Category Archives for "Gastronomia"

Churrasco assado carne dicas como fazer fogo
Ago 11

Como fazer churrasco V – Quanta carne comprar para um churrasco?

By Rafael Reinehr | Caldeirão de Sabores

Para calcular a quantidade exata de carne que será necessária em um churrasco, precisamos de duas informações básicas: o tipo de carne e o cardápio a ser servido de um lado e o número de pessoas – homens, mulheres e crianças – convidados.

Uma média grosseira pode ser feita da seguinte maneira: 300 a 500g para cada homem e 200 a 350g para cada mulher.

Podemos usar estas medidas para todos tipos de churrasco, exceto naqueles em que exista muita quantidade de osso (como por exemplo quando se usa a costela).

ChurrascoCarnes como filé, picanha, contrafilé são carnes caras e podem ser misturadas com carnes mais baratas como costela, maminha e vazio que, servidas com um bom acompanhamento, fazem de qualquer churrasco um sucesso!

Se não quiser errar para menos, 500g é uma medida certa por pessoa, e contempla ainda uma pequena sobra. No caso de um churrasco somente de costela, entretanto, esta regra subestima a necessidade de compra. A cada 5kg de costela, tiramos um quilograma de gordura, pelanca, sebo e 2 quilogramas são ossos. Sobram então 2kg de carne, ou seja, 200g por pessoa. Fome na certa!

Precisa-se levar em conta também que se o acompanhamento dor somente pão, ou então uma salada de alface, tomate e cebola, vai faltar carne na conta da costela acima. Agora, se o acompanhamento for uma boa variedade de saladas, pão, polenta, salada de batata e maionese, 200g são quase suficientes.

Uma técnica que também pode ser utilizada em caso de dúvida é preparar um espeto extra, de lombo de porco ou sobrecoxa ou coxinha da asa de frango.

É importante perceber que grandes churrascadas, para mais de 100 pessoas por exemplo, exigem um novo cálculo, já que nestas situações há muito refugo e muito desperdício, necessitando-se de uma maior quantidade de carne por pessoa.

É preciso também estar atento nas variáveis: mulheres comem menos que homens, crianças mais beliscam do que comem, no almoço come-se mais do que no jantar, pessoas mais idosas comem menos, um grupo só de homens geralmente come mais carnes com osso, como costela, carnes brancas são mais leves e portanto podem ser mais consumidas, no inverno se consome mais do que no verão, na praia e no sítio se come mais do que na cidade, come-se mais em um churrasco informal, carnes muito gordas sobram mais, se o churrasco demora muito a ficar pronto, as pessoas em geral perdem a fome, se os convidados se embucham de queijinho, salaminhos, azeitonas, caipirinhas, cervejas vão comer menos e, por último mas não menos importante: um clima de alto astral aumenta o consumo!

Espero que as dicas acimas sejam úteis para calcular a quantidade de carne a ser feita em seus churrascos.

Na próxima semana, aprenderemos qaunto tempo o churrasco demora para ficar pronto, dependendo o tipo de carne utilizada.

Todos artigos da série “Como Fazer Churrasco

Como fazer churrasco I – Introdução e História
Como fazer churrasco II – Material indispensável para um Bom Churrasco
Como fazer churrasco III – Conheça os Melhores Cortes de Carne
Como fazer Churrasco IV – Como temperar carne para churrasco
Como fazer churrasco V – Quanta carne comprar para um churrasco?
Como fazer churrasco VI – Quanto tempo demora para a carne ficar pronta?
Como fazer churrasco VII – A churrasqueira
Como fazer churrasco VIII – Dicas e Conselhos Úteis (I de II)
Como fazer churrasco IX – Dicas e Conselhos Úteis (II de II)
Como fazer churrasco X – Links úteis para o bom churrasqueiro

Parte do conteúdo desta série foi adaptada do livro Bíblia do Churrasco – O Verdadeiro Manual do Churrasqueiro

 

Aneto
Ago 04

Como fazer Churrasco IV – Como temperar carne para churrasco

By Rafael Reinehr | Caldeirão de Sabores

Existem duas formas básicas de temperar a carne para churrasco: a rústica e a elaborada.

