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Simplicíssimo: contos, crônicas, poesias, literatura e efervescências
mar 10

O Simplicíssimo está chegando!

By rafaelreinehr | Simplicíssimo

Simplicíssimo, a Nau Literária mais festiva da Terra está de volta!

Salve Salve! Depois de mais de 5 anos descansando de nossas aventuras, o Simplicíssimo está voltando! Entre 2002 e 2012 nossos 111 autores produziram 3999 contos, crônicas, críticas, poesias, haikais, novelas, minicontos, editoriais, resenhas e ombudsmans que foram visualizados mais de 7 milhões de vezes, levando cultura, entretenimento, criatividade, delírios, diversão e muita literatura para seus leitores.

…e agora, falta pouco! Retomamos nossas atividades no próximo dia 01/04/2018!

Ao longo dos próximos dias, estaremos recebendo alguns de nossos velhos e bons escritores e autores bem como muitos novos literatos e aficcionados. Contos, Crônicas, Críticas, Resenhas, Poesias, Entrevistas, Novelas e Romances em Capítulos, Minicontos e muito mais, é o que você pode esperar daqui para frente.

E – dessa vez – uma novidade estonteantemente deliciosa para quem decidir apoiar a boa literatura em língua portuguesa! O Simplicíssimo irá realizar uma publicação anual impressa (um livro) com suas melhores publicações, e você está, desde já, convidado a fazer parte!

Se você sente que tem algo muito significativo a comunicar, gosta de escrever literatura e quer se expressar, venha fazer parte da equipe de COLUNISTAS!

Contate-nos através do falecom@simplicissimo.com.br

Enquanto isso, adicione-nos nas mídias sociais:

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Facebook: https://facebook.com/simplicissimo

 

 

nov 03

6 anos de Simplicíssimo

By Rafael Reinehr | Divulgação

Nem comentei aqui, mas no último dia 25 de outubro o Simplicíssimo fez 6 anos de existência. É meu filho mais antigo e longevo na internet.

Fantásticos escritores e escritos por ali já passaram e continuam passando todas as semanas.

Surgido um pouco depois dos finados COL e Spam Zine, o Simplicíssimo continua fiel ao seu slogan original, levando a seus leitores as Viagens Etéreas e Psicodélicas Impressas no Éter Universal.

Está chegando aqui hoje e ainda não conhece o site? O que está esperando, vá logo conhecer o Simplicíssimo!

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4 marcas reinehr.org
jul 03

Qual é a coisa mais desconfortável para se escrever? O que é realmente difícil para o Rafael?

By rafaelreinehr | Experimentalismo , Literatura

Esta postagem é a primeira de 13 postagens da série Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, que propus em 28 de junho último. Acompanhe todos os artigos, compartilhe – se achar interessante – e comente se houver algo a acrescentar.

Quando propus o Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, recebi alguns comentários e um deles chamou minha atenção: foi uma pergunta do Ricardo Kasburg Philippsen questionando se eu aceitaria sugestões de temas para as 13 semanas de postagem. Ao que lhe respondi que sim, seria ótimo receber ideias e tornaria até mais fácil o meu trabalho. Mas, mal sabia eu que lá vinha bomba!

O Ricardo propôs que eu escrevesse sobre aquilo que, para mim pessoalmente, fosse a coisa mais desconfortável para escrever. Eu deveria olhar para dentro, investigar e falar sobre o que fosse mais difícil para mim.

Como no primeiro exercício, este que estou publicando agora, eu devo contar uma história pessoal, bem, lá vamos nós… O que é difícil e desconfortável para mim, neste momento da vida?

De todas as coisas que precisam ser melhoradas – minhas características pessoais de intolerância e impaciência, minha gestão do tempo e aumento de capacidade para dizer “não” a novos projetos, ser capaz de voltar a produzir meu alimento e lidar com 100% do lixo orgânico como já fui capaz de fazer em outros tempos, minha relação afetiva atual – aquela que mais me incomoda está relacionada com as consequências e amarras derivadas da minha separação com a mãe de meus filhos, em 2014.

