Sobre minha “saída” da Coolmeia

Amigos, gostaria de comunicar minha “saída” da Coolmeia.

Pelos próximos 2 meses a 3 meses, estarei deixando de participar ativamente das atividades da nossa rede, retirando-me para um período sabático. Um período em que espero refletir sobre nosso trabalho – tanto como seres individuais como coletivos, pertencentes a uma pequena rede mas também um teia muito maior de indivíduos e forças -, sobre nossas intenções, sobre nossas esperanças, caminhos e resultados.

Tenho acompanhado de perto uma série de movimentos contemporâneos, tenho revisitado alguns movimentos historicamente relevantes que discutem democracia, participação, colaboração, liberdade, autonomia, vida em sociedade, igualdade, justiça social e, de repente, senti uma necessidade de sintetizar um pouco da minha experiência e os estímulos que tenho recebido, de todas as frontes, nestes últimos anos como ativista social.

Espero, assim, conseguir trazer um pouco de ordem para meus pensamentos e, muito mais do que ideias, espero poder vir carregado de flores para ajudar a enfeitar o caminho que temos construído juntos.

Continuarei, entretanto, dando suporte às ferramentas de interação da rede e também fazendo alguns trabalhos “automáticos” de divulgação interna e manutenção estrutural, sem entretanto dedicar várias horas por semana à rede.

Nem preciso dizer o quão angustiado me sinto com esta decisão, pois deposito grande esperança nas pessoas que compõe esta rede. Temos seres humanos incríveis fazendo parte da Coolmeia. Por enquanto, ainda não achamos, aqui, uma via pela qual possamos colaborar mais ativamente e deixar fortes e claras pegadas para que outros possam seguir. Mas não consigo deixar de ver que temos um potencial incrível de ajudar a promover a mudança de que precisamos em direção a um mundo mais convivial, cooperativo, sustentável e resiliente.

A quem ainda não leu, recomendo fortemente a leitura: http://www.coolmeia.org/pdf/Coolmeia-v1.0.pdf (pelo menos as primeiras 16 páginas – cerca de 15-20 minutos de leitura)

E a todo momento, precisamos lembrar que a Coolmeia não deve buscar apenas produzir soluções PARA as pessoas. A Coolmeia deve construir soluções COM as pessoas e mostrar que, mesmo que não possamos mudar este mundo, pelo menos podemos construir outro. E como disse, há muitos anos, o gênio Buckminster Fuller:

Você nunca muda a realidade lutando contra ela. Para mudar algo você cria um novo modelo que torna o modelo existente obsoleto.

Desejo aos amigos que seguem navegando um ótimo tempo aqui e em suas vidas pessoais. Nos falamos logo mais.


Rafael Reinehr
Coolmeia, Ideias em Cooperação
Uma incubadora de ideias e soluções altruístas
http://coolmeia.org/bemcomum

O que estou fazendo: http://reinehr.org/em-transe.pdf

twitter: @r4re – twitter.com/r4re
Skype: rafael.reinehr

Reflexões a partir de “Rescuing Galbraith from the conventional wisdom” – Anarchy # 1, março de 1969

Reflexões a partir de “Rescuing Galbraith from the conventional wisdom” – Anarchy # 1, março de 1969

O Estado Oportunista > A Sociedade Irresponsável

A “sabedoria convencional” aplaude quando investimentos são abençoados pelo lucro e gratificados por aquisições privadas, mas é deficitária quanto a satisfação de necessidades sociais. Assim, à indústria do automóvel e ao seu produto, os carros, é dado mais valor do que às estradas ou a meios de transportes eficazes e coletivos, como trens de alto desempenho, por exemplo.

“Temos visto que enquanto nossas energias produtivas tem sido usadas para fazer coisas para as quais não há urgência, coisas para as quais a demanda deve ser sintitizada a um custo elaborado ou elas não serão desejadas – o processo de produção continua a ser de uma urgência quase não diminuída como uma fonte de renda. A renda das pessoas deriva de produzir coisas de pequena relevância, e isso gera grandes consequências. A produção reflete a baixa utilidade marginal dos bens produzidos para a sociedade. A renda reflete, para uma pessoa, uma alta utilidade para a capacidade de qualidade de vida.”

