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Rafael Reinehr é médico endocrinologista, anarquista, escritor, permacultor, ativista oikos-socio-ambiental e polímata ma non troppo.

Nov 09

Não visitem o blog do Rafael Reinehr

By rafaelreinehr | Blogosfera , Blogs e Internet

Adão, Eva e a maçã

Não visitem o blog do Rafael Reinehr. Eu sei que o link está aí ao lado, mas é para o meu próprio uso. Não é para vocês. Não cliquem nele. Não estou brincando. Não é algum tipo de anti-propaganda. É sério. Não visitem o blog de Rafael Reinehr.

Não visitem o blog de Rafael Reinehr. Eu repito. Rafael Reinehr é mau-caráter. Ele não presta. É mitômano, misógino e misoneísta. Radical, reacionário e retrancudo. Rafael Reinehr espalha aleivosias sobre a minha pessoa. Me chamou de drogadicto e mentiroso. Rafael Reinehr é detestável. Não visitem o blog de Rafael Reinehr.

Rafael Reinehr é anarquista e comunista. Rafael Reinehr gostava do Stálin. Rafael Reinehr é terrorista. É fato comprovado de que ele é, ou foi membro, da Facção do Exército Vermelho, das Brigate Rosse, da Action Directe, do Khmer Rouge, do Sendero Luminoso, dos Tonton Macoute, do IRA, do ETA, das FARC, do Weather Underground, da Seita da Verdade Suprema, dos Mártires de Al-Aqsa, dos Tigres de Tâmil, da Jyhad Islâmica e do Al-Qaeda. Rafael Reinehr é perigoso. Rafael Reinehr precisa ser detido. Ele é a doença. Eu sou a cura.

Rafael Reinehr introduziu Tim Maia ao Universo em Desencanto. Foi ele que apresentou Courtney Love para Kurt Cobain, e Yoko para o John. Rafael Reinehr é quem impede o lançamento do novo álbum dos Guns´n´Roses. Rafael Reinehr gostou de Highlander 2. Foi Rafael Reinehr quem matou a Thaís.

Não visitem o blog de Rafael Reinehr. Rafael Reinehr não quer, e prometeu atirar em invasores. José Soares da Silva, de Igarapava, ignorou meu aviso, visitou o blog de Rafael Reinehr e, logo em seguida, perdeu seus sete filhos e suas sete fazendas e Deus permitiu que Satanás o ferisse de tumores do céu à cabeça. Isso vai acontecer com você, se visitar o blog de Rafael Reinehr. Não visite o blog de Rafael Reinehr.

O blog de Rafael Reinehr dá câncer. O blog de Rafael Reinehr é a causa do aquecimento global. Não visite o blog de Rafael Reinehr. Esse era o décimo-primeiro mandamento. O terceiro segredo de Fátima. Não visite o blog de Rafael Reinehr.

Rafael Reinehr tocou a campainha de sua casa e saiu correndo. Rafael Reinehr quer roubar sua namorada, e partir seu coração. Rafael Reinehr te ligou de madrugada. Rafael Reinehr parece gostar de mim, e você sabe que isso é um sinal de má índole. Rafael Reinehr é um dos pensadores selvagens. Rafael Reinehr quer ser problogger. Em certos círculos, isso é xingamento Não visite o blog de Rafael Reinehr. Depois não diga que não avisei.

 

Este diamante foi lapidado por Felipe Damorim, nos bons tempos em que era blogueiro da comunidade d’O Pensador Selvagem, em sua primeira existência, de 2007 a 2013). Naquela época de “Blogosferas” a ingenuidade (e a genialidade) rolava solta, e a gente ajudava os amigos gerando tráfego das formas mais incomuns e criativas possíveis, como essa! Agradeço muito ao Felipe por ter recuperado esse peça de um HD cheio de teias de aranha. Rio alto (muito) toda vez que releio este texto.

Nov 07

Fofão da Augusta, Ricardo Corrêa da Silva, Chico Felitti e o Jornalismo sobrevive

By rafaelreinehr | And Now, For Something Completely Different...

paulistano ricardo correa da silva, o fofão da augusta

Ontem li um texto que me fez ler em uma talagada só, uma das mais belas reportagens investigativas que já tive acesso. Conheça a história do Fofão da Augusta.

A partir de um personagem com o qual não tinha a mínima intimidade ou interesse, acabei mergulhando em um mundo no qual salões de beleza, crises familiares, desejo exacerbado pelo aprimoramento estético, esquizofrenia, moradores de rua e a noção pungente de humanidade se fizeram presentes em cada nova linha.

Um texto escrito por Chico Felitti, um cara sobre o qual não encontro muitas infos em seu próprio face, e cujo blog está abandonado desde 2012, mas que tem participado sistematicamente como colaborador da Piauí e que mantem uma coluna/blog sui generis na Folha de São Paulo, chamada Digo Sim. Por lá, diz assim: “Blog conta a trajetória de casais que decidiram subir ao altar, em formato de crônica, e traz notícias sobre o mercado matrimonial. É produzido pelo repórter Chico Felitti, que é solteiro.

O texto ao qual me refiro tem o seguinte título e chamada, na Buzzfeed:

“Fofão da Augusta? Quem me chama assim não me conhece”

O repórter Chico Felitti mergulhou por quatro meses no universo trágico e violento do morador de rua que São Paulo inteira conhece — mas que ninguém sabe quem é.

Se você ainda dá bola pra sua vida – ou mesmo que você não dê mais – faça um favor para si mesmo, clica no link a seguir e entenda você mesmo porque estou fazendo esta chamativa chamada para esta reportagem.

