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Rafael Reinehr é médico endocrinologista, anarquista, escritor, permacultor, ativista oikos-socio-ambiental e polímata ma non troppo.

Palácio de Westminster em Fevereiro de 2007, Torre Elizabeth, Big Ben
Jul 10

O Dia em que o Big Ben soou pela primeira vez

By rafaelreinehr | Experimentalismo , Literatura

Esta postagem é a segunda de 13 postagens da série Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, que propus em 28 de junho último. Acompanhe todos os artigos, compartilhe – se achar interessante – e comente se houver algo a acrescentar.

Minha tarefa desta semana é descrever um evento histórico. Pois bem, qual evento histórico eu deveria escolher para escrever sobre, então? Antes de queimar muitos neurônios pensando, decidi realizar uma busca na Wikipedia e verificar quais eventos históricos aconteceram hoje, no dia em que publico este artigo: dia 10 de julho.

 

Aí, a tarefa ficou simples: Dos eventos relatados para o dia, bastava escolher aquele que mais me “apetecia”. Poderia falar sobre o nascimento de Nicola Tesla, em 10 de julho de 1856 ou de Marcel Proust em 1871? Sobre a Comemoração do Dia da Pizza, no Brasil? Ou sobre o Dia de Holda, senhora das bruxas na mitologia nórdica?

 

De todos os que lá encontrei, resolvi narrar um evento em particular, que aconteceu em 10 de julho de 1859: O Dia em que o Big Ben soou pela primeira vez, em Londres.

 

Muitas pessoas acreditam que o Big Ben é o nome dado à Torre com 4 relógios, um em cada lado (a segunda maior do mundo com esta configuração) mas, na verdade, Big Ben é o nome do sino de quase 14 toneladas que se encontra no interior da torre, hoje chamada de Elizabeth Tower, em homenagem à rainha Elizabeth II, pelos seus 60 anos de reinado.

 

O sino foi produzido em 1858 em uma fundição londrina, e pesa exatos 13760 quilogramas, tem um diâmetro de 2,74m e a altura de 2,39m. Quando ficou pronto, foi transportado da fundição até o Parlamento em uma carruagem puxada por 16 cavalos ornamentados. A Torre e o Relógio já haviam sido inaugurados em 31 de maio de 1859, e o sino soou pela primeira vez em 10 de julho do mesmo ano. Desde 31 de dezembro de 1923, a rádio BBC de Londres transmite diariamente as badaladas do sino.

 

Fora de seus períodos habituais, o sino tocou 56 vezes, todos os minutos durante o funeral do rei Jorge VI, falecido com 56 anos de idade em 15 de fevereiro de 1952. Além disso, em 27 de julho de 2012, tocou durante 3 minutos (das 8:12 às 8:15) para anunciar a abertura dos Jogos Olímpicos de 2012.

 

Existem duas teorias aceitas para o nome “Big Ben”: a primeira é que, em uma seção do parlamento inglês na qual deveria ser decidido o nome, depois de um discurso de Sir Benjamin Hall, e por este ser uma pessoa alta e corpulenta, e cujo apelido era Big Ben, um dos parlamentares sugeriu que este deveria ser o nome do sino. A outra teoria prega que o nome tenha sido uma homenagem a Benjamin Caunt, um lutador de boxe que pesava 108kg e que também tinha o apelido de Big Ben.

 

No começo, os parlamentares reclamaram que o som do sino era muito alto e até o famoso jornal Times londrino comentou que o sino era uma “desgraça que concernia a todos que o planejaram”. Entretanto, com o tempo, o ouvido do londrino se acostumou ao badalar do sino e hoje ele é um dos maiores símbolos da capital da Inglaterra.

Qual brasileiro que vai à Londres não quer uma foto junto a este símbolo da pontualidade britânica?

E você: já foi a Londres? Quais suas experiências com a cidade, com seus habitantes e seus monumentos? O que chamou tua atenção? O que você amou e o que você não gostou da sua visita à cidade da neblina? Responda nos comentários!

 

PS: fica uma nota: se você olhar a quantidade de links e referências que existe para cada dia do ano na Wikipedia, você poderia muito bem ficar 1 a 2 meses estudando somente as referências lá elencadas e teria pelo menos 30 anos de estudos garantidos! Fantástico o rol de conhecimento humano já armazenado e que continua sendo produzido, ano após ano, pela humanidade. Enquanto isso, ainda temos dificuldade em utilizarmos nossa energia e nosso bom senso para nos relacionarmos de forma equânime e saudável com nossos pares e com a natureza. O xis da questão não está, então, no conhecimento: mas na forma sábia ou obtusa com a qual nos relacionamos com ele e na ausência dele.

 

Enquanto isso, seja mais uma vez bem-vindo(a) à série de 13 textos sobre Escrita Criativa e Produtividade. Toda segunda-feira, no http://reinehr.org nos próximos 3 meses.

Até breve, obrigado por me acompanhar até aqui.

