Está começando o Ano do Dragão

Está começando hoje o Ano do Dragão no calendário chinês. O Dragão é o meu aninal na astrologia chinesa. Não sou supersticioso, nem baseio minhas decisões em desígnios astrológicos mas o fato é que, por coincidência, sinto que este ano me reserva muita boa aventurança! Começou espetacular e estou me dedicando para que continue cada vez melhor.

Dragão

 

16 Fev. 1904 a 03 Fev. 1905
03 Fev. 1916 a 22 Jan. 1917
23 Jan. 1928 a 09 Fev. 1929
08 Fev. 1940 a 26 Jan. 1941
27 Jan. 1952 a 13 Fev. 1953
13 Fev. 1964 a 01 Fev. 1965
31 Jan. 1976 a 17 Fev. 1977
17 Fev. 1988 a 05 Fev. 1989


Os de Dragão são autênticas «bolas de fogo»! São pessoas cheias de vitalidade e amor pela vida. Sempre em correrias, arrastam a sua fiel legião de admiradores atrás de si. Os Dragões são egoístas, excêntricos, exigentes mas têm por vezes traços de generosidade.

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Retomada do ritmo, ótimo dia, e uma decisão rumo à sustentabilidade

Hoje retomei as atividades no consultório. Um dia ótimo, foi muito bom e prazeroso voltar a atender no meu consultório. Já estava com saudades!

Acho que as decisões que estou tomando em outras áreas da vida estão afetando positivamente meu cuidado com os pacientes. Sempre fui atento aos meus pacientes, mas acho que estou ainda mais calmo e tranqüilo, pois parece que estou conseguindo – apesar de estar fazendo um milhão de coisas ao mesmo tempo – parece que estou em “ritmo reduzido”, uma sensação bem boa. Parece que estou “hiperatento” a tudo que está acontecendo ao meu redor!

Durante a tarde, veio uma sensação incontrolável me dizendo para voltar a reduzir o consumo de carne. Para quem não sabe, fui vegetariano durante pouco mais de 11 meses, até dezembro de 2009. Acabamos capitulando, em um momento de fraqueza, minha esposa e eu, mas a ideia de voltar ao baixo ou nenhum consumo de carne continuava pinicando.

Saí do consultório e fui direto para o mercado, e comprei um monde de legumes, já com alguns pratos na cabeça – refogado de legumes à indiana, guisado de proteína de soja picante com vagem, risoto de funghi, penne ao molho de funghi, omeletes e lasanhas de legumes, pizzas vegetarianas, feijoadas vegetarianas, hambúrgueres de proteína de soja, lentilha e cenoura… Nhamy, nhamy!

Cheguei em casa, comuniquei à minha esposa que, depois do susto inicial, aceitou superbem e, como sempre, se colocou como parceiraça na minha decisão.

Começamos na mesma hora: ela fez um delicioso risoto de funghi com salsinhas frescas do nosso quintal, uma verdadeira delícia!

Agora estou transferindo os dados deste computador para um HD externo, pois em breve começo a usar meu novo Mac e este ficará de herança para a Carol.

No resumo, mais um dia bom e significativo! E segue o baile!

Nem todo dia é uma aventura…

Hoje comecei o dia machucando minha mão tentando carregar uns galhos no terreno ao lado de casa. À tarde trabalhei, feliz por estar voltando ao trabalho, do qual posso dizer que gosto muito. Ainda é apaixonante trabalhar como médico, e o dia em que deixar de me sentir bem com isso, paro de atender…

Hoje também tive oportunidade de conhecer a mesquinharia e o egoísmo de uma pessoa, em cargo de “poder”, mas prefiro não citar nomes nem locais. Apenas para meu registro pessoal, pois não vou esquecer da situação…

Cheguei em casa ainda com sol, comi uma banana e uma maçã e… …acho que estou esquecendo alguma coisa…

Ah, sim! Hoje chegou meu “presente de natal”. Dei-me de presente um novo notebook, um MacBook Pro 2,5Ghz quadcore, 750GbHD 7200rpm com 8Gb RAM tela de 15″ antibrilho e coisa mais linda do mundo. Já sou feliz com meu MacBook 2,1Ghz dual core 2Gb RAM 13″, mas ele começou a ficar lento demais para os vários processos e programas que uso ao mesmo tempo, compromentendo pra caramba minha performance e tomando um tempo que não posso perder com todos os projetos que tenho. Ao mesmo tempo, o netbook da Carol pifou, então ela vai herdar o meu velhinho amado, no qual estou teclando agora, quase como despedida.