Clica aqui: Ricardo Corrêa da Silva na Buzzfeed, por Chico Felitti

Sararah
Set 08

O que é que eu estou fazendo no Sararah?

By rafaelreinehr | Cibercultura

Poder passar uma mensagem de forma anônima a uma pessoa pode servir para o bem ou para o mal. A ferramenta não consegue filtrar o tipo de mensagem que receberemos, se serão elogios, críticas construtivas ou agressão e bullying.

Então abrir a possibilidade de alguém se comunicar contigo via uma ferramenta como o Sararah (Conheça o meu em https://rafaelreinehr.sarahah.com/) necessita que você:

    1. Saiba qual seu objetivo com a abertura deste canal de comunicação
    2. Esteja pronto para as idiossincrasias e o inesperado

No meu caso, a ferramenta tem sido extremamente útil pois pessoas que gostariam de me dizer coisas e não sabem como, tem utilizado a mesma para fazê-lo, veja só:

“Rafael, vc é um profissional excelente! O que eu gostaria de te dizer é que vc não precisa ficar provando isso o tempo todo na mídia. Isso é chato… Preserve mais a sua vida… É muita exposição! Isso é desnecessário e está tornando o profissional excelente em fútil, sensacionalista…. CHATO!”

O grande problema do Sararah é que você não consegue responder a quem deixou a mensagem, mesmo de forma anônima. Nada garante que a pessoa que deixou o comentário vá encontrar uma eventual resposta nas mídias sociais. Muitas vezes, ela tem uma impressão errônea ou apenas incompleta do “quadro todo”, como no caso acima, e acaba fazendo um julgamento precipitado.

Para meu amigo ou amiga acima (considero um bom amigo(a), já que está genuinamente preocupado(a) comigo, com seu conselho, gostaria de poder dizer duas coisas:

  1. Muito obrigado pela sua percepção e carinho ao me alertar sobre “ficar todo tempo na mídia”. Imagino que sua timeline esteja sendo inundada por conteúdo meu! Se puderes, coloque um “Ver menos” ou “Deixar de seguir” se eu o(a) estiver incomodando!
  2. Obrigado pelo “profissional excelente!”, e agora vem uma explicação! Não preciso provar nada a ninguém além de a mim mesmo. Minha trajetória, meu percurso de vida e o cuidado com que faço meus atendimentos falam por si. O que estou fazendo – aparecendo online, publicando conteúdo, compartilhando coisas pitorescas da minha vida trazem consigo dois objetivos:
    – Alcançar um maior número de pessoas para levar adiante um projeto muito maior, que está apenas no nascedouro, que é o de ampliar a saúde, o bem-estar, a qualidade de vida e a felicidade das pessoas em todo mundo, sem limites de nacionalidade, cor, raça ou credo. É um trabalho de formiguinha que está apenas começando, e estou reunindo recursos para que este sonho se torne real
    – Poder registrar, em alguma mídia digital, um pouco do dia-a-dia, e compartilhar com as pessoas queridas – quando for algo apenas cândido ou pitoresco, e com o maior número de pessoas quando for algo inspirador, construtivo ou que some à construção de um mundo mais justo, sustentável, equânime, solidário e compassivo.

A exposição mencionada acima pela pessoa que teceu sua bela e construtiva crítica não tem nada a ver com buscar visibilidade para minha ocupação profissional – que é ser médico endocrinologista. Concordo com ela que, muitas vezes, dependendo da leitura que algumas pessoas fazem, isso pode até atrapalhar.

Mas minha essência é muito mais do que Rafael Reinehr – Médico Endocrinologista. Quem me conhece de verdade sabe disso. Sou o cara que após a faculdade de Medicina fui cursar Filosofia e Ciências Sociais, que toca guitarra, lê pra caramba, escreve livros, gravou curtas e média-metragens, tira fotografias, organiza saraus literários, fundou portais de internet sobre literatura, cultura, filosofia e sociedade, fundou uma incubadora de ideias e soluções altruístas… Não tem como, nobre amigo ou amiga, esconder este lado. Isso seria sufocar a minha essência, deixar de ser quem eu sou para agradar algumas pessoas e “conseguir mais clientes”. Isso não faz parte do meu jogo, da minha vida.

Sempre tive, desde bem cedo, duas características: a de ser megalomaníaco – sonhar muuuuuuito grande e também a de ter uma necessidade muito grande de me expressar. E isso faz parte de quem sou. E aceito isso com todos os ônus e bônus que vem junto com esta escolha.

E você, quer me dizer alguma coisa de forma anônima? Elogio, crítica, comentário? Vai lá enquanto ainda está no ar: https://rafaelreinehr.sarahah.com/

Nota de Segurança: existem algumas evidências de que o Sararah “rouba” os dados de seus contatos (e-mail e telefone) no Facebook. Então, não crie uma conta se você não quiser ter o risco de ter seus contatos expostos. Sö fiquei sabendo disso depois de criar a conta. Entretanto, para deixar uma mensagem é seguro pois você não precisa incluir nenhum dado seu.

Ago 05

Estamos nos inspirando e contagiando pelo melhor que o humano tem a oferecer?

By rafaelreinehr | Experimentalismo , Literatura

Esta postagem é a quinta de 13 postagens da série Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, que propus em 28 de junho último. Acompanhe todos os artigos, compartilhe – se achar interessante – e comente se houver algo a acrescentar.

