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Anarquia -
Apontamentos Anarquistas
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06 de janeiro de 2009 |
Hakim Bey visualiza a TAZ como uma “ tática de desaparecimento”. Em suas palavras:
“Quando os teóricos discursam sobre o desaparecimento do social, eles se referem, em parte, à impossibilidade da “Revolução Social”, e em parte à impossibilidade do “Estado” - o abismo do poder, o fim do discurso do poder. Neste caso, a questão anarquista deveria ser: porque se importar em enfrentar um “poder” que perdeu todo o sentido e se tornou pura Simulação? Tais confrontos resultarão apenas em perigosos e terríveis espasmos de violência dos cretinos cheios de merda na cabeça que herdaram as chaves de todos arsenais e prisões.”
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Anarquia -
Apontamentos Anarquistas
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05 de janeiro de 2009 |
Fomos para Croatã” e A Música como um Princípio Organizacional
Nestes dois capítulos, Bey cita alguns exemplos históricos de comunidades que sobreviveram temporariamente sob ideais anarquistas e fala sobre a miscigenação das raças, citando Nietzsche, que impressionado pela beleza e vigor das culturas híbridas, enxergou na mistura das raças não só uma solução para os problemas da raça mas também um princípio para uma nova humanidade, livre dos preconceitos étnicos e nacionalistas – um precursor do “nômade psíquico”, talvez. Infelizmente, ainda hoje em dia, as culturas mestiças permanecem submersas.
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Anarquia -
Apontamentos Anarquistas
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04 de janeiro de 2009 |
 Hakim Bey utiliza a seguinte nomenclatura:
- net: a internet “oficial”, criada para fins militares e que ainda encontra-se com dados restritos, como os de segurança nacional, informações bancárias e monetárias
- web: uma net dentro da net, uma estrutura aberta e horizontal de troca de dados, não hierárquica
- contra-net: o uso clandestino, ilegal e rebelde da web, incluindo pirataria de dados e outras formas de parasitar a própria net
Importante salientar que elas não são compartimentos distintos mas se mesclam em vários pontos.
Já na década de 80, quando o que se tinha eram alguns zines marginais, redes BBS, alguns softwares piratas, alguma influência (pequena) na mídia impressa e no rádio (e nenhuma nas redes de TV) Bey já percebia a importância fundamental que esta nova “ferramenta” poderia ter para a organização e para o apoio logístico de TAZs. Nas suas palavras:
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Cinema -
Vem por aí
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03 de janeiro de 2009 |
26 de Novembro de 1956; liderados por Fidel Castro (Demian Bichir), um bando de 80 rebeldes navega até Cuba. Entre estes jovens rebeldes está o médico, soldado e marxista argentino Ernesto “Che” Guevara (Benicio del Toro). Desterrados, sem recursos e alimentados apenas pela determinação, o grupo se engaja em uma batalha sangrenta para livrar o povo cubano da ditadura corrupta de Fulgencio Batista. Embora considerado um herói por alguns, Che se torna uma figura bastante controversa. No pico de sua fama e poder, ele desaparece. Retorna à América do Sul incógnito e recruta outro bando de guerrilheiros no meio da floresta boliviana. Eles então embarcam em uma missão para disseminar a revolução pela América Latina.
Para assistir ao trailer, clique em Che - Uma Vida Revolucionária.
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Cinema -
Kine für alles
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03 de janeiro de 2009 |
Tem realmente algumas coisas que eu preciso reavaliar. Às vezes acho que sou meio tantã... Vivo reclamando (para mim mesmo, para minha esposa, para meus amigos) que não tenho tempo para tocar adiante meus projetos pessoais (OPS!, Coolméia, Simplicíssimo, livros em andamento, tocar mais, fazer mais atividade física) e aí, acabo pegando mais coisas sem ter terminado de fazer outras.
Mas não tem jeito: esse é meu jeito. Hoje, por exemplo, fiquei sabendo que o André Setaro está se desfazendo de uma relíquia: sua coleção de 20.000 cartazes, releases, fotos e press-books originais de filmes desde 1962 até 2004. Setaro foi comentarista cinematográfico desde agosto de 1974 e, por 20 anos, manteve uma coluna diária no jornal baiano Tribuna da Bahia.
Pensei: nossa! Isso é fantástico! Preciso ajudá-lo! E passei as últimas 3-4 horas bolando e fazendo um banner para ele pra colocar no OPS!, nos blogs do OPS!, no Simplicíssimo e aqui no site.
Agora, uma pergunta (lá vem mais uma tentativa de auto-análise...): o que será que eu tenho que me empolgo facilmente com tantas e tão variadas coisas? Porque este "ecletismo radical"? Qual a fonte deste "impulso em direção a todas as coisas"? Seria uma "pulsão de vida" desregulada? Caraca... Acho que vou começar a fazer terapia...
Mas, de volta ao fato: Visite a página clicando no banner acima e, se te interessar por algum filme, entre em contato solicitando uma cotação para algum cartaz, foto, release ou press-book e tenha um pedaço da história do cinema na sua casa.
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Anarquia -
Apontamentos Anarquistas
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03 de janeiro de 2009 |
Em 1899 o último pedaço de terra não reivindicado por um Estado-nação foi devorado e o mapa terrestre foi “fechado”. Não temos mais terras incognitas, sem fronteiras. Do ponto de vista de Hakim (que também é compartilhado pela quase totalidade dos anarquistas) a definição de um território “de alguém”, esta malha política abstrata é uma proibição gigantesca imposta pelo cacetete condicionante do Estado “Especializado”.
Como solução, surge o conceito de psicotopologia (e psicotopografia) para desenhar mapas da realidade em escala 1:1, que ajudarão a encontrar “espaços” (geográficos, sociais, culturais, imaginários) com potencial de florescer como zonas autônomas nos momentos em que estejam relativamente abertos, seja por negligência do Estado ou pelo fato de terem passado despercebidos pelos cartógrafos, ou por qualquer outra razão. A psicotopologia é a arte de submergir em busca de potenciais TAZs.
Algumas características/possibilidades da TAZ:
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Anarquia -
Apontamentos Anarquistas
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02 de janeiro de 2009 |
Na segunda parte do livro, Hakim Bey questiona-se:
“O que foi feito do sonho anarquista, do fim do Estado, da comuna, da zona autônoma com duração, da sociedade livre, da comuna livre? Devemos abandonar esta esperança em troca de um acte gratuit existencialista? A idéia não é mudar a consciência, mas mudar o mundo”.
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