À noite jantamos pastelão, a Dorilda voltou das férias e picou o chester que sobrou do ano novo, Carol preparou o molho e eu peguei a salsinha e montei o pastelão. Ficou delicioso com o trabalho em equipe!

Cheirei um pouquinho o Benjamin e o Conrado e agora estou cansado, com a cabeça pouco produtiva. Acho que é um pouco de hipohidratação, neste dia quente. Vou lá tomar algo e depois trabalhar mais um pouquinho online…

CEHLA, AntiEditora, Tao, Compostagem, Família…

A ideia dessas postagens diárias é ser telegráfico, breve, justamente para poder atualizar (quase) todos os dias…

Pois bem, hoje foi meu último dia inteiro de férias. Amanhã à tarde começo a trabalhar novamente. Aproveitei para tirar fotos de alguns livros que estarão disponíveis no CEHLA (144 fotos), comecei a arrumar o site da AntiEditora, localizei os e-mails dos tradutores para entrar em contato em breve, organizei meu gerenciador de projetos, brinquei com o Benjamin, mimei o Conrado um ‘cadinho, coloquei o lixo orgânico na composteira, li atentamente os comentários deixados no texto “Eu tive um sonho…” no grupo Lux > Tao e brinquei um pouquinho com a Bhali e o Sancho.

Agora estou arrumando um jeito de conseguir fazer uma “edição de imagens” em massa, pois não tenho saco de ficar editando o tamanho das centenas de imagens que faço uma a uma. Quando conseguir fazer isso, talvez comecem a aparecer mais fotos por aqui, ilustrando estas postagens…