# # #

Segue a lista de todos os artigos da série e quando eles foram/serão publicados:

  1. Contar uma história pessoal (03 de julho): Qual é a coisa mais desconfortável para se escrever? O que é realmente difícil para o Rafael?
  2. Descrever um evento histórico (10 de julho): O Dia em que o Big Ben soou pela primeira vez
  3. Revisar um livro, filme ou disco (17 de julho): Os Desafios à Força de Vontade, de Kelly McGonical
  4. Comentar sobre uma citação poderosa (24 de julho): Seja a mudança que você quer ver no mundo
  5. Deixar que uma grande foto me inspire (31 de julho)
  6. Comentar sobre algo que está nas notícias (7 de agosto)
  7. Reportar sobre um diálogo interessante que tive (14 de agosto)
  8. Oferecer uma explicação passo-a-passo para fazer algo (21 de agosto)
  9. Oferecer uma lista de recursos (sobre algo interessante ou útil) (28 de agosto)
  10. Responder às questões da minha audiência (4 de setembro)
  11. Tornar uma tarefa aparentemente muito difícil algo fácil (11 de setembro)
  12. Explicar as razões que me fizeram tomar uma dada decisão (18 de setembro)
  13. Escrever um guia sobre algo popular (25 de setembro)
12 minutos - ler um microbook por dia
Jul 07

12 Minutos e a Revolução da Leitura Online

By rafaelreinehr | Cibercultura

Salve salve! Hoje o tema é Internet, Leitura, Desenvolvimento Pessoal e Tecnologia para uma vida melhor!

 

Você que me acompanha no Medictando, no meu bloginstagram e lives do Face já deve saber que meu tempo é contadinho e superconcorrido, né? E também sabe que eu amo ler, tanto no formato digital quanto no velho e bom formato tijolo, livro impresso mesmo.
 
Em função das minhas viagens, comecei a utilizar ferramentas que me permitem escutar os livros que gostaria de ler. Geralmente, um audiolivro tem duração de 6 a 36 horas de narração. Um livro de 6 horas escuto em 2 viagens, por exemplo, entre Santa Maria e Araranguá, trajeto que faço todas as semanas.
 
Entretanto, sou um cara afeito à produtividade, e não gosto de “desperdiçar” tempo. Tempo é nossa maior riqueza: uma vez que se esvai, não volta mais. Como uma das minhas maiores paixões em toda vida é aprender, e saber, sobre tudo que é possível, preciso compartilhar com você um achado fantástico das últimas semanas: o 12 minutos.
 
12 minutos é uma comunidade que faz um resumo espetacular de livros e os apresenta em um formato de leitura ou audição que varia entre 10 a 15 minutos. O que estou achando mais espetacular é poder escutar todos os dias, durante o banho, o essencial de um novo livro.
 
Isso me ajuda a escolher aqueles livros aos quais quero dar mais atenção mas, ao mesmo tempo, já gera uma série de insights e percepções que eu provavelmente levaria anos para acumular.
 
Lá no 12 (apelido carinhoso!) você encontra livros sobre Produtividade, Motivação e Inspiração, Psicologia, Saúde e Bem-estar, Empreendedorismo, Gestão e Liderança, Marketing e Vendas, Dinheiro e Investimentos, Comunicação e Networking e muito, muito mais!
 
Não deixe de fazer o acesso gratuito de 3 dias. A ferramenta é espetacular e sou muito grato aos criadores. Depois você terá a chance de continuar assinando por um valor menor que o preço de um livro por mês, tento acesso a todo acervo, que cresce todas as semanas.
 
Ah! E tem mais: é uma iniciativa brasileira, então vale muito a pena apoiar! Em outra postagem falo do Audible e do Ubook, ferramentas nas quais você pode escutar livros inteiros e que servem para você escutar na íntegra os livros que você escutou no 12 minutos e mais te chamaram atenção.
 
Vai lá, se cadastra, experimenta e depois me conta o que achou, aqui embaixo nos comentários! Me diga se não foi uma sacada fantástica!

 

PS: Hoje pela manhã, escutei Sprint – Como Resolver Grandes Problemas e Testar Novas Ideias em Apenas Cinco Dias, de Jake Knapp & John Zeratsky & Braden Kowits durante o banho e A Startup Enxuta, de Eric Reies durante o café da manhã, aproveitando que meus pequenos ainda estavam dormindo e eu estava sozinho na cozinha.

 

PS2: Não fique viciado na ferramenta e ocupe todo o tempo que você deve dedicar à família e aos amigos buscando hiperprodutividade. Tempo na Natureza e em convívio com pessoas é fundamental. Escrevo aqui pois, com alguma frequência, preciso me lembrar para seguir a vida com autonomia, excelência e propósito, sem comprometer os laços humanos a serem desenvolvidos concomitantemente.
Jul 03

Puberdade Precoce

By rafaelreinehr | Tudo Que Você Precisa Saber Sobre

Os distúrbios relacionados ao tempo da puberdade, em meninos e meninas, tanto a puberdade precoce quanto o atraso puberal, necessitam sempre uma avaliação detalhada e especializada. Se não detectados a tempo, podem trazer alguns transtornos e consequências irreversíveis, como veremos a seguir.

