Fundos da casa

High Dynamic Range (HDR) – Primeiras experiências

Hoje andei fazendo minhas primeiras experiências com o high dynamic range (HDR), uma técnica que busca combinar o que de melhor conseguimos com nossas máquinas fotográficas em situações de difícil exposição.

O olho humano é, ainda, muito mais complexo e capaz de combinar espectros luminosos de forma muito mais eficiente que o conjunto lente/filme ou lente/sensor digital. Entretanto, a capacidade do filme ou do sensor digital de armazenar informações para manipulação posterior são surpreendentes, e possibilitam a seleção das melhores sombras (ou áreas escuras) e melhores detalhes (áreas claras) de uma fotografia que, quando combinadas através de um software, nos trazem as fotos que hoje chamamos de HDR.

Tenho deixado a fotografia bastante de lado nos últimos anos, mas pretendo gradativamente voltar a fotografar, reativar o Fotos de Quinta, postar alguns tutoriais e dicas de fotografia e, quem sabe, fundar um FotoClube aqui na minha cidade…

Abaixo duas experiências bem "toscas" com o software gratuito Essential HDR Community Edition. As fotos foram feitas correndo, sem tripé (que é decididamente recomendado no caso de querer mesclar várias fotos para criar uma foto HDR), mas já deu para perceber o potencial da técnica.

Depois de estudar um pouquinho mais e fazer umas fotos decentes, posto um tutorial por aqui. Eis as fotos:

Fundos da casa

Frende da Casa HDR

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Lista de Livros Anarquistas e Libertários

Segue uma lista dos livros acerca da Anarquia, Anarquismo, Socialismo Libertário e Socialismo Utópico que estão comigo. A lista a seguir está em constante mutação, sendo que novos exemplares podem ser adicionados a qualquer momento. Os links remetem a resumos ou apontamentos pessoais acerca dos mesmos.