antieditora

AntiEditora

para nossa seleção mensal de beneficiários.12
Misantropia Libertária – http://antieditora.net
A Anti Editora é uma editora libertária. Antes de ser uma editora, ela é uma não-editora. Focada em textos
libertários, anarquistas, ateístas, ceticistas, niilistas, humanistas, anti-humanistas, de ecologia profunda e que
investiguem as catacumbas mais escondidas do que é ser “humano”. Foi fundada em 16 de novembro de
2010 por mim e pelo Marcelo Barbão, escritor que mora em Buenos Aires.
Em um formato editora-biblioteca-livraria, selecionamos textos, artigos e livros em inglês, espanhol, francês,
italiano, alemão, russo e português e cumprimos todo processo editorial tradicional: tradução, revisão,
diagramação, produção da capa e divulgação. Depois, publicamos o mesmo em 2 formatos: para download
gratuito em .pdf e para aquisição impressa em um sistema “impressão sob demanda”. Assim, quem quiser
contribuir com a Editora para que possa ampliar seu acervo e beneficiar financeiramente cada elo da cadeia
de produção, do autor até o capista, tem sua oportunidade, e quem não tiver condições de fazê-lo fica livre
para fazer o download gratuito do mesmo livro.
É um formato totalmente diferente do puramente comercial, em que se respeita as condições materiais de
cada um que se relaciona conosco. A equipe inicial de tradutores conta com:
Italiano – João Rosalvo, Jéssica Machado Coelho
Espanhol – Marcelo Barbão, Maira Begalli, Lucas de Sena, Clara Pelaez Alvarez
Inglês – Rafael Reinehr, Jaqueline Bohn Donada, Pedro Oller, Thiago Andrade, Maira Begalli, Jéssica
Machado Coelho, Clara Pelaez Alvarez, Evandro Cesar, Cássio Stein
Francês – Tania Montandon
Alemão – Lothar Littger
A previsão de lançamento da Editora e dos primeiros livros é Abril de 2011. Se és capista, diagramador,
revisor ou tradutor e tens interesse em participar, de forma cooperativada, entre em contato através do
anti@antieditora.net13
antieditora
Misantropia Libertária – http://antieditora.net ( o site deverá ficar pronto até o final de janeiro)
A Anti Editora é uma editora libertária. Antes de ser uma editora, ela é uma não-editora. Focada em textos
libertários, anarquistas, ateístas, ceticistas, niilistas, humanistas, anti-humanistas, de ecologia profunda e que
investiguem as catacumbas mais escondidas do que é ser “humano”. Foi fundada em 16 de novembro de
2010 por mim e pelo Marcelo Barbão, escritor que mora em Buenos Aires.
Em um formato editora-biblioteca-livraria, selecionamos textos, artigos e livros em inglês, espanhol, francês,
italiano, alemão, russo e português e cumprimos todo processo editorial tradicional: tradução, revisão,
diagramação, produção da capa e divulgação. Depois, publicamos o mesmo em 2 formatos: para download
gratuito em .pdf e para aquisição impressa em um sistema “impressão sob demanda”. Assim, quem quiser
contribuir com a Editora para que possa ampliar seu acervo e beneficiar financeiramente cada elo da cadeia
de produção, do autor até o capista, tem sua oportunidade, e quem não tiver condições de fazê-lo fica livre
para fazer o download gratuito do mesmo livro.
É um formato totalmente diferente do puramente comercial, em que se respeita as condições materiais de
cada um que se relaciona conosco. A equipe inicial de tradutores conta com:
Italiano – João Rosalvo, Jéssica Machado Coelho
Espanhol – Marcelo Barbão, Maira Begalli, Lucas de Sena, Clara Pelaez Alvarez
Inglês – Rafael Reinehr, Jaqueline Bohn Donada, Pedro Oller, Thiago Andrade, Maira Begalli, Jéssica
Machado Coelho, Clara Pelaez Alvarez, Evandro Cesar, Cássio Stein
Francês – Tania Montandon
Alemão – Lothar Littger e Maira Engelmann
A previsão de lançamento da Editora e dos primeiros livros é Juno/Julho de 2012. Se és capista, diagramador,
revisor ou tradutor e tens interesse em participar, de forma cooperativada, entre em contato através do
anti@antieditora.net
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Anarchism – Piotr Kropotkin

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“Harmony… [is] obtained [through] …free agreements concludes between the various groups, territorial and professional, freely constituted for the sake of production and consumption, as also for the satisfaction of the infinite variety of needs and aspirations of a civilized being.”


#  #  #

 

“Harmonia… [é] obtida [através] … de acordos livres firmados entre vários grupos, territoriais e profissionais, livremente constituídos para o propósito da produção e do consumo, mas também para a satisfação de uma variedade infinita de necessidades e aspirações de um ser civilizado.”

– Piotr Kropotkin, “Anarchism”, 1910

Começando 2012…

O ano começou bem gostoso: dia nublado, chuvoso (adoro barulho de chuva do lado de fora da casa… Agora, por exemplo, está caindo uma chuvinha gostosa ali fora…)… Passei o dia me dividindo entre minha família e o computador.

Mesmo enquanto estava no computador, trabalhando na criação do site do CEHLA (Coletivo de Estudos Humanistas, Libertários e Anarquistas), fiquei na sala, assim pude acompanhar a movimentação da minha esposa, do Conrado e do Benjamin aqui em casa! E o Benjamin está uma figurinha! Falando tudo, correndo por tudo! É um menino muito muito inteligente! Já faz associações, com apenas 1 ano e 7 meses!

Hoje também tirei algumas fotos do Conrado e do Ben, filmei os dois um bocadinho e comi bastante (sobras da ceia de ano novo). Foi um dia simples mas tranqüilo e delicioso!

