Category Archives for "Quase Filosofia"

mosca
out 02

Eu deixei uma mosca morrer

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

Hoje, enquanto estava tomando banho, deixei uma mosca morrer.

Falando assim, pode parecer uma banalidade. Quantas vezes matamos insetos ou mesmo outros animais para nos alimentarmos ou, no caso de algumas pessoas, até para diversão?

moscaEntretanto, desde janeiro, quando Carol e eu passamos a aderir uma dieta vegetariana, tenho repensado minha relação com o reino Animal.

Normalmente, quando um grupo de vespas começava a formar um vespeiro na aba do teo aqui de casa, eu ia com uma tocha e queimava o ninho e, junto dele, algumas de suas moradoras. Hoje, prefiro apenas derrubar o ninho com um cabo longo, sem machucar fisicamente as vespas. Não, ainda não consegui chegar ao ponto de preocupar-me “socialmente” com as vespas e com o local que elas deverão procurar para morar…

Sobre a mosca de hoje, a história foi assim: eu estava tomando banho quando, não mais do que de repente, uma mosca pousou no chão do banheiro, mas pousou em cima de uma poça de água, e acabou ficando de cabeça para baixo. Instintivamente, acabei levando meu braço com algumas gotas de água por sobre a poça de água, pensando, maldosamente, que a gota pudesse ajudar a “afogar” a mosca. Esse pensamento só me ocorreu por menos do que um instante, mas consegui captá-lo na minha cabeça. O que aconteceu, com a minha gota, no entanto, foi que a mosca acabou virando-se de barriga para baixo, mas ainda presa na água. No mesmo instante, pensei em dar-lhe um peteleco e tirá-la daquela situação, mas continuei ali, banhando-me e, de vez em quando, observando a tentativa da mosquinha de sair de lá.

Ao final do meu banho, a mosca não mais se mexia. Acho que estava exausta ou, então, morreu. Fico pensando: qual era minha responsabilidade sobre a vida daquele inseto específico? Moralmente, sei que pertenço a uma espécie chamada Homo sapiens (nem sempre tão sapiens assim) e que, para minha permanência e sobrevivência, acabamos realizando mudanças no meio-ambiente que agridem ou mesmo exterminam com a biodiversidade, incluindo a vida de muitos animais.

O vegetarianismo é um passo para tentar reduzir este impacto que nós, humanos, causamos ao lar que nos abriga. É uma escolha, no meu caso, mais moral do que de saúde. É uma escolha que nos faz refletir, continuamente, sobre nossas relações com outros humanos, outros animais e, também, com outras espécies não animais como os próprios vegetais que consumimos.

Geralmente, um dos argumentos que os carnívoros (ou onívoros) mantém para seguir comendo carne diz respeito ao fato de que os vegetais também são seres vivos e merecem nosso respeito tanto quanto os animais. Não haveria diferença moral entre comer um animal ou um vegetal: é apenas uma questão de sobrevivência (queria ouvir isso de quem come vitela e foier gras). Outros ainda, admitem que não conseguem viver sem carne, pois o hábito, a cultura e o paladar vencem qualquer fibra moral que possuam naquele dado momento. Há que se respeitar esta decisão, afinal, somos humanos, e cada um de nós tem suas forças e fraquezas. Eu mesmo, posso ter fibra para passar uma vida inteira sem comer carne mas, em uma situação como um incêndio, por exemplo, possa não ser capaz de invadir uma casa em chamas para salvar a vida de uma pessoa (isso nunca aconteceu, e também espero não ser posto a prova nesta situação).

Mas ainda, sobre a mosca: não, não espero ser o guardião das moscas e também não me imagino ajoelhado frente a uma formiga, em prantos, quando eu acabar por pisar acidentalmente nela. O que gostaria de saber, mesmo, é até onde vai minha responsabilidade pela vida dos animais à minha volta. O que fazer com a questão dos cães de rua, por exemplo? E com os moradores de rua? E com os meus desejos de consumo? E agora, José, o que você me diz?

jul 01

33 anos. Emblemático.

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

                De uma coisa tenho certeza: há 20 anos atrás, eu não tinha a mínima ideia de como estaria aos 33 anos. Há 20 anos atrás, minha maior meta nesta mesma época do ano era conquistar a gatinha da quinta série com a qual estava namorando sem que ela soubesse.

                Um bocadinho de vida depois, cá estou, profissionalmente satisfeito, bem casado, desenvolvendo novos e estimulantes projetos, planejando o primeiro filho.

                Muito trabalho, muita leitura, muito aprendizado. Se olhar para trás, comparado à média das pessoas que conheço, pouco descanso. Mas não me arrependo nem um pouco. Creio que, para mim, reduzir o ritmo da vida e fazer “menos coisas” como certa vez me pediram seria mais ou menos como ser criogenado para uma pessoa menos ativa.