Na postagem de hoje, deveria deixar que “Uma grande foto me inspire”. Vamos às correções e ajustes:

  1. “Hoje”, deveria ser 31 de julho, segunda-feira. Estou publicando este texto em 05 de agosto, sábado. Vida corrida, pois.
  2. Ao invés de “uma foto”, estou publicando “duas fotos”, transgredindo mais uma vez minhas próprias regras
  3. Eu poderia ter escolhido uma magnífica imagem de natureza, um por-do-sol maravilhoso, uma mamão passarinho dando comida a seus filhotinhos, etc. – mas escolhi essa. Veremos porquê em breve.
  4. Subverter regras e normas – quando elas não trazem mal às pessoas ou, pelo contrário, podem trazer benefício, é comigo mesmo, então, sem mais delongas, simbora!

Veja as duas fotos abaixo:

Imagem de um buraco em uma avenida de Fukuoka que foi consertado em uma semana

Em 8 de novembro de 2016, um buraco de mais de 30 metros apareceu, em uma avenida da cidade de Fukuoka, no Japão. Um vazamento do esgoto pode ter sido a causa inicial. Um vídeo mostrando a expansão do buraco pode ser visto aqui.

Em 2 dias o sistema de esgoto, gás e eletricidade que passava por ali já havia sido consertado e, em seguida, coberto por 6200 metros cúbicos de areia e cimento pelos obstinados e eficientes trabalhadores japoneses. Em uma semana (foto da direita, de 15 de novembro de 2016), a rua já estava liberada para o uso do público.

Ver esta foto e ouvir esta história – bastante real, diga-se de passagem – me impele a uma imediata comparação com as obras realizadas em nossa maltratada terra brasilis. Como motorista, e atualmente fazendo cerca de 3000km por mês a bordo de um automóvel, posso dizer que conheço bem o chão e o asfalto pelo qual tenho passado. Tenho acompanhado várias histórias muito tristes de descaso, como a história da morosidade da duplicação da BR-101 Sul, o a lenga-lenga de meses para o conserto da ponte em Novo Cabrais, e a superlentidão no início do conserto da ponte em Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul, isso sem contar o descaso completo na cobertura asfáltica na região de Agudo e Paraíso do Sul, e nas vias urbanas de Santa Maria, também no Rio Grande do Sul.

Quando vejo o descaso dos órgãos públicos, estatais, governamentais; quando vejo a displiscência e falta de respeito dos executores das obras, a inépcia, o baixo conhecimento, capacidade intelectual e empenho dos operários e seus gerentes penso: em quem temos nos inspirado para viver a vida que vivemos? Estaremos nos inspirando e nos contagiando pelo melhor que o humano tem a oferecer? Ou pelo pior?

Qual das frases temos usado com mais frequência quando vemos algo errado acontecendo?

“Se todo mundo faz assim, porque eu não poderia fazer também”

ou…

“Não é porque eles fazem assim que eu também agirei do mesmo modo.”

E o que temos dito (e feito) quando vemos bons exemplos à nossa frente?

 

“Puxa! Que impressionante! Curti!”

ou…

“Fantástico! Vamos reunir a galera e fazer também?”

Bem, isso resume um pouquinho de um desânimo que anda me consumindo, de leve, mas cronicamente… Este olhar para fora e para o mundo e ver uma multidão de humanos passivos no que diz respeito a boas ações e prontamente ativos quando diz respeito a praticar atos individualistas, consumir e promover ações em benefício próprio. O cansaço tem batido à porta. Mas não tem jeito não: a gente bate a poeira e usa aqueles exemplos de pessoas íntegras, honestas, dedicadas e ocupadas em criar faíscas e fogueiras criativas, de bondade e generosidade para reanimar nossa própria chama.

Essa duas fotos, ao mesmo tempo em que me entristecem profundamente quando as coloco lado a lado com a sociedade e cultura brasileiras, me enche de esperança pois sei que há, guardada no humano, uma potência fantástica para produzir beleza, solidariedade, sustentabilidade e compaixão.

Ainda não sei como podemos tornar estas características dominantes em nossa espécie, mas faço questão de continuar vivo e continuar tentando.

 

Sushi e comida japonesa
Jul 26

Calorias da Comida Japonesa: Quantas Calorias tem um Sushi e um Sashimi?

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Nutrição

Hoje comecei a preparar uma Tabela de Calorias específica da Comida Japonesa. Muitos pacientes me perguntam se podem comer sushi e sashimi e mesmo assim seguir com sua dieta e emagrecer. A resposta não é simples. Depende.

A Culinária Japonesa e suas delícias

A culinária japonesa é repleta de alimentos pouco calóricos e saudáveis, mas também contém algumas armadilhas importantes escondidas nas friturinhas e nas massas como no guioza, no tempurá, nos hot rolls, alguns temakis, no tepan, no saquê e inclusive no shoyu!

Em função disso, e a pedido de uma paciente, comecei a pesquisar em várias fontes sobre as kcal contidas nesta culinária.

Como escrevi para meus pacientes do 7P – Programa de Emagrecimento Sustentável em 7 Passos, no nosso Grupo PMZ do Face (PMZ é o equivalente a VIP, e quer dizer Pessoas Muito Zen – ou a caminho, assim espero!):

“A internet é, ao mesmo tempo, uma dádiva e uma maldição. Se não tivermos um olhar crítico sobre as informações que absorvermos e não buscarmos fontes confiáveis para nos iluminar, acabamos aceitando e até reproduzindo informações inverídicas que podem fazer mal a nós mesmos, a pessoas queridas e mesmo a desconhecido.”

