GoodFood – Mapeamento da Comida Boa no Brasil

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Good Food é um portal que tem por objetivo mapear de forma colaborativa, com ajuda dos usuários, locais em que são produzidos, distribuídos, comercializados e servidos alimentos que podem ser chamados de “boa comida”, ou seja: produtos sem agrotóxicos, orgânicos, da agricultura familiar, de pequenos produtores e distribuidores, de pequenas cooperativas, restaurantes veganos e vegetarianos, produtos locais e locávoros.

 

O portal irá dispor de um sistema de revisão e qualificação, permitindo que usuários dêem notas sobre a qualidade dos produtos ofertados, permitindo uma avaliação continuada do estabelecimento e dos alimentos. Aqueles que reiteradamente forem denunciados e as denúncias confirmadas, serão retirados do catálogo.

A ideia é mapear desde fazendas de orgânicos, pequenos agricultores familiares orgânicos, restaurantes orgânicos, veganos e vegetarianos, sistemas de agricultura suportada pela comunidade, armazéns e feiras com venda de produtos saudáveis, Sistemas de compras coletivas,  comida feita localmente, de forma sustentável, livre de agrotóxicos, respeitando economicamente as pessoas que estão produzindo…

Essa ideia já foi discutida em um encontro no Ágora.cc em 9 de outubro de 2012, porém não houve força e colaboração suficientes para que saísse do mundo das ideias.

Algumas referências inspiradoras de várias etapas do processo:

Talvez, com tantas soluções complementares disponíveis, o que falte mesmo é uma que simplifique todo o processo e disponibilize, em um local só (um app, por exemplo), todas as informações necessárias de acordo com o nível de exigência do usuário.

Quem desejar apenas localizar na região em que se encontra um alimento que pode ser considerado “boa comida” pelos critérios padrão do site, encontrará. Quem desejar ir mais a fundo e buscar toda a cadeia produtiva do alimento, poderá refinar a busca e verificar inclusive (estando disponível esta informação, por parte do produtor/distribuidor) se o alimento foi trazido ao consumidor através de uma cadeia de comércio justo, sem uso de trabalho infantil ou escravo, por exemplo.

Agora, para tornar esta iniciativa ainda melhor, preciso que você, que leu até o final e chegou até aqui, colabore com algum Comentário ou Sugestão. Se quiser enviá-lo de forma privada ou deseja participar do Grupo de Trabalho do Good Food (GTGF) use o formulário imediatamente abaixo.

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Se quiser enviar de forma pública, use o sistema de comentários logo abaixo.

Seja sempre bem-vindo ao meu blog, fique à vontade para navegar em outros artigos e páginas do site, bem como em visitar e Curtir minha página no Facebook, em https://www.facebook.com/rreinehr/. É com seus insights e opiniões que vamos lapidando e aprimorando as ideias cruas que por aqui são apresentadas, cooperando, juntos, para criação de um outro mundo, melhor para todos.

 

Legumes

Ovolactovegetarianos: os primeiros 30 dias

Hoje estamos completando, Carol e eu, 31 dias sem colocar qualquer tipo de carne na boca. Primeiras impressões:

Legumes1. Sente-se mais disposto

2. A atividade física parece render mais

3. O cérebro funciona melhor e mais rápido (apesar de uma ou outra onda de desânimo – talvez característica da adaptação)

4. Emagrece-se (há um mês pesava 95kg, hoje estou com 90,3kg) – foram 4,7kg em 31 dias

5. Há dificuldades na adaptação social. Os amigos de sempre ou ficam surpresos ou confusos. Os novos encaram com um pouco mais de naturalidade, mas ainda assim com indisfarçável surpresa.

6. Volta e meia surgem ímpetos em direção à carne. Imagens mentais de um passado recente voltam à tona.

7. Usa-se construções mentais positivas para afastar a vontade quando ela vem, e logo conseguimos afastá-la. É o que chamam por aí de "poder da mente"

8. Somente uma escolha racional poderá tirar-nos do caminho, e essa diz respeito a uma análise antropológica da situação. Análise essa que não desejo fazer, pois quero continuar com a experiência por mais tempo.

