Imagine um programa de televisão que apresenta os últimos
lançamentos da indústria automobilística nacional e
internacional.Imagine que este programa possui um apresentador que,
além do salário da emissora para o qual trabalha, recebe também uma
comissão da montadora do novo carro que está sendo lançado para
divulgar seu produto com destaque em seu programa. Imagine uma
reportagem feita por este apresentador acerca do novo carro da
montadora em questão, após um test-drive cuidadoso do veículo.
Qual é a maior probabilidade, das alternativas abaixo:
1. O apresentador irá ser completamente imparcial e irá, além dos
pontos positivos, enumerar e ressaltar TODOS os aspectos negativos do
carro testado
2. O apresentador irá enaltecer fortemente os pontos positivos do
veículo e tratará de apresentar um ou outro ponto negativo, mas de
forma com que estes não pareçam ser tão negativos
3. O apresentador, no caso de ser um carro muito ruim, deixará isso
claro para os telespectadores, mesmo desagradando o cliente que está
patrocinando aquela seção de seu programa.
Tais situações configuram o que podemos chamar de "conflito de interesses",
já que o interesse primário (informar adequadamente ao telespectador
acerca do real desempenho do automóvel) é influenciado por um interesse
secundário ( o ganho financeiro advindo do patrocínio da montadora do
veículo).
Como resolver este dilema ético? Existe forma de testar a
idoneidade e a fibra de um articulista, de um resenhista, de um
crítico? É possível que um leitor, ouvinte ou espectador consiga
indefectivelmente confiar no argumento apresentado por um interlocutor
que esteja padecendo de conflito de interesses? (leia mais...)
Imagine um programa de televisão que apresenta os últimos lançamentos da indústria automobilística nacional e internacional.Imagine que este programa possui um apresentador que, além do salário da emissora para o qual trabalha, recebe também uma comissão da montadora do novo carro que está sendo lançado para divulgar seu produto com destaque em seu programa. Imagine uma reportagem feita por este apresentador acerca do novo carro da montadora em questão, após um test-drive cuidadoso do veículo.| Artigos recomendados | |
Rafael Reinehr é médico endocrinologista, mas seus olhos vasculham o horizonte em busca de soluções para criar um Mundo Melhor através de iniciativas como a Coolmeia, Ideias em Cooperação.
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Comentários
Acho que uma empresa séria sempre deve ter como objetivo \"conhecer-se a si mesma\" e assim reparar suas imperfeições. Seria como uma pessoa com elevado grau de autocrítica: vejo no que sou ruim, analiso o que preciso melhorar e trabalho para isto. Empresas e pessoas que procuram seu aprimoramento pensam deste jeito, conduta que acho sapientíssima.
Porém, o auto conhecimento empresarial se dá na maioria das vezes por consultorias de gestão pelos moldes que conhecemos. Os consultores pegam informações relevantes do mercado, dos seus clientes, concorrência, informações internas, diagnosticam a situação atual da empresa e lhe propõe um plano de ação. Isto são coisas que tangem somente à empresa. A empresa sábia pegará este diagnóstico, se reposicionará, criará melhor, produzirá mais eficientemente e como consequência será mais bem aceita pelo mercado por oferecê-lo ofertas mais bem ajustadas às suas necessidades e expectativas.
Se entendi bem, o \"post patrocinado\" é uma consultoria aberta ao público, é um exame cujo resultado o médico escancara à sociedade.
Não acho errado, nós como clientes de inúmeras empresas de bens e serviços, escancararmos as chagas de quem nos atende mal, que nos vendem coisas que não prestam ou que não cumprem o prometido durante a efetuação da venda. Totalmente legítimo.
Só acho que empresas idôneas, que confiam no seu taco prefeririam pagar consultores para ajudar a remediar alguma imperfeição e desejariam contar com uma massa crítica enorme de gente inteligente como vocês como veículos fidedignos para avaliar seus produtos, totalmente livres de segundas intenções, e dar-lhes um feedback.
A idéia do \"nossa opiniao\" é boa, mas acho que os leitores, sabendo que os blogueiros estão sendo pagos por publicar suas idéias sobre um produto, ficariam ressabiados em acreditar em muita coisa e até mesmo interagir de forma construtiva, sendo esta interação a alma deste negócio, pois quanto maior a interação de qualidade, melhor o retorno para o patrocinador.
Eu já partiria para o modelo de “elogiar e meter o pau em quem merece”, sem nenhum vínculo que poderia ser caracterizado pelos leitores como jabá, mesmo que não o seja. Acho que isto, se tratado de maneira espontânea e profissional ao mesmo tempo, por cabeças privilegiadas, poderia gerar interesse em um contingente elevadíssimo de pessoas, o que os faria lucrar com adsenses, banners e afins. Ahh, meteu o pau em alguém do adsense e este ficou bicudo? Pode ir embora, mas se quiser voltar depois a fila é grande...
blz, tentem, quero ver como vai caminhar esta experiência, já está nos favoritos.
boa sorte!
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