All Posts by rafaelreinehr

Follow

About the Author

Rafael Reinehr é médico endocrinologista, anarquista, escritor, permacultor, ativista oikos-socio-ambiental e polímata ma non troppo.

Jun 22

Artigos científicos serão totalmente liberados na União Européia até 2020

By rafaelreinehr | Saúde da Sociedade , Sociedade

paywallEm busca do conhecimento livre:

No último dia 27 o Conselho de Competitividade da UE determinou que todos os artigos acadêmicos produzidos por instituições públicas ou privadas do bloco econômico deverão ser disponibilizados em caráter de Acesso Aberto até o ano de 2020.

Fonte: http://meiobit.com/345185/uniao-europeia-determina-que-todos-artigos-cientificos-produzidos-no-continente-sejam-disponibilizados-em-acesso-aberto-ate-2020-elsevier-e-nature-sao-contra-a-resolucao/

Enquanto isso, vamos de Sci-Hub!

1. https://en.wikipedia.org/wiki/Sci-Hub

2. http://www.sci-hub.io/ (frequentemente fora do ar ultimamente, em função de brigas judiciais)

Mai 24

Ask: a fórmula online contraintuitiva para descobrir exatamente o que seus compradores querem comprar…

By rafaelreinehr | Marketing Digital

…criar uma massa de fãs que te adoram… e levar seu negócio para um outro nível.

Assim começa o livro Ask, de Ryan Levesque.

Sempre fui muito crítico com livros de publicidade, vendas, marketing. Curiosamente, na atual fase da vida, estou percebendo-os mais como uma ferramenta do que como um fim em si mesmos.

Seu conteúdo, e as técnicas que nos são passadas, podem ser utilizadas para produzir o bem, ou para explorar as pessoas.

O tempo dirá se estou fazendo a escolha certa e aperfeiçoando meu conhecimentos nessa área, em busca
de um impacto maior de minhas ações e projetos.

Como diria meu amigo Gi Nascimento: do meu Diário de Bordo, Araranguá, 24 de maio de 2016.

image

Mai 24

Decifrando dores e desejos: Chegaram os novos livros de marketing digital

By rafaelreinehr | Bem-estar , Blogs e Internet , Dicas e Truques , Efervescências , Medicina e Saúde , Medictando , Novidades!

Recebi hoje da Amazon alguns livros sobre marketing digital, psicologia de consumidores, storytelling e assuntos afins.

Continua a jornada iniciada no verão/outono de 2015 e que está me levando a construir, junto com meu Time, uma das mais sensacionais, prazerosas e significativas empreitadas dos últimos tempos: o melhor e maior portal de Educação em Saúde, Bem viver, Qualidade de Vida e Felicidade do nosso planeta.

Vem comigo nessa jornada. Assine o feed do blog e acompanhe o passo a passo da criação desse empreendimento coletivo.

image

Fev 29

Caronas do Rafael – De uma necessidade para uma oportunidade para uma ação

By rafaelreinehr | Novidades! , Quase-Idéias

caronas-do-rafael

Quem me acompanha sabe que faço o trajeto Araranguá > Porto Alegre > Santa Maria > Porto Alegre > Araranguá a cada 14 dias. Minha vida profissional está centrada no sul catarinense e minha vida afetiva no coração do Rio Grande.

Com os sucessivos aumentos do preço dos combustíveis, a necessidade de realizar a revisão do automóvel a cada 3 meses e de trocar de pneus a cada 8 meses, surgiu a necessidade e a ideia de oferecer carona para pessoas que buscam companhia e economia neste trajeto.

E foi assim que, ontem, criei uma planilha com minha “escala de viagem” para os próximos meses, de forma a ajudar e ser mutuamente ajudado neste trajeto que faço o ano todo.

Dar carona é tudo de bom: reduz o impacto ambiental (carros só com um passageiro são quase um crime!), aumenta a convivialidade e a chance de trocas entre pessoas de diferentes culturas e backgrounds, promove diálogos e troca de ideias, gera economia de recursos econômicos, nos traz novas amizades…

Para quem quiser acessar, por necessidade ou curiosidade, o link permanente para a escala está em http://curto.co/caronasdorafael

 

Fev 04

Dingo Bells – Eu Vim Passear

By rafaelreinehr | Ando Escutando , Blogs e Internet , Depois do Google passa aqui... , Música

Conheci há poucas semanas a banda portoalegrense Dingo Bells, e foi amor à primeira vista.

