Otimizando o tempo com companhias que valem a pena

Cansando de dar atenção dobrada e redobrada para muitas pessoas. Acabo não dando o suficiente para quem  valoriza o que faço e dou muita (além do merecido) para pessoas que estão só de passagem…

Com isso, quero dizer: vou prestar ainda mais atenção nas pessoas à minha volta e tentar captar aquelas que realmente estão interessadas em trocas significativas, duradouras e experiências memoráveis de realizações coletivas.

Não estou nesta vida pra deixá-la passar com “mais do mesmo”, com atividades massificadas, com reproduções em série de vidas enlatadas e industrializadas.

Vou, ainda mais atentamente, ouvir o que você tem a dizer – se é que tens algo a me dizer. Mas vou cobrar que também escutes minhas respostas e questionamentos. A amizade é um caminho de duas vias, e o respeito mútuo perfaz a sua base.

E seguirei assim, cultivando relações genuínas com pessoas singulares…

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Uma vontade louca

Até há algum tempo atrás – e lá se vai um bom tempo – eu mantinha aqui no blog uma regularidade exemplar. Eram postagens diárias e, como se não bastasse, eu tinha um “cardápio” que organizava o que ia publicar a cada dia. Algo do tipo:

menusegundas – música e ecologia

terças – gastronomia e medicina

quartas – literatura e política

quinta – blogs e internet

sexta – fotografia e filosofia

sábado – sociedade e bem-estar

domingo – cinema e anarquia

É uma pena, mas perdi o meu “cardápio” nas areias do tempo; a bem da verdade, foi na atualização do site que o módulo que continha este cardápio se perdeu. Os (muitos) últimos meses foram bastante complicados, e tenho publicado aqui raríssimas vezes. Tenho tido pouco tempo para escrever de forma demorada, cuidadosa, e tenho preferido usar o tempo livre (??? livre ???) para ler ao invés de escrever.

Mas sinto falta. Confesso que sinto falta da minha antiga quase-obsessão em blogar.

A chegada do Benjamin e a família, os compromissos profissionais, os vários projetos on e offline, todos eles resultaram em uma redução na atenção para com o blog. Claro que nunca estou completamente ausente. Sempre passo por aqui para dar uma olhada nos comentários, passar um espanador e ver se tenho contas a pagar na caixa de correio.

Como todo bom blogueiro, não abandono esse espaço por nada. Nem twitter, muito menos facebook fazem minha cabeça a ponto de deixar este espaço às traças.

Quem sabe nos próximos dias não aparece por aqui um novo “cardápio” de publicação de posts?

 

  • Atualização de 11/02/2011: encontrei, perdidos entre os posts antigos, alguns dos meus “cardápios”, que eram chamados de “Pratos do Dia”. Eis aqui a versão de 2007 e aqui a versão de 2008.
cheguei-de-bicicleta2

Como vocês chegaram aqui no blog?

cheguei-de-bicicleta2Queremos saber como vocês vieram parar aqui no Escrever por Escrever.

Muitas pessoas chegam aqui por acaso, buscando por assuntos mais diversos no Google. Outras vêm de links em blogs ou recebem dicas de amigos. Se você veio parar aqui através de um mecanismo de busca, lembra qual palavra que estava procurando? Veio de outro blog? indicação de alguém? Twitter? Facebook?

Também é uma ótima oportunidade pra @s mais tímid@s se apresentarem.

Diga lá, como chegou aqui?

visionaries_hagedorn

Capi Etheriel, SBS Blogroll, Desenhos, Autismo e Amizades

Pois estava eu há 4 dias tentando solucionar uma questão relacionada à customização de um widget do WordPress para os blogs do OPSblog.org e já estava quase arrancando os cabelos. Com uma grande ajuda do Capi Etheriel (Bruno) e do Some Guy, desenvolvedor do widget, consegui solucioná-lo e por fim à miséria que se me abatia.

Quando perguntei ao Capi qual seria o pagamento pela ajuda, ele me surpreendeu: “ah, manda aí um desenho que você goste para o meu e-mail”.

