Category Archives for "Quase-Idéias"

café-semanal
out 06

Café da manhã do Sábado/Domingo

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

Uma coisa que gosto muito é de compartilhar ideias e sonhos.

Tenho muitos de ambos e gosto de encontrar pessoas que também os tem. Mais ainda se estas pessoas estão dispostas a transportar as ideias e sonhos para a realidade.

Outro dia pensei como seria bom organizar um café matinal semanal, lá em casa – ou no sábado, ou no domingo -, todas as semanas, para trocar sonhos e planejar sua realização.

Quem sabe daqui a algum tempo consiga organizar isto…

Convergencia
set 11

Decisões que mudam nossa vida

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

Hoje decidi algo importante,

que deverá mudar minha vida nos próximos anos: vou, decididamente, deixar a Medicina dormir. Com isso quero dizer que vou começar a buscar mais intensamente situações e condições que me permitam dedicar, cada vez mais, ao que vem me interessado nos últimos anos: Cooperação, Comunicação, Conhecimento e a Convergência destas matérias.

Vou tentar buscar alguma forma de sustentar este desejo,

me aliar a instituições ou projetos que permitam que eu dedique meu tempo à pesquisa, divulgação e implementação das ideias e ideais que temos desenvolvido e apresentado na Coolmeia, incluindo aí iniciativas educativas, de economia solidária, de sustentabilidade e de despertar individual.

Ainda não faço ideia de como farei para realizar esta “necessidade” nos próximos anos, mas logo depois de atender a alguns compromissos pré-assumidos para este ano, estarei começando a planejar e traçar novos rumos. Deseje-me sorte e eficiência.

Convergencia

carnvalsofia2010
jan 28

CarnavalSofia 2010 – Porque atrás do tio Hermétrio só não vai quem já o comeu

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

No ano passado tive uma ideia que pretendo fazer acontecer neste ano. Como não estou mais na onda de pular Carnaval – casado, esperando filho – e conheço um bom número de pessoas mais pacatas, que preferem aproveitar este feriado “pululante” para descansar, decidi desencadear este ano o I CarnavalSofia.

Pois bem, mas e o que é um CarnavalSofia?

carnvalsofia2010

Um CarnavalSofia é um encontro de pessoas caracterizado pelo desejo comum de troca de conhecimento, geralmente de cunho filosófico, mas que também pode ser político, antropológico, social, ecológico ou artístico. Neste encontro, o grupo de pessoas reúne-se em uma residência, ou clube ou outro local determinado para conversar e debater sobre assuntos de interesse previamente combinados ou então decididos na hora. Se o encontro for artístico, além de conversar, é claro que podem ser feitas experimentações musicais, teatrais, cinematográficas e trabalhos coletivos de pintura, escultura ou dança, por exemplo.

Um CarnavalSofia permite, além da mera discussão teórica, a organização, durante os dias de Carnaval, de um ato para consolidar o que está sendo discutido. Um exemplo simples seria a organização e aplicação, em 4 ou 5 dias, de uma campanha de conscientização na cidade ou no bairro acerca da coleta seletiva de lixo, o planejamento e realização de um curta-metragem, o aprendizado coletivo de uma técnica qualquer (fotografia, pintura, serigrafia, superadobe, pátina provençal, um detergente ecológico), etc.

Por aqui, os dias 11 a 16 de fevereiro de 2009 serão usados para o planejamento e  realização do I Carnaval Sofia, iniciando pelo Encontros de Quinta no dia 11, no dia 13, sábado, um encontro presencial em Araranguá a ser “televisionado” via USTREAM TV no link http://www.ustream.tv/channel/carnavalsofia-2010 em horário a confirmar (ideia do Helio). O tema do encontro será o livro TAZ – Zona Autônoma Temporária, que pode ser baixado via .pdf na web, adquirido em português na Conrad Editora ou na versão original em inglês via Autonomedia, na Amazon. Ainda, para os preguiçosos ou que chegarem em cima da hora e quiserem participar com algum embasamento, recomendo a leitura dos meus sete artigos sobre TAZ escritos em janeiro de 2009.

Ainda, durante o CarnavalSofia 2010 quero dar o arranque para uma iniciativa fantástica que é a criação de uma Avenida Literária aqui em Araranguá. Ideias dos demais participantes serão mui bem-vindas e sua aplicação prática discutida, planejada e, com sorte, implementada.

