Desfazendo a armadilha para lagostas, ou: enfrentando o Facebook e suas mazelas

By Rafael Reinehr | Redes Sociais

Ago 28
Armadilha de Lagostas Facebook

    Redes sociais como Orkut e Facebook servem para uma coisa: encontrar pessoas. Sinceramente, acredito que devam ser utilizadas somente para isso.
    Apesar de oferecerem uma série de ferramentas de produção de conteúdo, comunicação privada e muito mais, não devemos esquecer que eles não deixam de ser um CMS (Content Management System) proprietário, de direito privado. Ou seja: são propriedade de alguém, assim como todo conteúdo que por lá é publicado. Você leu os Termos de Uso?
    Este alerta deve ser feito porque é interessante notar que muitas pessoas estão jogando sua produção em espaços sobre os quais tem pouco ou nenhum controle. O Facebook, por exemplo, impossibilita toda tipo de exportação de dados para outro sistema manejado por você.

Armadilha de Lagostas Facebook

    Michael Gilbert, em artigo publicado no Nonprofit Online News, nos dá algumas dicas de como tirar o máximo do Facebook sem ser pego na armadilha para lagostas que são as redes sociais proprietárias:

  1. Nunca solicite a ninguém usar o Facebook para interagir com você de uma forma particular ou exclusiva. Por exemplo: sempre deixe o mesmo conteúdo disponível de uma forma aberta em outro local
  2. Nunca solicite a ninguém usar o Facebook para interagir com seus pares de um modo particular. Isso quer dizer: não faça do Facebook um clube exclusivo.
  3. Sempre procure por formas de tirar as pessoas da armadilha para lagostas e colocá-las em redes de conexão amplas e públicas. Use o Facebook como um ponto de entrada para uma outra mídia, mais amplamente conectável, nunca no outro sentido
  4. Nunca desenvolva conteúdo somente para o Facebook. Essa é o corolário número 1, mas necessita de ênfase
  5. Sempre trabalhe para tornar os mapas sociais de sua rede mais visíveis. Em outras palavras, uma das características mais fortes do Facebook é a capacidade de encontrar amigos de amigos. No caso de suas redes, não deixe o Facebook ser o único local em que elas acontecem
  6. Nunca confunda o Facebook com as redes sociais as quais ele alimenta. Por exemplo, não nomeie seus projetos de redes sociais vinculados ao Facebook ou a outras mídias. Nomeie-os de acordo com os grupos de stakeholders que você está tentando empoderar
  7. Sempre seja especialmente disciplinado em seu pensamento onde pressão sobre os pares está acontecendo. Tenha em mente como você está influenciando as pessoas em virtude das conexões que você está estimulando.

    Resumo da ópera: compartilhe, mas abra o olho. Veja se não está pondo seus ovos na cesta da raposa. No mais, relaxe e goze em gotinhas.
    A capacidade de espalhar socialmente nossas atitudes, ou “social lifestreaming” será a ação que finalmente mostrará aos indivíduos o poder do “opensource”, uma ação sobre a qual cada um terá controle, e cada terminal se tornará uma plataforma de publicação representativa de seu proprietário ou autor. Atitudes voltadas para esta direção estão aparecendo em vários pontos da web, e irei abordá-las em um novo artigo.

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