Category Archives for "Literatura"

Publicar um livro
out 31

Tá na hora de publicar…

By Rafael Reinehr | Meus Livros

Pois, não é que está na hora

de compilar algumas coisas que tenho escrito nos últimos tempos e “consolidá-las” em formato tijolo, quer dizer, livro?

As férias deste fim de ano, de 24 de dezembro a 9 de janeiro devem servir para organizar algumas coisas… Microcontos, crônicas, críticas…

Vou começar pensando nos títulos e capas, bem como organizar o material em arquivos para leitura e revisão…

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ago 28

Soneto Dadaísta (Pozimi)

By Rafael Reinehr | Experimentalismo

Neste frio que faz enquanto nossos olhos abraçam cansados o coração de quem partiu, antes mesmo de ter nascido, nada como experimentar, com café e fogão a lenha, a deslizar palavras e imagens goela abaixo.

Soneto Dadaísta de Inverno

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A outrora pedaço no em
Entregues fome se ainda
Como de da veneno
Fala de cansa azougues

Trem os justo amarelo de
Volúpia mansa que tentação
Eles de cândidos perigosa é
Mas picasso mormaço leviano

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No tesoura que uma nave
Na tanto na espacial e
Perdidos voluptuoso sublime em é

Sim o cadafalso cadeira sem
Mas falso o entretanto frio
Não com gigante assim se

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Instruções para uma poesia dadaísta: pegue papeizinhos. Escreva neles palavras. Substantivos, adjetivos, pronomes definidos e indefinidos, artigos. Misture os papeizinhos. Defina o número de palavras por verso. Ou não. Defina regras para terminar o verso. Ou não. Pegue os papeizinhos em ordem aleatória e escreva o poema com as palavras na ordem que forem aparecendo. Vá vendo o resultado a medida em que o poema está sendo feito. Pouca coisa faz sentido, mas quando faz, é profundo. Profundo mesmo! Outra experiência que pode ser feita é fazer vários poemas dadaístas com o mesmo grupo de palavras. Ei! Será que isso é uma idéia original? Não sei, mas vou fazer isso outra hora. Escolherei 87 palavras e escreverei 13 poemas com essa técnica! Afudê! (autoempolgação deveria ser o ópio do povo)

87 – 5 = 82 – 4 = 78 – 6 = 72 – 4 = 68 – 5 = 63 – 4 = 59 – 6 = 53 – 4 = 49 – 5 = 44 – 4 = 40 – 6 = 36 – 4 = 32 – 5 = 27 – 4 = 23 – 6 = 17 – 4 = 13 – 6 = 7 – 1 = 6 – 6 = 0 (= 19 versos)

19 – 5 = 14 – 4 = 10 – 3 = 7 – 3 = 4 – 4 = 0. Taí a fórmula do meu próximo poema dadaísta. Resumindo, será um poema com 19 versos, dividido em estrofes de 5, 4, 3, 3 e 4 versos respectivamente, com 5, 4, 6, 4, 5, 4, 6, 4, 5, 4, 6, 4, 5, 4, 6, 4, 6, 1, 6 palavras em cada verso.

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Avenida Literária
jan 27

Avenida Literária

By Rafael Reinehr | Alhures

Encontrei no Brechó do Carioca um belíssimo exemplo, em meio à sociedade do Capital, da venda, do comércio injusto, da exploração e da opresão, um exemplo singela e verdadeiramente anarquista e libertário a ser seguido e reproduzido a roldão pelo nosso país:

a Avenida Literária.

http://eptv.globo.com/emc/swf/player.swf

Como o Luiz Henrique bem explicou em seu blog: ” “Ninguém é dono, e ao mesmo tempo, todos são donos”. Anarquia é isso. Anarquia não é caos nem bagunça, é bem-estar coletivo livre de propriedade privada que exclui os demais. Anarquia é desapego e comprometimento. Parece complexo, mas é simples, a gente é que complica tudo.

