O que eu sei com 31 anos que não sabia com 18?

By Rafael Reinehr | Blogosfera

Jul 29
    É interessante como, atentos, podemos aprender com os acontecimentos e estímulos que recebemos na vida. Se
eu soubesse aos 18 anos o que sei agora, aos 31 anos, minha vida teria sido muito melhor, tenho certeza.
    Quantas mulheres que me davam mole e eu, bobo, deixava passar ou, pelo menos, não ia "tão a fundo na
relação" quanto poderia? Quantas oportunidades de trabalho, aprendizado, negócios não poderia ter aproveitado com a experiência que tenho hoje, naquele tempo?
    Será que mais alguém tem essa mesma impressão que eu tenho? E se tem, no que será que o conhecimento que
tem agora ajudaria alguns anos atrás?

    Gostaria muito de saber o que os amigos Valter Ferraz, Milton Ribeiro, Wagner Fontoura, Aninha Pontes, Giorgia Sena, Sandra Pontes, Francisco Costa Afonso, Luiz Biajoni, Marcelo Barbão, Allan Robert, César Schirmer, Cirilo Veloso, a Daise e o Fernando Cals têm a dizer.
    Vai aí então a pergunta do meme:

   

O que eu sei agora com X anos que não sabia com Y? (substitua o X com sua idade atual e Y a idade que você tinha e vai comparar)

    Esse não é um meme tradicional, que lhe "obriga" a convidar mais 5 ou 10 pessoas para responderem à pergunta, mas sinta-se à vontade para convidar quem quiser a respondê-lo e também solicitar que encaminhe as respostas para esta página: http://reinehr.org/blogs-e-internet/blogosfera/o-que-eu-sei-com-31-anos-que-nao-sabia-com-18-.php
    Todas as respostas dadas serão coletadas e anexadas ao post original à medida em que chegarem, criando um grande post coletivo produzido por todos que responderem a esta curiosa pergunta.

    É interessante como, atentos, podemos aprender com os acontecimentos e estímulos que recebemos na vida. Se
eu soubesse aos 18 anos o que sei agora, aos 31 anos, minha vida teria sido muito melhor, tenho certeza.
    Quantas mulheres que me davam mole e eu, bobo, deixava passar ou, pelo menos, não ia "tão a fundo na
relação" quanto poderia? Quantas oportunidades de trabalho, aprendizado, negócios não poderia ter aproveitado com a experiência que tenho hoje, naquele tempo?
    Será que mais alguém tem essa mesma impressão que eu tenho? E se tem, no que será que o conhecimento que
tem agora ajudaria alguns anos atrás?

    Gostaria muito de saber o que os amigos Valter Ferraz, Milton Ribeiro, Wagner Fontoura, Aninha Pontes, Giorgia Sena, Sandra Pontes, Francisco Costa Afonso, Luiz Biajoni, Marcelo Barbão, Allan Robert, César Schirmer, Cirilo Veloso, a Daise e o Fernando Cals têm a dizer.
    Vai aí então a pergunta do meme:

   

O que eu sei agora com X anos que não sabia com Y? (substitua o X com sua idade atual e Y a idade que você tinha e vai comparar)

    Esse não é um meme tradicional, que lhe "obriga" a convidar mais 5 ou 10 pessoas para responderem à pergunta, mas sinta-se à vontade para convidar quem quiser a respondê-lo e também solicitar que encaminhe as respostas para esta página: http://reinehr.org/blogs-e-internet/blogosfera/o-que-eu-sei-com-31-anos-que-nao-sabia-com-18-.php
    Todas as respostas dadas serão coletadas e anexadas ao post original à medida em que chegarem, criando um grande post coletivo produzido por todos que responderem a esta curiosa pergunta.