Então, assim que a Tabela estiver pronta, com informações comprovadas em fontes confiáveis, estarei postando-a por aqui, exatamente neste post.

A tabela de calorias da Unicamp

Neste ínterim, aproveitem para apreciar a TACO – Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, criada pela UNICAMP.

Seja a mudança que você quer ver no mundo - Gandhi
Jul 24

Seja a mudança que você quer ver no mundo – Mahatma Gandhi

By rafaelreinehr | Experimentalismo , Literatura

Esta postagem é a quarta de 13 postagens da série Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, que propus em 28 de junho último. Acompanhe todos os artigos, compartilhe – se achar interessante – e comente se houver algo a acrescentar.

Nesta semana, me comprometi a comentar sobre uma citação poderosa.

Quem me conhece, sabe que sou colecionador de citações. Crio algumas também, como por exemplo:

“A riqueza de um ser humano é medida à justa equivalência do tempo no qual ele está fazendo exatamente aquilo que quer fazer.”

– Rafael Reinehr, 13 de novembro de 2010

Tenho várias citações, frases e passagens que fazem muito sentido para mim. Veja algumas delas no texto Eu tive um sonho, que escrevi em 01 de janeiro de 2012.

Gosto muito também desta, de B. K Jagdish:

 “Nossos pés deixam pegadas na areia do tempo. Se estivermos no caminho errado, muitos nos seguirão, desviando-se do que é correto. Quando pensamos que uma ação é só por aquele momento e esquecemos que ela deixa um rastro atrás de si, não estamos sendo responsáveis.
Todas as nossas ações afetam os seres humanos, dando-lhes alívio ou tristeza. Podemos fortalecê-los ou não. Podemos causar ferimentos ou curas. Podemos gerar conflitos ou resolvê-los. Podemos criar cataclismas ou algo nobre para a sociedade.

Mas a que quero comentar hoje, é uma passagem que sempre me laça, e me ajuda a ver a pequeneza atual do meu ser. Ou do meu “estar”. Ela é atribuída a Mahatma Gandhi, e fala assim:

“Seja a mudança que você quer ver no mundo”

Nessa frase existem muitos sentidos sensacionais sendo sintetizados simultaneamente (perdoem pela aliteração!). Podemos depreender que, se quisermos mudar o mundo, devemos começar por aquilo que, em primeira e última instância temos acesso e – até certo ponto – controle: nós mesmos. Ela é um grito, um apelo pela coerência em nossas vidas e contra a hipocrisia. Ela nos convida a refletir sobre como estamos vivendo e se estamos aplicando na prática aquilo que professamos e que desejamos para o outro, para a Natureza.

Se você quer alcançar, caminhe.

Se você quer um mundo melhor, comece por ti. Abrace as tuas imperfeições e as lapide, de forma a te tornar uma pessoa melhor. Te tornando alguém melhor estarás, através do teu exemplo, inspirando aqueles ao teu redor a fazer o mesmo. Assim, estarás mudando o mundo, algumas pessoas por vez, algumas ações a cada tempo possível.

Ao longo da vida, passei por vários momentos em que desejei, profundamente, me tornar “a mudança que quero ver no mundo”. Só desejo não é o suficiente. Precisamos de uma dose extremamente grande de autodeterminação, perseverança e, muitas vezes, até da ajuda de outras pessoas, por mais paradoxal que isso possa parecer.

Sim, é possível adentrarmos um processo introspectivo de autoconhecimento e sairmos de lá “quase iluminados” mas, ao mesmo tempo em que isso gera “faróis” que podem ajudar a guiar a humanidade em meio às Tempestades, não é mais o que almejo para mim. Já tive essa fase, de buscar ser um “guru” que inspira multidões. Isso começou a passar quando tive o insight da Coolmeia (veja também aqui) – a percepção de que a verdadeira mudança, no tempo da minha existência, viria a partir de um esforço coletivo, e não de um ultradesenvolvimento individual.

Um texto que coaduna com esta minha forma de pensar foi escrito por Michel Bauwens, fundador da P2P Foundation, e pode ser encontrado aqui e aqui.

No país no qual resido atualmente, o Brasil, vivemos em um profundo estado de desesperança com a classe que desgoverna o país. Como anarquista, nenhuma novidade no front. A novidade é que mais pessoas perceberam o navio sem timão no qual estão navegando. Estar à deriva é algo delicioso, quando é feito de forma voluntária, por prazer e escolha própria. Não quando se espera uma certa ordem e um porto seguro para desembarcar. Entretanto, é justamente nestes momentos – de crise – que temos oportunidade de fazer alçar vôo empreendimentos que transportam nossa visão de mundo – integrativa, sistêmica, dinâmica, ecológica e interdependente – a uma camada maior da população, estabelecendo um novo estrato de pessoas conscientes e prontas para, do seu modo e a seu tempo, subverterem a realidade atual que lhes oprime e a dialogar com um outro mundo possível, com perspectivas poderosas e libertadoras.

E não quero deixar passar este momento.

Deixei passar vários. Algumas possibilidades me passarão por entre os dedos, por falta de recursos econômicos, habilidades de comunicação e pelo fato de eu não contar com o dom da onipresença e da vida eterna (não enquanto ser vivo preso a esta estrutura material humana, pelo menos…).