Adelaide Gonçalves e Jorge E. Silva – A Bibliografia Libertária – O Anarquismo em Língua Portuguesa
Alberto Oliva – Anarquismo e Conhecimento
Alexandre Skirda et al – Os Anarquistas Julgam Marx
Alfredo Bonnano – Movimento fictício e movimento real
André Ryoki e Pablo Ortellado – Estamos Vencendo! Resistência Global
Antônio José Botelho – Apontamentos de Engenharia Econômica – um enfoque a partir do anarquismo no contexto do desenvolvimento sustentável
Armand et al – Marx, Stirner e o Anarquismo Individualista
Black Block et al – Urgência das Ruas – Black Block, Reclaim The Streets e os Dias de Ação Global
Caio Túlio Costa – O que é o Anarquismo
Carlos Augusto Addor – A Insurreição Anarquista no Rio de Janeiro
Carlos Diáz – Max Stirner, um Filosofia Radical do Eu
Cristina Rochette Lopreato – O Espírito da Revolta – A greve geral anarquista de 1917
Critical Art Enseble – Distúrbio Eletrônico
Diego Abad de Santillán – A Alforria Final – Os Objetivos da Revolução Social Libertária
Diego Abad de Santillán – Ricardo Flores Magón – O apóstolo da Revolução Mexicana
Edgar Rodrigues – Entre Ditaduras – 1948-1962
Edgar Rodrigues – O Anarquismo no Banco dos Réus (1969-1972)
Edgar Rodrigues et al. – Três Depoimentos Libertários
Edson Passetti – Ética dos Amigos
Eduardo Colombo – Análise do Estado – O Estado como paradigma de poder
Eduardo Colombo – Anarquismo, Obrigação Social e Dever de Obediência
Eduardo Colombo et al – História do Movimento Operário Revolucionário
Eduardo Galeano – Nós Dizemos Não
Élisée Reclus – A Evolução, a Revolução e o Ideal Anarquista
Emilio Gennari – Chiapas: as comunidades zapatistas reescrevem a história
Emma Goldman – Três Ensaios Sobre a Religião
Errico Malatesta – A Anarquia
Errico Malatesta – Anarquismo Libertário e Revisionismo Libertário
Errico Malatesta – Escritos Revolucionários
Errico Malatesta et al – Anarco Comunismo Italiano
Florentino de Carvalho – Pensamento Social de um Anarquista
Francisco Trindade – O Essencial Proudhon
Frank Mintz – O Anarquismo Social
Gaston Leval et al. – Autogestão e Anarquismo
George Orwell – 1984
George Woodcock – História das Idéias e Movimentos Anarquistas – Volume II – O Movimento
George Woodcock – Anarquismo
Gerorge Woodcock – História das Idéias e Movimentos Anarquistas – Volume I – As Idéias
Goya – Os desastres da guerra
Hakim Bey – TAZ – Zona Autônoma Temporária
Henry David Thoreau – A Desobediência Civil
Howard Zinn – Você não pode ser neutro num trem em movimento – Uma história pessoal dos nossos tempos
I.S. – Situacionista – Teoria e prática da revolução
Irecê Rego Beltrão – Corpos Dóceis, Mentes Vazias, Corações Frios
István Mészáros – A Necessidade do Controle Social
Ivan Illich – Sociedade Desescolarizada
Jaime Cubero – Anarco-sindicalismo no Brasil
J.M. Raynaud – Apelo à Unidade do Movimento Libertário
Jean-Christian Petitfils – Os Socialismos Utópicos
Jorge E. Silva – O Anarquismo Hoje – Uma reflexão sobre as alternativas libertárias
José Chrispianiano – A Guerrilha Surreal
Joyeux et al – Surrealismo e Anarquismo
Le Libertaire e Lê Monde Libertaire – Espanha Libertária – A Revolução Social Contra o Fascismo
Leo Vinicius – A Guerra da Tarifa
Luther Blissett – Guerrilha Psíquica
Magón – A Revolução Mexicana
Marc Pierrot – Do Individualismo
Mark Twain – Reflexões Sobre a Religião
Max Stirner – O Falso Princípio de Nossa Educação
Matteo Guarnaccia – Provos – Amsterdam e o nascimento da contracultura
Maurice Joyeux – Reflexões Sobre a Anarquia
Mikhail Bakunin – Deus e o Estado
Mikhail Bakunin – Escritos Contra Marx
Mikhail Bakunin – A Instrução Integral
Mikhail Bakunin – Textos Anarquistas
Murray Bookchin – Comunalismo: a dimensão democrática do anarquismo
Murray Bookchin – O Bairro, A Comuna, A Cidade… Espaços Libertários
Murray Bookchin – O Anarquismo Frente aos Novos Tempos
Murray Bookchin – Sociobiologia ou Ecologia Social
Ned Ludd – Apocalipse Motorizado – A tirania do automóvel em um planeta poluído
Nestor Makhno et al – E a Revolução Social na Ucrânia
Nicholas Walter – Do Anarquismo
Nildo Avelino – Anarquistas, Ética e Antologia de Existências
Noam Chomsky – Notas Sobre o Anarquismo
Paul Lafargue et al. – Abaixo ao Trabalho
Paul Singer – Uma utopia militante – Repensando o socialismo
Paulo Eduardo Arantes – Zero à Esquerda
Paulo Freire – Pedagogia do Oprimido
Peter Lamborn Wilson – Utopias Piratas – Mouros, Hereges e Renegados
Pierre-Joseph Proudhon – A Propriedade é um Roubo
Pierre-Joseph Proudhon – Do Princípio Federativo
Pierre-Joseph Proudhon – Sistema das Contradições Econômicas ou Filosofia da Miséria
Pietro Gori – A Anarquia Perante os Tribunais
Piotr Kropotkin – O Estado e seu Papel Histórico
Piotr Kropotkin – A Anarquia – Sua Filosofia e Seu Ideal
Piotr Kropotkin – Palavras de um Revoltado
Ragon et al – Arte e Anarquismo
Raoul Vaneigem – A arte de viver para as novas gerações
Ricardo Mella – Primeiro de Maio Dia de Luto e Luta – A Tragédia de Chicago
Ronald Creagh – O dia em que o mundo mudou – O terrorismo, a guerra e os interesses em jogo
Rudolf Rocker – A Ideologia do Anarquismo
Safón – O Racionalismo Combatente – Francisco Ferrer y Guardia
Sam Dolgoff – A Relevância do Anarquismo para a Sociedade Moderna
Sébastien Faure – Eleitor, Escuta! – A Podridão Elementar
Stewart Home – Manifestos Neoístas – A Greve da Arte
Thomas Morus – A Utopia
União Regional Rhône-Alpes da Federação Anarquista Francófona – O Anarquismo Hoje – Um Projeto para a Revolução Social

Em busca da ágora ideal

Em busca da ágora ideal

O que preciso agora é encontrar um poço para despejar estes conflitos. Não, um poço seria uma fuga. Preciso encontrar uma ágora para debatê-los fervorosamente e encontrar, senão a solução definitiva, apenas um ponto de apoio para seguir adiante.

