Slow food: uma nação de lesmas

By Rafael Reinehr | Nutrição

Set 07

            O Slow Food é um movimento que foi fundado em 1986 pelo jornalista italiano Carlo Petrini, após a inauguração de uma loja da rede McDonald´s na Praça de Espanha, em Roma, considerada o berço da boa culinária. É um conceito que se opõe radicalmente ao atual fenômeno de alimentação massificada, rápida e padronizada do fast-food.

            Quem pratica o Slow Food preocupa-se não somente em comer, jogar goela abaixo uma porção de comita que lhe permita seguir trabalhando (ou vivendo), mas em comer (e viver) melhor.

            Praticar Slow Food é sentar-se à mesa e saborear pratos recém-preparados, fartos, saborosos, na companhia de pessoas queridas. Mas não é só isso! Os adeptos do Slow Food também preocupam-se com a origem dos alimentos que ingerem. Procuram saber de onde vem a carne, o que a vaca comeu, se o legume foi tratado com agrotóxicos, cultivado em seu tempo e meio-ambiente natural, respeitando a biodiversidade do meio, da terra e do produtor local.

            O Slow Food nos convida a  refletir sobre o que vem por trás do alimento que estamos ingerindo todos os dias.

            Abaixo, um trecho do Manifesto Slow Food, aprovado em 1989 na Ópera Comique de Paris, onde reuniram-se delegações de “slow fooders” de todo mundo:

            O Slow Food é um movimento que foi fundado em 1986 pelo jornalista italiano Carlo Petrini, após a inauguração de uma loja da rede McDonald´s na Praça de Espanha, em Roma, considerada o berço da boa culinária. É um conceito que se opõe radicalmente ao atual fenômeno de alimentação massificada, rápida e padronizada do fast-food.

            Quem pratica o Slow Food preocupa-se não somente em comer, jogar goela abaixo uma porção de comita que lhe permita seguir trabalhando (ou vivendo), mas em comer (e viver) melhor.

            Praticar Slow Food é sentar-se à mesa e saborear pratos recém-preparados, fartos, saborosos, na companhia de pessoas queridas. Mas não é só isso! Os adeptos do Slow Food também preocupam-se com a origem dos alimentos que ingerem. Procuram saber de onde vem a carne, o que a vaca comeu, se o legume foi tratado com agrotóxicos, cultivado em seu tempo e meio-ambiente natural, respeitando a biodiversidade do meio, da terra e do produtor local.

            O Slow Food nos convida a  refletir sobre o que vem por trás do alimento que estamos ingerindo todos os dias.

 

            Abaixo, um trecho do Manifesto Slow Food, aprovado em 1989 na Ópera Comique de Paris, onde reuniram-se delegações de “slow fooders” de todo mundo:

 

" Este nosso século, que nasceu e cresceu sob o signo da civilização industrial, inicialmente inventou o automóvel e, em seguida, fez dele o emblema de consumo. A velocidade tornou-se uma epidemia, todos estamos acometidos do mesmo vírus: a fast life, que transforma os nossos costumes, nos persegue até dentro de nossas casas, nos aprisiona, obrigando-nos a alimentar-nos nos fast food. Mas o homo sapiens precisa recuperar a sabedoria e livrar-se da velocidade, que poderá reduzi-lo a uma espécie em extinção. Portanto, contra a loucura universal da fast life é necessário se proteger procurando a moderação. Contra aqueles, que são a maioria, que confundem a eficiência com o frenesi, propomos vacinarem-se com boas doses de prazeres sensuais praticados de maneira lenta e prolongada. A começar pela mesa, com o slow food, que é a antítese do fast food, descobrindo a riqueza e os aromas das cozinhas locais. Nossa intenção é resgatar o paladar mediante processo progressivo que inclui intercâmbio internacional, troca de idéias, conhecimentos e projetos. O slow food assegura um futuro melhor. O slow food é uma idéia que carece de apoio qualificado a fim de transformar este movimento lento em uma causa internacional, cujo símbolo é o caracol."

 

Outro trecho que nos ajuda a entender o movimento, é o seguinte:

 

“Se queremos aproveitar o prazer que o mundo nos dá, temos que descobrir um equilíbrio de troca e respeito com a natureza. Nosso prazer não pode estar desconectado do prazer dos outros, mas sim conectado com a preservação (e em muitos casos com o resgate) do meio em que vivemos. É por isso que gostamos de nos definir eco-gastronômicos.”

 

Em tempos tão rápidos, aderir ao Slow Food é uma boa pedida. Mas não vá tão rápido! Comece reunindo seus melhores amigos para uma “sessão” Slow Food uma vez por mês, na casa de cada um. Procurem alimentos orgânicos, utilizem utensílios simples, de madeira, panelas de ferro. Tenha seus amigos ao seu redor enquanto cozinha. Deixe todos sentirem o cheirinho da cebola fritando passeando pelo ar. Se a idéia aprovar, na próxima vez o evento estará se realizando na casa de outro amigo e, daqui a pouco, todas semanas estarão preenchidas com pelo menos um “momento Slow Food”. A qualidade de vida agradece!

 

Mais informações, curiosidades, agenda e gastronomia “slowfoodiana” podem ser encontradas em http://slowfood.com, o sítio oficial do movimento.

(publicado originalmente no site Metáphoras, em 2004) 

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