Adoraria poder escrever com detalhes sobre meus sentimentos, sobre os fatos e sobre como interpreto tudo que aconteceu e está acontecendo, mas como se avizinha um processo litigioso, terei que calar por ora. Desabafar sobre aquilo que nos sufoca é terapêutico. Não poder falar o que está engasgado e o que o outro precisa ouvir é tóxico. Desta feita, estou sim registrando os fatos e os sentimentos que acompanham, pois um dia poderei colocá-los para fora. Por ora, preciso “deixar quieto”.

Por este motivo, vou escolher a segunda coisa que mais me atormenta nos dias de hoje: minha incapacidade em criar um senso de pertencimento, de comunidade e de tornar sustentáveis meus projetos de cunho altruísta, socio-ambiental e culturais.

Quem me acompanha sabe que estou em constante processo de animação de vários projetos de toda sorte, entre eles a Coolmeia, o Medictando, o Pensador Selvagem, o Simplicíssimo, a Rádio Sofia, a AntiEditora, o CEHLA, a Biblioteca Anarquista, a ZenNature, a The Love&Brains Cooperationo Solutio e alguns outros.

Sim, eu sei. Alguns me chamam de louco por tentar. Outros me compreendem e me dão força, de várias formas: palavras de estímulo, dando as mãos e pegando junto em um ou outro projeto – projetos estes que estão desenhados de forma colaborativa, abertos à participação de quem se sentir convidado e incluído. Eles tem código aberto, podem ser replicados onde for desejável e, ao fazer parte, funcionam de forma horizontal e autogerida, em sua maior parte.

Os fatores que me deixam inquieto, insatisfeito e de mal comigo mesmo são:

  • Crowdsourcing insuficiente: não temos o time de pessoas dedicadas a cada projeto na intensidade desejável para que ele floresça

  • Quando temos um time maravilhoso, ele é composto por pessoas que, assim como eu, fazem parte de vários projetos e não conseguem dedicar tempo suficiente àquele nosso projeto em comum

  • Algumas pessoas chegam e vão, pois não conseguem desenvolver um senso de pertencimento à iniciativa pela qual ele se interessou

  • Os projetos sempre foram alimentados majoritariamente por dinheiro do meu próprio bolso, até o momento em que isso se tornou inviável e, pela primeira vez, precisei começar a pensar em como gerar sustentabilidade econômica para eles

  • Trazer benefício verdadeiro, significativo e duradouro para a comunidade que faz parte dos projetos e também ao ecossistema que o projeto pretende alcançar e nutrir.

  • Não conseguir comunicar efetivamente ao público em geral como que estes projetos que, a um primeiro olhar, parecem díspares e não relacionados, na verdade fazer parte de um todo coeso, com objetivos comuns mas individualmente focados em públicos e assuntos diversos

Olho para trás e verifico o tempo e os recursos que já foram (e continuam sendo) investidos nestes projetos. Fico feliz com os resultados alcançados até o momento, mas sei que eles podem – e devem – chegar a mais pessoas, e fazer a diferença positiva no mundo para a qual eles foram projetados.

Hoje consigo reconhecer os erros de planejamento, os de execução e até a insuficiência na celebração de pequenas conquistas que tivemos pelo caminho. As pessoas que me acompanharam e acompanham mais de perto sabem do que estou falando, com mais propriedade. Na verdade, muitas vezes reconhecia no momento em que aconteciam, mas não tinha fôlego para consertá-los, em função das outras demandas acumuladas.

Sim, e é somente neste aspecto que dou a braço a torcer aos críticos que dizem: “Mas você faz muitas coisas ao mesmo tempo! Não seria melhor se dedicar a somente um projeto por vez, fazê-lo acontecer e só daí partir para um próximo?”