Pois é… Utopia ou Realidade? Isso é o que chamo de “aproveitar as rachaduras do Estado e do Capital”…

out 15

Prêmio AGES Livro do Ano 2009

By Rafael Reinehr | Associação Gaúcha de Escritores

Segue abaixo a lista dos indicados ao Prêmio Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores de 2009:

POESIA

1. Alencar Torres Porto — Poemas do Alencar

2. Deise Beier — Tramas de orvalho

3. Dois Santos dos Santos — Manual de anti-ajuda

4. Gilberto Trindade — Falquejado no Alegrete

5. Luiz Coronel — A cartilha farroupilha

6. Maria Luci Cardoso Leite — Expressões d’alma

7. Marlon de Almeida — Prosa do mar

8. Mateus Heck — O mundo mágico da poesia

9. Thelma Scherer — O rumor da casa

 

 

NÃO FICÇÃO

 

1. Armindo Trevisan — A matéria encantada, por Xico Stockinger: ode a um guerreiro

2. Beatriz Marocco — Ilha do Presídio — uma reportagem de idéias

3. Celso Gutfreind — Duas análises de uma fobia em um menino de 5 anos — A psicanálise da criança ontem e hoje

4. Eduardo Melo — Eles, os gaúchos

5. Eliane Brum — O olho da rua

6. Fernando Elias José — Superando desafios (como se preparar para provas, vestibulares e concursos)

7. Geraldo Hasse — Navegando pelo Rio Grande

8. José Antônio Pinheiro Machado — Cardápios do Anonymus Gourmet

9. José Antônio Pinheiro Machado — Cem receitas com lata

10. Luciano Fedozzi — O eu e os outros

11. Luiz Achutti — Palácio Piratini

12. Luiz Antonio de Assis Brasil — Caringi — Antonio Caringi — O escultor dos pampas

13. Márcia Tiburi — Filosofia em comum

14. Marta Schmitt — O clube do guri

15. Norberto Goulart Peres — Glênio Peres — era o que ele era

16. Onici Flores (org.) — Linhas & entrelinhas: reflexões sobre o ensino de leitura

17. Ruy Carlos Ostermann — Encontros com o professor vol. 3

18. Santa Inéze Domingues da Rocha — Açorianos — história e legado

19. Thiago Nicolau de Araújo — Túmulos celebrativos de Porto Alegre: múltiplos olhares sobre o espaço cemiteral (1889 – 1930)