 

 

OQUE EU SEI HOJE E NÃO SABIA AOS VINTE ANOS! (Aninha Pontes)

Conforme prometido ao Rafael, hoje vou falar o que sei hoje ao 52 anos que não sabia aos 20.
É um belo exame de consciência, tem sido um grande aprendizado, e tenho certeza que ainda será.
Aprendo todos os dias.
Poderia desfiar aqui um rosário de coisas que aprendi, porém o que acho relevante é o valor às coisas simples, pelo amor à vida que desenvolvi.
Muitos dos meus amigos já tem conhecimento que aos vinte e seis anos, quando nasceu minha filha Camila, quase fui para o outro lado. Aliás estive com um pé lá, outro cá.
Mas recebí de presente de volta a vida, e com isso pude acompanhar o crescimento dos meus filhos, pelo menos dos três, porque na sequência, perdí uma filhinha recém-nascida. Pude educá-los, amá-los, ser mãe, e claro, o maior presente ainda estava por vir. A chegada do Érickinho para completar nossa felicidade.
Aos vinte anos não sabia que era capaz de driblar a quantidade de problemas de toda ordem que já tive em minha vida, problemas de saúde, de relacionamento, sim, porque quem vê hoje a Aninha e o Valter, pensa que eles não tem problemas. Temos sim, e já tivemos muito mais, mas soubemos encontrar as soluções para os mesmos.
Aos vinte anos, sonha-se muito. Aos cinquenta e dois, temos muito mais o pé no chão.
Aos vinte anos sonhamos com um amor eterno, aos cinquenta e dois, temos certeza que se tivermos sabido com inteligência ter uma boa convivência poderemos viver um belo e duradouro amor.
Aos vinte anos acreditamos ser eternos, nem por um momento pensamos na morte. Aos cinquenta e dois vivemos cada dia com plenitude, pois cada dia é precioso, e já sabemos e tememos a morte.
Muitas outras coisas, aprendemos num período de 30 anos, mas o que mais sabemos, o que temos mais clareza hoje, é que não sabemos tudo, que todos os dias, tudo é aprendizado.
Basta que estejamos abertos e disponíveis para o aprendizado, está tudo aí, para nos enriquecer sempre.

 

 
O que eu sei aos 51 que não sabia aos 21? (Valter Ferraz)

Atendendo ao chamado do Rafael hoje falarei sobre um tema interessante.

É sempre saudável um "exame de conciência". Esse tema, vem bem a calhar, eu acho.

O que sei eu, hoje aos 51 que não sabia aos 21? Tá aí, uma boa pergunta. Saberei realmente algo a mais?

Com o passar do tempo, acho que a experiência acumulada vai dando toques, mostrando direções. Acho que é mais saudável falar em experiência acumulada, que propriamente em sabedoria.

Viver é descobrir, constantemente eu acho. Aprendemos todos os dias, a cada momento. Mas no fritar dos ovos, creio que o que tínhamos que aprender mesmo, o fizemos durante os primeiros meses de vida, naquela fase em que aprendemos cerca de duzentas coisas diferentes por dia. Passado esse aprendizado natural, o que vem além é repetições e mais repetições de situações vividas.

O bebê procura o peito da mãe porque aprendeu o caminho onde saciar suas fomes. Repete o caminho que descobriu nas primeiras horas fora do útero.

Na escola, em casa e na vida o processo é o mesmo. Cognitivo primeiro, repetitivo depois.

O processo de acumular experiências vai se aprimorando no decorrer da vida.

Hoje olho os mais velhos com respeito e admiração e descubro no rosto, nas mãos calejadas e até no andar mais lento ou arrastado, o resultado das experiências vividas e repetidas.

Sempre respeitei os mais velhos. Fui adestrado para isso. Meus pais adotivos tinham mais de cinqüenta anos quando fui levado para morar com eles. Daí veio uma convivência pacífica com os velhos. Aí está, hoje chamo de velhos, antigamente falava em "mais velhos".

Na adolescência, aquela fase fatal em que o boboca acha que tudo sabe, desprezei por vezes a experiência acumulada dos mais "rodados", achando que eu sabia o que eles não sabiam. A vida tratou de convencer-me do contrário. Aprendí na prática, como sempre.

Casei-me quando ainda iria completar os 21 anos. Descobrí a vida de casado, casando-me. Queimei algumas etapas. Os filhos vieram logo, em sequência. Não tivemos muito tempo para "curtir a vida", curtimos a mesma e ela nos curtiu. O couro endureceu, aprendemos a usar as ferramentas na raça, como dizem.

Arrependimentos? Alguns. Momentos felizes? Claro que sim. Faria tudo de novo? Absolutamente, sim. Com uma ressalva:

Faria tudo novamente, mas de forma diferente. Não queimaria algumas etapas. Não teria tanta pressa. Não seria tão afoito.