Sim, vocês tem razão. Isso seria o ideal. Mas como controlar esta ânsia insana que vem de dentro e me impele a fazer tudo ao mesmo tempo agora? Este ímpeto é imparável. Não sei se alguém entende o que estou dizendo, mas é como se fosse um “chamado”, uma voz tão forte que te inspira e faz com que nada possa ficar para depois.

Antes de mais nada, já tentei suprimir esta voz por algum tempo. E consegui. Juntamente com isto, consegui me sentir infeliz. Ao que parece, minha felicidade, aquela verdadeira sensação de bem-estar, na qual você se sente pleno, completo, inclui estar fazendo milhares de coisas ao mesmo tempo. Me sinto vivo e é assim que escolho seguir. Existe algum tipo de contenção compulsória para isso? Espero que não. Já tentei meditação para isso, mas o que ela faz é, na verdade, ampliar ainda mais minhas ideias, delírios e vontades. A meditação ao mesmo tempo que me acalma me deixa ainda mais criativo, com vontade de participar e interagir com o mundo e as pessoas, ajudando na transformação desta realidade em uma outra, melhor.

Bem, talvez esta história pessoal faça pouco sentido a você que a está lendo agora. Talvez eu consiga trazer mais sentido a ela nas próximas semanas, nos próximos meses, anos, décadas, com o desenrolar de todos estes projetos e iniciativas. Se eu for bem sucedido, você saberá. Se não for, somente ficarás sabendo se ficares por perto. Te convido a ficares por perto e me ajudar da forma que for possível a você: carinho, críticas, sugestões, recursos econômicos, seu conhecimento, seu networking, indicando pessoas próximas a você que possam desejar participar e ajudar de um ou mais dos projetos elencados acima.

Ao longo das próximas semanas dois eventos relacionados ao desconforto relatado acima serão desvelados:

  1. A criação de um folder e de um mapa mental que irão explicar, da maneira mais simples e didática possível o que são estes projetos todos e como eles se correlacionam
  2. Uma chamada coletiva para apoiadores, dentro de um modelo chamado OKR Fee, que deverá retribuir a cada apoiador na justa medida de sua participação em cada projeto ou iniciativa (saiba mais em breve, em um artigo específico sobre isso).

Enquanto isso, seja mais uma vez bem-vindo(a) à série de 13 textos sobre Escrita Criativa e Produtividade. Toda segunda-feira, no http://reinehr.org nos próximos 3 meses.

Seja bem-vindo à Aventura! E, como eu escrevi há alguns anos atrás em um texto chamado “Eu tive um sonho“, O que você, que está lendo este texto agora, e que estou chamando para compor este sonho comigo, acrescentaria de seu para que este sonho seja um sonho ao mesmo tempo comum e completamente seu?

Vale a leitura do texto acima! Até breve, obrigado por me acompanhar até aqui.

Moacyr Scliar
maio 19

06/06/2003 – #026 – O Elo Perdido

By Rafael Reinehr | Editoriais , Simplicíssimo

 

Ontem, quando cheguei em casa do trabalho, destruído, a primeira coisa que fiz foi sentar no sofá, esticar nas pernas e… …assistir à TV. Estava passando na TVE uma reportagem muito interessante sobre a vida do nosso futuro imortal, Moacyr Scliar.