O Que é a Puberdade Precoce?

A puberdade precoce se refere ao aparecimento de sinais físicos e hormonais de desenvolvimento puberal em uma ideia mais precoce do que a considerada normal. Por muitos anos, a puberdade foi considerada precoce em meninas mais novas que 8 anos; entretanto, estudos recentes indicam que sinais de puberdade precoce (surgimento de mamas e pelos pubianos) estão com frequência presentes em meninas (principalmente negras) em idade entre 6 a 8 anos. Para os meninos o início da puberdade antes de 9 anos é considerada precoce. Ambas as situações demandam uma avaliação cuidadosa por um médico endocrinologista para que se saiba se o caso se trata de puberdade precoce verdadeira e necessita tratamento ou se apenas é um caso de surgimento precoce dos sinais de puberdade sem que isso traga prejuízos à criança.

O início muito precoce da puberdade pode levar a uma série de problemas. O rápido crescimento inicialmente causa uma alta estatura para a idade, mas a rápida maturação óssea pode levar à interrupção do crescimento muito precocemente, resultando em baixa estatura na vida adulta. O aparecimento de seios e menstruação precoce em meninas e o aumento rápido de libido nos meninos pode causar estresse emocional para algumas crianças.

Puberdade precoce

Quais são as possíveis causas?

Entre os diagnósticos diferenciais para puberdade precoce mais frequentes, encontram-se a Síndrome dos Ovários Policísticos, a Hiperplasia Supra-renal, Tumores ovarianos e adrenais, a Puberdade precoce central idiopática, todas elas necessitando de acompanhamento e tratamento específicos. Ainda existe a possibilidade de um desenvolvimento de caracteres sexuais secundários de forma precoce porém transitória, sem evolução clínica ou laboratorial, e neste caso apenas se realiza o acompanhamento próximo até a idade puberal. Entre as causas neurológicas de puberdade precoce, que representam a minoria dos casos, já que a maioria é idiopática, encontram-se:

  • Tumores (Astrocitomas, gliomas, tumores de células germinativas que secretam HCG)

  • Hamartomas hipotalâmicos

  • Lesão do Sistema Nervoso Central causada por inflamação, cirurgia, trauma, radioterapia ou abscesso

  • Anomalias congênitas (hidrocefalia, cisto aracnóide, cisto suprasselar)

Como descobrir qual a etiologia?

A investigação é feita com base em uma anamnese cuidadosa, exame físico, acompanhamento da curva de crescimento e na avaliação de uma série de hormônios produzidos pela hipófise, pelas supra-renais, pelos ovários (em meninas) e pelos testículos (em meninos), além de uma avaliação da idade óssea através de um raio-X das mãos e dos punhos, uma ecografia pélvica e abdominal e, em alguns casos, a realização de ressonância magnética da hipófise e das supra-renais.

Qual é o tratamento?

O tratamento é específico para cada causa. É muito importante que o endocrinologista saiba diferenciar a puberdade precoce central (PPC) da Pseudopuberdade Precoce (PPP). No primeiro caso, existe uma maturação precoce de todo o eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal, e encontramos todas as mudanças físicas e hormonais da puberdade. Na pseudopuberdade precoce, que é uma condição muito menos comum, existe uma produção de hormônios sexuais independente de um estímulo do hipotálamo e da hipófise. O diagnóstico correto da causa específica é necessário, já que a avaliação e o tratamento de pacientes com pseudopuberdade precoce é diferente daquele de pacientes com puberdade precoce central.

Na puberdade precoce central idiopática, geralmente é necessário o bloqueio da puberdade com injeções mensais de acetato de leuprorelina ou triptorrelina; na síndrome dos ovários policísticos, a perda de peso e um tratamento com metformina em geral controlam os sintomas e previnem ou retardam a evolução da enfermidade, muitas vezes sendo necessários anticoncepcionais com “bloqueadores de hormônios masculinos” para complementar o tratamento. Em resumo, as escolhas precisam ser individualizadas, pois cada paciente é único.

O diagnóstico preciso e específico é também muito importante pois ele vai determinar a necessidade de tratamento ou somente acompanhamento.

OBS: Este artigo é um esboço. O artigo completo será publicado em algumas semanas em http://dr.reinehr.org, site em construção. O artigo sobre atraso puberal será publicado posteriormente, no mesmo site.

4 marcas reinehr.org
Jul 03

Qual é a coisa mais desconfortável para se escrever? O que é realmente difícil para o Rafael?

By rafaelreinehr | Experimentalismo , Literatura

Esta postagem é a primeira de 13 postagens da série Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, que propus em 28 de junho último. Acompanhe todos os artigos, compartilhe – se achar interessante – e comente se houver algo a acrescentar.

Quando propus o Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, recebi alguns comentários e um deles chamou minha atenção: foi uma pergunta do Ricardo Kasburg Philippsen questionando se eu aceitaria sugestões de temas para as 13 semanas de postagem. Ao que lhe respondi que sim, seria ótimo receber ideias e tornaria até mais fácil o meu trabalho. Mas, mal sabia eu que lá vinha bomba!