Na forma rústica, somente um ingrediente é usado: o sal grosso.

AnetoNa forma elaborada, são usadas marinadas, vinha d’alhos e misturas de ervas e outros temperos. Nas duas primeiras formas, a carne fica imersa ou banhada em um molho feito com vinho, vinagre, alho, cebola e ervas por várias horas para que absorva o sabor dos temperos. Estes temperos elaborados e exóticos não serão abordados neste momento.

Ao temperar com sal grosso, o principal objetivo é realçar o gosto da carne. Consegue-se resultados maravilhosos somente com este ingrediente, tanto no forno quanto na grelha, no espeto ou no bafo. É muito importante NÃO colocar o sal grosso na água para dissolver o sal, sob pena de salgar a carne em demasia. Sempre, sem exceções, use o sal grosso a seco, direto sobre a carne.

Para saber a quantidade exata de sal grosso não há mistério: basta passar a carne nele, em abundância, na hora exata em que ela for para a churrasqueira e, na hora em que a carne estiver no ponto de mal passada, bater o espeto e retirar o excesso.

Ao cortar a carne no sentido perpendicular ao da fibra você evita que ela desfie ou se desintegre e, ainda, facilita a entrada do sal e dos temperos. Um segredinho útil para fazer com que o sal e os temperos penetrem mais facilmente na carne é lambuzá-la com um pouco de óleo ou azeite de oliva. Nesse caso, não exagere no sal, que é potencializado pelo óleo!

Outra dica: aproveite o “tempero natural” da carne: a gordura. Mesmo que você não vá consumi-la, prepare o churrasco com ela, que dá um sabor supimpa à carne além de deixá-la mais macia.

Pedaços mais grossos, independentemente do tempero, devem assar mais longe do fogo, para que possam assar devagar sem perder o sabor ou ficarem torradas por fora e cruas por dentro.

Uma dica que pode ser questionada pelos sanitaristas de plantão, recomenda que a carne seja retirada da geladeira 2 horas antes de ir para a churrasqueira, para evitar o choque térmico e facilitar a evaporação da água. Se a carne for colocada gelada na geladeira, poderá ficar enegrecida. Da mesma forma, não se deve temperar carnes vermelhas com limão, vinagre ou mesmo água, pois a variação de pH além de enegrecer também endurece as fibras. Já carnes brancas como peixes e frango até se beneficiam destes temperos, por ficarem mais consistentes.

Para “temperar” seu churrasco, outra dica ótima é variar as carnes que serão servidas: linguiças, frango, tipos diferentes de carne bovina são, por si só, temperos para um bom churrasco. Não se pode esquecer, é claro, dos acompanhamentos: uma lingüicinha, salsichão ou coração sempre pede uma farofinha ou um pãozinho; um simples arroz branco, uma salada de maionese, umas folhas verdes e alguns tomates também enriquecem muito seu churrasco.

Em minha casa temos o hábito de servir o churrasco também com um molho de queijo gorgonzola bem suave feito pela minha esposa, que pode ser colocado sobre o arroz, a salada ou sobre a carne. Fica delicioso. Em breve publico a receita, aprendida no Restaurante Paquetá Grill, aqui em Araranguá.

Na próxima semana, aprenderemos a quantidade de carne que deve ser comprada para cada situação. Até lá.

Todos artigos da série “Como Fazer Churrasco

Como fazer churrasco I – Introdução e História
Como fazer churrasco II – Material indispensável para um Bom Churrasco
Como fazer churrasco III – Conheça os Melhores Cortes de Carne
Como fazer Churrasco IV – Como temperar carne para churrasco
Como fazer churrasco V – Quanta carne comprar para um churrasco?
Como fazer churrasco VI – Quanto tempo demora para a carne ficar pronta?
Como fazer churrasco VII – A churrasqueira
Como fazer churrasco VIII – Dicas e Conselhos Úteis (I de II)
Como fazer churrasco IX – Dicas e Conselhos Úteis (II de II)
Como fazer churrasco X – Links úteis para o bom churrasqueiro

Parte do conteúdo desta série foi adaptada do livro Bíblia do Churrasco – O Verdadeiro Manual do Churrasqueiro

 

Mapa do Boi
Jul 28

Como fazer churrasco III – Conheça os Melhores Cortes de Carne

By Rafael Reinehr | Caldeirão de Sabores

O Churrasco moderno pode ser feito com qualquer tipo de carne, suína, caprina, ovina, com pedaços de frango, lingüiças, salsichões, peixe mas, sem dúvida nenhuma, o mais “tradicional” churrasco sempre possui algum corte de carne bovina. São esses que veremos hoje. É importante perceber que nem todos tipos de cortes de carne são propícios para serem assados na brasa.