slizstacks

Como é bom ver uma pessoa tão grande e tão humilde e simples ao mesmo tempo. Inspirações ao dirigir, ser caseiro, família, sem regras de tempo para criar… Começou escrevendo de si, menino do Bom Fim; depois do seu bairro e seus acontecimentos; de sua religião, de sua profissão; de quem admirava e com quem conviveu. Como disse Armindo Trevisan na reportagem, parafraseando Tchekov “Se queres ser universal, canta a tua aldeia“. Assim é Scliar. Há alguns anos, 1997, se não me engano, fiz um curso de Antropologia de Culturas Urbanas e História da Ciência Não Ocidental com o Ruben Oliven, o Ivan Izquierdo e o Moacyr Scliar. Pude então conhecer um pouco mais desse médico e escritor que até então era um ícone distante para mim. Continua a ser um ícone, mas um pouquinho mais próximo. Descobri que podemos tocar nele e apertar sua mão. Não cai pedaço nem nos transformamos em coisa alguma. Foram 4 meses de curso e muito aprendizado. Essa edição tem um quê de especial também por mais dois motivos: o primeiro deles é o fato de que cada vez mais chegam sugestões, críticas e comentários ao Simplicíssimo. Um exemplo disso é a presença do ilustre Dr. Rogério Amoretti, diretor técnico do Grupo Hospitalar Conceição (se não me engano, segundo maior complexo de atendimento em saúde pública do país, atrás apenas do complexo da USP em São Paulo), comentando o editorial da última edição. Vale a pena conferir. O segundo motivo é o anúncio de que o site do Simplicíssimo ficará pronto este fim de semana. Estamos aguardando o envio, por parte dos autores das edições anteriores, de fotos e outros “enfeites” para sua página individual. A festa de lançamento do site está confirmada. Em breve estaremos divulgando local, data e as bandas que estarão “animando a festa”! Contamos com a presença maciça dos assinantes e de seus “anexos” (“cônjuges”e amigos inclinados a essa psicodelia literária). Grande abraço e até breve. Bem breve.

Rafael Luiz Reinehr

Orçamento participativo - medicina e saúde.
maio 12

30/05/2003 – #025 – Orçamento participativo

By Rafael Reinehr | Editoriais , Simplicíssimo

 

Nesta “capital do Fórum Social Mundial” ouve-se tanto (e fala-se tanto) em orçamento participativo…