E que conflitos são esses, que tanto lhe afligem, pergunta o fiel interlocutor.

São os de viver conforme preceitos que já não nos servem mais. A idéia vai à frente, a passos largos, mas a vida e os atos insistem em parar à beira da estrada para contemplar a paisagem. Como diz a canção, "como podemos dormir enquanto nossas camas estão queimando"? Como podemos manter uma certa indiferença e buscamos conforto para nós, nossa família e tribo se outros indivíduos, famílias e tribos seguem oprimidos e sonolentos? Eis os conflitos, prezado interlocutor. E agora, peço licança para me retirar. Vou em busca da ágora ideal.

Em busca da ágora ideal

 

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O Pintassilgo

O PintassilgoComo de costume, não posso deixar passar um mês sem alguma novidade por aqui… A da vez chama-se O Pintassilgo.

O Pintassilgo é o nome que dei a um Boletim de periodicidade ocasional que enviarei a amigos, conhecidos e contatos da internet. Lá do fundo da sala, um já se levanta e pergunta: você já ouviu falar em Feed? Sim, sim, caro amigo. Obrigado pela lembrança! Sim, já ouvi falar de feed!

Mas o que O Pintassilgo terá de diferente em relação ao feed que eu posso assinar aqui neste site ou em qualquer outro que eu quiser assinar?

Em primeiro lugar, o feed deste e de qualquer site inclui todo o conteúdo produzido pelo site ou pela seção do site que você assina. No caso d´O Pintassilgo, haverá um editor (eu) que selecionará conteúdo não somente deste site (Escrever Por Escrever) como também de outros sites que fazem parte do Armazém de Ideias Ideais como O Pensador Selvagem, a Coolmeia, o Simplicíssimo, a Clínica MedSpa e a Sillencio Edittora & Livvraria além de links para textos selecionados em blogs afins.

Será um clipping composto apenas com o Crème de la Crème (e não todo e qualquer artigo) publicado ao alcance da minha leitura nesta rede e fora dela. Será um tipo de "acompanhe o que estamos fazendo, vendo, lendo, curtindo e programando" e um convite à participação contínua de nossas atividades, quer seja através da participação em ações propostas ou através do debate por e-mail, nas caixas de comentários ou nas listas de discussão e fóruns disponíveis.

Para assinar o Boletim, é muito simples: basta inserir seu e-mail na Página de Inscrição do Boletim O Pintassilgo.

Quanto à periodicidade, não haverá, mas estimo que conseguirei produzir um boletim por mês, em média ou, eventualmente, haverão dois Pintassilgos em um dado mês. Afinal de contas, tenho dois filhotes e uma esposa para alimentar,

 

 

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CarnavalSofia 2009

Como devem saber, não estou entre os foliões mais convictos nos dias de hoje. Durante um período da adolescência (que no meu caso durou até perto dos 27 anos) gostei muito de Carnaval, principalmente das festas no interior do Rio Grande do Sul, onde os blocos das cidades a cada dia visitavam "em bloco", os Clubes das cidades vizinhas. Diversão garantida, sem dúvida.

Hoje estou mais para utilizar estes dias para recarregar as energias e organizar o que está por vir: ideias, projetos, ações. Foi por isso que, em oposição ao CarnavalFolia que se espalha pelo país nesta época vou organizar um CarnavalSofia e tratar de proporcionar um desfile de conhecimento, debate de ideias e troca de experiências entre outros "ETs" que aproveitarão este período carnavalesco de forma alternativa.

Como no momento atual da minha vida não consigo de fato organizar um Clube de Leituras (ao menos não com livros), decidi organizar um Clube de Leituras de artigos. Provavelmente começaremos com Humberto Maturana, em 2 semanas, e daí só a Natureza sabe onde nos levará. Se eu não tivesse tido esta idéia tão tarde – foi somente hoje pela manhã, poderíamos, de fato, ter organizado o primeiro CarnavalSofia ainda neste Carnaval… por outro lado, veja só: tenho um ano inteiro pela frente para organizá-lo…

Quem desejar acompanhar nosso Clube de Leituras será bem-vindo. Os artigos a serem lidos e discutidos serão postados aqui no Escrever Por Escrever e o resultado dos debates da mesma forma.