Quer curtir o som deles? Olha só!

Foi nesse mesmo dia que acabei conhecendo o Sofar Sounds, que surgiu na Inglaterra e se espalhou pelo mundo, inclusive aqui no Brasil. Enquanto escrevo este artigo, já são 209 cidades espalhadas pelo mundo organizando “shows intimistas” para compartilhar música boa.

O Canal do Youtube do Sofar Sounds, que significa “Songs From a Room” (Músicas de uma Sala) tem muita coisa boa de todos os cantos do mundo, vale a pena conferir! Tem até a música acima, em uma versão ao vivo. Confere só:

Jul 01

39 anos, uma Odisseia

By rafaelreinehr | Efervescências , Quase Filosofia

rafael-reinehr-o-grito

mis-én-scene, ou esbravejando, na Marcha das Vadias de Criciúma – foto Mariana Noronha

Da última vez que nos encontramos para um bate-papo assim tão longo, eu tinha 33 anos, está lembrado? . Ainda, como naquela ocasião, sinto que nada me falta. Materialmente falando. Tudo o que busco agora é preencher alguma possível lacuna espiritual. Ou então, quem sabe, é conseguir esvaziar-me por completo, e perceber que o Tudo e o Nada são, enfim, a mesma coisa.

Papos zen à parte, descobri muita coisa nestes últimos seis anos. Acho que pode ser interessante compartilhá-las aqui, nesta conversa leve e solta que estou tendo com você.

rafael-reinehr-coolmeia

cozinhando para os amigos, no Solar das Lagartixas

Em primeiro lugar, quero dizer que melhorei muito em alguns aspectos neste período. Mas acho que posso ter piorado em outros, também. Aproveite para descer a lenha em mim nos comentários! Espero que, no cômputo geral,  se é que isso existe, o saldo tenha sido positivo.

Aprendi que, para um casamento durar, não basta querer. Não basta que somente um seja “nós”, mas que ambos o sejam. Aprendi que o desencanto pode surgir assim, de uma hora para outra. Mesmo que esta “hora para outra” não seja assim tão instantânea… Aprendi que olhar para o mundo, tentar salvar “o mundo”, começa, na verdade, por olhar pra gente, para dentro, e começar por nós mesmos. Na verdade eu sempre soube: a distância entre a teoria e a prática é que são elas… O resto é consequência, o resto é respingo das mudanças que promovemos de dentro pra fora…

Aprendi como é bom poder voar e criar novamente, como é bom fazer novos planos, outros planos, sentir novos ares, outros ares e perscrutar novos-velhos lugares. Aprendi que sempre que caímos, podemos levantar, e que as feridas dóem mas saram. E nos ensinam. E o que aprendemos, levamos conosco no caminho que segue.

rafael-reinehr-flapoa

Falando sobre a Coolmeia, na Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

Voltei a me apaixonar pela música, e estou me dedicando progressivamente mais ao estudo das quatro e das seis cordas. Voltei a tocar em uma banda. E vamos logo logo gravar um compacto.

Voltei a escrever. E voltei a ser eu mesmo. Voltei a Escrever Por Escrever. E voltei a ousar. E voltei a assinar mais em meu nome e menos em nome da coletividade. Ego x Eco. Lego – Levo.

Voltei a me apaixonar, e estou me dedicando cada vez mais ao novo amor, de dia, de noite, de madrugada, em cima da cama e embaixo da escada…

Continuo sentindo e aprendendo que nossa meta precisa ser o bem, e que na hora em que menos esperamos, ele retorna pra gente, pelo menos na mesma intensidade mas geralmente em quantidade muito excedente à que praticamos. Hoje, dia primeiro de julho de 2015, quando completo meus 39 anos e – novamente – não vou fazer festa, mas sim festejar com minha namorada

rafael-reinehr-conrado-ben

com Conrado e Benjamin, na casa da vó Gisa

 

e meus filhos, jantando com calma, paz e delícia, Hoje, dia como qualquer outro, mas se não

fosse eu, seria outro, recebo uma ligação que vale como um desses presentes inesperados que a vida nos dá. Senta que lá vem história:

Há algumas semanas, colocaram para alugar aqui em Santa Maria – RS um local no qual havia sido, por 19 anos, uma

loja de discos, CDs, camisetas, discos de vinil, chamada Exclusive. Essa loja fechou e o local, o segundo andar de um sobrado construído na década de 20 do século passado, fica na mesma quadra da escola dos meus filhos, em cima de uma padaria, em área central da cidade e perto de tudo, inclusive do meu trabalho, para o qual posso ir caminhando. O problema: a reforma dessa casa tem um valor relativamente significativo, já que todo piso, forro e aberturas estão tomados de cupins. Basicamente, tudo precisa ser trocado. Apesar de querer ficar muito morando lá, e até mesmo utilizar o local como algum ponto de encontro cultural ou de ativismo sócio-ambiental na cidade, os altos custos tornavam as possibilidades de mudança para lá remotas. Agora, a mágica: a ligação que recebi foi do proprietário que, ao conversar com sua irmã, e sentindo minha boa vontade em cuidar com

verdadeiro carinho e apreço pelo lugar, decidiram dar-me 2 anos (DOIS ANOS!) de carência no aluguel, para que eu possa realizar as reformas planejadas!!! Ypiiii! Um presentão! É aí que se fala de ganha-ganha: ganho eu, ganham eles, ganha a comunidade santamariense… Ideias já fervilham sobre o que irá acontecer no novo Solar da Andradas. Chega mais, e vem contar esse nova página da história com a gente!

rafael-reinehr-capa-de-livro

foto do amigo André Jacob, brincadeira em estúdio

E a vida rebrota. Morre-se, composta-se, revive-se e o ciclo finda infinitas vezes para reiniciar aqui e acolá, mutante, mudado, mudante…

Seis anos depois, uma coisa não muda: ainda espero que minhas amigas e amigos de verdade continuem me presenteando

com o que pedi, pela primeira vez, naquela ocasião: “se quiser me dar um presente no dia de hoje (ou em qualquer tempo), faça isso: pratique, com desapego, sem interesse por receber nada em troca, um ato de generosidade com alguém que você não conhece. Se calhar, permaneça com o espírito aberto, para repetir esta proeza quando for possível. Se conseguir, estará me dando um presente mais valioso do que qualquer um que já ganhei.”

conrado-luana-ben-rafa

Conrado, Luana, Benjamin e eu, na casa da bisa Helga, em Agudo.

 

Mai 19

Saúde – parte IV (de VIII)

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Medictando

A vida é uma série de mudanças naturais e espontâneas. Não resista a elas – isso só criará sofrimento. Deixe a realidade ser realidade. Deixe as coisas fluirem naturalmente da forma que quiserem.” – Lao Tzu

Ria, respire e vá devagar.” – Thich Nhat Hahn

desapego

Como é costume aqui na Medic(t)ando, seguimos nesta edição com mais algumas palavras e significados que estão atrelados ao conceito de Saúde, talvez de uma forma subversiva, nem sempre óbvia ao primeiro olhar.

A primeira reflexão diz respeito à mudança, e a ir com o fluxo. A mudança é, talvez, a mais inevitável e frequente característica que nos acompanha, desde antes do nosso nascimento até após nossa morte. E mesmo sabendo disso, temos dificuldades para aceitar ou nos adaptar aos fluxo daquilo que se renova sem nossa influência. Para beber vinho em uma chávena cheia de chá é necessário, primeiro, deitar fora o chá para depois beber o vinho. Essas são as mudança sobre as quais temos controle. Mas nem sempre estamos com o controle da chávena de chá, temos acesso ao vinho ou somos tolerantes a ele. Essas variáveis, muitas vezes, são indiferentes ao nosso poder e, neste caso, precisamos aprender a ir com o fluxo.

Alteridade é o segundo conceito que precisamos associar com saúde. Alteridade é compreender o outro usando sua própria lente, e não somente a nossa. Temos o injusto hábito de olhar para o mundo somente com as lentes que desenvolvemos durante a vida, e nem sempre nos dispomos a tirá-las e passar a enxergar as situações que nos sucedem em nossas relações utilizando o ponto de vista alheio. Além de nos trazer aprendizado, acaba por ser a solução de muitos problemas.

Existe uma parábola zen que nos ensina muito sobre o “Olhar sob diversas perspectivas”, nosso terceiro conceito de hoje:

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.

Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.

Ruim – disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:

Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

Qual é o gosto?

Bom! – disse o rapaz.

Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.

Não – disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:

A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.

Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

O quarto conceito é a “descolonização do imaginário”, que trata justamente de nos libertar, trazendo-nos de volta à singularidade roubada pelas forças normalizadoras e homogeneizadoras que subvertem o pensamento, fazendo-nos acreditar nos ideais que o sistema estabelecido propaga. Questionar as informações prontas, fáceis e mastigadas e aprender a reconhecer as falácias das informações que chegam até nós fazem parte da manutenção de um “status saudável” individual e social.

Finalmente, o quinto item da pauta de hoje: Desapego. Ter desapego é deixar ir. É não nos deixar possuir por aquilo que possuimos. Mais: é não valorizar o ter acima do ser. É desligar-se do excesso de ligação às coisas, aos bens, às relações.

Na próxima edição, seguimos com as noções sobre Decrescimento, Generosidade, Compartilhar e Agir conforme a própria natureza. Até lá!

Mai 12

Saúde – parte III (de VIII)

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Medictando

impermanencia
Ser sustentável é manter-se através das gerações, de forma a manter um estado de equilíbrio que possa ser aproveitado por tempo indeterminado. Manter completamente a integridade física é algo, até agora, inimaginável. Sabemos que o corpo sofre degenerescência, envelhece. Ser sustentável, entretanto, refere-se também a fazer escolhas saudáveis, como alimentar-se com produtos orgânicos que, além de nutrirem mais e melhor, vem sem os terríveis agrotóxicos, indutores de cânceres e uma leva de doenças de todos os tipos, não só a partir do que comemos mas também da contaminação das águas que ingerimos e até do ar que respiramos ou entra em contato com nossa pele. Refere-se a usar menos o automóvel e usar mais a bicicleta ou transportes coletivos, ajudando a poluir menos e melhorar o ar que respiramos e, no caso da bicicleta, nossa aptidão cardiovascular. É fazer escolhas que nos levem além de um pensamento imediatista focado no lucro, até um outro focado na regeneração dos recursos naturais e humanos.
 
Resiliência é uma palavra muito interessante. Ela é utilizada na física, na psicologia, na engenharia e também pode ser usada no campo da saúde, quando nos referimos à manutenção ou retorno a um estado de homeostase, de equilíbrio. Sem resiliência, adoecemos. Falta de resiliência é sinônimo de incapacidade de se adaptar a mudanças no ambiente externo ou em nosso próprio corpo. Entender o conceito de resiliência pode nos ajudar a compreender porque algumas pessoas entregam-se mais facilmente quando algo lhes tira do equilíbrio e outras conseguem retornar ao estado de saúde mais prontamente.
 
Felicidade é, para muitos, sinônimo de saúde. Ser feliz é não querer nada mais do que se tem. Apesar de ser um sentimento individual, pode ser irradiado e contaminar outras pessoas. Em linhas gerais, a felicidade é realmente contagiosa e pode ajudar a melhorar não só a saúde de uma pessoa mas também de uma comunidade, de uma população.
 
Associamos felicidade com conquistas, mas a felicidade está no fato de que, naquele momento, paramos de buscar. Felicidade tem a ver com o Fim da Busca. Aquele que não busca já alcançou. Nada o tira do equilíbrio. 
 
Um conceito muito curioso que está atrelado a um estado de espírito saudável é o de impermanência. Pessoas que compreendem que as coisas vem e vão, inexoravelmente, conseguem minimizar o sofrimento quando ocorrem perdas de qualquer tipo, desde a perda de um familiar até a perda de um dente. 
 
Uma pitoresca parábola budista conta que em um pequeno vilarejo, um menino ganha de sua família um lindo cavalo. Ao verem o belo presente dado ao menino, todos à sua volta exclamam:
– Que maravilha!
E o mestre zen: Veremos…
Passa-se algum tempo e o menino, ao andar com seu cavalo, cai e quebra a perna. Todos lamentam:
– Que desgraça!
E o mestre zen: Veremos…
Depois de alguns anos, o país entra em guerra, e todos os jovens do vilarejo são convocados para a luta e acabam morrendo, exceto o jovem com a perna enferma. Ao que a família conclui:
– Que maravilha!
E o mestre zen: Veremos…
 
Essa história, e o conceito de impermanência, nos lembram de viver o presente, sem deixar para amanhã e, mais importante, sem viver com o pensamento fincado no passado ou somente focando no futuro.. Conseguir isso também garante nossa saúde por mais tempo.
 
No próximo artigo buscaremos entender expressões como Mudança, Ir com o Fluxo, Alteridade, Olhar sob diversas perspectivas, Descolonização do Imaginário e Desapego significam saúde, sob vários aspectos..