Também escrevi, há pouco, no Facebook:

“Esse ano vou registrar melhor minhas “façanhas”, dos pequenos atos significativos até aqueles bem grandões, se houverem…

Depois do nascimento do Benjamin e do Conrado, vamos ver o que mais vou “criar” de bom deixar na História…”

Vamos ver se cumpro a promessa que fiz à mim mesmo de registrar o que for fazendo à medida em que as coisas forem acontecendo para que, ao final do ano, possa fazer uma retrospectiva das conquistas e das perdas e assim fazer uma avaliação e “correção do rumo” (mesmo antes do fim-do-ano, se necessário for).

Publicar este “Cotidianices” diariamente já é um passo nesta direção…

Umanita Nova – Errico Malatesta

“By anarchist spirit I mean that deeply human sentiment, which aims at the good of all, freedom and justice for all, solidarity and love among the people; which is not an exclusive characteristic only of self-declared anarchists, but inspires all people who have a generous heart and an open mind.”

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“Por espirito anarquista eu quero dizer daquele profundo sentimento humano, que busca o bem de todos, liberdade e justiça para todos, solidariedade e amor entre as pessoas; o que não é uma característica exclusiva apenas de anarquistas auto-declarados, mas inspira todas as pessoas que têm um coração generoso e uma mente aberta”

– Errico Malatesta, Umanita Nova, 13 de abril de 1922

i-had-a-dream125

I had a dream…

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One of the best things we could have in life is starting the year among a bunch of friends. It's even better when we're able to extend this moment that usually last a couple of hours to days, months or even years. Be surrounded by friends, people with shared interests, people that are able to hear and dialogue in a human and intelligent way, is a gift for which we should be grateful.

Among the people that are receiving this message today, are friends of several moments and several histories of different interlacings: some that i already know for long time, some with whom i've already had breakfast, some whose ideas and conquests only know from the internet, some with whom i've already shared megalomaniac journeys, some with whom i haven't dare to co-criate…

Everybody, although, I think , share with me a dream. Many times the words, images, symbols and paths we describe in this dream are different, but not divergent. All converge to a point in common: the well being and the happiness of whole humanity.

There's is some time now that I dedicate myself to the study of humankind, its constitution, necessities, desires, decisions and implications of it to himself, for those who surround them and to Nature. Maybe this started, in a subtle and unconscious warm during my medical course, in the nineties. But for sure it was not that time that this study developed. Our university courses aim to develop technical-scientific tools, not human beings sensible to environment that surround us. Other stimuli, other reading and examples, arising from self determination in wanting to know more that leading me to study the human affairs. But i'm not intending to  talk longer, since this is to be the start of a dialogue, not a monologue.

I'll tell you about a dream I had, and wish to share with everyone of you, my friends that, by chance or destiny, crossed with me in this exact moment and space in Universe. This dream talks about a future that we only can imagine, for now. In common sense, talks about a Utopia. Utopia, as Berri states, that exists to make us to continue to walking. (1)

In this dream, You and I were facing each other, talking. Talking without the mediation of no technological equipment. We decided to let them at home, even liking them so much, because we wanted a conversation a la "old way". While one talked, the other listened carefully. We responded empatically, showing we were really tuned on the same frequency. We knew that, if some kind of resistance or change were going to happen, this would be by the means of horizontal relationships permeated by a profound respect and mutual aid.

In this dream, we remembered how humanity went thru more than 2 million years living in a cooperative and sustainable way, hunting and gathering, without labour division between sex. A naive nostalgia, that send us to an idilic world that, we knew, wouldn't come back. If we wouldn't go back to the Stone Age, maybe we could start using better the technology we developed so brilliantly the last thousand years, even more intensely the last decades. Maybe we could develop a model yet not fully designed, capable to make us return to our lost humanity. Maybe we could start do unveil a bio-ethic-political-economical-social-spiritual horizon not fully theorized yet, neither consciously practiced, in a scale enough to generate a significant change in our society.