– Desenho? Como assim?

– Rabisca qualquer coisa no Paint aí e me manda…

E lá fui eu, tentar encontrar uma gravura que fosse significativa para mandar.

Hoje, fuçando na Galeria Azoth, encontrei a gravura abaixo:

visionaries_hagedorn

O bacana desse desenho feito por Ricky Hagedorn é que o autor é portador de Autismo. Ele gosta de fazer desenhos com carros e aviões em pedaços de madeira usando tinta acrílica com cores primárias. Olha só que como ele anota a autoria e data!

Eis um bom exemplo de como a amizade faz a gente encontrar coisas interessantes pelo caminho!

Mas nunca é demais repetir: obrigado pela ajuda, Bruno!

Reprogramações de fim/começo de ano

Fazia tempo que não esperava por férias. Na verdade, não lembro se algum dia isso aconteceu. O fato é que aguardo com grande expectativa os 12 dias que terei, entre 23 de dezembro e 3 de janeiro, para fazer uma reengenharia do meu tempo e de minhas prioridades.

Sinto que nos últimos meses tenho feito muitas coisas mas tenho perdido o foco. E é justamente ele, o foco, que pretendo reencontrar nesta dúzia de dias que estão por chegar. Encontrando-o, mando lembranças, pode deixar…

 

GTD: Espaço, tempo, organização e resultados

Há cerca de 2 anos fui exposto a uma “ciência” chamada GTD, acrônimo para “Getting Things Done”, que, em português, significaria “Alcance seus resultados”, “Tenha suas coisas feitas” ou “Termine o que Começou”.

No meio desta descoberta, conheci o site Zen Habits, de Leo Babauta, que traz dicas de uma versão um pouco modificada, que ele chamou de Zen to Done. Simplificar e “frugalizar” para atingir os resultados.

O post de hoje teve uma motivação especial: hoje eu queria reiniciar minha série sobre o ABZ do Rock brasileiro, mas não encontrei o livro que dá nome à série, minha fonte inicial de pesquisa. Ou seja, sou um homem em atrito com a organização do meu espaço.

Em conversa com minha esposa, na semana passada, desabafei: “preciso de um espaço que seja só meu”. Sabe aquela sala que ninguém mais entra, só você? Aquele lugar em que você deixa uma coisa no lugar e ela fica lá até que você mesmo tire de lá? Um lugar em que a limpreza é feita somente uma vez por ano, quando a poeira já virou uma camada de um dedo de espessura? Pois…

Verificamos que, realmente, eu preciso disso. Funciono melhor assim: com espaço. Cada coisa tendo o seu lugar: revistas de guitarra separadas das de fotografia e estas em local distinto das de quadrinhos. Tenho muitas coisas. Não sou muito “zen” no sentido do desapego. Enquanto não aperfeiçoo esta característica (tampouco sei se quero ou preciso aperfeiçoar) preciso me dar mais espaço.

Mais uma meta para os próximos anos. Mas antes, preciso achar meu livro.

Anos Incríveis, Kevin Arnold, Winnie Cooper – The Wonder Years

Hoje me deu vontade de assistir ao último capítulo da incomparável série Anos Incríveis, que relata a vida de um jovem adolescente em meados dos anos sessenta início dos setenta. Lembro que assistia a praticamente todos episódios. Era, na época em que passou no Brasil (início da década de 90), quase tão importante quanto respirar, para mim.

Por algum motivo que não consigo recordar, acabei perdendo o último episódio da série. Naquela época, não havia You Tube. Lembro bem que pensei em entrar em contato com a rede de tevê para que me fornecesse uma cópia. Também, recentemente, procurei a série completa na Amazon, sem sucesso. Parece que é uma das únicas séries de tevê que não teve sua "complete series" produzida em DVD.

Quem sabe eu ainda garimpe todos os episódios no You Tube e os poste, em série, aqui no site?

Por enquanto, fique aí com o final da maravilhosa história de Kevin Arnold e Gwendolyn Cooper, dividida em 3 partes:

Parte 1

(veja as 2 outras partes a seguir)

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