“Nós ainda estamos para ver que não é o total de recursos mas seu uso estudade e racional a chave para a conquista.” – J. K. Galbraith

“Mas tão longo olhemos prova a Economia Política deste ponto de vista, ela muda inteiramente de aspecto. Ela cessa de ver uma simples descrição dos fatos, e se torna uma ciência, e podemos definir essa ciência como: o estudo das necessidades da humanidade, e os meios de satisfazê-lo com a menor possível perda de energia humana.” – Piotr Kropotkin

“A (ideia de) produção é alimentada por uma altamente duvidosa mas igualmente aceita psicologia do querer, por uma igualmente dúbia mas igualmente aceita interpretação do interesse nacional e por profundos interesses velados. Tão totalmente envolvente é o nosso senso de importância da produção como um objetivo que a primeira reação a qualquer questionamento desta atitude será “O que mas há aí?”. Tão amplamente a produção está incrustada em nossos pensamentos que apenas conseguimos imaginar um vácuo caso ela seja relegada a um papel menor”.

Na interpretação dos fenômenos sociais existe uma competição contínua entre o que é relevante e o que é meramente aceitável, e nesta competição toda “vantagem tática” está com o que é aceitável. Audiências de todos os tipos mais aplaudem aquilo de que gostam mais, e as pessoas aprovam a mais aquilo que entendem melhor – aderimos a um pensamento rapidamente quando aquelas ideias representam nossa própria compreensão do assunto. Essa é uma primeira manifestação do interesse velado.

Um interesse velado no que diz respeito ao entendimento é mais preciosamente guardado do que qualquer outro tesouro. É por isso que as pessoas reagem, não infrequentemente como algo próximo à paixão religiosa, em defesa daquilo que tão laboriosamente aprenderam.

Este consenso de ideias aceitáveis é o que Galbraith convencionou chamar de “Sabedoria Convencional”. Existe uma sabedoria convencional da esquerda bem como uma da direita, e ela é encontrada em qualquer campo do conhecimento humano.

Critérios centrais da Nova Economia

  • Desenvolvimento pautado pela sustentabilidade
  • Compaixão
  • Felicidade individual
  • Bem-estar pessoal e social
  • Minimização de tensões comunitárias e sociais

O que fazer com a superprodução de alimentos?

Em primeiro lugar, alimentar a população. Só o verdadeiro excedente deve ser comercializado – ninguém mais pagará pela “cesta básica”- somente pelo luxo.

A distribuição racional dos produtos da indústria não é uma questão de capacidade produtiva mas de atitudes sociais e a disseminação de atitudes sociais apropriadas é justamente o que a “sabedoria convencional” da economia inibe.

“Existe uma tendência, embora ainda pálida, de considerar as necessidades do indivíduo, independentemente de seus serviços prévios ou possíveis à comunidade. Nós estamos começando a pensar na sociedade como um todo, cada parte da qual está tão intimamente ligada às outras que um serviço entregue a um é um serviço entregue a todos.” – Piotr Kropotkin, em Anarchist Communism, sobre a Abolição dos serviços assalariados

Economia baseada em interesses sociais sem intervenção do mercado

E se a “eficiência” de um sistema produtivo passasse a ser avaliada em função de sua utilidade ao homem ao homem ao invés de sua utilidade econômica?

Emprestei, não lembro a quem, Síndrome de Bartleby, de Enrique Vila-Matas

Emprestei, há alguns anos, o livro Síndrome de Bartleby, de Enrique Vila-Matas. Acontece que quero o livro de volta, mas tem um pequeno probleminha pra atrapalhar: não lembro pra quem emprestei!

Se você, amigo meu ou amiga minha que pegou o livro emprestado, estiver lendo este post, por favor o devolva!

Se você por acaso tem o livro e quiser me dar, entre em contato! Eu pago o envio pelo correio!

Ainda, se você quiser me dar o livro de presente, fico ainda mais feliz!

Não sei por que, mas quis emprestar este livro a uma amiga e, quando fui procurá-lo, me lembrei do empréstimo. Desde lá estou com uma sensação de um “buraco” na minha prateleira, pela ausência do livro…

Vamos ver se ele aparece, nos próximos meses…

Sobre a Felicidade

Humanos são capazes de avaliar sua vida de duas formas. Temos em comum com todos animais superiores o fato de que podemos avaliar nossa situação afetivamente. Nos sentimos bem ou mal acerca de coisas particulares e nosso nível de humor mostra uma adaptação de acordo. Como nos animais, essas adaptações afetivas são automáticas, mas ao contrário de outros animais, os humanos podem refletir sobre essa experiência. Nós temos ideia de como nos sentimos ao longo do último ano, enquanto um gato, acredita-se, não o faz. Humanos também podem julgar a vida cognitivamente comparando “a vida como ela é” com “a vida como deveria ser”.