O Ricardo propôs que eu escrevesse sobre aquilo que, para mim pessoalmente, fosse a coisa mais desconfortável para escrever. Eu deveria olhar para dentro, investigar e falar sobre o que fosse mais difícil para mim.

Como no primeiro exercício, este que estou publicando agora, eu devo contar uma história pessoal, bem, lá vamos nós… O que é difícil e desconfortável para mim, neste momento da vida?

De todas as coisas que precisam ser melhoradas – minhas características pessoais de intolerância e impaciência, minha gestão do tempo e aumento de capacidade para dizer “não” a novos projetos, ser capaz de voltar a produzir meu alimento e lidar com 100% do lixo orgânico como já fui capaz de fazer em outros tempos, minha relação afetiva atual – aquela que mais me incomoda está relacionada com as consequências e amarras derivadas da minha separação com a mãe de meus filhos, em 2014.

Adoraria poder escrever com detalhes sobre meus sentimentos, sobre os fatos e sobre como interpreto tudo que aconteceu e está acontecendo, mas como se avizinha um processo litigioso, terei que calar por ora. Desabafar sobre aquilo que nos sufoca é terapêutico. Não poder falar o que está engasgado e o que o outro precisa ouvir é tóxico. Desta feita, estou sim registrando os fatos e os sentimentos que acompanham, pois um dia poderei colocá-los para fora. Por ora, preciso “deixar quieto”.

Por este motivo, vou escolher a segunda coisa que mais me atormenta nos dias de hoje: minha incapacidade em criar um senso de pertencimento, de comunidade e de tornar sustentáveis meus projetos de cunho altruísta, socio-ambiental e culturais.

Quem me acompanha sabe que estou em constante processo de animação de vários projetos de toda sorte, entre eles a Coolmeia, o Medictando, o Pensador Selvagem, o Simplicíssimo, a Rádio Sofia, a AntiEditora, o CEHLA, a Biblioteca Anarquista, a ZenNature, a The Love&Brains Cooperation, o Solutio e alguns outros.

Sim, eu sei. Alguns me chamam de louco por tentar. Outros me compreendem e me dão força, de várias formas: palavras de estímulo, dando as mãos e pegando junto em um ou outro projeto – projetos estes que estão desenhados de forma colaborativa, abertos à participação de quem se sentir convidado e incluído. Eles tem código aberto, podem ser replicados onde for desejável e, ao fazer parte, funcionam de forma horizontal e autogerida, em sua maior parte.

Os fatores que me deixam inquieto, insatisfeito e de mal comigo mesmo são:

  • Crowdsourcing insuficiente: não temos o time de pessoas dedicadas a cada projeto na intensidade desejável para que ele floresça

  • Quando temos um time maravilhoso, ele é composto por pessoas que, assim como eu, fazem parte de vários projetos e não conseguem dedicar tempo suficiente àquele nosso projeto em comum

  • Algumas pessoas chegam e vão, pois não conseguem desenvolver um senso de pertencimento à iniciativa pela qual ele se interessou

  • Os projetos sempre foram alimentados majoritariamente por dinheiro do meu próprio bolso, até o momento em que isso se tornou inviável e, pela primeira vez, precisei começar a pensar em como gerar sustentabilidade econômica para eles

  • Trazer benefício verdadeiro, significativo e duradouro para a comunidade que faz parte dos projetos e também ao ecossistema que o projeto pretende alcançar e nutrir.

  • Não conseguir comunicar efetivamente ao público em geral como que estes projetos que, a um primeiro olhar, parecem díspares e não relacionados, na verdade fazer parte de um todo coeso, com objetivos comuns mas individualmente focados em públicos e assuntos diversos

Olho para trás e verifico o tempo e os recursos que já foram (e continuam sendo) investidos nestes projetos. Fico feliz com os resultados alcançados até o momento, mas sei que eles podem – e devem – chegar a mais pessoas, e fazer a diferença positiva no mundo para a qual eles foram projetados.

Hoje consigo reconhecer os erros de planejamento, os de execução e até a insuficiência na celebração de pequenas conquistas que tivemos pelo caminho. As pessoas que me acompanharam e acompanham mais de perto sabem do que estou falando, com mais propriedade. Na verdade, muitas vezes reconhecia no momento em que aconteciam, mas não tinha fôlego para consertá-los, em função das outras demandas acumuladas.

Sim, e é somente neste aspecto que dou a braço a torcer aos críticos que dizem: “Mas você faz muitas coisas ao mesmo tempo! Não seria melhor se dedicar a somente um projeto por vez, fazê-lo acontecer e só daí partir para um próximo?”

Sim, vocês tem razão. Isso seria o ideal. Mas como controlar esta ânsia insana que vem de dentro e me impele a fazer tudo ao mesmo tempo agora? Este ímpeto é imparável. Não sei se alguém entende o que estou dizendo, mas é como se fosse um “chamado”, uma voz tão forte que te inspira e faz com que nada possa ficar para depois.