Ah! Mais uma coisa: ouviria com mais atenção os mais "experientes". Hoje me considero um "mais experiente", mas ainda aprendiz.

 

 O amigo Rafael Reinerh faz a pergunta: "O que eu sei hoje que não sabia com 18 anos?". Ora, respondo, tudo! Com 18 anos achava que sabia algo; hoje, desconfio. Se eu soubesse com 18 tudo o que sei com 36, não acredito que tudo teria sido melhor em minha vida. Eu teria errado menos, é verdade: mas quem diz que os erros não são importantes? É importante errar, aprender com erros… E o que é a vida senão escolher caminhos, alternativas? E como podemos saber que sempre acertamos? Heráclito disse que um homem não vai duas vezes ao mesmo rio: é sempre outro rio e outro homem. Isso é bonito. (Luiz Biajoni)

 

 O que eu sei com 35 anos que não sabia com 15? (Daise)

Um amigo meu, Rafael Reinehr, cuja mente trabalha incessantemente em diversos campos do conhecimento (medicina, literatura, música, fotografia, filosofia, internet etc.), fez-me um convite, através de um meme*, para refletir sobre o que eu sei aos 35 anos que não sabia aos 15 anos, por exemplo.

Hoje, aos 35 anos, respaldando-me em Sócrates e entendendo-o mais do que nunca, eu “só sei que nada sei”. Algo que nos meus 15 aninhos, no afã da juventude não admitiria essa tão simples verdade.

Eu nada sei. Adquiri a humildade de aceitar que sou um ser aprendiz. Aprendo todo dia que passa um pouco sobre a vida.

Aos 15 anos passava acelerada, aos 1000 km/h, pela estrada da vida. Hoje já vou mais devagar. Curto a paisagem, degusto a vida como se deve degustar um bom vinho. Enxergo o mundo com os olhos da experiência.

Por saber que nada sei, procuro aprender. E fica meio paradoxal a conclusão de que hoje, aos 35 anos, com a experiência adquirida, eu enfatizar que nada sei. Na juventude eu pensava que sabia tudo. Na maturidade eu aprendo a cada passo que dou. Acredito que a vida seja uma eterna aprendizagem. Talvez para chegar ao patamar de conhecimento que tenho hoje, agir como eu agi no passado tenha sido imprescindível. Assim, não há arrependimentos. Sou o que sou hoje graças ao que fui no passado. E adoro a Daise de hoje!

*Aviso aos navegantes: meme está relacionado com memória. Na blogosfera o meme adquiriu uma feição especial. Alguém escreve algo no seu blog e outros que vêem são convidados a escrever sobre o mesmo tema, evidenciando a sua própria visão. E assim, o assunto abordado, o meme, ligeiramente é propagado no grande mar virtual, ganhando evidência.

O que eu sei com X anos que nÃo sabia com Y? (Cirilo Veloso)

Este é o meme proposto pelo amigo Rafael Reinehr:

“O que eu sei com X anos que não sabia com Y?”

Fiquei pensando no que sei aos 25 anos, que não sabia aos 5, 10, 15, 20… E cheguei à conclusão que hoje sei muito mais que ontem, independentemente da idade. A vida é constante evolução; feita de períodos e fases a serem vividos. Todo dia é uma oportunidade para aprendermos algo novo e aprimorar conhecimentos antigos.

Continuei divagando e concluí: de que adianta ficar pensando no que eu poderia ter feito se soubesse anos atrás o que sei hoje? A vida é feita do que fizemos, do somatório de nossas experiências e escolhas, boas ou ruins, certas ou erradas. À época era o melhor que eu poderia fazer. Se hoje penso de uma forma melhor, se tenho mais conhecimento e maturidade, se hoje faria algo que não fiz ou se não faria algo que fiz, ótimo! Significa que evoluí, que melhorei, que amadureci em idéias e atitudes.

Minha maior vontade? Voltar atrás, se possível fosse? De jeito nenhum. Ando para frente. Não me arrependo dos erros, tampouco das quedas. O que eu puder consertar, farei; o que não tiver conserto, paciência; aos que me magoaram, perdôo; aos que magoei, perdão.

Ademais, que eu continue evoluindo, para que eu saia desta existência melhor do que quando cheguei. Essa idéia, sim, é constante em meus pensamentos e consubstancia um dos maiores objetivos de minha vida.

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