Veja na imagem abaixo os diferentes cortes e de onde são retirados do boi:

Mapa do Boi

Alcatra – muito macia, pode ser utilizada em peça inteira, cortada em bifes para serem grelhados ou então assada no forno, em refogados e picadinhos

Acém – carne magra, medianamente macia, mais adequada para bifes de panela, sopas, cozidos e ensopados

Chuletas – são cortes extraídas do lombo do boi, em formato de bistecas, repletas de gorduras no entremeio, boa para grelhar ou assar na chapa

Filé mignon – são cerca de 2kg de carne pura sem gordura, certamente a mais macia de todo o boi; a escolhida da comida francesa no preparo de estrogonofes, tornedões, escalopes, bifes e filés, no churrasco geralmente é utilizado em conjunto com fatias de bacon, manteiga ou óleos para realçar seu sabor e compensar a ausência de gordura

Músculo – sabor forte e textura dura, mais usado em caldos, sopas e cozidos; para ser utilizado no churrasco, precisa sempre ser preparado no bafo, envolto em celofane ou papel alumínio

Matambre – uma camada de cor rosácea que envolve as costelas, utilizado enrolado e recheado; seu gosto sem recheio não é dos mais apreciados atualmente

Fraldinha – forra o abdômen do boi, de gosto incomparável quando bem preparada; trata-se de um corte pequeno, com fibras longas usada, além do churrasco, em assados e ensopados

Maminha – propícia para recheios como queijos, bacon e ervas, mas também – se bem preparada – vai muito bem sozinha em churrascos, assados e ensopados

Picanha – macia e saborosa, a picanha vai bem no espeto, na grelha, na chapa ou no bafo, podendo ainda ir para a panela. Dica importante: ao escolher a picanha, pegue as com menor peso, o que significa que o boi era mais jovem e a carne mais tenra

Lagarto – fibras longas, ideal para assados, ensopados de panela, rosbifes e churrasco no bafo, pode ser cortado em fatias bem fininhas para rechear saborosos sanduíches

Coxão mole (Chão de dentro) – bom para assados, refogados, bifes rolês, pode ser assado no bafo ou feito na chapa quente em filés finos

Coxão duro ( Chão de fora) – mais recomendado para moer ou ensopar, não é um bom corte para churrascos

Contrafilé – se bem preparada, pode ficar muito macia mesmo com pouca gordura; perfeita para bifes, grelhados, picados assados e o famoso rosbife; fica delicioso na chapa, na grelha e também no bafo em filés mais grossos, com um pouco de manteiga para amaciar e realçar o sabor

Patinho – no churrasco, só se presta se recheado e azeitado e ainda preparado ao bafo, mais usado para bifes ou moído em almôndegas e bolos de carne

Cupim – muito rica em gordura mas que, para alguns, tem sabor incomparável; pode ser assado diretamente na brasa ou enrolada em celofane, com sal grosso, preparada no bafo.

Costela – carne muito delicada, que não admite erros do churrasqueiro; é uma carne que, para ser preparada adequadamente, necessita pelo menos 6 horas para preparo; entretanto, alguns dispensam de 8 a 12 horas para preparar uma legítima costela gaúcha

Os demais cortes como Peito, Braço, Capa de Filé, Filé de Costela, Aba de Filé, Pescoço e Ponta de Agulha não costumam ser utilizados para churrasco

Alguns cortes são levados inteiros para a churrasqueira. Entretanto, existem algumas vantagens em cortar a carne ao invés de levá-la inteira à churrasqueira. Veja só:

  • podemos orientar as fibras para que a carne fique mais macia

  • facilitamos a entrada de sal e temperos

  • efetuamos de uma só vez seu selamento, evitando perda de líquidos

  • definiremos uma altura padrão para controlarmos o ponto exato de assamento

  • diminuímos o tempo geral de assamento, agilizando o churrasco

  • padronizamos a apresentação do prato

PicanhaPara orientar as fibras da forma correta, devemos fazer o corte perpendicular ao sentido das fibras, ou seja, em ângulo de 90 graus. O corte correto deve seguir as seguintes instruções:

  • coloca-se a carne deitada com a gordura para baixo

  • fazer uma cruz entre as linhas das fibras e a linha de corte, fazendo postas de 3 a 5 cm

  • cortar e manter a posição do corte nos demais pedaços ou postas

  • a picanha é uma exceção, assim como a maminha, já que suas fibras são diagonais; tradicionalmente, a picanha é cortada em postas paralelas à sua base, já que a picanha é um triângulo

Na próxima semana, falaremos um pouco sobre como temperar a carne para churrasco. Até lá.

Todos artigos da série “Como Fazer Churrasco

Como fazer churrasco I – Introdução e História
Como fazer churrasco II – Material indispensável para um Bom Churrasco
Como fazer churrasco III – Conheça os Melhores Cortes de Carne
Como fazer Churrasco IV – Como temperar carne para churrasco
Como fazer churrasco V – Quanta carne comprar para um churrasco?
Como fazer churrasco VI – Quanto tempo demora para a carne ficar pronta?
Como fazer churrasco VII – A churrasqueira
Como fazer churrasco VIII – Dicas e Conselhos Úteis (I de II)
Como fazer churrasco IX – Dicas e Conselhos Úteis (II de II)
Como fazer churrasco X – Links úteis para o bom churrasqueiro

Parte do conteúdo desta série foi adaptada do livro Bíblia do Churrasco – O Verdadeiro Manual do Churrasqueiro

 

Material para Churrasco
Jul 21

Como fazer churrasco II – Material indispensável para um Bom Churrasco

By Rafael Reinehr | Caldeirão de Sabores

Um bom churrasqueiro precisa dispor de um equipamento mínimo indispensável para, do começo ao fim do churrasco, fazer de seu ritual um belo prato a ser degustado pelos seus convivas.

A lista de material indispensável é a que segue:

  • Material para ChurrascoChurrasqueira ou grelha – são vários os modelos e veremos uma a uma em um artigo específico

  • Espetos – que tenham o tamanho compatível com sua churrasqueira, deixando apenas os cabos para o lado de fora; para carnes mais pesadas, espetos mais largos e firmes, para salsichões, lingüiças, cebolas, miúdos, usamos espetos mais finos; existem espetos especiais também para assar peixes, assim como as grelhas, sem contar os espetos duplos, para peças grandes; uma dica importante: lave sempre os espetos ao fim do churrasco, e nunca antes do próximo, pois do contrário o sal e a gordura irão acabar com os mesmos em pouco tempo

  • Tábua de corte – de preferência, uma grande tábua para ser confortável cortar a carne em cima; o material ideal seria vidro, mas estas tábuas são raras e caras; em segundo lugar, tábuas de polipropileno e, a seguir, tábuas de madeira que teoricamente acumulam mais bactérias mas também podem ser esterilizadas em altas temperaturas no forno.

  • Faca de churrasco bem afiada – o ideal é que tenha um peso afiado para a sua mão, em torno de 35×4 cm de tamanho; a faca não deve ser utilizada para abrir latas, nem para cortar ossos de galinha tampouco deve ser passada na água fervendo, que lhe retira o fio.

  • Faca de desossa – geralmente é uma faca mais fina, mas igualmente afiada, utilizada para retirar os ossos de frango, carne e mesmo de peixes

  • Garfo trinchante – é um auxiliar importantíssimo para o corte da carne à medida em que vai ficando pronta, e também para a retirada da carne do espeto, em alguns casos

  • Pinça – no caso de seu utilizar uma grelha, a pinça ajuda a virar lingüiças, salsichas e outros pedaços menores de carne e frango

  • Espátula – também usado no caso de grelha, serve para virar de lado hambúrgueres e outros alimentos mais achatados