Enquanto vivo minhas pequenas, diria até microrrevoluções – mudando e aprimorando minhas relações com as pessoas ao meu redor, preservando as que me elevam e fazem bem, e deixando de lado aquelas que me consomem, geram conflito e drenam energia vital que poderia estar sendo usada de forma positiva em prol do bem comum – sigo atento ao mundo “exterior”, absorvendo conhecimento e devolvendo-o modificado pelo prisma da minha visão.

Espero que minha tradução do mundo e da vida possa ser adequadamente internalizada e que eu possa me aproximar dessa coerência desejada e desejável: a de me transformar na mudança que desejo para o mundo.

Nesse ínterim, enquanto reflito sobre as mudanças que precisam ser feitas – no meu ambiente interno, na minha casa, comunidade de afinidade familiar, de amizade ou mesmo online e nos recônditos mais distantes do meu alcance ou mesmo visão – lembro de um texto que escrevi há 11 anos atrás, quando o conteúdo de meus blogs que mantinha desde 2002 mais ou menos foram migrados para cá, para o reinehr.org.

Este texto se chama Um Processo, e fala, em essência, sobre mudança. E de lá, tiro uma auto-citação que nos lembra sobre algo muito importante: viver a dádiva do presente, do momento atual.

“A perspectiva de uma vida que deve ser vivida dia-a-dia já foi conquistada há algum tempo. Ainda resisto e teimo em, vem ou outra, programar demasiadamente o futuro. O futuro é agora.”

O futuro é agora. Me ajuda a revelar o colorido que existe por trás de cada ser humano?

“Mesmo o mais embotado ou desbotado ser vivente tem em si, ao menos de forma latente, um arco-íris. Por vezes não conseguimos enxergar isto nos outros ou inclusive em nós mesmos… Porque nem sempre as cores revelam-se facilmente.”

Seja mais uma vez bem-vindo(a) à série de 13 textos sobre Escrita Criativa e Produtividade. Toda segunda-feira, no http://reinehr.org nos próximos 3 meses.

Até breve, obrigado por me acompanhar até aqui.

# # #

Segue a lista de todos os artigos da série e quando eles foram/serão publicados:

  1. Contar uma história pessoal (03 de julho): Qual é a coisa mais desconfortável para se escrever? O que é realmente difícil para o Rafael?
  2. Descrever um evento histórico (10 de julho): O Dia em que o Big Ben soou pela primeira vez
  3. Revisar um livro, filme ou disco (17 de julho): Os Desafios à Força de Vontade, de Kelly McGonical
  4. Comentar sobre uma citação poderosa (24 de julho): Seja a mudança que você quer ver no mundo
  5. Deixar que uma grande foto me inspire (31 de julho)
  6. Comentar sobre algo que está nas notícias (7 de agosto)
  7. Reportar sobre um diálogo interessante que tive (14 de agosto)
  8. Oferecer uma explicação passo-a-passo para fazer algo (21 de agosto)
  9. Oferecer uma lista de recursos (sobre algo interessante ou útil) (28 de agosto)
  10. Responder às questões da minha audiência (4 de setembro)
  11. Tornar uma tarefa aparentemente muito difícil algo fácil (11 de setembro)
  12. Explicar as razões que me fizeram tomar uma dada decisão (18 de setembro)
  13. Escrever um guia sobre algo popular (25 de setembro)

Pumpkin custard feito pelo Rafael Reinehr
Jul 24

Receita de Pumpkin Custard – Abóbora recheada tailandesa [sobremesa]

By rafaelreinehr | Caldeirão de Sabores , Gastronomia , Veganos & Vegetarianos

Hoje vamos aprender a fazer uma sobremesa com acento tailandês: o Pumpkin Custard, uma “torta de abóbora recheada com leite de côco, açúcar de palmeira e especiarias”.

 

Esta receita é especial por vários motivos:

  1. Fácil de fazer

  2. Saborosa

  3. Ideal para quem gosta de doces “nem tão doces”

  4. Inspirada na culinária tailandesa

  5. Propícia para vegetarianos (e para veganos, se trocar os ovos por algum substituto)

  6. Adequada para pessoas que devem evitar glúten e lactose

  7. Encanta visualmente, agrada ao olhar

Fiz ela pela primeira vez para receber a Marcela, em um jantar para a plataforma Dinneer, no qual cadastramos nossa casa para oferecer experiências gastronômicas a visitantes que não conhecemos. Ele faz parte de uma triade juntamente com uma Salada de pepinos tailandesa de entrada e um peixe ao molho pla tom yam haeng, como prato principal (veja os link no texto aí atrás para saber as receitas destes pratos).

Pumpkin custard do Reinehr

Seguem os ingredientes e o modo de preparo! Deliciem-se!

Ingredientes:

1 abóbora cabotiá (aquela da casca verde escura)
10 xícaras de água, para o vapor
1 panela ou cesto de cozimento a vapor, que caiba a abóbora (usei uma para fazer e escorrer macarrão)
5 ovos (pode ser substituído se você for vegano)
1 xícara de leite de côco
1 pitada de sal
1 pitada de canela
1/3 de xícara de açúcar de palmeira (use demerara ou mascavo se não tiver o de palmeira, mas vai modificar o sabor!)
1 colher de chá de extrato de baunilha

Modo de preparo:

  1. 1. Abra uma tampa na parte superior da abóbora, retire as sementes e os fiapos, e faça uns furinhos com garfo na parte interna da abóbora, para que o creme penetre um pouquinho
    2. Misture os ovos, leite de côco e demais ingredientes. Após colocar o açúcar de palmeira misture bem para que ele dissolva adequadamente
    3. Coloque este creme dentro da abóbora e tampe
    4. Coloque a abóbora tampada dentro da panela com as 10 xicaras de agua e deixe cozinhar por 45 a 60 minutos após ferver, mantendo em fogo médio-alto. Se a água evaporar, vá adicionando aos poucos um pouco mais para não interromper o vapor
    5. Desligue o fogo e deixe esfriar por cerca de 30 minutos ou mais
    6. Tire a Abóbora da panela e então corte em fatias como um bolo, servindo a seguir em porções individuais
    7. Fique à vontade para incrementar a receita com uma calda ou geléia que você desejar, se preferir a sobremesa mais doce

Colha as impressões de suas visitas e depois me conte!

