namaste

Namastê!

namasteNamastê ou namasté (em sânscrito: नमस्ते, [nʌmʌsˈteː]) é um cumprimento ou saudação falada, bastante comum no Sul da Ásia. Namaskar é considerado uma forma ligeiramente mais formal, mas ambas as expressões expressam um grande sentimento de respeito.

Utiliza-se na Índia e no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas. Nas culturas indianas e nepalesas, a palavra é dita no início de uma comunicação verbal ou escrita. Contudo, o gesto feito com as mãos dobradas é feito sem ser acompanhado de palavras quando se despede. Na ioga, namaste é algo que se dirá ao instrutor e que, nessa situação, significa “sou o seu humilde criado”.

Literalmente significa “curvo-me perante ti”; a palavra provém do sânscrito namas, “curvar-se”, “fazer uma saudação reverencial”, e (te), “te”.

Quando dito a outra pessoa, é normalmente acompanhada de uma ligeira vénia feita com as duas mãos pressionadas juntas, as palmas tocando-se e os dedos apontando para cima, no centro do peito. O gesto também pode ser realizado em silêncio, contendo o mesmo significado. É a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro.

Quando dito a outra pessoa, também poderá significar: “O Deus que há em mim saúda o Deus que há em ti”.

(Não costumo fazer copy & paste, mas o texto acima foi extraído, na íntegra, desta página da Wikipedia em 31/08/2009)

A foto ao lado representa o típico gesto de unir as mãos e se reclinar levemente como forma de respeito, nas despedidas. Ah, no mundo ocidental de hoje, imaginar estes atos acontecendo com significado… Mas, como disse Gandhi e eu não canso de repetir, “Seja a mudança que você quer ver no mundo.”

Uma e quarenta e cinco da matina…

…e aqui estamos nós, futricando nas catacumbas estruturais do site.

A boa nova é que o sistema de comentários já está funcionante, agora falta reabilitar o sistema de feeds, implementar um sistema de tags (que não é nativo do Joomla), reotimizar o site com uma série de SEO tools e, no sexto dia, me dedicar ao que realmente interessa: voltar pra vida real e, quando der na telha, depositar uma ou outra croniqueta, crítica, impressão ou apontamento por aqui.

Já digo: estou louco para retomar o Fotos de Quinta, iniciar de fato um Clube de Leituras e te muito mais programado por aí, como, por exemplo, a volta do Caldeirão de Sabores, talvez em formato vídeo-tosco. Quem sabe…

Vou virar o Belchior e me escafeder?

Meus amigos (verdadeiros) me perguntam por onde ando… Que história é essa de não utilizar mais e-mail, porque não conseguem me achar no celular… Vai virar ermitão, comprou uma casa na montanha, vai virar Belchior e sumir sem deixar vestígios?

Não meus amigos, não é nada disso. Quem está sendo afetado diretamente por estas decisões talvez esteja sofrendo junto comigo, e chegou a hora de um esclarecimento um pouco mais detalhado. Espero que eu consiga me fazer entender.

Durante toda vida sempre fui considerado uma pessoa muito inteligente, criativa. Sempre estava entre os primeiros da classe sem fazer nenhum esforço para isso. Uma bênção, diriam alguns.

Acontece que sempre gostei muito de ler. Devorava livros como outros devoravam sorvetes, balas e chocolates. Esse gosto pela leitura trouxe, digamos assim, algumas conexões benéficas para o jovem rafinha.

O tempo passou, vieram a adolescência e seus hormônios, o foco na faculdade, depois em especialização médica… Tudo muito rápido e, nesse turbilhão de acontecimentos, muitos desejos, projetos e objetivos a serem alcançados. Em 15 anos vivendo na internet se conhece muitas pessoas, se faz amizades passageiras e outras, em menor número, bastante duradouras e interessantes. Trocas fantásticas, mas também muita energia dispensada em bobagens que nada mais fazem do que sugam nosso tempo e energia criativa.

Entre tantos projetos, senti que aquele rafinha de antanho estava ficando pálido, sem energia, e que os projetos tão belos e que poderiam ajudar tantas pessoas estavam capengando, por falta de dedicação. Não por falta de empenho ou vontade de fazer, mas por falta de organização da minha rotina diária.

Comecei, há cerca de 5 anos,  a analisar em que pontos eu poderia melhorar. O ponto inicial: gerar renda suficiente para que pudesse, em menos horas de trabalho, garantir o meu sustento e da minha família, além de programar um futuro sereno e sustentável. Fruto deste planejamento, mudamos de cidade e de estado e hoje trabalho em condições mais favoráveis do que as de então.