Eu mesmo, conhecendo por jornais e tevê já fui analista da referida forma de distribuição dos recursos públicos. Falar com conhecimento parco é fácil. Também é fácil errar o palpite. Sempre achei o Orçamento Participativo a oitava maravilha do mundo. Uma idéia genial, daquelas que você sempre gostaria de ter tido (tipo a idéia da Grande Cooperativa Mundial – Simplicíssimo edição # 003 ). orcamento-participativoOra bolas: quem melhor do que as próprias pessoas que vivem no ambiente a ser favorecido pelos benefícios para escolher o que priorizar e o que postergar (sempre lembrando que os recursos são limitados). Essa idéia de perfeição sumiu a alguns dias atrás. Trabalho no Hospital Nossa Senhora da Conceição, hospital vinculado ao Ministério da Saúde e portanto órgão federal. Agora, como PT liderando o executivo e “mandando” no Hospital, decidiram implantar, pela primeira vez o “Orçamento Participativo” no Hospital. Bem, lá fui eu me candidatar a uma das 13 vagas para delegado da Gerência de Residência Médica para votar o Orçamento Participativo. Essa parte foi fácil: o número de candidatos era igual ao número de vagas! Pulando algumas etapas, chegamos ao dia da grande assembléia! Um dia inteiro reunidos em um galpão para votar entre as mais de 80 propostas feitas pelas diferentes gerências do hospital, que representavam funcionários das gerências de administração, informática, apoio (UTI, bloco cirúrgico, obstetrícia), pacientes externos (emergência e ambulatório), SADTS (exames), internação, residência médica e G8 (outras gerências). A apresentação de praticamente todas propostas foi realmente comovente. Pudemos ver a precariedade de diversas áreas do Hospital, muitas vezes distante da área em que trabalhamos. Fiquei sabendo que chove dentro do almoxarifado e na lavanderia, pondo em risco material de valor estocados no primeiro e arriscando contaminação através de secreções que existem em roupas e lençóis que vão para a segunda. Pessoas trabalham em condições bem abaixo do mínimo aceitável, condições que dificilmente um “adicional por insalubridade” conseguiria compensar. Na UTI, sala de recuperação, salas de cirurgia, emergência, internação, a falta de equipamentos em quantidade necessária à demanda do hospital e o uso de equipamentos comprados há mais de 20 anos, quebrados e adaptados com esparadrapos e fitas adesivas mostra a precariedade das condições de atendimento, expondo em risco o profissional que atende o paciente mas, sobretudo, a própria vida do paciente, que não tem acesso às melhores condições de tratamento de sua enfermidade. O serviço de informática está limitado por centrais e servidores lotados que não comportam a expansão de terminais necessários à ampliação do atendimento que vem ocorrendo com o crescimento do Hopital, o que provoca lentidão no processamento de dados, agendamento de consultas, realização e resultados de exames e assim por diante. Não existem condições adequadas de estocagem da comida, tanto no refeitório para os funcionários quanto da comida oferecida aos pacientes, pois as câmaras refrigeradoras estão com vazamento, e a situação já foi inclusive verificada pela vigilância sanitária que exigiu mudanças por parte do Hospital. O serviço de residência médica que traz importante verba para o Hospital (já que a tabela do SUS é sobretaxada em 50% graças a presença de programas de residência médica no Hospital) sofre de terrível descaso, pois não são feitas assinaturas de jornais científicos nem aquisição de livros novos na medida necessária; não existe sala de aula equipada com materiais didáticos necessários ao pleno desenvolvimento das atividades técnico-científicas. Não existe, no andar de internação, equipamento mínimo necessário funcionando para atendimento seguro e correto de uma parada cardíaca por parte dos médicos residentes, causando a morte de pessoas e frustração por parte da equipe médica e de enfermagem. A situação no Hospital que faço residência, acreditava eu, era ruim. Agora sei que é calamitosa. O Orçamento Participativo me fez ver, de forma ampliada a real situação que vive meu Hospital: Necessários mais de 3 milhões de reais para resolução nas necessidades URGENTES, que não podem esperar de maneira alguma, sendo que somente 1,5 milhões são disponíveis para o ano de 2003. Essa situação certamente pode ser ampliada a um macronível, quer seja ele municipal, estadual ou federal. Vemos assim que as soluções que ora imaginava serem possíveis com a “revolução do Orçamento Participativo”, na verdade são apenas remédios paliativos, que pobremente aliviam os sintomas. Na conclusão, várias áreas acabaram ficando sem nada. Zero. Null. Gar nichs! Outras foram realmente privilegiadas. Democracia? Cartas marcadas? Conchavos e poiticagem? Eu estava lá e vi (e ouvi) com meus próprios olhos (e ouvidos)… A esperança ainda sobrevive, mas seu foco, para mim, desviou-se um pouco da idéia de Orçamento Participativo… Pelo menos a experiência que vivi não foi satisfatória… Quem sabe com outras regras e estruturação menos vinculada ao “tudo ou nada” e garantindo ao menos pequenas melhorias a áreas importantes mas com pouca participação seria uma solução… As mudanças virão…

Até lá, tente não ficar doente…

Rafael Luiz Reinehr

Agenda de postagens - grandes temas!
maio 04

Uma possível – e esperançosa – agenda de postagens

By Rafael Reinehr | Efervescências , Novidades!

 

Listando grandes temas para blogagem!

Como já fiz em outros tempos de blogagem, na qual conseguia postar até 3 postagens por dia (sem filhos, sem tantos compromissos assumidos), organizei uma série de “grandes temas” sobre os quais deverei escrever em meu weblog.

agenda-reinehr

Nem todos os dias conseguirei criar dois posts novos, alguns serão requentados de publicações minhas em outros portais, revistas ou sites, outros ainda são originais guardados nas gavetas e HDs por aí.

Pensei na seguinte distribuição de temas ao longo da semana:

Segundas:

* Literatura
* Sociedade

Terças

* Simplicíssimo
* Saúde e Bem-estar

Quartas

* Ecologia/Sustentabilidade
* Indicação de blog/site

Quintas

* Fotografia/Fotos de Quinta
* O Pensador Selvagem

Sextas

* Tecnologia
* Cinema

Sábados

* Comunidade
* Música

Domingos

* Faça você mesmo
* Gastronomia

Outras postagens variadas intercalam-se com estas, quando houver vontade, necessidade ou urgência nas ruas, corações e espíritos!