Pelo Canal do CarnavalSofia 2010 USTREAM TV, amigos de outras regiões do país e até de outros países poderão participar junto conosco, dando seus pitacos via Twitter ou Facebook.

O que vai dar esta função? Quem viver verá! Mais detalhes no começo de fevereiro

as-de-copas
set 26

Search it Live!

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

as-de-copasAcabei de ter um insight sobre “um” porque de muitas pessoas preferirem a virtualidade em relação à vida real: na internet, se você não acha uma coisa, você taca no google e acha. Na sua casa, ou no trabalho, não tem como fazer isso. Se você tem uma secretária ou alguém que faça isso para você, és um privilegiado. Mas, raras exceções, esta pessoa não está sempre contigo.

Search it Live!

Bom seria se existisse um “Search it Live!“, ou seja, uma ferramenta na sua casa, como que um “motor de busca” atrelado a um sistema GPS e microchips RFID que te permitissem, com um comando de voz, encontrar qualquer coisa na sua casa ou trabalho.

Será que, com a nanotecnologia, os objetos também poderão ter uma “identidade” e serem identificados individualmente, a ponto de um belo dia eu poder, da sala da minha casa falar “Ás de copas do baralho de plástico, PROCURAR!” e encontrar uma carta perdida pelos meus filhos durante uma brincadeira?

Emissores holográficos, aliados a emissores sonoros, instalado nas paredes da minha casa, iriam emitir um bip oriundo da sala na qual a carta se encontra e, um sinal holográfico apareceria na proximodade de 1 metro da carta, que, no caso, poderia estar embaixo de um sofá e,  logo acima da posição da carta, uma seta holográfica apareceria indicando para baixo a localização do objeto procurado.

Delírios?

Em busca da ágora ideal
fev 23

Em busca da ágora ideal

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

O que preciso agora é encontrar um poço para despejar estes conflitos. Não, um poço seria uma fuga. Preciso encontrar uma ágora para debatê-los fervorosamente e encontrar, senão a solução definitiva, apenas um ponto de apoio para seguir adiante.

E que conflitos são esses, que tanto lhe afligem, pergunta o fiel interlocutor.

São os de viver conforme preceitos que já não nos servem mais. A idéia vai à frente, a passos largos, mas a vida e os atos insistem em parar à beira da estrada para contemplar a paisagem. Como diz a canção, “como podemos dormir enquanto nossas camas estão queimando“? Como podemos manter uma certa indiferença e buscamos conforto para nós, nossa família e tribo se outros indivíduos, famílias e tribos seguem oprimidos e sonolentos? Eis os conflitos, prezado interlocutor. E agora, peço licança para me retirar. Vou em busca da ágora ideal.

Em busca da ágora ideal

 

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CarnavalSofia
fev 20

CarnavalSofia 2009

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

Como devem saber, não estou entre os foliões mais convictos nos dias de hoje. Durante um período da adolescência (que no meu caso durou até perto dos 27 anos) gostei muito de Carnaval, principalmente das festas no interior do Rio Grande do Sul, onde os blocos das cidades a cada dia visitavam “em bloco”, os Clubes das cidades vizinhas. Diversão garantida, sem dúvida.

Hoje estou mais para utilizar estes dias para recarregar as energias e organizar o que está por vir: ideias, projetos, ações. Foi por isso que, em oposição ao CarnavalFolia que se espalha pelo país nesta época vou organizar um CarnavalSofia e tratar de proporcionar um desfile de conhecimento, debate de ideias e troca de experiências entre outros “ETs” que aproveitarão este período carnavalesco de forma alternativa.

Como no momento atual da minha vida não consigo de fato organizar um Clube de Leituras (ao menos não com livros), decidi organizar um Clube de Leituras de artigos. Provavelmente começaremos com Humberto Maturana, em 2 semanas, e daí só a Natureza sabe onde nos levará. Se eu não tivesse tido esta idéia tão tarde – foi somente hoje pela manhã, poderíamos, de fato, ter organizado o primeiro CarnavalSofia ainda neste Carnaval… por outro lado, veja só: tenho um ano inteiro pela frente para organizá-lo…

Quem desejar acompanhar nosso Clube de Leituras será bem-vindo. Os artigos a serem lidos e discutidos serão postados aqui no Escrever Por Escrever e o resultado dos debates da mesma forma.