Um abraço e até a próxima receita!

Pumpkin custard feito pelo Rafael Reinehr

Kelly Mcgonical - Os desafios à força de vontade
Jul 17

Resenha: Os Desafios à Força de Vontade, de Kelly McGonical

By rafaelreinehr | Experimentalismo , Literatura

Esta postagem é a terceira de 13 postagens da série Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, que propus em 28 de junho último. Acompanhe todos os artigos, compartilhe – se achar interessante – e comente se houver algo a acrescentar.

Minha missão de hoje é resenhar um livro, um filme ou um disco. Vejo novos filmes todas as semanas, estou sempre em busca de novas bandas e músicas para conhecer, mas nas últimas semanas estou realmente dedicado à leitura diária dos microbooks traduzidos e resumidos pelo 12 minutos, plataforma da startup brasileira que está revolucionando a forma de acessar, de forma rápida e prática, uma série de best sellers de várias áreas do conhecimento.

Buscando livros que pudessem auxiliar meus tutorandos do 7P – Programa de Emagrecimento Sustentável em 7 Passos, encontrei um livro bastante útil, que vai direto ao ponto no que diz respeito à força de vontade que precisamos para atingir nossos maiores objetivos: Os Desafios à Força de Vontade, de Kelly McGonical.

Direcionado a todos aqueles que já tentaram fazer uma dieta mas que desistiram, que tentaram economizar dinheiro mas acabaram gastando em coisas supérfluas e que não conseguem resistir aos impulsos em geral, “Os Desafios à Força de Vontade” nos leva a uma jornada que ensina como a força de vontade funciona e também nos mostra alguns truques para aumentar nosso autocontrole, tendo resultados melhores em nossas vidas.

Os Três componentes da força de vontade

Kelly nos ensina que a força de vontade é composta por 3 poderes: “Eu não vou”, “Eu vou” e “Eu quero”.

“Eu não vou” é nossa habilidade de dizer não mesmo quando nosso corpo quer dizer sim. Ele representa nossa capacidade de resistir à tentação. Resistir a um chocolate, ao cigarro, a uma compra por impulso a uma pessoa bonita desconhecida. Você consegue definir qual é, hoje, seu desafio “Eu não vou” mais importante ao se perguntar: que hábito está atrapalhando minha saúde, felicidade ou carreira e do qual eu deveria abrir mão?

O segundo componente da força de vontade é o poder do “Eu vou”, ou seja, a capacidade de fazer o que não gostamos agora, para colhermos melhores resultados no futuro. Este poder “Eu vou” nos ajuda a executar tarefas desagradáveis mas fundamentais para atingir nossos objetivos, como estudar para passar em uma prova ou realizar uma série de trabalhos braçais, chatos ou automáticos para preparar o terreno para algo importante que faremos depois. Podemos encontrar nosso desafio “Eu vou” mais importante ao nos perguntar: que hábito eu deveria parar de adiar para melhorar minha vida?

E, ainda, existe o poder “Eu quero”, ou seja, a capacidade de lembrar o que realmente queremos; aquilo que é melhor para nós mesmos no longo prazo, para além das tentações imediatas. Para que possamos resistir ao presente, precisamos de objetivos claros de longo prazo para guiar nossas ações. Podemos encontrar nosso desafio “Eu quero” ao perguntar: qual é meu principal objetivo de longo prazo, no qual eu deveria focar minha energia? E qual (ou quais) desejo(s) imediato(s) estão me impedindo de alcançar este objetivo?

A Meditação pode nos ajudar a ter mais autocontrole

O mundo é cheio de estímulos e distrações: links para clicar, séries para assistir, festas e eventos a frequentar… Quando nossa mente está preocupada, uma tentação imediata pode surgir e atrapalhar nossos objetivos de longo prazo.

Um estudo foi realizado para comprovar esta teoria: estudantes foram orientados a lembrarem de um número de telefone enquanto decidiam entre qual lanche comeriam durante o experimento: um chocolate ou uma fruta. Os estudantes distraídos pela tarefa escolheram o chocolate 50% mais vezes do que o grupo ao qual não foi dada nenhuma tarefa de memorização.

A neurociência já demonstrou que existe uma maneira eficaz para lidar com as distrações: através da meditação. A meditação cultiva uma autoconsciência momento a momento, que nos ajuda a perceber quando não estamos atentos e focados e, dessa forma, reorganizar nossa energia nas tarefas cotidianas.

Os benefícios já começam a surgir após 3 horas de prática acumulada e, após 11 horas, já existem mudanças positivas duradouras no cérebro. Quando as distrações parecem esmagadoras, respirar profundamente e focar a concentração no objetivo de longo prazo podem quebrar o ciclo de distração e retomar o controle sobre os impulsos.