Retomada de atividades no blog.
abr 24

Retomando as atividades do blog

By rafaelreinehr | Efervescências , Novidades!

Depois de um longo tempo de entressafra

– ou poderíamos chamar de hibernação, ou pousio, termo que prefiro – estou voltando à carga com este blog, mantendo o nome original que utilizei tanto em uma série de escritos livres redigidos a partir de 2000 quanto no blog que iniciou em 14 de dezembro de 2003: Escrever Por Escrever

As postagens linkadas acima podem dar uma luz sobre o nome do blog. Mas não espere muita luz. Uma nesga, talvez.

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O fato é que, depois de tanto tempo expressando-me “coletivamente”, através da Coolmeia, Ideias em Cooperação – depositei lá boa parte das minhas criações, do meu ímpeto, da minha energia, vontade, potência – decidi me posicionar como indivíduo novamente. Como criador, como autor, como ser singular que sou.

De forma alguma isso significa que abandono meus ideais coletivos, de convivialidade, solidariedade e busca de Bem Comum. Apenas significa que tenho uma verve e uma pulsão minha, que voltarei a expressar, sempre que isto for melhor do que apresentado para e em nome de um coletivo.

Nas primeiras semanas, estarei “requentando” uma série de escritos que andei publicando aqui e acolá nestes anos todos (no Simplicíssimo, n’O Pensador Selvagem, n’o Mutatis Mutandis, na Revista DOC, na Coolmeia e outros artigos escritos e nunca publicados. Entremeando este “revival”, artigos novos, fresquinhos, destilando um pouco das percepções que se construíram nos últimos anos e que, em muito, aperfeiçoaram (ou pelo menos “remoldaram”) minha visão de mundo.

Convido você, amici, a compartilhar desta jornada, adicionando, sempre que tiver vontade, suas impressões acerca dos assuntos abordados e, até, sugerindo pautas ou então participando como articulista convidado.

Novas seções e colunas irão surgir, algumas serão reativadas e a maioria ficará na história. Vez ou outra, no processo de revisar os artigos antigos, vou repostá-los para torná-los “vivos” mais uma vez, sempre que a seriedade, atualidade ou o humor fizerem com que esta vontade se faça premente.

Sem mais, seja bem-vindx ao Escrever Por Escrever. Sinta-se em casa. Críticas construtivas e sugestões serão sempre bem-vindas. Mau humor, trollagens e depreciações gratuitas, bem como discriminações de qualquer tipo serão sumariamente amputadas.

😉

[harmonia]

SUS Brasil
fev 20

A impossibilidade do SUS (I e II)

By Rafael Reinehr | Saúde da Sociedade

Os artigos abaixo foram publicados em 2004 em vários sites da internet, em duas partes que estão reunidas nesta publicação. Foram, entre outros locais, publicados no Duplipensar , no Simplicíssimo e no Escrever por Escrever)

Eles representam uma visão pessoal que eu tinha naquela época e não necessariamente representam na totalidade minha visão atual sobre o assunto.

A impossibilidade do SUS

O SUS (Sistema Único de Saúde) brasileiro é uma grande utopia que já dura mais de 16 anos.

Nosso sistema de saúde é baseado em vários princípios básicos, sendo dois deles fundamentais: o da universalidade e o da integralidade.

O princípio da universalidade prega que todo e qualquer cidadão brasileiro tem direito de acesso gratuito à saúde e o princípio da integralidade diz que esse acesso deve ser irrestrito desde a consulta médica mais simples, até o exame diagnóstico mais elaborado e o tratamento mais complexo e caro disponível.

Tais princípios – e vou me ater somente a eles pois já provam meu ponto de vista – são bloqueados por alguns aspectos que discutirei agora.

