Existe lugar para um tipo de vida “socialista” ao invés do atual modo de vida capitalista?

Hoje propus, no Debatewise, uma discussão acerca da possibilidade, em pleno século XXI, de um modo de vida socialista. Coloquei lá a pergunta e complementei com a seguinte introdução:

Capitalism defines the current main type of relationships in the majority of the world, with exception of some minor guettos (like indians, aboriginal people and alternative squats and neighborhoods). Is there willing somewhere and people anxious to change this paradigm?

Minha resposta à minha própria pergunta, segue abaixo:

There are lots of people trying to live in a more communal way of living, struggling against individualism.

If you look for the job of people like Paul Hawken (wiserearth.org), Alex Stevens (worldchanging.org), read the books of Bill McKibben (like Deep Economy – The Wealth of Communities and The Durable Future), Jacqueline Novogratz (The Blue Sweater – Bringing the Gap Between the Rich and Poor in an Interconncted World) and István Mészáros (The Challenge and Burden of Historical Time – Socialism in the Twenty-First Century), yes, you can assume that there are lots of people trying to live more like human sencient beings than like automated and massified human “particles”.Love, compassion, sharing, cooperation seems so old-fashioned in the ears of most of us today, but there´s still a profound sentiment that tell us that those akward words mean something truly important, something that could lead us to better times, times where we will struggle less, live more and finally get close of what ancientally we used to call happiness.

Se você quiser fortalecer meu ponto de vista (ou atacá-lo, fique à vontade), o endereço para fazer isso é o que segue: http://debatewise.org/debates/1532-is-there-a-place-for-a-socialist-type-of-living-instead-of-the-current-capitalist-type

chuva

Por que gosto de chuva

 

chuva

Hoje passei o dia meio cansado, desanimado, desmotivado. Na verdade, não faltam propósitos ou motivos para me mexer, buscar melhorar, ser feliz, nada disso. Foi apenas uma sensação que durou parte do dia. Carol e eu até brincamos que é “excesso de empatia”, já que ela também está em fase de recuperação de um pequeno procedimento cirúrgico…

O fato é que o dia estava abafado e, além de cuidar dela, não tinha vontade de fazer mais nada – coisa praticamente impossível de imaginar em se tratando de mim.

Foi quando vi algumas nuvens se formando e um vento diferente se aproximando das árvores ali fora. Senti que a chuva poderia estar chegando. E desejei que chegasse. Nesse momento, já a escuto ao longe, e sei que vai chegar a qualquer instante.

Não sei em que exato momento da vida passei a ter esta fascinação por chuva, este gosto, prazer de ouvir, sentir, olhar para a chuva. Minha memória mais remota me leva para os domingos em minha cidade Natal, em Agudo, em uma época em que meu avô materno, seu Waldemar, ainda era vivo. naqueles domingos, tínhamos um almoço “diferente”, em família, e também haviam as corridas de fórmula 1. Mas do que lembro mais nitidamente eram destes mesmos domingos chuvosos, em que a chuva batia na janela envidraçada, sem venezianas, que temos na sala de estar de nossa casa. A chuva, para mim, remete à simplicidade e felicidade daqueles dias, e sempre que ela se aproxima, vem junto uma boa sensação, um bem estar.

O fato é que muitas coisas podem ter ajudado a causar a sensação de mal estar de hoje mais cedo: o fato de eu ter caído e voltado a comer carne – hoje me considero um “vegetariano fraco”, porque o desejo ainda está presente, mas a vontade fraquejou. Não estou comendo carne como antes, apenas uma vez por semana, mas mesmo assim me sinto um pouco derrotado.

Além disso, tem a Coolmeia, e a vontade de fazer acontecer logo este “mundo melhor”, este “despertar na consciência” que reduza a ganância das grandes corporações, que ajude as pessoas a viverem melhor consigo mesmas e com aqueles que os cercam.

Estou lendo um livro bastante gostoso, chamado A Arte da Felicidade – Um Manual para a Vida, de Howard Cutler. O autor é um psiquiatra americano, que passou boa parte do tempo acompanhando o Dalai Lama, líder espiritual e político tibetano em algumas palestras nos EUA e também em sua casa em Dharamsala, seu local de exílio na Índia. No livro, Cutler tenta traduzir o pensamento budista para que o leitor ocidental possa melhor entender sua mensagem. Acho que seria interessante plotar algumas das mensagens que estou recebendo e revisando.

Sempre defendo a leitura dos originais, tanto quanto possível, mas também não sou mais supercrítico quanto a releituras como esta de Howard Cutler. Acredito que cheguei em um ponto da vida no qual já aprendi a separar o joio do trigo na maior parte das vezes e, de um livro assim, consigo separar o que é bom e pode ser aproveitado, daquilo que deve ser descartado.

E por falar em livro, vou seguir minha leitura. Com sua licença…

Foto: Ben

 

O Sentido da Vida não precisa ser procurado fora dela mesma

A idéia de que a moralidade necessariamente foi “colocada” em nós me é totalmente estranha. Da religião cristã, retiro toda a teologia e cosmogonia e fico apenas com seus preceitos éticos. Não há que existir Deus, ou louvar a um Deus para ser generoso, justo e bom. A moralidade é uma característica que pode ser cultivada em ateus e que pode grosseiramente estar faltando naqueles que crêem em Deus.

Os seres humanos são fracos. Temos fraqueza de querer. Nós nem sempre fazemos aquilo que sabemos muito bem que deveríamos fazer. E isso, em muitas pessoas, produz o fenômeno da culpa, do remorso. A culpa é uma força negativa poderosa na cabeça das pessoas. As pessoas não gostam de sentir culpa, é um mau sentimento. Assim, a idéia de Deus, mais forte do que a simples ideia de uma moralidade, acaba por dar um motivo mais forte às pessoas para fazer o certo de forma regular. Assim, a existência de Deus pode ser uma necessidade para algumas pessoas. Se a força que possuem não lhes permite ser moralmente corretos somente pelo fato de que esta seria a escolha certa a ser feita, então há que se ter um Deus para regular e “fiscalizar” os atos dos homens.

É muito melhor fazer as coisas certas porque são boas e SOMENTE porque são boas do que fazer porque algum Deus está nos olhando e irá nos recompensar!

Um dos principais argumentos para não acreditar em Deus diz respeito ao fato de que, se ele é todo-poderoso, onisciente e todo-generoso, como pode haver tanto sofrimento na terra? Tantas catástrofes naturais, tanta maldade, doenças genéticas que trazem sofrimento às famílias e aos portadores das enfermidades? Se existe um Deus todo-poderoso que poderia evitar isso e ele não o faz, não é o Deus ao qual quero me reportar ou com o qual quero me relacionar. Se um ser humano resolve fazer experiências colocando dificuldades e sofrimento na vida das pessoas, como Joseph Menguele por exemplo, você acharia isso correto? Imputar sofrimento às pessoas somente para ver “como elas enfrentarão as dificuldades”, dando-lhes o livre arbítrio?

Reprogramações de fim/começo de ano

Fazia tempo que não esperava por férias. Na verdade, não lembro se algum dia isso aconteceu. O fato é que aguardo com grande expectativa os 12 dias que terei, entre 23 de dezembro e 3 de janeiro, para fazer uma reengenharia do meu tempo e de minhas prioridades.

Sinto que nos últimos meses tenho feito muitas coisas mas tenho perdido o foco. E é justamente ele, o foco, que pretendo reencontrar nesta dúzia de dias que estão por chegar. Encontrando-o, mando lembranças, pode deixar…