Teias de Aprendizagem – Rede de Escolas Livres

A Coolmeia, Ideias em Cooperação está desenvolvendo, com a ajuda de um belo time de colaboradores, um projeto que chamamos de Teias de Aprendizagem – Rede de Escolas Livres.

Inspirados em Ivan Illich e sua ideia de “desescolarizar a sociedade”, estamos criando uma ferramenta que possibilite aos indivíduos e coletivos promover aulas, cursos e oficinas de forma descentralizada, autônoma e autogerida, sainda da lógica Institucional para uma lógica que favorece o auto e alterdidatismo.

O vídeo abaixo foi enviado como parte do formulário de inscrição para o Festival de Ideias Inovadoras em Educação e, se aprovado, o projeto será apresentado no dia 15 de setembro durante o Seminário A Sociedade em Rede e a Educação, apoiado pelo Instituto Vivo.

Dedos cruzados. Atualização em 08/09/2010: o projeto foi selecionado para apresentação. Seria ótimo conseguir o máximo de apoio para desenvolver este projeto. Junte-se a nós.

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Soneto Dadaísta (Pozimi)

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Neste frio que faz enquanto nossos olhos abraçam cansados o coração de quem partiu, antes mesmo de ter nascido, nada como experimentar, com café e fogão a lenha, a deslizar palavras e imagens goela abaixo.

Soneto Dadaísta de Inverno
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A outrora pedaço no em
Entregues fome se ainda
Como de da veneno
Fala de cansa azougues

Trem os justo amarelo de
Volúpia mansa que tentação
Eles de cândidos perigosa é
Mas picasso mormaço leviano

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No tesoura que uma nave
Na tanto na espacial e
Perdidos voluptuoso sublime em é

Sim o cadafalso cadeira sem
Mas falso o entretanto frio
Não com gigante assim se

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Instruções para uma poesia dadaísta: pegue papeizinhos. Escreva neles palavras. Substantivos, adjetivos, pronomes definidos e indefinidos, artigos. Misture os papeizinhos. Defina o número de palavras por verso. Ou não. Defina regras para terminar o verso. Ou não. Pegue os papeizinhos em ordem aleatória e escreva o poema com as palavras na ordem que forem aparecendo. Vá vendo o resultado a medida em que o poema está sendo feito. Pouca coisa faz sentido, mas quando faz, é profundo. Profundo mesmo! Outra experiência que pode ser feita é fazer vários poemas dadaístas com o mesmo grupo de palavras. Ei! Será que isso é uma idéia original? Não sei, mas vou fazer isso outra hora. Escolherei 87 palavras e escreverei 13 poemas com essa técnica! Afudê! (autoempolgação deveria ser o ópio do povo)

87 – 5 = 82 – 4 = 78 – 6 = 72 – 4 = 68 – 5 = 63 – 4 = 59 – 6 = 53 – 4 = 49 – 5 = 44 – 4 = 40 – 6 = 36 – 4 = 32 – 5 = 27 – 4 = 23 – 6 = 17 – 4 = 13 – 6 = 7 – 1 = 6 – 6 = 0 (= 19 versos)

19 – 5 = 14 – 4 = 10 – 3 = 7 – 3 = 4 – 4 = 0. Taí a fórmula do meu próximo poema dadaísta. Resumindo, será um poema com 19 versos, dividido em estrofes de 5, 4, 3, 3 e 4 versos respectivamente, com 5, 4, 6, 4, 5, 4, 6, 4, 5, 4, 6, 4, 5, 4, 6, 4, 6, 1, 6 palavras em cada verso.

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Uma sequência proposta para leituras libertárias

(em construção)

Discurso da Servidão Voluntária – Etiéne de La Boetie – Etienne de La Boétie morreu aos 33 anos de idade, em 1563. Deixou sonetos, traduções de Xenofonte e Plutarco e o Discurso Sobre a Servidão Voluntária, o primeiro e um dos mais vibrantes hinos à liberdade dentre os que já se escreveram. Já no título aparece a contradição do termo servidão voluntária, pois, como se pode servir de forma voluntária, isto é, sacrificando a própria liberdade de espontânea vontade? Dentro desta temática, a obra essencialmente é um questionamento acerca das possíveis causas que levariam os povos a se submeterem à vontade de um tirano, o que se mostrará como uma grande interrogação e indignação à opressão. Uma espécie de hino à liberdade. Graças a suas reflexões profundas sobre a condição humana e a liberdade, La Boétie é considerado um precursor do pensamento anarquista.

A Utopia – Tomas Morus –

A Desobediência Civil – Henry David Thoreau –

Deus e o Estado – Mikhail Bakunin –

A riqueza intrínseca e latente da humanidade – Piotr Kropotkin

“Somos ricos, muitíssimos mais ricos do que cremos.
Ricos pelo que possuímos agora,
ainda mais ricos pelo que podemos conseguir com os instrumentos atuais,
infinitamente mais ricos pelo que poderíamos obter de nosso solo,
de nossa ciência e de nossa habilidade técnica,
caso se aplicassem a procurar o bem estar de todos.”