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O garçom que desmentiu o Barão de Itararé (ou O garçom que ouvia Pink Floyd)

Barão de Itararé nem sempre acerta. O saudoso Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, quando proferiu a brilhante constatação "De onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada", não conhecia o garçom que sempre nos atende em um restaurante de massas aqui em Araranguá, o Namastê.

Hoje, como de costume, chegamos ao restaurante, nos servimos junto ao chef que seleciona os temperos que são colocados na massa e sentamos em um local qualquer. A diferença é que eu tinha acabado de receber pelo correio o DVD Crossroads Eric Clapton Guitar Festival 2007 que comprei na Tower e logo ao sentar comecei a olhar minha nova aquisição.

Na televisão, tocava um DVD do Daniel, aquele cantor breganejo e lá vem nosso garçom nos perguntar o que queremos para beber. Depois de confirmarmos nossa água e dois copos com limão e gelo, o garçom desfere um "você gosta dessa música"?

Minha esposa, concentrada na massa, imaginou que ele estivesse se referindo ao Daniel, mas eu respondi que sim, referindo-me ao DVD recém-chegado.

Ao que prontamente nosso amigo responde: "Eu prefiro Pink Floyd"(!).

Surpresa! Sabe aquele garçom que você olha e imagina com a família no Domingo, fazendo seu galetinho enquanto a esposa prepara a maionese e os filhos estão correndo um atrás do outro, zoando pela casa? Aquela pessoa que você olha e não consegue imaginar ao menos que tenha ouvido falar de Pink Floyd ou talvez até seja um ser "amusical"?

Pois é. Essa figura tem tudo do Pink Floyd que saiu no Brasil. Cassetes, bolachões, CDs, DVDs, até o ingresso do show do Roger Waters no Estádio Olímpico em Porto Alegre, de alguns anos atrás…

E aí amigo Torelly, achei uma exceção para sua genial tirada. Uma coisa sei: de hoje em diante, cada vez que olhar para o nosso garçom, vou olhar para ele com ainda mais respeito. Respeito que se compartilha com alguém que torce pelo mesmo time, gosta dos mesmos livros e, é claro, gosta das mesmas canções…
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18 dias de pedalada…

Ontem resolvi dar uma olhadinha no pequeno computador que vai acompanhando minhas pedaladas na bicicleta. Registrou ele:

Tempo total de pedalada: 4 horas, 30 minutos e 54 segundos

Distância total percorrida: 69,02km

Velocidade máxima atingida: 44,2km/h

Velocidade média do trajeto: 15,5km/h

Tenho pedalado em média 3 dias por semana, geralmente indo e voltando do trabalho (cerca de 5,4km) e num dia só acabei fazendo 22km, sendo que 14 deles com o amigo Rafael de Conti. Dividindo por dias totais, acabei fazendo uma média de 3,83km pedalados por dia. Minha meta, a médio prazo, é esticar esta média e chegar a pelo menos 10km pedalados/dia. Terei então chegado a um bom nível de atividade aeróbica suficiente para estimular meu coração, pulmões, músculos e sistema cardiovascular a manterem-se ativos e saudáveis.

Vamos atrás da meta, então…

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Revitalização do centro urbano no Cambodja

Já que as televisões gostam tanto de mostrar violência – desde acidentes de trânsito até a crimes violentos provocados por "bandidos" e "seres anti-sociais" de todo o tipo, porque será que em nosso país a televisão se imiscui de mostrar a violência gerada pelo próprio Estado aqui mesmo ou em outras partes do mundo?

Será que temem que isto poderia levar à insurreição social? Poderia estimular um ímpeto humano que levaria à mudança do status quo? Adivinhe se não…

Abaixo um vídeo que mostra a retirada à força de cidadãos cambojanos de suas residências (provavelmente ocupações "ilegais") do centro de Dey Krahorm, em 24 de janeiro de 2009. À parte (não a todos) cerca de 144 proprietários que foram expulsos de seus mais do que humildes lares, foram prometidos alojamentos fora da cidade de Phnom Pehm. A Liga Cambojana para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos solicita que, além do alojamento, também lhes seja paga compensação financeira, já que os mesmos serão deslocados para área bastante periférica da cidade, o que lhes aumenta significativamente o custo de vida.

Assistindo ao vídeo, logo vemos porque não são mais tolerados os humildes residentes naquele local, já que as suntuosas construções que lhe cercam não mais permitem uma vizinhança ralé naquele espaço.

