

 

O Livro, tal como nós o conhecemos atualmente e desde sempre, é o último reduto livre da mídia de massa moderna. Podemos folhear um livro desde o Prefácio até a derradeira palavra “FIM.” sem corrermos o risco de darmos de cara com um anúncio de telefone celular, de um banco, empresa de seguros, loja de roupas ou eletrodomésticos ou qualquer outro tipo de propaganda.

 

O Livro é, ainda, um santuário dedicado à contemplação, ao exercício e ao ensinamento do “ser” em contraposição ao “ter”.

 

Depois desta constatação (creio que original, posto que não tenho visto ninguém comentar acerca do assunto em lugar algum), vamos ver quanto tempo leva para o primeiro livro com “anúncios” ser Livro da Vidalançado no mercado. O que me deixa tranqüilo é que meus três leitores são de confiança e não vào ficar espalhando esta idéia aos quatro ventos, ainda mais que seria totalmente surreal abrir o livro “Os Irmãos Karamazóv” e encontrar lá dentro um anúncio de “Importação legalizada de AK-47” ou então um anúncio de uma nova marca de cigarro. Imagine você, fiel, na igreja e o padre, pastor ou whatever pedindo pra você abrir a Bíblia no Livro de Eclesiastes, Capítulo tal, versículo tal, logo abaixo da imagem do novo modelo de automóvel da marca “Fod-se”.

Se você acha absurda esta idéia e acredita que isso nunca vai acontecer – me refiro (este trecho entre travessões é para os meio-entendedores) ao advento dos anúncios e propagandas e livros de todos os tipos (crônicas, contos, poesias e livros técnicos) – não precisa esperar sentado. Não dou uma década para que isso aconteça. E nada impede que ainda aconteça neste ou no próximo ano!

 

A necessidade em ocupar espaços do ser humano é algo impressionante. Só me admiro que ninguém tenha pensado nisso antes! Ou, se pensaram, graças aos bons ventos não levaram adiante a idéia de concretizar esta sandice.

 

Se você tem opinião sobre o fato de que os livros possam passar a ser utilizados como meio de propaganda através de anúncios visuais ou até mesmo da forma que os blogs são utilizados hoje – com anúncios entremeados ao seu texto através de “merchandising” ou mesmo de “colocações pagas”, deixe sua impressão nos comentários. Para ler meu editorial no Simplicíssimo, clique em Um mundo operário, um mundo literário.

 

E segue o baile, pois “se Deus não existe, tudo é permitido”.

 

Barcos em Natal
ago 28

Fotos de Quinta #037 – 28/08/2008

By Rafael Reinehr | Fotos de Quinta

Nesta quinta-feira bem como nas próximas semanas, o Fotos de Quinta viaja a Natal e Fernando de Noronha, com alguns registros da nossa lua-de-mel feitos em abril de 2008. Para ver outras edições, clique a seguir em Fotos de Quinta – outras edições.

Barcos em Natal
Barcos em Natal

Primeira Janta em Natal
Primeira Janta em Natal

A Ponte de Todos em Natal
A Ponte de Todos em Natal

A Fragata, Carol e o Peixe
Carol, o Peixe e A Fragata

Castanha-do-pará
ago 27

Castanha-do-pará ou Castanha-do-brasil: selênio para uma vida longa e saudável

By Rafael Reinehr | Curtas da Saúde

 

Castanha-do-paráUma castanha do pará (rebatizada recentemente como castanha-do-brasil) por dia garante a quantidade mínima de selênio necessária ao nosso organismo, recarregando este mineral que combate o envelhecimento celular e garante uma vida longa e saudável. Para se ter uma idéia, a mesma quantidade de selênio encontrada em 5g de castanha-do-pará (uma unidade) é encontrada em 3 filés de frango (100g cada), 16 pães franceses (50g cada), 26 camarões (20g cada), 2 latas de sardinha em conserva (130g cada), 10 ostras (33 gramas cada) ou 100 copos de leite (200ml por copo). O selênio é fundamental para acionar as enzimas que combatem os radicais livres. Além de manter mais ativo nosso sistema imunológico, também acaba por proteger as células do sistema nervoso das doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer. Como se já não fosse o bastante, o selênio também ajuda a tireóide na síntese de seus hormônios e também está associado à capacidade do organismo de eliminar metais pesados. O excesso deve ser evitado. A médio e longo prazo, a ingestão diária de mais de 2 a 4 castanhas-do-brasil pode levar à dores de cabeça, unhas fracas e queda de cabelo.

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