  • Carvão – existem vários tipos, sendo que os melhores são aqueles feitos de eucalipto, madeira densa, que não produz cheiro e pouco pó, rende mais que outros tipos; há ainda quem prefira fazer churrasco com lenha, que com certeza deixa um gosto característico e saboroso na carne

  • Álcool, gel ou outro auxiliar para iniciar o fogo

  • Chaira (afiador de faca)

  • Sal grossoSal grosso – o tempero padrão para o seu churrasco

  • Temperos, ervas e condimentos – a seu gosto

  • Forma para temperar a carne – é interessante possuir formas ou recipientes com tampa para o caso de deixar a carne alguns minutos fora da refrigeração, evitando chegada de moscas e outros insetos

  • Lixeira – sempre surge material que deve ser dispensado durante um churrasco – nem que sejam latinhas de cerveja; a churrasqueira não é lixeira e lá não devem ser colocados nem resto de carne tampouco gordura

  • Pano descartável e avental de churrasqueiro – uma toalha descartável é útil para que a sujeira que foi retirada não se espalhe para outros locais a serem limpados; o avental é um apetrecho de higiene a mais e pode ser bastante útil para guardar seu fósforo, a faca, a chaira e os panos do assador

Todo processo de assar o churrasco deve ser feito com boa dose de higiene. Desde o material que é utilizado, passando pela carne escolhida e sem esquecer o instrumento mais importante: o assador, que deve ter suas mãos e braços bem lavados.

Fazer um bom preparo pré-churrasco, antecipando as ferramentas e acessórios indispensáveis no decorrer do processo é um dos ingredientes básicos para um churrasco de sucesso. Na próxima semana aprenderemos um pouco sobre os diferentes cortes de carne e suas características. Até lá.

Todos artigos da série “Como Fazer Churrasco

Como fazer churrasco I – Introdução e História
Como fazer churrasco II – Material indispensável para um Bom Churrasco
Como fazer churrasco III – Conheça os Melhores Cortes de Carne
Como fazer Churrasco IV – Como temperar carne para churrasco
Como fazer churrasco V – Quanta carne comprar para um churrasco?
Como fazer churrasco VI – Quanto tempo demora para a carne ficar pronta?
Como fazer churrasco VII – A churrasqueira
Como fazer churrasco VIII – Dicas e Conselhos Úteis (I de II)
Como fazer churrasco IX – Dicas e Conselhos Úteis (II de II)
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Parte do conteúdo desta série foi adaptada do livro Bíblia do Churrasco – O Verdadeiro Manual do Churrasqueiro

 

Churrasco
Jul 14

Como fazer churrasco I – Introdução e História

By Rafael Reinehr | Caldeirão de Sabores

Para recomeçar esta série do Caldeirão de Sabores, nada melhor do que falar de um assunto que é sucesso por onde quer que se vá, de Norte a Sul do país: o Churrasco.

A série de artigos a seguir tratarão de aspectos históricos e gastronômicos não somente do churrasco em si mas de todos os aspectos que o envolvem, desde o sal, os temperos, os cortes, componentes nutricionais, o material indispensável, o fogo, técnicas e conselhos úteis e tudo o que é necessário para se tornar um churrasqueiro ou churrasqueira de mão cheia.

ChurrascoDe origem gaúcha, região que compreende o Rio Grande do Sul, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai, o Churrasco não é somente um alimento feito à base de carne assada, mas é também uma forma de lazer, de receber amigos e, porque não, um componente interessante dentro de uma alimentação saudável e equilibrada.

Do ponto de vista nutricional o churrasco é um componente importante de um prato equilibrado, já que fornece ótima quantidade de proteínas e sais minerais necessários ao bom funcionamento do organismo e, se harmonizado com a quantidade de fibras e carboidratos dos alimentos que o acompanham, como verduras, saladas, arroz, massa ou outro amido complexo, produz uma refeição perfeitamente saudável. Lembramos ainda que a proteína da carne vermelha, por conter triptofano, aumenta os níveis de serotonina, podendo contribuir para aumentar a sensação de contentamento, bem-estar, saciedade e alegria de quem o consome.