 
E assim é o mundo, continua às avessas… Quer fazer algo? Visite a Coolmeia e nos ajude a melhorar este mundo.
Caminhando no Sol

Intelectualidade e esforço físico

– Vocês são mesmo intelectuais? – perguntou-lhes Will quando os dois saíram dos chuveiros e estavam se enxugando.

– Fazemos trabalho intelectual! – respondeu Vijaya.
– Então, qual é a razão para toda essa horrível trabalheira?
– A razão é muito simples: durante esta manhã, tive algum tempo disponível.
– E eu também – disse o dr. Robert.
– Então foram para os campos e agiram à Tolstoi!
– Vijaya sorriu e disse:
– Parece imaginar que o fazemos movidos por razões éticas!
– E não é?
– Certamente que não. Faço trabalho braçal simplesmente porque tenho músculos e, se não os usar, me transformarei num sedentário mal-humorado.
– Sem nada entre o córtex e as nádegas. Ou melhor, com tudo, porém em condições de inconsciência completa e de estagnação tóxica – disse o dr. Robert. – Os intelectuais do Ocidente são tolos viciados em cadeiras e por esse motivo a grande maioria de vocês é repulsivamente corrupta. No passado, mesmo os duques, os agiotas ou os metafísicos tinham que dar grandes caminhadas. Quando não iam a pé, estavam sacudindo no lombo dos cavalos. Enquanto hoje, do magnata à sua secretária, do positivista lógico ao pensador positivo, nove décimos do seu tempo são gastos sobre espuma de borracha. Almofadas de espuma para traseiros de espuma – em casa, no escritório, nos carros, nos bares, nos aviões, nos trens, nos ônibus.
 

Neste trecho, extraído de "A Ilha", de Aldous Huxley, o visitante Will se surpreende com o fato de que os "intelectuais" Vijaya e Dr. Robert estejam no campo ajudando na polinização e poda das culturas.

A justificativa, ainda mais simples do que uma preocupação ética pelo outro, é uma preocupação com o próprio bem-estar.

Independentemente dos motivos que nos levam a levantar a bunda do sofá ou da cadeira que nos prende à televisão, ao computador e ao conforto de nossos lares e escritórios, a epidemia de imobilidade nos dias de hoje é impressionante. Lido com pessoas que precisam emagrecer – por questões de saúde, obesidade, diabetes, hipertensão, colesterol ou mesmo questões estéticas e, analisando a história passada das mesmas, percebe-se que a necessidade de buscar redução do peso hoje advém, em grande parte, de uma negligência no que diz respeito a um mínimo de atividade física necessária para manter sua massa magra e tecido gorduroso nos níveis indicados.

Não prego aqui um culto "acima de todas as coisas" à saúde ou à estética. Longe de mim, principalmente no segundo caso. Entretanto, percebo que muitos dos problemas modernos – inclusive a alta incidência de depressão e ansiedade – residem em parte neste recolhimento dos músculos e ossos a um conforto acima do necessário.

O trecho acima me fez estudar um pouco sobre a vida de Tolstói, e em alguns dias pretendo publicar aqui um pouco sobre a biografia de velho escritor russo, com a qual me identifiquei sobremaneira.

Enquanto isso, que tal calçar teus tênis e sair para uma caminhada neste lindo dia de sol?

Caminhando no Sol

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Into the Wild Na Natureza Selvagem

Na Natureza Selvagem – Into the Wild (2007)

Into the Wild Na Natureza SelvagemAssisti agora há pouco Na Natureza Selvagem, um filme inspirado no livro homônimo, escrito por Jon Krakauer, sobre a vida de Chris McCandless, um jovem que aos 22 anos largou sua estável vida de bom aluno e classe média-alta em busca de liberdade e aventura.

Rebatizando-se Alexander Supertramp (superandarilho), rumou com destino ao longínquo e pouco habitado Alasca, para se embrenhar na mais inóspita Natureza. No caminho, cruzou com as vidas de muitas pessoas que lhe davam carona, casa ou um emprego temporário.

Uma bela fotografia, interessante trilha sonora composta por Eddie Vedder (ele mesmo, do Pearl Jam) e, principalmente, uma facada no coração deste mundo inóspito em que, na verdade, nós vivemos. Um mundo em que muitos vivem se relacionando cada vez mais com coisas e menos com pessoas e com a própria Natureza.

Uma grande mensagem do filme é a que transcrevo abaixo, e deve nos fazer refletir sobre seus vários significados:

"A felicidade só é real se compartilhada."

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