Antes de mais nada, já tentei suprimir esta voz por algum tempo. E consegui. Juntamente com isto, consegui me sentir infeliz. Ao que parece, minha felicidade, aquela verdadeira sensação de bem-estar, na qual você se sente pleno, completo, inclui estar fazendo milhares de coisas ao mesmo tempo. Me sinto vivo e é assim que escolho seguir. Existe algum tipo de contenção compulsória para isso? Espero que não. Já tentei meditação para isso, mas o que ela faz é, na verdade, ampliar ainda mais minhas ideias, delírios e vontades. A meditação ao mesmo tempo que me acalma me deixa ainda mais criativo, com vontade de participar e interagir com o mundo e as pessoas, ajudando na transformação desta realidade em uma outra, melhor.

Bem, talvez esta história pessoal faça pouco sentido a você que a está lendo agora. Talvez eu consiga trazer mais sentido a ela nas próximas semanas, nos próximos meses, anos, décadas, com o desenrolar de todos estes projetos e iniciativas. Se eu for bem sucedido, você saberá. Se não for, somente ficarás sabendo se ficares por perto. Te convido a ficares por perto e me ajudar da forma que for possível a você: carinho, críticas, sugestões, recursos econômicos, seu conhecimento, seu networking, indicando pessoas próximas a você que possam desejar participar e ajudar de um ou mais dos projetos elencados acima.

Ao longo das próximas semanas dois eventos relacionados ao desconforto relatado acima serão desvelados:

  1. A criação de um folder e de um mapa mental que irão explicar, da maneira mais simples e didática possível o que são estes projetos todos e como eles se correlacionam
  2. Uma chamada coletiva para apoiadores, dentro de um modelo chamado OKR Fee, que deverá retribuir a cada apoiador na justa medida de sua participação em cada projeto ou iniciativa (saiba mais em breve, em um artigo específico sobre isso).

Enquanto isso, seja mais uma vez bem-vindo(a) à série de 13 textos sobre Escrita Criativa e Produtividade. Toda segunda-feira, no http://reinehr.org nos próximos 3 meses.

Seja bem-vindo à Aventura! E, como eu escrevi há alguns anos atrás em um texto chamado “Eu tive um sonho“, O que você, que está lendo este texto agora, e que estou chamando para compor este sonho comigo, acrescentaria de seu para que este sonho seja um sonho ao mesmo tempo comum e completamente seu?

Vale a leitura do texto acima! Até breve, obrigado por me acompanhar até aqui.

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Segue a lista de todos os artigos da série e quando eles foram/serão publicados:

  1. Contar uma história pessoal (03 de julho): Qual é a coisa mais desconfortável para se escrever? O que é realmente difícil para o Rafael?

  2. Descrever um evento histórico (10 de julho): O Dia em que o Big Ben soou pela primeira vez

  3. Revisar um livro, filme ou disco (17 de julho): Os Desafios à Força de Vontade, de Kelly McGonical

  4. Comentar sobre uma citação poderosa (24 de julho): Seja a mudança que você quer ver no mundo

  5. Deixar que uma grande foto me inspire (31 de julho)

  6. Comentar sobre algo que está nas notícias (7 de agosto)

  7. Reportar sobre um diálogo interessante que tive (14 de agosto)

  8. Oferecer uma explicação passo-a-passo para fazer algo (21 de agosto)

  9. Oferecer uma lista de recursos (sobre algo interessante ou útil) (28 de agosto)

  10. Responder às questões da minha audiência (4 de setembro)

  11. Tornar uma tarefa aparentemente muito difícil algo fácil (11 de setembro)

  12. Explicar as razões que me fizeram tomar uma dada decisão (18 de setembro)

  13. Escrever um guia sobre algo popular (25 de setembro)

Jun 28

Exercício de Escrita Criativa e Produtividade

By rafaelreinehr | Experimentalismo

imagem de uma pena com borboletas saindoNas próximas 13 semanas irei propor um desafio a mim mesmo: escreverei sobre 13 temáticas diferentes, uma a cada semana, sempre às segundas-feiras. E quero saber se você que está me lendo agora aceita ser meu convidado nesta jornada, compartilhando tuas ideias, críticas e sugestões – tanto ao conteúdo quanto ao formato daquela semana. Isso me ajudará muito a escolher o formato no qual eu deva me comunicar com mais frequência, compartilhando os saberes que tenho acumulado com meus amigos, pacientes e com a minha audiência.