História

O churrasco surgiu na região dos Pampas Gaúchos, onde o transporte do gado de um local para outro se fazia necessário para a manutenção da engorda dos animais. Com a destruição dos Sete Povos da Missões, em 1768, grande quantidade do gado foi abandonado, o que acabou por criar um grande rebanho de gado selvagem espalhado pelos pampas. Posteriormente, os tropeiros em busca do ouro, com a grande oferta de carne que existia à sua frente, faziam paradas e nestas, passaram a assar a carne no fogo que também lhes aquecia durante a noite.

Depois, os invernadores continuaram a tradição que havia se iniciado. No transporte das reses, algumas eram assadas durante a viagem e como a carne era carregada no lombo dos cavalos, o suor destes acabava por salgar a carne que seria utilizada à noite. Com o passar do tempo surgiram as grandes fazendas, onde os peões que trasnportavam o gado reforçavam cada vez mais a tradição, fazendo o churrasco no fogo de chão, com valetas profundas para espantar o vento e em espetos de madeira que seguravam a carne sobre as brasas, utilizando-se já o sal grosso que era dado para a complementação alimentar do gado.

No início do século XX, a chegada dos imigrantes italianos introduziram no churrasco a carne de porco, frango e peixe, além de desenvolverem o famoso tempero vinha d’alho (Errata: o tempero vinha d’alho é, na verdade, de origem portuguesa. Obrigado a Dorean Paxorales pela correção). A partir daí, tudo é contemporaneidade, e veremos com mais detalhes a partir do próximo artigo como preparar um churrasco tão bom que deixará seus convivas com água na boca e gostinho de “quero mais”.

Todos os artigos da série Como fazer churrasco:

Como fazer churrasco I – Introdução e História
Como fazer churrasco II – Material indispensável para um Bom Churrasco
Como fazer churrasco III – Conheça os Melhores Cortes de Carne
Como fazer Churrasco IV – Como temperar carne para churrasco
Como fazer churrasco V – Quanta carne comprar para um churrasco?
Como fazer churrasco VI – Quanto tempo demora para a carne ficar pronta?
Como fazer churrasco VII – A churrasqueira
Como fazer churrasco VIII – Dicas e Conselhos Úteis (I de II)
Como fazer churrasco IX – Dicas e Conselhos Úteis (II de II)
Como fazer churrasco X – Links úteis para o bom churrasqueiro


(Parte do conteúdo desta série foi adaptada do livro Bíblia do Churrasco – O Verdadeiro Manual do Churrasqueiro)

Caldeirão de Sabores
Jul 07

Caldeirão de Sabores – O Retorno

By Rafael Reinehr | Caldeirão de Sabores

Caldeirão de SaboresO Caldeirão de Sabores foi uma coluna inicialmente semanal publicada aqui no site entre 3 de julho 2007 e 3 de setembro de 2007 e contou com algumas dicas interessantes acerca de gastronomia em geral e também com ilustres convidados compartilhando conosco algumas de suas receitas.

A partir da próxima segunda-feira, estaremos voltando nos mesmo moldes, misturando – como em uma boa sopa – dicas, entrevistas e receitas para temperar o paladar de quem é, como eu, aficcionado por bem comer.

Este espaço é aberto à contribuição do leitor e degustador, sendo que dicas de pratos, entrevistas e mesmo guest posts serão muito bem-vindos. O espaço para compartilhar dicas pode ser a caixa de comentários ou, se quiser arriscar, entre em contato para enviar dicas ou pratos que só você sabe fazer ou então, que qualquer um pode fazer e você quer compartilhar.

Até segunda!

 

Pinoles
Mar 10

Pinoles e as receitas vegetarianas

By Rafael Reinehr | Veganos & Vegetarianos

PinolesHoje acordei com uma vontade de cuidar mais da saúde. Da minha, fique bem claro, já que acordo todos os dias para cuidar da saúde dos outros.

Já no consultório, pedi pra Carol trazer quando para cá viesse um livro de receitas vegetarianas que temos mas, por ora, ainda andava meio deixado de lado. Vamos dar trabalho para suas folhas e fazer suas receitas tomarem vida.

Para a estréia, escolhi nada mais nada menos que um Pilaff com Açafrão e Nozes Picadas, servido na companhia de iogurte natural. Nada mais simples, não?