9. Come-se muito bem sendo vegetariano. Você não perde por experimentar.

10. Há que se resistir a comentários muito delongados sobre a decisão de tornar-se vegetariano, do contrário pode parecer a alguns que se está fazendo propaganda do estilo de vida.

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As barreiras sociais para o vegetariano iniciante

Hoje Carol e eu tivemos nossa primeira prova de fogo para testar nosso vegetarianismo. Fomos convidados para o aniversário de um grande amigo que foi realizado na praia do Arroio do Silva, aqui perto. O prato principal: churrasco. Como entrada, salsichão e picanha na chapa.

Resistir à carne não foi problema. Depois de quase três semanas sem ela, quase já não sinto falta. O acompanhamento do churrasco todo mundo sabe qual é: arroz, maionese, uma salada, então já estava preparado para o que viria. O que eu realmente não esperava era que TODA A SALADA FOI PREVIAMENTE TEMPERADA COM VINAGRE! E, bem, eu detesto vinagre.

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Temperos para hamburguer

Hamburguer de soja, brócolis com limão e penne

Creio que hoje fazem 10 dias que Carol e eu paramos de comer carne e vos digo, sem medo de ser feliz: até aqui, tudo vai muito bem. No outro dia, fuçando pela internet, a Carol achou a receita de um hambúrguer feito com proteína de soja texturizada e um brócolis refogado na mateiga com limão. Resolvemos fazer, e estou compartilhando a receita testada e aprovada com você.

Temperos para hamburguer

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Jantar vegetariano

O início de uma experiência de vida vegetariana

Carol e eu estamos vegetarianos. Há 4 dias sem comer carne. Uma decisão em conjunto, que vem sendo planejada há muito tempo, objetivada basicamente por três motivos:

1. Reduzir o impacto ambiental derivado do consumo de carne

2. Respeito aos animais; evitar/minimizar o sofrimento dos bichos

3. Preparar uma alimentação mais saudável para nós mesmos e nossos futuros filhos.

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Pinoles

Pinoles e as receitas vegetarianas

PinolesHoje acordei com uma vontade de cuidar mais da saúde. Da minha, fique bem claro, já que acordo todos os dias para cuidar da saúde dos outros.

Já no consultório, pedi pra Carol trazer quando para cá viesse um livro de receitas vegetarianas que temos mas, por ora, ainda andava meio deixado de lado. Vamos dar trabalho para suas folhas e fazer suas receitas tomarem vida.

Para a estréia, escolhi nada mais nada menos que um Pilaff com Açafrão e Nozes Picadas, servido na companhia de iogurte natural. Nada mais simples, não?

Er, bem… não! Na receita, dois ingredientes que não encontro facilmente aqui em Araranguá: pinoles e açafrão. Estou falando dos pistilos do açafrão, não da curcuma, aquele assim chamado açafrão-da-terra, encontrado em pó em qualquer supermercado.

Resumo da história: liguei para a Banca 43 do Mercado Público de Porto Alegre e pedi uma Delivery. Como a Carol está em Porto Alegre hoje, deve já ter recebido em mãos há cerca de meia hora os 150g de pinoles que pedi. O açafrão eu já tenho em casa, da última vez que fui na Banca do Holandês, no mesmo Mercado Público.

Quer saber outros ingredientes da receita? Gengibre, cogumelos, caldo de legumes, arroz fino e comprido, alho, cebola, azeite de oliva, pimenta preta e nozes, com uma salsinha para arrematar. Quando tiver feito o prato, coloco a receita completa aqui, assim como algumas fotos.

Na foto, os deliciosos pinoles, comprados no Mercado Público pela bagatela de 200 pilas o quilo.