 

As 13 temáticas serão as que seguem, em ordem:
      1. Contar uma história pessoal (03 de julho)
      2. Descrever um evento histórico (10 de julho)
      3. Revisar um livro, filme ou disco (17 de julho)
      4. Comentar sobre uma citação poderosa (24 de julho)
      5. Deixar que uma grande foto me inspire (31 de julho)
      6. Comentar sobre algo que está nas notícias (7 de agosto)
      7. Reportar sobre um diálogo interessante que tive (14 de agosto)
      8. Oferecer uma explicação passo-a-passo para fazer algo (21 de agosto)
      9. Oferecer uma lista de recursos (sobre algo interessante ou útil) (28 de agosto)
      10. Responder às questões da minha audiência (4 de setembro)
      11. Tornar uma tarefa aparentemente muito difícil algo fácil (11 de setembro)
      12. Explicar as razões que me fizeram tomar uma dada decisão (18 de setembro)
      13. Escrever um guia sobre algo popular (25 de setembro)

     

Estes temas foram inspirados na leitura do livro Platform, de Michael Hyatt, que em seu capítulo vinte e três sugere que mantenhamos uma lista de ideias sobre o que postar. Resolvi postar sobre todas elas como um exercício e um desafio ao mesmo tempo.

 

As postagens todas serão publicadas originalmente no Reinehr.org e os links serão replicados no meu perfil e página do Facebook, na minha conta do Twitter e no Instagram.

 

Curta, compartilhe e comente. Tua participação ajudará a definir a melhor forma de me comunicar contigo e com as pessoas que desejam saber mais sobre os assuntos que publico.
Jun 12

Lista dos 30 Selecionados para o Programa de Emagrecimento Sustentável – Junho de 2017

By rafaelreinehr | Obesidade

Segue a lista com os 30 selecionados para o Programa de Emagrecimento Sustentável em 7 Passos, de junho a setembro de 2017.

A partir de amanhã serão enviadas instruções para seus e-mails. Esta lista também será enviada ao longo do dia para o e-mail de todos os inscritos.

Se você não foi selecionada(o), não fique triste: decidimos abrir mais 30 vagas com um valor simbólico, a partir de amanhã. Isso será explicado em uma live e em uma postagem no facebook na terça-feira dia 13 de junho. Fique atenta(o)!

Segue a lista. Parabéns a todos! A partir de amanhã já poderemos nos encontrar no Grupo VIP do Facebook! Sigam as instruções do e-mail que receberão entre hoje e amanhã!

Antonio Marcos Guilhermano Medeiros
Sidnei de Anchieta S. Santos
Débora Novo
Vanessa Anastácio Teixeira
Carolina Almeida
Ana Caroline Ribeiro de Oliveira Gouveia
Jessica Flores Mizoguchi
Beatriz Cardoso Jeremias
Silvia de Souza Araújo
Bruna Rizzato
Norma Jane de Vicente
Thamires Rodrigues Simionato
Carolina Lopes
Michelle Oliveira
Juliane Monassa Martins
Ana Carolina Lemes
Bruna Ramoni
Katiuscia Tor
Isadora Cassel Livinalli
Suellen Alves dos Santos
Priscila Sander Leite
Vera Lúcia Alexandre Alves
Jane Rodrigues Oliveira
Jucilea Leandro Daros
Fabricio de Oliveira Gressler
Fabiane Márcia Drews
Marisa Soares Salinas
Vanessa Medeiros
Thaís de Souza Rodrigues Paiva
Tainara Espindola Lentz

Com carinho,

Rafael Reinehr

Mai 26

Para os amantes do xadrez: um magnífico xeque-mate de Magnus Carlsen, aos 12 anos

By rafaelreinehr | Xadrez

Nas últimas semanas, nossa casa está respirando xadrez. Ensinei meus filhos a jogar no ano passado e neste ano eles entraram na escolinha de xadrez com a Professora Fátima e o Professor Lucas. E estão adorando.

Nesta semana, comecei a assistir a alguns jogos de Grandes Mestres (GM) do Xadrez, e me deparei com este fantástico jogo do Magnus Carlsen, à época com 12 anos:

Comecei a jogar xadrez com 11 e, hoje, aos 40, sinto não ter dedicado tempo suficiente a este fantástico jogo, que estimula o raciocínio lógico, a estratégia, a intuição e até a criatividade.

Fico muito feliz que Benjamin e Contado estejam tão dedicados. Esta semana, por vontade própria, jogaram todos os dias!

Sem estimular demasiadamente o espírito da competição, espero que eles aprendam a jogar muito bem e que logo logo, mesmo antes dos 11 anos de idade, consigam vencer seu velho pai! Sinto que vou ser estraçalhado muito em breve! E vou vibrar, com muito orgulho, por isso!

 

Mar 31

Tudoteca inscrita no Buckminster Fuller Institute Challenge!

By rafaelreinehr | Boas Novas , Coolmeia

“Fazer o mundo funcionar para 100% da humanidade no menor tempo possível através da cooperação espontânea sem ofensa ecológica ou desvantagens para qualquer um”. – R. Buckminster Fuller

Esse era o sonho e o desafio do visionário, designer, arquiteto, inventor e escritor estadunidense Richard Buckminster Fuller. Para além de uma visão de um mundo aprimorado pelo design inteligente, Bucky, como era chamado, deixou um instituto que, há 10 anos desafia todos os cidadãos do mundo a criarem uma abordagem sistêmica para entender e intervir nas complexas e inter-relacionadas crises de larga escala que tem impacto social e ambiental.