                Este ano decidi não fazer nenhuma festa, nenhuma janta – simples ou especial – nem com amigos, nem com família, nem com esposa. Estou em um momento reflexivo (tem sido vários ultimamente [sinto falta do circunflexo em “tem”]) e do fundo deste poço que reflete minha própria imagem recebi uma proposta que decidi acatar.

                Ao pensar sobre o que já tenho – pelo qual sou muito grato à minha família, amigos, colegas de profissão, pacientes e, é claro, ao meu próprio esforço – e pensar sobre o que falta às pessoas ao meu redor, a partir deste ano decidi que, no dia do meu aniversário, quero abrir mão dos presentes materiais. Vou pedir aos amigos, daqui por diante, que se quiserem me presentear que façam uma coisa por mim:

– Pratique um ato de generosidade com alguém que não conhecem. Alguém fora do círculo de amigos, familiar ou profissional. Nos próximos dias, ou na primeira oportunidade que tiver, não perca a chance de ser generoso, da forma que melhor lhe aprouver e de forma que seja útil a quem se esteja sendo gentil.

               Como eu disse, é emblemático. Conseguimos fazer tantas coisas boas àqueles com os quais nos relacionamos mas, a maior parte de nós, não temos a mesma capacidade com outras pessoas, desconhecidas. Na segunda-feira, fui devolver dois DVDs na locadora e na saída, quando estava entrando no carro, um senhor me pediu dinheiro. Não tenho o hábito de dar dinheiro a quem pede pois não sei qual uso dele vão fazer e lhe respondi que não. Em seguida, o moço me pediu alguma coisa para comer, pois estava com muita fome e estava longe de casa, ao que também respondi que não, pedi licença e fui embora. Quase sincronicamente,  enquanto estava jantando, comecei a ler a revista Vida Simples de julho de 2009 (esta edição está particularmente ótima) e em um artigo sobre generosidade fui alertado de algo muito simples mas que muitas vezes nos passa desapercebido: “se o mendigo na rua fosse alguém que amamos, recusaríamos a ajuda que ele pede?”.

               Qual a origem deste tratamento díspar? O que promove esta individualidade do eu, do meu, do apego? Confesso que já estudo e tento me aperfeiçoar há tempos, mas exemplos como o desta segunda-feira mostram que ainda estou longe daquilo que admiro e suporto como ideal de vida em comunidade.

               Então, meu amigo, se quiser me dar um presente no dia de hoje, faça isso: pratique, com desapego, sem interesse por receber nada em troca, um ato de generosidade com alguém que você não conhece. Se calhar, permaneça com o espírito aberto, para repetir esta proeza quando for possível. Se conseguir, estará me dando um presente mais valioso do que qualquer um que já ganhei.

out 31

Não acredite em tudo o que você pensa: Os 6 erros básicos que fazemos ao pensar

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

O texto abaixo foi copiado graciosamente do perfil do Orkut de um amigo, que por sua vez bebeu do livro "Não acredite em tudo o que você pensa: Os 6 erros básicos que fazemos ao pensar”, de Thomas E. Kida e, como gostei muito, decidi compartilhar com os amigos e leitores do Escrever Por Escrever.

Erro 1: Nós preferimos histórias a estatísticas.

Mesmo uma má história é preferida em relação a uma boa estatística, isso não é de espantar. Somos animais sociais, assim qualquer coisa que pareça nos conectar uns aos outros terá maior impacto do que números frios, impessoais. Isso nos leva a tomar decisões baseadas em uma única história, que pode não ser representativa de tendências predominantes e ao mesmo tempo ignorando as estatísticas que nos informam sobre aquelas tendências.

Erro 2: Nós buscamos confirmar e não questionar nossas idéias.

Todos querem estar certos, ninguém quer estar errado. Essa pode ser a razão principal por trás do fato de que quando as pessoas olham diante de si uma evidência neutra, eles quase invariavelmente focam naquilo que parece confirmar o que já acreditavam e ao mesmo tempo ignoram o que pode ir contra suas crenças.

Erro 3: Raramente levamos em consideração o papel do acaso e da coincidência na formação de eventos.

É possível que uma pessoa selecionada ao acaso não tenha a menor idéia como as improbabilidades, o acaso e a aleatoriedade afetam suas vidas. As pessoas pensam que eventos improváveis são bem prováveis enquanto os prováveis são improváveis. Por exemplo; as pessoas se esquecem quão grande são os números à sua volta- um evento com uma probabilidade de 1:milhão de ocorrer ocorrerá se houver 1 milhão de tentativas. Em uma cidade como Nova Iorque p.ex. isso significa que vários eventos desse tipo podem ocorrer todo dia.