(Grato a Ruut Veenhoven)

Ruut Veenhove

 

De dieta

Comecei uma dieta na segunda-feira. Sim. Segunda-feira.

Comecei com 103,2kg, que me colocam na beirada do sobrepeso com a obesidade. Até sexta-feira, em 4 dias, tinha perdido 3,9kg, e chegado aos 99,3kg.

Basicamente, tirei todo e qualquer excesso de óleo, zerei o açúcar, para tomar só água e suco de uva (mesmo assim só pela saúde, não pelas baixas calorias).

Em resumo, estou assim:

Café da manhã – uma fatia de pão integral torrado com uma colherinha de mel + 1 xícara de café com leite semidesnatado sem açúcar + 1 fruta

Lanche da manhã – 1 fruta

Almoço – 4 a 6 colheres de sopa de arroz integral, com ou sem feijão (ou um bocadinho de massa ou o equivalente de outro carboidrato) + filé de peixe grelhado ou ensopado ou algum prato com cogumelos (risoto de funghi, cogumelos refogados com temperos variados) + salada verde à vontade + 1 tomate e/ou 1 cenoura

Lanche da tarde – 1 fruta + 30g de nozes, castanhas ou amêndoas (estas pela longevidade)

Jantar – repetição do almoço, se bem que invento alguma salada (como hoje, que piquei brócolis, milho cozinho, misturei salsa, pimenta preta, pimenta cayenne, pimenta calabresa e uma pitadinha de sal)

Ceia – 1 copo de iogurte natural com 2 colheres de fibras (granola, linhaça dourada em pó, gérmen de trigo, farelo de aveia)

A meta seria chegar a 87kg em 23 de dezembro. Veremos se persisto, como da outra vez (http://reinehr.org/bem-estar/quer-emagrecer-pergunte-me-como/ ) e chego lá. Dessa vez, apesar das tentações, parece que está ainda mais fácil.

Um caminhão de merda

Ontem foi um dia sui generis.

Acordei às 5:15 da manhã, fiz alguns preparativos em casa, abri o portão, coloquei o reboque no carro e parti para a labuta. Cheguei na casa do Edson e fomos carregar esterco de galinha.

Fiz isso o dia inteiro. Eu, Edson, Valmir e Patrick. Carregamos 8 reboques cheios de esterco de ave, das 6:45 da manhã até o fim do dia, lá pelas 19:15, já escuro. Espalhamos todo o esterco numa área de 840 metros quadrados nos fundos de casa, onde ficará nosso pomar e horta.

Este serviço foi necessário pois eu havia contratado um senhor, cujo nome é melhor não dizer, para conseguir terra boa e forte para fazer o aterro do terreno, e ele me conseguiu uns bons caminhões de solo ARENOSO, fraco e extremamente ácido. Estou gastanto mais com a correção do que com o aterro…

Hoje as costas estão monstrando os sinais do esforço de ontem, mas até que é gostoso. O que não é nada gostoso é o cheiro do esterco que foi revolvido ontem ficando cada vez mais forte à medida em que o sol vai ficando a pino. Comprei um esterco “curtido” mas, à medida em que cavávamos na pilha, a mesma não se mostrou tão “curtida” assim, e o cheiro forte foi se mostrando.

Acho que vou ter que escrever uma carta de desculpas para os vizinhos… Ou me comprometer a fornecer verduras e legumes gratuitos por um bom tempo!!!

 

Café da manhã do Sábado/Domingo

Uma coisa que gosto muito é de compartilhar ideias e sonhos. Tenho muitos de ambos e gosto de encontrar pessoas que também os tem. Mais ainda se estas pessoas estão dispostas a transportar as ideias e sonhos para a realidade.

Outro dia pensei como seria bom organizar um café matinal semanal, lá em casa – ou no sábado, ou no domingo -, todas as semanas, para trocar sonhos e planejar sua realização.

Quem sabe daqui a algum tempo consiga organizar isto…