Nos passos seguintes, passei a reduzir minha atividade laboral. Hoje não trabalho nas sextas, sábados e domingos. Entretanto as sextas acabam servindo para “tapar os furos” dos dias da semana. Ainda não estou bem organizado para deixar as sextas realmente livres como gostaria. Em um novo passo, estou tentando deixar 2 terças-feiras por mês também livres, para, quem sabe, concentrar as atividades que faço nas sextas e finalmente liberá-las para outros projetos. Isto porque, a noite e a madrugada tem-me sido muito caras. Estou deixando de desfrutar minha casa, a companhia de minha esposa e cães na intensidade que gostaria.

Tudo se trata, em verdade, de três coisas:

1. Estabelecer uma hierarquia de prioridades
2. Otimizar e organizar o tempo
3. Colocar em prática o que foi definido nos items 1 e 2

Não. Isso não é GTD (Getting Things Done, mas bem que poderia ser). Isso também não é uma decisão hermética. Estou experimentando, e conto com a compreensão dos verdadeiros amigos. Aqueles que não compreendem estas tentativas, talvez estejam distantes demais para perceber o que significa para mim ganhar 2 horas a mais por dia (livre do e-mail).

Talvez aqueles que permaneçam por perto, ganhem acesso a um novo e-mail, extremamente restrito, exclusivo para mensagens 1:1, que seja usado com moderação e sem esperar de mim urgência na resposta. Sim, neste caso sim, estou indo morar na Montanha. E só vou ter acesso a este e-mail quiçá uma vez na semana…

Enquanto isso, coloquei os comentários deste blog como privados. Assim, quem quiser fazer um comentário pessoal poderá fazê-lo e o mesmo não será publicado se houver algo que não seja de interesse público.

Ainda no mês de setembro estarei reavaliando minha relação com as atuais mídias sociais das quais faço parte, como Facebook, Orkut e Twitter. Vou ver o que presta e o que não presta e vou dar um jeito de realmente selecionar o que é válido para mim.

Ainda, aquelas pessoas mais próximas podem me adicionar no MSN, Skype ou ver minhas outras formas de contato e produção no Me Adiciona, que vai estar em algum lugar do blog. Mas, sem dúvida, este espaço aqui (http://reinehr.org) será o meu lar virtual a partir das próximas semanas, e o local mais fácil para me encontrar.

Então, meus AMIGOS, não vou virar Belchior nem vou sumir do mapa. Apenas compreendam este meu período de experiências. Tenham por certo que todo este esforço é para produzir um rafinha um pouco mais humano, menos atrelado às máquinas. É uma espécie de pausa (alguns diriam retorno), um tipo de reflexão sobre os caminhos pelos quais tenho percorrido. É uma reavaliação, que faz parte de um Processo.

Armadilha de Lagostas Facebook

Desfazendo a armadilha para lagostas, ou: enfrentando o Facebook e suas mazelas

    Redes sociais como Orkut e Facebook servem para uma coisa: encontrar pessoas. Sinceramente, acredito que devam ser utilizadas somente para isso.
    Apesar de oferecerem uma série de ferramentas de produção de conteúdo, comunicação privada e muito mais, não devemos esquecer que eles não deixam de ser um CMS (Content Management System) proprietário, de direito privado. Ou seja: são propriedade de alguém, assim como todo conteúdo que por lá é publicado. Você leu os Termos de Uso?
    Este alerta deve ser feito porque é interessante notar que muitas pessoas estão jogando sua produção em espaços sobre os quais tem pouco ou nenhum controle. O Facebook, por exemplo, impossibilita toda tipo de exportação de dados para outro sistema manejado por você.

Armadilha de Lagostas Facebook

    Michael Gilbert, em artigo publicado no Nonprofit Online News, nos dá algumas dicas de como tirar o máximo do Facebook sem ser pego na armadilha para lagostas que são as redes sociais proprietárias:

  1. Nunca solicite a ninguém usar o Facebook para interagir com você de uma forma particular ou exclusiva. Por exemplo: sempre deixe o mesmo conteúdo disponível de uma forma aberta em outro local
  2. Nunca solicite a ninguém usar o Facebook para interagir com seus pares de um modo particular. Isso quer dizer: não faça do Facebook um clube exclusivo.
  3. Sempre procure por formas de tirar as pessoas da armadilha para lagostas e colocá-las em redes de conexão amplas e públicas. Use o Facebook como um ponto de entrada para uma outra mídia, mais amplamente conectável, nunca no outro sentido
  4. Nunca desenvolva conteúdo somente para o Facebook. Essa é o corolário número 1, mas necessita de ênfase
  5. Sempre trabalhe para tornar os mapas sociais de sua rede mais visíveis. Em outras palavras, uma das características mais fortes do Facebook é a capacidade de encontrar amigos de amigos. No caso de suas redes, não deixe o Facebook ser o único local em que elas acontecem
  6. Nunca confunda o Facebook com as redes sociais as quais ele alimenta. Por exemplo, não nomeie seus projetos de redes sociais vinculados ao Facebook ou a outras mídias. Nomeie-os de acordo com os grupos de stakeholders que você está tentando empoderar
  7. Sempre seja especialmente disciplinado em seu pensamento onde pressão sobre os pares está acontecendo. Tenha em mente como você está influenciando as pessoas em virtude das conexões que você está estimulando.

