Leticia Wierzchowski e o processo contra Milton Ribeiro:ou a batalha entre o alazão negro e o alazão

Posted By Rafael Reinehr on jun 11, 2009 | 4 comments


Em função de uma viagem, não consegui me posicionar anteriormente em relação ao processo judicial iniciado por Leticia Wiezchowski, autora, entre outros, do livro A Casa das Sete Mulheres, e o blogueiro Milton Ribeiro. Entretanto, preciso somar minha voz a de tantos outros que o fizeram.

Não tenho nenhum tipo de relacionamento com Leticia Wierzchowski e, por outro lado, considero-me amigo de Milton Ribeiro, o que poderia interferir em meu julgamento. Entretanto, as considerações a seguir serão tecidas da forma mais isenta possível levando em conta meu contato com os envolvidos. Para ilustrar melhor o que penso, vou contar uma historinha, com dois personagens chamados Miltona e Leticio (sem acento).

Miltona é uma escritora gaúcha de razoável sucesso regional que teve uma de suas obras escolhidas por uma rede de televisão para ser vertida em uma minissérie transmitida nacionalmente. A minissérie obteve boa visibilidade e aumentou temporariamente o número de pessoas cientes da existência da escritora, que vendeu milhares de seu livro na ocasião.

Miltona, entretanto, não conseguiu manter sua sorte seu desempenho nas obras a seguir e, depois de tentar sua sorte no mundo da arquitetura, da moda e da construção civil, resolveu dedicar-se ao direito, quando decidiu processar um de seus leitores, Leticio Ribeirinho.

Leticio Ribeirinho, um sofrido leitor da obra de Miltona, havia escrito uma resenha tentando abrandar uma critica severa que sua autora preferida havia recebido alguns anos antes por um renomado ensaísta, crítico e escritor gaúcho. Entretanto, ao tentar abrandar a crítica à sua amada escritora, o tiro acabou saindo pela culatra pois, ao imaginar que Leticio estava lhe insultando, a atrapalhada* Miltona decidiu que estava na hora de conseguir uma graninha enquanto não arranjasse uma nova ocupação, talvez como atendente no Wally-Smart.**

Mas agora, por gentileza, deixem-me concluir abruptamente este texto por dois motivos: meus pés estão ficando gelados e estão cortando seringueiras centenárias na beira do rio porque “estão impondo risco ao moradores vizinhos”. Isso parece uma inversão da lógica: primeiro eu me mudo para o lado do depósito de lixo e depois peço à prefeitura para que mude o lixão de lugar… É como escrever um livro cheio de erros e esperar que não se façam críticas a ele. É dormir com a amante na própria cama com a esposa preparando o jantar na cozinha e depois reclamar se for pego no flagra.

E não deixem de ler todos os links indicados acima e abaixo. Esta é uma história que merece ser apreendida e acompanhada. 

* Alguns estudos sugerem que o analfabetismo funcional no Brasil chegue a níveis superiores a 70% da população.

** A descrição da referida profissão não tem nenhum caráter desmeritório > este disclaimer está sendo publicado a partir da observação de que algumas pessoas com visão enviesada podem crer que algumas profissões possuem importância inerente maior do que outras

*** Não deixe de olhar a página da Leticia Wierzchowski na Wikipedia.

Para entender o post acima, leia os seguintes links:

Leticia Wierzchowski processa este blog (I)

Leticia Wierzchowski processa este blog (II) – O conteúdo da inicial escrita pelo advogado de Roberto Carlos e da RBS

Leticia Wierzchowski processa este blog (III) – Algumas opiniões equilibradas

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4 Comments

  1. Bem…
    Eu também andei viajando e não tive oportunidade de ler antes mais este petardo contra Miltona (eu a chamaria de Mirta, anyway…).

    É um caso que me parece tão estranho quando um baio lilás.

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  2. Banalização
    O epsódio despertou meu interesse, uma vez que como profissonal do Direito me vejo na obrigação de opinar sobre o assunto. A questão envolvendo indenizações por dano moral em nosso pais se banalizou de uma forma tão grande,a ponto de qualquer comentário ou opinião sobre determinado assunto ou pessoa, seja objeto de ação judicial engessando cada vez mais as estatísticas do nosso Poder Judiciário. Tais ações viraram um comércio, a ponto de repensarmos se aquele ¨direito de expressão¨ claramente exposto em nossa Constituição tem dois sentidos, ou seja, que nos possibilite opinar livremente sobre assunto de nosso interesse e assim exercitando o ato de difundir nossas idéias e opiniões, OU, aquele que é objeto de manipualação e instrumento ardil de determinado grupo de pessoas em prol de seus interesses pessoais (econômicos). Lamento que que este tipo de PESSOAS invadam sites e obras sérias, disfarçadas de intelectuais, com um único objetivo, DISTORCER OS FATOS NO INTUITO DO. INTERESSE PESSOAL. Mais lamentável ainda é encontrar profissionais(Advogados???) que se prestam a defender tais causas.

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  3. HAHAHA

    Isso é só pq eu disse q vc era bonzinho, Rafa? Vc foi pior que eu.

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