Piotr Kropotkin

Resistência à mudança, Inovação e Conservadorismo

Retirado de um seminário da STRO (Social Trade Organization):

Devemos ter em mente que não há nada mais difícil e perigoso, ou mais duvidoso de sucesso do que a tentativa de introduzir uma nova ordem de coisas em qualquer situação. O inovador tem todos os indivíduos que obtiveram vantagens com a antiga ordem das coisas como inimigos, enquanto aqueles que esperam ser beneficiados com as novas instalações, serão defensores moderados. Essa indiferença surge, em parte por medo de seus adversários, que eram os favorecidos pelas leis existentes e, em parte, pela incredulidade daqueles que não acreditam em nenhuma coisa nova, que não seja o resultado de uma experiência bem-sucedida. Por isso é que, sempre que os opositores da nova ordem das coisas têm a oportunidade de atacá-la, eles o farão com o zelo dos partidários, enquanto os outros o defendem, mas com pouca intensidade, assim, resulta ser perigoso confiar nestes últimos.” (Nicolau Maquiavel, em O Príncipe)

E o texto segue (agora fala o autor do texto, Hen van Arkel):

Certamente, quando você se propõe a repensar as estruturas básicas da sociedade, há uma grande resistência. E, de fato, durante muitos anos, era essencial que os ricos tivessem uma espécie de dinheiro disponível que lhes permitisse transferir poder ao longo do tempo e do espaó. No entanto, temos sobrevivido a esse episódio. Hoje as pessoas que têm muito, enfrentam o risco de perder tudo, vivendo neste planeta ecológico e socialmente frágil. Isso não significa que todas as pessoas ricas estão conscientes disto ou que sabem como melhorar seu comportamento. A opção por tais “mudanças” tanto atrai quanto assusta as pessoas. Nós, seres humanos, na grande maioria, desconhecemos que a história cria mudanças o tempo todo. A verdadeira questão é: nós vamos nos atrever a começar e apoiar as mudanças nas regras fundamentais existentes por trás da atual organização da sociedade, ou vamos esperar até que as coisas mudam, como resultado dessas regras em vigor ou devido a outras forças?

Para algumas pessoas, saber que a mudança de um estado de organização social para outro parece ser algo impossível, posto que todas as forças do tabuleiro jogam contra, basta para que se recolham à rotina de TV a cabo e churrascos de domingo.

Para outros, ela só reforça a noção de que o que está errado precisa de soluções ainda mais engenhosas e criativas, partindo para a prancheta e para a colaboração em rede para buscar as respostas aos problemas que se apresentam.

Como disse-me o amigo Luiz Algarra, depois que lhe encaminhei esta reflexão:

“Tenho refletido sobre o fato de que a inovação é apenas um estágio da conservação.
Inovamos para conservar.
As empresas inovamprocessos para conservar posições de mercado.
Partidos inovam propostas para se adaptar ao desejo dos eleitores, e se conservar no poder.
Somos seres conservadores po natureza. Conservamos nosso viver.
Então hoje para mim a questão é: o que desejo conservar?
Tudo de organiza em congruência ao redor de um sistema que conserva uma determinada classe de coisas.

Pergunta importante: “o que desejo conservar?“. É o meu desejo egoísta, altruísta? Estou respeitando o outro, a diversidade ou apenas o meu dinheiro e o meu poder? Qual é minha compreensão acerca do mundo que me cerca? Biologia do Amar e Biologia do Conhecer, disciplinas que não são ensinadas nas Escolas do Mundo ao Avesso…

Vamos estudar juntos, vamos apreender estes conceitos e com eles aprender a nos tornar humanos?

Moderna escravidão

“Os escravos do século XXI não precisam ser caçados, transportados e leiloados através de complexas e problemáticas redes comerciais de corpos humanos.
Existe um monte deles formando filas e implorando por uma oportunidade de trocar suas vidas por um salário de miséria.
O “desenvolvimento” capitalista alcançou um tal nível de sofisticação e crueldade
que a maioria das pessoas no mundo tem de competir para serem exploradas, prostituídas ou escravizadas.”

Luther Blissett

De volta à carga

Estou voltando, aos pouquinhos, ao blog.

Essa vida de papai novato é fogo! As energias estão sendo recompostas, bem como a ordem domiciliar. Confesso: eu sabia que viriam mudanças pela frente com a chegada do pequeno Benjamin, mas ele nos dá um baile (um baile do qual adoramos participar, mas ainda assim um baile, que te deixa cansado no dia seguinte).

Acho que precisei destes quase 3 meses para adaptar-me fisicamente à nova rotina de sonos intranquilos e de emoções diárias com seus espetaculares sorrisos, suas deliciosas manhas, suas brilhosas cagadas e seus pequenos chorinhos. Hoje pela manhã, finalmente, acordei disposto a retomar um pouco da velha rotina. Nossa vida nunca mais será a mesma, disso já sei, mas quero incorporar novamente um bocadinho da antiga receita à nova vida, agora muito mais colorida!

Meus leitores de feed, estou de volta, para o seu infortúnio!

Meu peso máximo

Hoje cheguei ao meu peso máximo em 34 anos: 102,6kg (com calça jeans, sapato e blusão). Cerca de 100kg sem roupa. Apesar de não estar me sentindo mal, sei claramente quais prejuízos isto está trazendo para minha saúde.

Começo hoje a mudar meu hábito alimentar e de atividade física. Nos vemos daqui a um mês.