Sempre que nossa mente está preocupada, perdemos força de vontade. Desta forma, devemos evitar tomar decisões enquanto estivermos distraídos e devemos aumentar nossa autoconsciência através da meditação. Isso nos ajuda a cultivar sucessos, um atrás do outro.

Seu instinto natural é capaz de vencer as tentações

Existe um instinto natural que chamamos de “Resposta de pausa e plano”, que permite que nosso foco seja voltado para conflitos internos entre nosso “eu racional” e nosso “eu impulsivo”, promovendo um desaceleramento para que possamos controlar nossos impulsos momentâneos.

E como podemos aumentar este estímulo de força de vontade, para desacelerar nossas mentes e tomar decisões melhores? Basicamente, fazemos isso prestando muita atenção em tudo que estressa nossa mente e corpo, como a raiva, ansiedade, dores e doenças. Tudo que se interpõe entre nossa capacidade de alcançar um estado de autocontrole, nos mantendo frequentemente em um estado de “luta e fuga”, evitando que alcancemos o estado mais lento e racional da mente.

Além da meditação, exercícios físicos, uma boa noite de sono, alimentos saudáveis e tempo de qualidade com a família e amigos também ajudam a reduzir nossos níveis de estresse. Fazer atividades ao ar livre por apenas cinco minutos por dia também já é suficiente para nos dar bom impulso também!

Os sentimentos ruins podem acabar com sua força de vontade

O estresse é uma fonte comum de infelicidade. Pode estar enraizado em nossas preocupações profissionais ou pessoais, mas também em eventos externos e até em notícias ruins que chegam a nós. Como o estresse induz a pensamentos preocupantes, nos faz sentir mal com nós mesmos, o que nos impele a fazer algo para que nos sintamos melhores. Muitas vezes, a maneira mais rápida e fácil de se sentir melhor agora é fazer aquilo que vai nos deixar mal depois.

Um exemplo clássico acontece quando perdemos dinheiro em um cassino. Ficamos tão chateados que decidimos continuar jogando até ganhar, o que irá aliviar nosso estresse. Mas, muitas vezes, acabamos perdendo novamente, muitas vezes todo nosso dinheiro.

A solução para superar o estresse não pode, então, ser ceder imediatamente aos impulsos. Estratégias que tem um efeito mais sustentável, como exercício ou meditação, mesmo que envolvam mais esforço inicial, nos deixam com um sentimento de satisfação, diferente do sentimento de culpa da alternativa mais fácil.

Mas também não podemos fazer resoluções irreais para nos opormos ao estresse. Programar mudanças radicais pode ser um tiro no pé se não alcançarmos nossa meta. Programar uma série de pequenas mudanças pode impulsionar nossa autoconfiança e nos levar à grande mudança que almejamos. E, quando falhamos em nossos objetivos, sem desespero: perdoamos nossa falha e tentamos novamente, logo a seguir, sem desanimar.

Tente visualizar não só seu presente, mas também seu futuro

 

Nossa vulnerabilidade a gratificações instantâneas também faz com que negligenciemos o futuro. Nosso cérebro reage de forma poderosa a recompensas visíveis, superestimando os benefícios das gratificações instantâneas e subestimando o valor do autocontrole. Assim, tomamos decisões das quais nos arrependemos no futuro.

A tentação enfraquece quando criamos distância entre nós mesmos e o objeto do desejo, tornando-o menos visível ou difícil de conseguir. Em um estudo no qual doces eram colocados fora do campo de visão dos trabalhadores de um escritório, dentro de uma gaveta ao invés de em cima de uma mesa, o consumo de doces era reduzido a um terço.

Veja este vídeo, sobre como priorizar sua despensa.

Privar-se dos seus desejos pode te atrapalhar

Pelos próximos cinco minutos não pense em ursos brancos. Você consegue fazer isso? A maioria das pessoas falha nessa tarefa. Embora você normalmente não pense em ursos brancos, se você tentar não pensar sobre eles, é quase impossível parar. A mesma coisa é verdade para seus desejos: embora a repressão possa parecer funcionar a princípio, ela na realidade deixa tudo pior.

Esses dados foram demonstrados em um estudo no qual mulheres foram convidadas a experimentar dois diferentes chocolates. Antes de trazer o doce, ele pedia às participantes para pensarem sobre diversas coisas por 5 minutos. Um grupo foi instruído a evitar qualquer pensamento sobre chocolate, enquanto os outros participantes estavam livres para pensar sobre o que quisessem. Como esperado, o grupo que recebeu instruções para não pensar sobre chocolate relatou poucos pensamentos sobre chocolate, mas comeu duas vezes mais o doce.

O fracasso de algumas dietas pode ser explicado por isso: quando mais você tenta resistir a um certo alimento, mais sua mente fica preocupada com ele. A solução: pensar de forma positiva e proativa, nos alimentos saudáveis e no desejo de inclui-los na sua vida, de forma a ter uma vida mais ativa, saudável e longeva. Aprender a fazer receitas deliciosas com este conjunto de alimentos saudáveis. Em vez de decidir que “não irá comer chocolates”, decida que irá comer “este e aquele alimento saudável”. Um declínio da alimentação ruim irá automaticamente acontecer.

Outra técnica interessante advém das tradições da meditação plena, e é especialmente útil para nos livrarmos de hábitos pouco saudáveis, como o cigarro, por exemplo: quando uma angústia ou um desejo forte aparecem, permita-se observá-lo. Observe sua respiração e o que você sente. Então, imagina que este anseio é uma nuvem, uma neblina, que gradualmente se dissolve e vai embora. Funciona! Tente!