Vencer o Fuller Challenge requer qualidades raras e muita obstinação

Os vencedores são aqueles capazes de apresentar uma rara combinação de pensamento pragmático, visionário, abrangente e antecipatório, e abordam questões tão amplas quanto mobilidade urbana, recuperação de costas e inovação em embalagens biodegradáveis.

Neste ano, o projeto da Tudoteca – que idealizei em 2007-2008 no lumiar do surgimento da Coolmeia – foi inscrita e está concorrendo!

buckminster fuller challenge

Se você deseja saber mais sobre a Tudoteca, existem dois caminhos:

  1. Leia o artigo que escrevi sobre ela aqui: http://reinehr.org/uncategorized/tudoteca-um-espaco-de-convivencia-compartilhamento-e-cooperacao/
  2. Entre em contato pelo formulário abaixo, solicitando maiores informações ou, então, expressando seu desejo em colaborar com o projeto. Toda ajuda é bem-vinda!

PS: Se não te importas em ler em inglês, fique à vontade para conhecer um pouco mais sobre a Tudoteca:

  1. Tudoteca – A space of conviviality, sharing and cooperation

  2. Tudoteca:  Seven Reasons Why

Mar 27

Óleo de Coco: Mocinho ou Bandido? Posicionamento Oficial da ABRAN, da SBEM e da ABESO

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Posicionamento Oficial

Saiu hoje o posicionamento oficial da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) a respeito da prescrição de óleo de coco. Este posicionamento se junta ao que a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e a ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) já haviam realizado em 2016.

Veja na íntegra ambos posicionamentos:

óleo de coco

Posicionamento da ABRAN sobre o óleo de coco:

Obtido a partir da polpa do coco fresco maduro (espécie Cocos nucifera L.), o óleo de coco é composto por ácidos graxos saturados (mais de 80%) e ácidos graxos insaturados (oléico e linoléico). Os ácidos graxos saturados caprílico, láurico e mirístico possuem entre 6 e 12 átomos de carbono e por isso são chamados de ácidos graxos de cadeia média. Os demais ácidos graxos saturados são capróico, cáprico, palmítico e esteárico. As gorduras láuricas, como o óleo de coco, são resistentes à oxidação não enzimática e, ao contrário de outros óleos e gorduras, apresentam temperatura de fusão baixa e bem definida. Em virtude de suas propriedades físicas e resistência à oxidação, o óleo de coco é muito empregado no preparo de gorduras especiais para confeitaria, sorvetes, margarinas e substitutos de manteiga de cacau [1, 2].

Considerando-se que o óleo de coco tem sido divulgado, especialmente na imprensa leiga, como integrante de uma dieta preventiva para doenças crônicas, como quadros neuro-degenerativos, obesidade e dislipidemia, bem como para outras funções tais como imunomodulação e tratamento antimicrobiano, a Associação Brasileira de Nutrologia considera que deve se posicionar sobre o assunto:

  1. Quando o óleo de coco é comparado a óleos vegetais menos ricos em ácido graxo saturado, recente revisão mostrou que ele aumenta o colesterol total (particularmente o LDL-colesterol) o que contribui para um maior risco cardiovascular [3].
  1. Tem sido reportado que o óleo de coco possui atividade antibacteriana, antifúngica, antiviral e imunomoduladora, porém tais estudos são predominantemente experimentais, notadamente in vitro, não havendo estudos clínicos demonstrando esse efeito. Assim, faltam ainda evidências suficientes para recomendar o óleo de coco como agente antimicrobiano ou imunomodulador [4].
  1. Até o momento, não existem estudos clínicos que tenham abordado o efeito de óleo de coco na função cerebral de indivíduos saudáveis ou portadores de alteração cognitiva [5]. Enfatiza-se também que não existem evidências clínicas de que o óleo de coco possa proteger ou atenuar doenças neuro-degenerativas, como a doença de Alzheimer [6].
  1. Um número muito pequeno de estudos, com resultados controversos, tem relatado os efeitos do óleo de coco sobre o peso corporal em seres humanos. Estudo observacional de populações de ilhas do Pacífico consumindo grandes quantidades de cocos revelou que os Tokelauanos, que consumiam quantidades mais elevadas de coco (63% de energia derivada do coco versus 34% na dieta de Pukapukan), eram mais pesados e tinham pregas de pele subescapulares maiores [7]. Em um ensaio controlado randomizado, 40 mulheres (20-40 anos) foram instruídas a consumir diariamente 30 mL de óleo de coco ou de soja (placebo) por 12 semanas. Os grupos também foram instruídos a caminhar por 50 minutos por dia e a seguir um padrão alimentar saudável, e ambos os grupos consumiram aproximadamente 10% menos calorias do que no início. Apenas o grupo de óleo de coco apresentou circunferência de cintura reduzida no final do estudo (redução de 1,4 cm) e uma tendência ao aumento de insulina circulante. Embora os autores tenham usado recordatório alimentar de 24 horas no início e no final do período de estudo, as quantidades exatas de óleo de coco consumido pelos indivíduos não foram precisadas [8]. Examinando pequena amostra (13 mulheres e 7 homens) com 24-51 anos e índice de massa corporal médio de 32,5 kg/m2, prévio estudo (sem grupo controle) mostrou que o consumo de óleo de coco virgem (30 mL/dia/4 semanas) foi associado a redução da circunferência da cintura (2,61 ± 2,17 cm) em indivíduos do sexo masculino [9]. Examinando o efeito na saciedade, pequeno estudo (n=18) mostrou que não existe efeito de uma refeição rica em ácidos graxos de óleo de coco sobre o apetite ou ingestão alimentar [10]. No geral, não existem evidências suficientes para concluir que o consumo de óleo de coco leva à redução de adiposidade.