Erro 4: Nós, de vez em quando, percebemos erroneamente o mundo à nossa volta.

Simplesmente não percebemos coisas acontecendo à nossa volta com a precisão que achamos ou que gostaríamos de ter. Vemos coisas que na verdade não estão lá e falhamos em ver coisas que estão. E até pior, nosso nível de confiança naquilo que percebemos não é uma indicação válida de quão certos possamos estar.

Erro 5: Tendemos a simplificar demais nossas idéias.

A realidade é muito mais complicada do que pensamos. Na verdade, é mais complicada do que nossa capacidade de nos relacionarmos com ela – toda análise que fazemos sobre o que ocorre à nossa volta deve eliminar uma série de fatores. Se não simplificamos, não chegamos a lugar nenhum em nossas análises; infelizmente, com freqüência simplificamos demais e assim deixamos de considerar coisas que deveriam ser levadas em conta.

Erro 6: Nossa memória é com freqüência imprecisa.

Para ser justo, isso não é um erro porque não podemos fazer nada pelo fato de nossa memória não ser confiável. O verdadeiro erro esta em não atentar para isso, não compreender os caminhos que levam nossa memória a se enganar, e assim falhar em fazer o que pudermos para compensar esse fato.

E ao final, o Cássio complementa:

“Novamente, como Kida (autor do livro) observa esses não são os únicos erros que as pessoas cometem; mas se vc se habituar a levar em consideração e evitar esses erros, você estará à frente da maioria e terá mais sucesso do que tinha antes. Entretanto, você não pode focar apenas esses erros. Em vez disso vc deve ter em mente que o objetivo é tornar-se mais cético e crítico em sua modo de pensar e dessa forma distinguir com mais consistência as coisas mais prováveis de serem verdadeiras em relação àquelas que simplesmente não merecem gastarmos nosso tempo."

Só tenho a dizer: bem posto, amigo! Continue lendo

set 14

Onde estão a vida, o conhecimento e a sabedoria?

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

Onde está a vida que perdemos quando vivos?
Onde está o conhecimento que perdemos com a informação?
Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento?

(Eliot – Coros de "A Rocha")

O trecho acima de T.S. Eliot sintetiza em 3 versos um dos grandes problemas da contemporaneidade: o desaparecimento da intuição e da sensibilidade característica dos animais e dos indígenas antigos. A tecnologia, idealizada para reduzir o trabalho do homem, deixando-o livre para viver sua vida acabou por escravizá-lo. Máquinas tomam o lugar do humano, criando desempregos e subemprego. Gadgets e novas tecnologias fazem o homem aumentar as horas trabalhadas em busca de status e bens materiais cada vez mais "modernos". A quantidade diária de informação à qual somos inevitavelmente submetidos já não acrescenta, mas subtrai conhecimento, já que não há foco. E será que o acúmulo de conhecimento tem nos feito mais sábios ou apenas tem sido utilizado para que alguns consigam mais facilmente subjugar aqueles que não têm acesso ao mesmo?

São reflexões pertinentes para o tempo em que vivemos. E Eliot mesmo complementa, em The dry salvages:

vivemos a experiência mas perdemos o significado
e a proximidade do significado restaura a experiência
sob forma diversa, além de qualquer significado. Como já se disse
a experiência vivida e revivida no significado
não é a experiência de uma vida apenas
mas a de muitas gerações – não esquecendo
algo que provavelmente será de todo inefável…

Metáfora
jul 09

De volta às metáforas

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

MetáforaEm mais uma de minhas incursões ao mundo dos devaneios fecais, fui abduzido pela fantástica seção de Horóscopo de Caras (aquela em que os astros ficam fixos por uma semana inteira para você). Dizia por lá que, como o Sol estava em Câncer (o meu signo), era momento para deixar de lado o conservadorismo e o convencional para ousar. A criatividade estaria do meu lado. Mexa-se Rafael!

Lembro-me de alguns anos atrás, por volta de 1999 a 2002, onde minha criatividade era tamanha que não havia pedaços de papel suficientes para rascunhar tudo que passava, a cada instante, pela minha cabeça.

Sou (e sempre fui) um pessoa absurdamente inventiva. Na publicidade e propaganda sem dúvida me daria bem. A única forma que consegui “inventar” para parar de criar foi imergir no trabalho. Assim, a rotina e o cansaço acabam por efetivamente embotar minha criatividade. Com a sobrecarga de trabalho que me impus nestes últimos anos, consegui reduzir o número de metáforas – tão estimadas por mim – a um número que beira o nadir.