Er, bem… não! Na receita, dois ingredientes que não encontro facilmente aqui em Araranguá: pinoles e açafrão. Estou falando dos pistilos do açafrão, não da curcuma, aquele assim chamado açafrão-da-terra, encontrado em pó em qualquer supermercado.

Resumo da história: liguei para a Banca 43 do Mercado Público de Porto Alegre e pedi uma Delivery. Como a Carol está em Porto Alegre hoje, deve já ter recebido em mãos há cerca de meia hora os 150g de pinoles que pedi. O açafrão eu já tenho em casa, da última vez que fui na Banca do Holandês, no mesmo Mercado Público.

Quer saber outros ingredientes da receita? Gengibre, cogumelos, caldo de legumes, arroz fino e comprido, alho, cebola, azeite de oliva, pimenta preta e nozes, com uma salsinha para arrematar. Quando tiver feito o prato, coloco a receita completa aqui, assim como algumas fotos.

Na foto, os deliciosos pinoles, comprados no Mercado Público pela bagatela de 200 pilas o quilo.

Set 17

A epistemologia da gastronomia

By Rafael Reinehr | Caldeirão de Sabores

    O Caldeirão de Sabores desta semana é especial: não apresentará nenhum prato novo, mas ao mesmo tempo trará um convidado especialíssimo: o professor de História da Gastronomia João Luis de Almeida Machado.  João é Professor e pesquisador do Centro Universitário Senac – Campus Campos do Jordão/SP; é Doutorando em Educação:Currículo pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Editor do portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br).

    Estou certo que o artigo produzido pelo professor será de grande interesse para aqueles realmente interessados pela Gastronomia em seu amplo aspecto, que inclui seu componente histórico e epistemológico. Sem mais delongas, vamos ao texto.

 

Resumo: Existimos em virtude da alimentação entretanto, há algum tempo abandonamos a idéia de que basta simplesmente saciar a fome para resolver a relação que estabelecemos com os alimentos. Essa relação tornou-se mais complexa, rica, variada e cheia de exigências por parte da humanidade. Fizemos uma revolução na alimentação a partir da Idade Moderna e do advento da gastronomia que nascia com os cozinheiros dos reis da corte francesa. O que se pretende com esse artigo é introduzir o tema a partir de um breve e introdutório texto que narra a epistemologia da gastronomia.

Palavras-chave: Gastronomia, Epistemologia, História, Alimentação, Ciência.

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Batata Suíça
Set 03

Batata Suíça

By Rafael Reinehr | Caldeirão de Sabores

    Nesta semana, nada de receitas light. Vamos aprender a fazer uma saborosíssima Batata suíça. Prepare seu estômago porque ele não vai parar de pedir mais! Vamos aos ingredientes:

    – 4 batatas rosas pré-cozidas raladas

    – 50g de bacon

    – 50g de queijo cremoso

    – 50g de queijo gorgonzola

    – 25g de cebola

    – pimenta do reino à gosto

    – azeite de oliva (10+10ml)

Batata Suíça

Batata suíça

 

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Tomate Grille
Ago 28

Tomate Grillé

By Rafael Reinehr | Caldeirão de Sabores

    Tá com fome? Não tem nada pra comer? Epa! Tem um tomate! Então tá feito! Que tal uma entrada (ou mesmo um lanche) sofisticado, delicioso e rapidíssimo de fazer? Esse é o Tomate Grillé que hoje você vai aprender!

    Ingredientes: 

1 tomate
Sal
Orégano
Azeite de oliva extra-virgem

Tomate Grille

    Modo de fazer: 

Corte o tomate ao meio. Tempere com sal e bastante (realmente bastante) orégano, sobre cada metade aberta. Regue com um pouco de azeite de oliva extra-virgem. Leve à frigideira com um pouco de azeite de oliva extra-virgem bem aquecido. Coloque primeiro o lado não coberto com sal e orégano para "grillar". Quando estiver querendo soltar a casca ou queimar, está na hora de virar. Vire com o auxílio de um pegador e frite pelo mesmo tempo do outro lado. Está pronto para servir e comer. Prepare a apresentação de sua preferência e coma ainda quente. Veja a foto a seguir, com uma apresentação sugerida, com brotos de feijão e uma mini-berinjela.

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