Não perca tempo admirando quem não vale a pena…

…melhor mesmo é estudar, aprender, dedicar-se de coração para que, quem sabe um dia, passem a lhe admirar pelo teu esforço e dedicação.

(Isso não significa que não precisemos de exemplos e de guias morais; a recomendação vai para aqueles falsos ídolos que nós vez ou outra somos impelidos a venerar)

De São Paulo A Papua Nova-Guiné

Em resposta ao desafio proposto no outro post, de encontrar um nativo de Papua Nova-Guiné com menos de seis graus de separação, cá estamos:

Rafael Reinehr > Felipe Fonseca (Ubatuba) > Venzha (Indonesia) > Eric Bridgeman (Australia) > familiares em Papua Nova Guiné (não verifiquei a ascendência indígena)

Rafael Reinehr > Felipe Fonseca (Ubatuba) > Giles (Londres > Porer e Pinbin (PNG). Me dei por plenamente satisfeito com a explicação do Giles, abaixo:

Hi Felipe,

Through a mutual friend of mine and Bronac's (James Leach) I did meet
and work last summer with 2 indigeneous Papua New Guineans, Porer and
Pinbin. However, they live a traditional subsistence lifestyle in a
remote village that doesn't use electricity or modern telecoms
(radio/tv/fixed line or mobile phones/internet etc). The only way to
contact them is to go to their village.

So, at one level the theory bears out, but not in the digital sense
(as they are not online) or even postal sense (no mail service where
they live either).

best,
Giles

Meu muitíssimo Obrigado ao Felipe por ter levado a sério a experiência. Fiquei positivamente impressionado com a quantidade de pessoas que o Felipe conseguiu drenar através do Bricolabs, uma das tantas redes da qual ele participa. Um obrigado também à Leila Lopes, que apesar de não conseguir dar continuidade à indicação que deu, também colaborou positivamente.

Quantos graus de separação entre o Bar do Juarez e um aborígene de Papua Nova-Guiné?

Tenho que falar da minha participação e belíssima experiência no Seminário A Sociedade em Rede e a Educação, mas isso fica para daqui a alguns dias, quando conseguir estruturar todos os meus pensamentos e ordenar as faíscas que surgiram.

Enquanto isso, preciso fazer um convite:

Preciso entrar em contato com um aborígene, com um índio nativo de Papua Nova Guiné, alguém que ainda resida lá.

Se alguém tiver alguma informação sobre qualquer pessoa que possa ter estado na Austrália, Nova Zelândia, Japão, em Papua Nova-Guiné ou mesmo qualquer pessoa que possa ter o contato de um índio/aborígene nativo de lá, por favor, me informe.

Esta é uma experiência que tenta refutar a Teoria dos Seis Graus de Separação de Milgram, pela qual toda e qualquer pessoa sobre a face da Terra estaria a, no máximo, seis graus de separação de qualquer outra pessoa do planeta.

A ideia surgiu após um certo estímulo alcoólico na noite de 16 de setembro de 2010, enquanto Carla Lam, Luiz de Campos, Nilton Lessa, Edivan, Marcelo Braz e eu, Rafael Reinehr conversávamos animadamente no Bar do Juarez, no Brooklin, em São Paulo (compartilho a foto assim que a Carla a enviar).

Assim, decidimos que nós seis iríamos tentar entrar em contato com um aborígene nativo de Papua Nova-Guiné, usando os contatos que temos: amigos, contatos do twitter, facebook, e-mail, etc.

Me ajuda a encontrar alguém, espalhando esta mensagem entre teus contatos ou, se conhecer alguém que seja nativo de Papua Nova-Guiné?

Esta é uma experiência real, não é nenhum tipo de pegadinha. Analisaremos quantos graus de separação existem entre cada um de nós e um aborígene de Papua Nova-Guiné. Ajude!

Economia Profunda, Fortaleza, Amizade e Felicidade

É tão bom escrever em uma tela de 21 polegadas, sentado em uma cadeira confortável, em uma sala climatizada, com boas perspectivas para o futuro e com atucanações que, em geral, são resolvidas a contento…

Apesar da grande carga de trabalho, tenho conseguido ler bastante. Tenho aproveitado horários de almoço, intervalos de consulta, momentos de viagens, idas ao banheiro… Uma das minhas leituras mais recentes, Deep Economy – The Wealth of Communities and The Durable Future, de Bill McKibben, aprofundou meus próprios insights sobre o mundo, o consumo e a sustentabilidade de nossas maneiras e de nossa Natureza.  É um livro que fornece exemplos suficientes sobre o que é, e sobre como deveria e poderia ser o mundo se fizessemos escolhas diferentes (melhores) do que as atuais.

Apesar de certamente não me encaixar entre as pessoas mais consumistas da face da terra, tenho sim um desejo de conforto e de extrair prazer dos frutos do trabalho (dinheiro) que, de sol a sol (ou no caso, de fluorescente compacta a fluorescente compacta) tenho colhido.