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Ubuntu
dez 06

Ubuntu e o Software Livre

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

Há algum tempo, tive instalado em meu computador uma versão do Kurumin, se não me engano, uma das distribuições do Linux. Em função da necessidade de formatação – aqui em Araranguá as empresas para as quais levei o computador só sabem formatar a máquina – desculpe dizer, mas isso é uma piada, pois seria como eu dizer para uma mãe que eu preciso colocar o filho dela em coma induzido para tratar uma amigdalite – o Kurumin se foi e eu voltei ao Ruindows.

Hoje, uso Windows XP no desktop de casa e em um dos notebooks e o novo notebook que comprei veio com o Vista de fábrica, naquelas infernais (e ilegais) vendas casadas que existem por aí.

O Vista Home Premium, não preciso dizer, é uma verdadeira praga. Mesmo em um computador com 2Gb de RAM, ele torna o computador lento e trava com muita freqüência.

Como comprei um novo PC, desta vez um Intel QuadCore com 4 processadores de 2,83 MHz , com 4Gb de RAM com 12GB de cache L3 e FSB 1333 MHz dual-channel e 64-bits de arquitetura, creio que o bichinho agüente o Vista Ultimate. Entretanto, estou pronado – graças à sugestão do meu amigo Eduardo Sabbi, a utilizar a nova versão do Ubuntu.

O Edu me mostrou um vídeo que mostra as funcionalidades gráficas da versão 8.04 e me encaminhou para a página do Ubuntu na Web que acabou por me conquistar. Quando li os seguintes parágrafos, fiquei caidinho:

Ubuntu é uma antiga palavra africana que significa algo como “Humanidade para os outros” ou ainda “Sou o que sou pelo que nós somos”. A distribuição Ubuntu trás o espírito desta palavra para o mundo do software livre.

 

“Uma pessoa com Ubuntu está aberta e disponível aos outros, assegurada pelos outros, não sente intimidada que os outros sejam capazes e bons, para ele ou ela ter própria auto-confiança que vem do conhecimento que ele ou ela tem o seu próprio lugar no grande todo.” — Arcebispo Desmond Tutu em Nenhum Futuro Sem Perdão (No Future Without Forgiveness).

Minha única ressalva ainda fica em relação à compatibilidade com alguns softwares que uso, como o Corel Draw e o Personal Med, por exemplo. Entretanto, quem me conhece sabe que dou uma boiada por um ideal, nem que isso complique minha vida. E as frases acima realmente me conquistaram.

E agora, o que faço? Me dêem uma quadra de dias para decidir…

Viver intensamente
nov 16

Angústia existencial

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

Enquanto algumas pessoas se aposentam e ficam angustiadas por não saber o que fazer com o tempo livre, outras, mesmo que tivessem 3 vidas inteiras, não conseguiriam dar vazão e trazer à prática a quantidade de idéias e desejos que lhes irrompe no peito.

A solução? Viver como se a vida não tivesse fim, fazendo, de cada dia após o outro um novo desafio, um novo horizonte sempre passível de ser alcançado. Viver como se a vida não tivesse fim mas, ao mesmo tempo, ciente da impermanência de todas as coisas. Eis um caminho.

 

Propaganda China
ago 29

Livro: o último reduto – Um mundo operário, um mundo literário

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

A leitura transformou-se de instrumento de lazer em peça de uma engrenagem utilizada para compensar as angústias de um mundo normalizado, individualista e competitivo. São poucos entre nós que conseguem comer e sentir o devido gosto nas refeições. Uma sucessão de garfadas que se sucedem uma em cima da outra, com mínimos espaços para a respiração é a tônica. Como conseqüência, a obesidade encontra-se em índices epidêmicos. Até as relações sexuais parecem que passaram a ser feitas por obrigação e precisam terminar o quanto antes para que se possa assistir ao filmezinho ou fazer outra coisa qualquer (dormir para enfrentar o dia seguinte?)… Sintomas conversivos e psicossomáticos são realçados neste mundo sem sentidos, em que o corpo oblitera até onde agüenta a angústia da crise de percepção mas cedo ou tarde acaba cedendo à pressão que vem de todos os lados.” (Um mundo operário, um mundo literário, de Rafael Reinehr)

Propaganda ChinaEsta semana escrevi um Editorial no Simplicíssimo acerca da degradação do mundo atual incluindo-se aí a decadência do lazer e do aprendizado em detrimento do trabalho e da anestesia, e o trecho acima é um excerto daquele texto.