Uma volta às metáforas significa voltar a olhar o mundo com olhos de artista, com olhos de criança, com olhos de quem tem tempo para ler, para ler devagar. Com olhos e paladar de quem tem esperança no sabor das coisas e no cheiro da manhã e da grama cortada. Com olhos e ouvidos de quem já não mastiga MP3 mas voltou à paixão pela unidade em detrimento do milhar de megabáites. Com olhos e mãos que voltam a tocar o mundo como nunca deveriam ter deixado de tocar: com sinceridade e afeto absolutos.

Rafael Reinehr em Londres
jul 01

O que se aprende em 32 anos de vida

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

O que se aprende em 32 anos de vida?

Espera-se que algo de bom já se tenha acumulado e se possa ensinar em mais de três décadas de aprendizado e observação do mundo. E a questão é justamente esta: SE nos dispusermos a observar as pessoas e acontecimentos à nossa volta e SE não estivermos absortos pela rotina e pelo comodismo, podemos sim, aprender um bom-bocado e até, quem sabe, começar a transmitir um pouco deste aprendizado, enquanto seguimos apreendendo e aprendendo (adoro esta dupla de palavras!).

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Pizza
mar 01

Pizza, Corujão, Redesign e Zen Habits

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

    Hoje, depois de alguns dias de angústia por motivos vários, fui tomado de uma sensação de tranqüilidade.

    Podia-se dizer que andava meio "perdido", sem foco definido, absorto pelo trabalho e suas atribulações e, parecia, não havia solução adequada para minhas dúvidas no horizonte próximo.

Pizza    Hoje, depois de visitar o site do Leo Babauta, uma espécie de luz se acendeu: é isso, preciso aprender a gerenciar melhor meu tempo. Não que seja um completo tapado neste quesito, afinal de contas quem me conhece sabe o que já produzi e continuo produzindo mas, ao contrário de me acalmar com o passar do tempo – como todos disseram que iria acontecer – minha vontade de criar cada vez mais fica cada dia mais forte.

    Parte da angústia que se assomava sobre mim dizia respeito justamente a isso: querer fazer mais e melhor sem ter tempo (ou na verdade sem organizar adequadamente, de forma perfeitamente otimizada, o tempo que me é dado pela Natureza).

    Depois dos insights que tive na leitura do Zen Habits, decidi que passaria a lê-lo com maior freqüência e, além disso, aproveitar para traduzi-lo para o português e postar as traduções aqui, já que o Leo liberou completamente o uso de seus artigos.

    Com este internal shift que me ocorreu durante o dia de hoje, acabei também decidindo mudar o layout do site, que volta a se parecer mais com um blog do que com um site e também decidi mudar o subtítulo do mesmo. A partir de agora, este site se chama Rafael Reinehr – De tudo um pouco, para humanos.

    O que mais posso dizer? Que agora são quase quatro da manhã, acabei de comer algumas sobras de pizza com guaraná light, estou com o Corujão ligado aqui na minha frente e a energia ainda está a mil, assim como as idéias que não param de fluir. De toda forma, preciso descansar, já que amanhã recebo a visita de minha Tia Solange e do João Alberto que, além de passearem e aproveitarem a chuva que cai por aqui também estarão trazendo algumas mudas de árvores para nossa nova casa. 

    Mais som, mais imagens, mais textos. E melhor. Mundo, aguarde que eu quero subir…

(foto por burlie)

 

Escolha
jan 20

Prioridades

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

Chega um momento na vida de um homem em que ele precisa definir prioridades. Quanto antes esta percepção existir, maior é a probabilidade de se viver
plenamente a vida. Muitas pessoas parecem que passam pela vida sem ao menos sentir o mundo que respira ao seu redor.

Não lembro exatamente que idade tinha quando me dei conta dessa noção de definir "prioridades", atividades que deveriam ser colocadas "antes" de outras, menos importantes para aquela fase da vida. Continue lendo

nov 14

De sopros e cata-ventos

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

    Existem momentos na vida em que tudo parece parar. Um deles é quando estamos fazendo tantas coisas que estamos só fazendo isso: "fazendo". Fazer sem sentir, no automático, nos aproxima das máquinas, nos afasta da humanidade.
    Hoje, indo à Santo Antônio da Patrulha, passei por uma estação de geração de energia eólica que tem lá pelas bandas de Osório. Pela primeira vez – e já passo por ali há anos, vi alguns de seus cata-ventos – como minha esposa e eu costumamos chamar (e é isso que são, sem dúvida) – com as pás completamente inertes. Paradas, imóveis. Fiquei olhando para aquilo meio surpreso, meio pensativo, meio confuso. Refleti: a Natureza tem seus meios de promover o descanso de suas engrenangens. Em todas os níveis, exceto talvez no humano, a Natureza intercala ciclos de trabalho e descanso para os seres vivos e inanimados. É assim com o vento, deveria ser assim para nós, humanos. Continue lendo