O primeiro deles diz respeito à distribuição dos médicos pelos diferentes espaços do país. Todos sabemos que há médicos de todas especialidades sobrando nos grandes centros ao mesmo tempo em que há carência em muitas cidades do interior ou zonas rurais, causando o “fenômeno da multiplicação de ambulâncias e vans”, no qual grande parte da verba de um dado município é destinada não a programas de assistência à saúde no próprio município mas na compra e manutenção de veículos e serviços de assistência social para organizar o transporte de enfermos para cidades vizinhas (o que é muito mais barato) – sobrecarregando assim a rede pública do outro município.

O segundo aspecto diz respeito a este mesmo assunto: há insuficiência de leitos em hospitais de assitência secundária e terciária à saúde em praticamente todas as capitais, sem citar leitos de Unidades de Tratamento Intensivo adultos, infantis e neonatais.

Devido a essa mesma falta de especialistas nos locais afastados dos grandes centros foi criado um sistema de encaminhamento onde o paciente da Unidade de Saúde periférica é encaminhado, através de um gerenciamento centralizado das consultas, para consultar nos locais onde existem estes profissionais. A questão permanece: pela insuficiência de profissionais contratados – ou pela grande demanda, você quem escolhe o ponto de vista – acabam agendando consultas com espera de 6 meses ou mais para várias especialidades.

Existe ainda outra questão fundamental que devemos abordar: a insuficiência do dinheiro destinado à saúde.

Ano após ano os custos com despesas de saúde aumentam, quer seja pelo surgimento de novas tecnologias e métodos que se tornam necessários para o melhor diagnóstico das enfermidades ( e que não substituem e toa somente acrescentam ônus aos exames anteriores ) quer seja pelo custo dos tratamentos com novos fármacos que já surgem com preços exorbitantes para compensar os custos da pesquisa farmacêutica.

Nem mesmo grandes potências e países considerados desenvolvidos como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e França conseguem manter um sistema de saúde público universal e integralmente gratuito. Não há disposição humana nem condições financeiras para sua manutenção.

A gratuidade do Sistema Único de Saúde Brasileiro (SUS) está com seus dias contados. O que falta? Iniciativa para mudar uma situação que já beira o insustentável.

Não existem bolsos públicos do tamanho necessário para manter a UNIVERSALIDADE e a INTEGRALIDADE que constituem o cerne do SUS.

A solução que se apresenta seria a de cobrar pela utilização da rede pública de saúde, desde a consulta médica, odonto ou psicológica, até os exames diagnósticos ou tratamentos oferecidos.

Tal ônus seria proporcional à condição econômica do favorecido e se daria até mesmo àqueles sem as mínimas condições de pagar qualquer centavo. Ficariam isentos de custo tão somente as atividades de prevenção primária à saúde, tão negligenciadas atualmente por profissionais e mesmo pacientes ¿ e maiores responsáveis pela diminuição da incidência de enfermidades.

Dia desses estava conversando com um amigo sobre o SUS. Desde os idos da década de 80 que essa utopia tenta se estabelecer. Sem sucesso. Aparentemente, cada vez mais aumenta a tecnologia necessária para o bem tratar do paciente, pois nossos incansáveis cientistas descobrem mais e mais formas de descobrir antes, ver melhor e também tratar mais adequadamente as doenças. Não é preciso dizer que toda essa melhoria que cresce vertiginosamente tem um custo. Que também cresce vertiginosamente! Fora dos parâmetros possíveis de serem abarcados por um sistema de saúde que busca ser universal (para todo e qualquer cidadão brasileiro), integral (da mais simples consulta médica e do pedido de hemograma até o mais elaborado PET scan ou angioressonância disponíveis) e gratuito.

Se a tecnologia não pára de se desenvolver, a qualidade da saúde possível de ser oferecida também não, e, ora, os custos acompanham este acréscimo de qualidade, nada mais justo do que pagar por todo esse novo conhecimento! É utópico, atualmente, conceber um sistema público de saúde que seja responsável por todo e qualquer gasto de toda a população de um país do tamanho do Brasil!