 

Hoje, enquanto conversava com uma nova paciente acerca das opções humanas entre priorizar o “ter” ou o “ser”, sobre a influência das mídias de massa em especial a televisão, oferecendo circo e anestesia, oferecendo produtos comerciais antes de mais nada (a televisão só existe da maneira como hoje se estrutura em função dos anunciantes que a mantém), me dei conta de uma coisa ao mesmo tempo reveladora, significativa e surpreendente:

 

O Livro, tal como nós o conhecemos atualmente e desde sempre, é o último reduto livre da mídia de massa moderna. Podemos folhear um livro desde o Prefácio até a derradeira palavra “FIM.” sem corrermos o risco de darmos de cara com um anúncio de telefone celular, de um banco, empresa de seguros, loja de roupas ou eletrodomésticos ou qualquer outro tipo de propaganda.

 

O Livro é, ainda, um santuário dedicado à contemplação, ao exercício e ao ensinamento do “ser” em contraposição ao “ter”.

 

Depois desta constatação (creio que original, posto que não tenho visto ninguém comentar acerca do assunto em lugar algum), vamos ver quanto tempo leva para o primeiro livro com “anúncios” ser Livro da Vidalançado no mercado. O que me deixa tranqüilo é que meus três leitores são de confiança e não vào ficar espalhando esta idéia aos quatro ventos, ainda mais que seria totalmente surreal abrir o livro “Os Irmãos Karamazóv” e encontrar lá dentro um anúncio de “Importação legalizada de AK-47” ou então um anúncio de uma nova marca de cigarro. Imagine você, fiel, na igreja e o padre, pastor ou whatever pedindo pra você abrir a Bíblia no Livro de Eclesiastes, Capítulo tal, versículo tal, logo abaixo da imagem do novo modelo de automóvel da marca “Fod-se”.

Se você acha absurda esta idéia e acredita que isso nunca vai acontecer – me refiro (este trecho entre travessões é para os meio-entendedores) ao advento dos anúncios e propagandas e livros de todos os tipos (crônicas, contos, poesias e livros técnicos) – não precisa esperar sentado. Não dou uma década para que isso aconteça. E nada impede que ainda aconteça neste ou no próximo ano!

 

A necessidade em ocupar espaços do ser humano é algo impressionante. Só me admiro que ninguém tenha pensado nisso antes! Ou, se pensaram, graças aos bons ventos não levaram adiante a idéia de concretizar esta sandice.

 

Se você tem opinião sobre o fato de que os livros possam passar a ser utilizados como meio de propaganda através de anúncios visuais ou até mesmo da forma que os blogs são utilizados hoje – com anúncios entremeados ao seu texto através de “merchandising” ou mesmo de “colocações pagas”, deixe sua impressão nos comentários. Para ler meu editorial no Simplicíssimo, clique em Um mundo operário, um mundo literário.

 

E segue o baile, pois “se Deus não existe, tudo é permitido”.

 

Individualidade respeitada
ago 24

A Descolonização do Imaginário

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

 

 

Assim como Portugal explorou os recursos humanos locais (indígenas) e africanos (escravos negros) e recursos naturais de acordo com seus próprios interesses em detrimento dos interesses do Brasil, então sua colônia, os detentores atuais do controle sobre o imaginário – as grandes corporações multinacionais, a mídia e a propaganda – tratam de vender para cada um de nós, de forma sutil e dissimulada, a percepção de que o consumo, o ter cada vez mais, a riqueza material, é o caminho para nossa felicidade.

A descolonização do imaginário, termo cunhado por Cornelius Castoriadis, trata justamente de libertar o indivíduo, trazendo-o de volta à singularidade roubada pelas forças normalizadoras e homogeneizadoras que subvertem o pensamento, fazendo-o acreditar nos ideais que o sistema estabalecido propaga.

Quer descolonizar seu imaginário?

Conheça O Pensador Selvagem e, em breve, A Coolméia.