We perceived, in this dream, that people around us started to express more and more a desire for an autonomy that could happen by means of association and cooperation, and that the emergency here and there of movements that do not only protest against the misery of our lives but joyously affirm the possibility of a radically different life were already unmistakable signs  that this horizon we were eager to unveil is each time more ready to be appreciated.

We knew, in our dream, that one of our main roles were to help the development of this collective consciousness, through creation, improvement and implantation of models, tools and attitudes capable of molding actual reality according to our necessities and desires.

We have then stated a common goal:

"To make the world work for 100% of humanity in the shortest possible time through spontaneous cooperation without ecological offense or the disadvantage of anyone." (2)

We felt that we don't needed to enter in shock with the stablished powers, because those already have a crashing power, that could end with our aims. We could, instead, create a mixed mechanism of resistance and creation of alternatives (3). We could create a detour in the river natural flow, digging another riverbed, built with the help of those who believed in our shared dream.

 

We knew also that not all truths would be already written, at the moment we started to walk our path.

 

"Paths are never straight lines. They zigzag, journey uphill & down. They reach dead-ends. But when we put out best foot forward, we just might venture in utopia's direction, toward a world from below, by & for all.

 

We gingerly find stepping-stones to more marvelous destinations. Then strive to cobble together whole landscapes out of nonhierarchical practices. We kick broken glass from our way. Sometimes get lost. But the precarious passage itself is our road map to a liberators society.

 

We hold hands, desiring to traverse anew. When darkness descends, we build campfires from the embers of possibility, & see other flames in the distance." (4)

 

We knew in first place, in our dream, that the change we hoped to co-build would come from a continuos, cooperative work, made from hundreds of thousands of people, during a prolonged period of time. But we knew also that it would be funny and enriching to walk this way together.

 

"Revolutionary change does not come as one cataclysmic moment (beware of such moments!) but as an endless succession of surprises, moving zigzag toward a more decent society. We don't have to engage in grand, heroic actions to participate in the process of change. Small acts, when multiplied by millions of people, can transform the world. Even when we don't "win," there is fun and fulfillment in the fact that we have been involved, with other good people, in something worthwhile. We need hope.

An optimist isn't necessarily a blithe, slightly sappy whistler in the dark of our time. To be hopeful in bad times is not just foolishly romantic. It is based on the fact that human history is a history not only of cruelty but also of compassion, sacrifice, courage, kindness. What we choose to emphasize in this complex history will determine our lives." (5)

 

And, in a moment, I was awake. The funny thing is that i woke up but the dream wasn't gone: it was there, its presence screaming and asking, with a visceral urgence, that I helped him to came to reality. And here am I, surrounded by far than special people, with whom I wish to share this dream and, much more than this, wish that let me share their dreams.

That said, i ask:

What you that is reading this text right now, and who I am calling to compose this dream with me, would add that is YOURS to make this at the same time a common and a completely yours dream?

A fraternal hug and a special walk through the paths of 2014…

Rafael Reinehr

 

References:

 

(1) Fernando Berri – "Utopia is on the horizon. I move two steps closer, it moves two steps further away. I walk another ten steps and the horizon runs ten steps further away. As much as I walk, I'll never reach it. So what's the point of utopia? The point is this: to keep walking."

 

(2) R. Buckminster Fuller

(3) R. Buckminster Fuller – "You never change something by fighting the existing reality. To change something, build a new model that makes the existing model obsolete."

(4) excerpt from Paths toward Utopia, ilustrated by Erik Ruin and words of Cindy Milstein

(5) Howard Zinn, in Optimism of Uncertainty – this text continues as goes: "If we see only the worst, it destroys our capacity to do something. If we remember those times and places–and there are so many–where people have behaved magnificently, this gives us the energy to act, and at least the possibility of sending this spinning top of a world in a different direction. And if we do act, in however small a way, we don't have to wait for some grand utopian future. The future is an infinite succession of presents, and to live now as we think human beings should live, in defiance of all that is bad around us, is itself a marvelous victory."

(text originally written on January 1st, 2012)