A força de vontade é contagiosa

Por último, é importante perceber que nosso comportamenteo e pensamento mudam dependendo de nossas companhias. “As pessoas com quais interagimos influenciam nossas crenças, objetivos e ações. Até mesmo características como a força de vontade podem ser adquiridas por nosso contexto social.

Quando observamos pessoas que agem de maneira impulsiva, é mais provável que repliquemos este comportamento, deixando de lado nossos objetivos de longo prazo por momentos de prazer. E é digno de nota que, quanto mais gostamos de uma pessoa que observamos, mais forte é este efeito, e com isso perdemos nossa força de vontade.

Mas o mais interessante é o seguinte: este efeito também pode ser utilizado para o bem, ou seja: se um amigo próximo ou membro da família perdeu muito peso recentemente, isso aumenta nossas chances de perder peso também, pois nos inspiramos no exemplo daquela pessoa próxima e querida.

E, quem sabe, daqui a algum tempo, seremos nós o espelho para alguém que nos observa e admira.  “Assim, pensar em alguém que você admira por sua força de vontade e autocontrole aumenta sua própria força de vontade.

Outra maneira de se aproveitar da força de vontade dos outros é ter amigos e familiares envolvidos em seus desafios.

Um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh envolveu amigos e membros da família dos participantes. Todos foram instruídos a se apoiarem mutuamente para alcançarem suas metas – escrevendo mensagens encorajadoras ou compartilhando refeições saudáveis. Os resultados surpreenderam: 66% dos participantes mantiveram a perda de peso meses depois de finalizado o programa. No grupo controle, composto de participantes que não entraram no programa com familiares ou amigos – a perda de peso era de apenas 24%.

Finalmente…

Desde a pesquisa clássica feita nos anos sessenta e setenta com crianças e marshmallows, para verificar sua resistência e a importância de conseguir retardar a recompensa, sabemos que os melhores resultados na vida – se dão quando conseguimos reunir força de vontade e autocontrole e postergar nossos impulsos imediatos. (Veja este vídeo, que mostra como a missão não é nada fácil!).

Para uma vida mais feliz e saudável, para relacionamentos mais satisfatórios e duradouros, para ganhar mais dinheiro e até para viver por mais tempo, a força de vontade é uma ferramenta muito importante! Vamos aprender a cultivá-la?

 

OBS: Esta resenha foi fortemente inspirada, adaptada e remixada do resumo criado pela equipe da 12 minutos para o livro da Kelly McGonical. Para a leitura do microbook original, acesse o 12 minutos. Para adquirir o livro da autora, compre-o na Livraria Cultura.

 

Enquanto isso, seja mais uma vez bem-vindo(a) à série de 13 textos sobre Escrita Criativa e Produtividade. Toda segunda-feira, no http://reinehr.org nos próximos 3 meses.

Até breve, obrigado por me acompanhar até aqui.

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Segue a lista de todos os artigos da série e quando eles foram/serão publicados:

  1. Contar uma história pessoal (03 de julho): Qual é a coisa mais desconfortável para se escrever? O que é realmente difícil para o Rafael?
  2. Descrever um evento histórico (10 de julho): O Dia em que o Big Ben soou pela primeira vez
  3. Revisar um livro, filme ou disco (17 de julho): Os Desafios à Força de Vontade, de Kelly McGonical
  4. Comentar sobre uma citação poderosa (24 de julho): Seja a mudança que você quer ver no mundo
  5. Deixar que uma grande foto me inspire (31 de julho)
  6. Comentar sobre algo que está nas notícias (7 de agosto)
  7. Reportar sobre um diálogo interessante que tive (14 de agosto)
  8. Oferecer uma explicação passo-a-passo para fazer algo (21 de agosto)
  9. Oferecer uma lista de recursos (sobre algo interessante ou útil) (28 de agosto)
  10. Responder às questões da minha audiência (4 de setembro)
  11. Tornar uma tarefa aparentemente muito difícil algo fácil (11 de setembro)
  12. Explicar as razões que me fizeram tomar uma dada decisão (18 de setembro)
  13. Escrever um guia sobre algo popular (25 de setembro)
Josh Kaufman ensina como aprender qualquer coisa em 20 horas
Jul 16

Como aprender qualquer coisa em 20 horas – Josh Kaufman – TEDxCSU

By rafaelreinehr | Aprendizagem , TED

Josh Kaufman nos conta neste vídeo sobre como é possível, a qualquer um de nós, aprender “qualquer coisa” de forma decente em apenas 20 horas.

 

Se você busca excelência em um campo concorrido, e quer se destacar como médico, grande mestre do xadrez, atleta de elite, você precisa investir cerca de 10.000 horas de sua vida para masterizar algo. Entretanto, para conseguir dominar algo novo, apenas 20 horas de dedicação focada e prática são suficientes para adquirir uma nova habilidade, é o que defende o professor Kaufman.

 

No vídeo ele nos ensina sobre os…

 

4 passos simples para aquisição rápida de habilidades

 

  1. Desconstrua a habilidade

  2. Aprenda o suficiente para se auto-corrigir

  3. Remova distrações e barreiras à prática

  4. Pratique por pelo menos 20 horas

 

E nos lembra que as maiores barreiras para aquisição de algo novo não são intelectuais. São emocionais. É aquela voz interna que lhe diz que você não é capaz. Então, aventure-se! Decida o que você quer aprender a vá atrás. Dedique-se por 20 horas e depois me conte o que você aprendeu.

Veja o vídeo (ative as legendas em português, se necessitar):

 

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