Sendo assim, considerando-se inclusive a robusta associação entre consumo de ácidos graxos saturados e o risco de doenças cardiovasculares e a ausência de grandes estudos bem controlados relativos ao óleo de coco em humanos,

a ABRAN recomenda que:

  1. o óleo de coco não deve ser prescrito na prevenção ou no tratamento da obesidade;
  2. o óleo de coco não deve ser prescrito na prevenção ou no tratamento de doenças neuro-degenerativas;
  3. o óleo de coco não deve ser prescrito como nutriente antimicrobiano;
  4. o óleo de coco não deve ser prescrito como imunomodulador.

Associação Brasileira de Nutrologia

Referências: 

[1] Martins JSSantos JCO. Estudo comparativo das propriedades de óleo de coco obtido pelos processos industrial e artesanal. Blucher Chemistry Proceedings vol 3, 2015.

[2] Marina AM, Che Man YB, Nazimah SAH, Amin I. Chemical Properties of Virgin Coconut Oil. J Am Oil Chem Soc 86:301–7, 2009.

[3] Eyres L, Eyres MF, Chisholm A, Brown RC. Coconut oil consumption and cardiovascular risk factors in humans. Nutr Rev 74(4):267-80, 2016

[4] DebMandal M, Mandal S. Coconut (Cocos nucifera L.: Arecaceae): in health

promotion and disease prevention. Asian Pac J Trop Med 4(3):241-7, 2011.

[5] Lockyer, S, Stanner S. Coconut oil–a nutty idea?. Nutrition Bulletin, 41(1), 42-54, 2016

[6] Fernando WMADB, Martins IJ, Goozee KG, Brennan CS, Jayasena V, Martins RN. The role of dietary coconut for the prevention and treatment of Alzheimer’s disease: potential mechanisms of action. Br J Nutr, 114(1), 1-14, 2015.

[7] Prior IA, Davidson F, Salmond CE, Czochanska Z. Cholesterol, coconuts, and diet on Polynesian atolls: a natural experiment: the Pukapuka and Tokelau island studies. Am J Clin Nutr, 34(8), 1552-61, 1981.

[8] Assunção ML, Ferreira HS, Santos EAF, Cabral Jr R, Florêncio MMT. Effects of dietary coconut oil on the biochemical and anthropometric profiles of women presenting abdominal obesity. Lipids, 44:593–601, 2009

[9] Liau KM, Lee YY, Chen CK, Rasool AHG. An open-label pilot study to assess the efficacy and safety of virgin coconut oil in reducing visceral adiposity. ISRN Pharmacology, doi:10.5402/2011/949686, 2011.

[10] Poppitt SD, Strik CM, MacGibbon AKH, McArdle BH, Budgett SC, McGill AT. Fatty acid chain length, postprandial satiety and food intake in lean men. Physiol Behav, 101:161–7, 2010.

Posicionamento da SBEM e ABESO sobre o óleo de coco:

Posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) sobre o uso do óleo de coco para perda de peso.

Considerando que muitos nutricionistas e médicos estão prescrevendo óleo de côco para pacientes que querem emagrecer, alegando sua eficácia para tal propósito;

Considerando que não há qualquer evidência nem mecanismo fisiológico de que o óleo de côco leve à perda de peso;

Considerando que o uso do óleo de côco pode ser deletério para os pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados, como ácido láurico e mirístico;

A SBEM e a ABESO posicionam-se frontalmente contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade de emagrecimento, considerando tal conduta não ter evidências científicas de eficácia e apresentar potenciais riscos para a saúde.

A SBEM e a ABESO também não recomendam o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e pró-inflamatórias. O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça) com moderação, é preferível para redução de risco cardiovascular.

Dr. Alexandre Hohl
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Dra. Cintia Cercato
Presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica

E você, o que pensa dessa polêmica? Respeita as evidências científicas apresentadas? No que você acredita? Se você for comentar, ajudaria muito que você apresentasse sua formação e grau de conhecimento sobre o assunto, bem como as fontes consultadas.

 

Referências:

Posicionamento da ABRAN: http://abran.org.br/sem-categoria/posicionamento-oficial-da-associacao-brasileira-de-nutrologia-respeito-da-prescricao-de-oleo-de-coco/

Posicionamento da SBEM e ABESO: https://www.endocrino.org.br/polemica-do-oleo-de-coco/