A noção de pegada ecológica já me é familiar há um bom tempo, e creio que seja extremamente válida para avaliar nossa relação com o mundo. Saber se tiramos mais ou se repomos mais (é raríssimo encontrar um ocidental que repõe mais do que tira da Natureza). É importante saber o impacto que temos e também é importante saber se somos ou não afetados moralmente pelo impacto que causamos. Posso dizer, sem medo, que gosto mais das pessoas que se importam. Pessoas que, com humildade, reconhecem que poderiam estar fazendo melhor. Tento me afastar das que não reconhecem o fato de que estamos todos conectados e que hábitos somente “extrativistas” (tirar do meio sem se preocupar em repor) tendem a extinguir o que conhecemos como natural e, em muitos casos, levam à extinsão de possibilidades, biodisponibilidades e biodiversidades.

Mas o papo é longo. Vim aqui só pra dizer que voltei, em meio a um delicioso Congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes em Fortaleza e à confecção de meu livro sobre Qualidade de Vida, Bem-Estar e Felicidade, por aqui darei as caras de quando em vez. Semanalmente pelo menos, assim espero.

E estou com saudades dos amigos leitores e blogueiros. Não pensem que este que vos fala não se lembra de cada um que comentou aqui recentemente ou mesmo em tempos idos. Estão todos guardados no meu coração e na minha memória.

Nonsense, Deus e o vendedor de suco e a Futura Utopia

Hoje o dia amanheceu estranho (isso não significa necessariamente ruim!). Liguei o computador, uma mensagem esquisita em linguagem indecifrável dizendo que alguma coisa estava errada. Fui clicando nos botões e ele ligou. Está agora com a data de primeiro de janeiro de 2002. Amigos esotéricos e místicos, isso pode significar alguma coisa?

Enquanto estava tomando meu leitinho – hoje é feriado do aniversário de Araranguá (e, quem me acompanha sabe que me dei férias às sextas-feiras há pouco mais de um mês) – deu vontade de fazer caquinha (ei, o que está olhando? Você não faz?) e, para aproveitar o tempo, resolvi levar uns papéis de tempos imemoriais que encontrei no meio da arrumação das bagunças.

Este ao qual vou me referir abaixo, trata-se de alguns apontamentos que datam de 2004, pelo que pude arqueologicamente datar com ajuda do Carbono 14.

Naquela época, editava semanalmente o Simplicíssimo, que, como hoje, já apresentava textos geniais. Foi naquela época também que surgiram os personagens que dariam origem à série (inacabada) Diálogos com Deus, personagens como Deus, Maria, Jesus, o vendedor de suco, o Dr. Baratta…

E é sobre o Doutor Baratta que quero hoje falar. Dr. Baratta possuía uma clínica, em uma cidade chamada Futura Utopia (perdão pelo pleonasmo) que era rodeada então pelas cidades de Springfield – maior reserva natural de búfalos do mundo – , por Patópolis, Gotham City e Metrópolis (estava bem servida de heróis) e à pouca distância também existiam as cidades de Timbuctú e Cudumundópolis.

Na Clínica do D. Baratta, em Futura Utopia, clinicavam os seguintes médicos:

Dr. Zinho – Clínico geral

Dr. Neira – Neurologista

Dr. Tanakara – Cirurgião Plástico

Dr. Desilhas – Cirurgião geral

Dr. Niquete – Cirurgião vascular

Dr. Nozelo – Traumatologista

Dr. Cicolo – Cirurgião de cabeça e pescoço

Dr. Menta – Otorrinolaringologista

Dr. Tademusse – Gastroenterologista

Dr. Tuoso – Cardiologista e Cirurgião Cardíaco

Dra. Méba – Infectologista

Dra. Triz – Pediatra

Dra. Mante – Gineco e Obstetra

Dra. Tônita – Psiquiatra e sua irmã gêmea…

Dra. Tômica – Endocrinologista

Dra. Liche – Pneumologista e sua irmã

Dra. Tum – Nefrologista e finalmente,

Dr. Tanavista – Oftalmologista.

Outras prioridades fizeram com que nunca seguisse adiante com as histórias que poderiam sair nesta simpática clínica médica mas a lembrança que agora me vem a mente já foi suficiente para me fazer sorrir e ter um ótimo fim-de-semana.

E quem sabe algum dia estes personagens não tomam vida na forma de um conto longo? Quem sabe…

 

Continue reading

Nhenhenhé

Já ouviu falar em Corujão? Bem, acredito que possa ter vários significados mas, no meu caso particular o Corujão foi o que me fez ficar acordado até às 6 da manhã de hoje esperando uma partida de tênis. O Corujão (campeonato que começa na tarde do dia anterior e só "termina quando acaba", sem intervalos entre as partidas) deixou este ser que vos fala completamente quebrado. Destruído. Ao interessado por estatísticas, ganhamos a tal da partida, para perder logo mais, às 9:30, em um jogo medíocre, cheio de erros. Acontece.

Agora, deixando de nhenhenhé, vou-me ao banho pois temos um delicioso compromisso na casa de seu Adolfo e da dona Dalva: um dourado assado nos espera! À carga!