A proliferação da busca por planos privados de saúde é somente um dos sinais dessa insuficiência. Mas como então podemos resolver o problema desta saúde que anda tão capenga?

Em primeiro lugar, toda e qualquer consulta deveria ter um valor, um custo para o paciente, mesmo que simbólico. Isso evitaria, entre outras coisas, o que ocorre todos os dias em nosso sistema de saúde: consultas por frivolidades, ocupando a vez de quem realmente necessita; marcações desenfreadas para todo e qualquer tipo de especialista sem a devida avaliação ( o paciente só buscaria auxílio se realmente estivesse necessitando (sabemos que hoje não é assim) e assim por diante. O mesmo valeria para exames. Hoje, como os exames não são pagos, boa parte das pessoas nem se interessa por saber qual exame está sendo realizado. Vai consultar no clínico no Posto de Saúde em fevereiro e este lhe pede um hemograma, glicose, colesterol e triglicerídeos. Como estava com dor no peito, pede encaminhamento ao cardiologista, no Hospital A, que lhe pede uma glicose, colesterol e triglicerídeos, além de um eletrocardiograma. O paciente leva os exames ao clínico que diagnostica diabete e encaminha o paciente ao Endocrinologista. Chegando ao Endócrino no Hospital B, este solicita uma glicose, colesterol, triglicerídeos, já que o paciente não lembrou de trazer os exames nem sabe direito por que está consultando com aquele médico. Isso acontece TODOS os dias, acreditem! TODOS os dias!!!

Claro que um sistema informatizado integrado poderia resolver este último problema, mas mesmo assim, não há dinheiro público suficiente para açambarcar toda saúde da nação. Aí você vai dizer: e se o Zé Ninguém, pobre de marré de si, que mora na Rua do Sobe e Desce, número que não aparece, que não tem onde cair morto acaba caindo na Emergência do Hospital, vomitando sangue pelas orelhas depois de ter tomado todas e mais algumas, o que fazer? Cobrar como dessa figura? Tiramos-lhe as calças cagadas? De forma alguma! Este paciente precisa ser realmente ajudado! Seu problema é principalmente social. A este, se o Estado não ajudar, a morte vai logo logo pegar. Este pode ser supervisionado por uma equipe de médicos comunitários, auxiliado por uma assistente social e, inclusive, pensar em pagar seu atendimento com algum serviço voluntário. Pôxa, mas ele não tem dinheiro nem pra cachaça quanto mais pra pensar em fazer serviço voluntário! Aí é que você se engana! Para quem não ganha migalha, um serviço “voluntário” que ofereça residência temporária, alimentação e vestimenta é uma “baita mão na roda”. Mas o que você está dizendo: o mendigo bebum vai trabalhar pro governo? É isso aí que estou dizendo!!! O cara morava na rua, bebia até vomitar o fígado. Agora ele vai pra uma casa comunitária mantida pelo governo, vai ter uma assistente social lhe ajudando, orientação e supervisão de uma equipe composta por, no mínimo alguns médicos comunitários, psicólogos e voluntários e vai ser, ele mesmo, um voluntário. Pode ajudar a limpar os parques da cidade, pode ajudar na cozinha da casa comunitária, pode ajudar- depois da barba feita e de uma orientação – a cuidar de crianças em uma creche comunitária. Utopia? Menor do que a de um sistema público universal integral e gratuito de saúde pública!

A idéia é essa.

Todos temos que colaborar com o Sistema Único de Saúde para que ele realmente possa beneficiar a todos, integralmente e de forma verdadeiramente efetiva. Não devemos ter vergonha em aceitar que não estamos ainda prontos para realizar nosso sonho. A idéia do SUS continua sendo, em essência, fenomenal e única. O momento, infelizmente, ainda não chegou. Hora de retroceder para ganhar fôlego. Só assim sairemos deste buraco que estamos nos enfiando e nos aproximaremos do conceito de saúde pregado pela Organização Mundial da Saúde: “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade”. .

Até lá!

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:)