    Resumo da ópera: compartilhe, mas abra o olho. Veja se não está pondo seus ovos na cesta da raposa. No mais, relaxe e goze em gotinhas.
    A capacidade de espalhar socialmente nossas atitudes, ou “social lifestreaming” será a ação que finalmente mostrará aos indivíduos o poder do “opensource”, uma ação sobre a qual cada um terá controle, e cada terminal se tornará uma plataforma de publicação representativa de seu proprietário ou autor. Atitudes voltadas para esta direção estão aparecendo em vários pontos da web, e irei abordá-las em um novo artigo.

rede

Blogs, Redes Sociais e para onde vai o rio?

Ontem estive navegando por um blog que gosto muito e, depois de ler todos os artigos que estavam na página principal do blogueiro (que também é doutor e professor de Astronomia) percebi que, de fato, existem blogs que vieram para ficar, independente desta onda de “meiomarasmo” que anda rondando a Blogosfera.

redeOs blogs que menos estão sofrendo com a “crise” são justamente aqueles que sempre estiveram fora do mainstream do Blogverso, aqueles que blogavam menos para o leitor, para um pretenso público, e mais por razões pessoais, íntimas.

Quando a visibilidade ou o gás fornecido pela Bolívia pelos leitores começou a rarear, alguns blogueiros tradicionais, seguindo o discurso que vem de fora passaram a perceber o blog como uma ferramenta obsoleta, ou que possivelmente estivesse sendo gradualmente substituída pelas redes sociais.

Um amigo meu já disse, taxativamente, no Twitter: “Gosto de blogar, mas cansa. Mas twittar tem sido anos-luz mais gratificante. Por que será?!”

É inegável que algumas redes sociais, principalmente algumas nas quais geramos comunidades ou grupos dos quais somos protagonistas, nos trazem benefícios facilmente mesuráveis. As pessoas que por lá estão parecem mais focadas em um dado assunto ou tema, como em um Clube de Leituras, onde o assunto são livros ou, ainda mais especificamente, um livro em especial. As discussões podem ser mais apaixonadas e trazer uma gratificação maior para quem participa.

Não sou um bom crítico deste boom das redes sociais, mas sou um bom observador e leio com frequência o que alguns analistas dizem sobre o fenômeno. Minha humilde conclusão me leva a crer que os próximos anos revelarão uma intensificação ainda maior de redes em que o conteúdo seja feito de muitos para muitos (em detrimento dos blogs, em que o conteúdo é feito de um (ou de poucos) para muitos. Os blogs não vão, de jeito nenhum, acabar. Como minha amiga Elenara, que usa o “blog como 1 meio de guardar coisas que acha interessantes”, muitas pessoas encontrarão utilidade para este espaço em que a expressão da liberdade encontra sua vez.

PS: enquanto blogueiros como o Francis estiverem postando imagens como essa, é bom nem pensar em desaparecimento da Blogosfera!

Deixando de utilizar o e-mail (ou livrando-se das correntes, parte I)

Comecei hoje um processo de redução gradual do uso do e-mail, que deverá culminar, em algumas semanas, com a cessação quase completa da utilização dessa ferramenta ora revolucionária e agora arcaica de comunicação entre indivíduos.

Em cada e-mail que hoje utilizo, uma auto-resposta irá instruir meu amigo, conhecido ou pessoa interessada em me alcançar como fazê-lo. Não terei mais preocupações com spams e outras questões relacionadas à rigidez desta ferramenta antiquada.

Como vou fazer isso? Basicamente criando uma rede que propicie um ambiente transparente em que eu possa me comunicar, de forma não hermética (como no e-mail) com as pessoas que me interessam e que se interessam pelo que tenho a dizer.

Enquanto organizo este sistema, vou publicando aqui o andamento deste projeto. Neste ínterim, veja o que Luiz Suarez, da IBM, nos ensina sobre viver sem e-mails em sua palestra “Thinking Outside the Inbox“, no vídeo abaixo.

Ralph Waldo Emerson sobre a Amizade

“A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.”

Ralph Waldo Emerson