20. Valdomiro Martins — O negro e a literatura gaúcha -— ficção e história

21. Vera Lucia Maciel Barroso — Raízes de Cambará do Sul

22. Walter Galvani — O prazer de ler jornal

INFANTIL

1. Ana Terra — Sai pra lá

2. Caio Riter — Historinhas bem apaixonadas: O maior motivo do mundo

3. Caio Riter — Historinhas bem medrosas: Uma noite de muitos medos

4. Carlos Urbim — Admissão ao ginásio

5. Celso Gutfreind — O caminho do pintor

6. Celso Sisto — Cavaleiro andante

7. Celso Sisto — Mãe África

8. Helô Bacichette — Kimbalo

9. Helô Bacichette — T de ti, T de ta

10. Hermes Bernardi Jr — E um rinoceronte dobrado

11. Humberto Gessinger — Meu pequeno gremista

12. Jacira Fagundes — O menino do livro

13. José Clemente Pozenato — Meu pequeno juventudista

14. Letícia Wierzchowski — Era outra vez um gato xadrez

15. Liliane Greuner — O segredo de Adalberto

16. Luís Augusto Fischer — Meu pequeno colorado

17. Luís Dill — Sonho Real

18. Gládis Barcellos — O segredo da mochila

19. Léia Cassol — O aniversário da bruxa Kika

20. Léia Cassol — Saudade tem cor e sabor

21. Léia Cassol — Um quero-quero me contou…

22. Luiz Paulo Faccioli — Cida, a gata maravilha

23. Mario Pirata — Versos para namorar

24. Monika Papescu — Peixinhos

25. Ricardo Silvestrin — Transpoemas

26. Sandra Popoff — Todo leão precisa ter um sábio coração

27. Valesca de Assis — Vão pensar que estamos fugindo — história de uma viagem quase impossível

28. Valquíria Ayres Garcia — Amor de Dinos

JUVENIL

1. Caio Riter — Meu pai não mora mais aqui

2. Christian David — Mão dupla

3. Luís Augusto Fischer — Minha Aldeia

4. Luís Dill — Todos contra Dante

5. Luís Dill — Ouvindo pedras

6. Marcelo Spalding — A cor do outro

7. Marília Pirillo — Baratinada

8. Oscar Bessi Filho — O outro lado do caleidoscópio

ROMANCE

1. Altair Martins — Parede no escuro

2. Antônio Xerxenesky — Areia nos dentes

3. Airton Ortiz — Cartas do Everest

4. Benedito Saldanha — A casa branca

5. Cleci Silveira — Além da porta

6. Colmar Duarte — Corações de arame

7. João Gilberto Noll — Acenos e afagos

8. José Eduardo Degrazia — A fabulosa viagem do mel de lechiguana

9. Kleber Boelter — Deus está morto?

10. Luís Augusto Fischer — Duas Águas

11. Marcelo Carneiro da Cunha — Depois do sexo

12. Maria Inês Rodrigues — Aula de gravura

13. Sérgio Agra — Mar da serenidade

CRÔNICA

1. Cláudio Moreno — 100 lições para viver melhor: histórias da Grécia antiga

2. Cláudia Laitano — Agora era eu

3. David Coimbra — Cris, a fera e outras mulheres de arrepiar

4. David Coimbra — Meu guri

5. Fabrício Carpinejar — Canalha!

6. Kenny Braga — Rolo compressor

7. Jaime Copstein — Ópera dos vivos

8. Martha Medeiros — Doidas e santas

9. Nilson Luiz May — A máquina dos sonhos e outras crônicas selecionadas

10. Paulo Wainberg — Outro vagabundo toca em surdina

11. Sérgio da Costa Franco — A velha Porto Alegre

12. Vitor Diel — Granada

CONTO

1. Carmen Seganfredo e A.S.Franchini — As melhores lendas medievai

2. Carmen Seganfredo e A.S.Franchini — As melhores histórias da mitologia africana

3. Carol Bensimon — Pó de parede

4. Fernando Mantelli — Raiva nos raios de sol

5. Fernando Neubarth (org) — Contos comprimidos

6. Lya Luft — O silêncio dos amantes

7. Luís Dill — Atalhos (Cenas brasileiras)

8. Luiz Paulo Faccioli — Trocando em miúdos

9. Reginaldo Pujol Filho — Azar do personagem

10. Ricardo Peró Job — A sereia do luminoso

11. Ricardo Silvestrin — Play

12. Rodrigo Rosp — A virgem que não conhecia Picasso

13. Sergio Napp — Das travessias — volume 1 — contos

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set 16

Quarta Maratona Literária – Acampamento Farroupilha, Porto Alegre – RS

By Rafael Reinehr | Alhures

Recebi, via LP Facioli da AGEs, um convite para a Quarta Maratona Literária que irá acontecer agora nos dias 18 e 19 de setembro, e estou repassando o serviço para quem é de Porto Alegre ou vai estar por lá nestes dias. A iniciativa é muito bacana, confira:

maratona-literaria

A Maratona é um evento literário pioneiro em Porto Alegre, sendo um projeto consagrado em Madri, onde ocorre em espaços públicos, funcionando ao mesmo tempo como oportunidade de encontro de leitores de todas as idades e homenagem aos livros e à literatura.

A Maratona consiste na leitura coletiva de um livro. Haverá um revezamento de leitura em voz alta, a partir de uma inscrição daquelas pessoas que estarão na Tenda Leitura e que tenham interesse de participar da corrida pela literatura. Nos intervalos de leitura teremos intervenções de grupos artísticos locais, organizados pelo Cabaré do Verbo. O evento é gratuito e para todas as idades. Durante as pausas de leitura também será servido café e chimarrão. Traga seu livro, se não puder, temos um exemplar à disposição para leitura aos maratonistas.

Sobre a Maratona:

Blogue: http://maratonaliteraria.blogspot.com

You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=LVK6HTeAgQ4

Álbum de Fotos: http://picasaweb.google.com/dweller.br

Texto da comunidade “Maratona Literária” do Orkut:

Um livro, uma data e um lugar para leitura em grupo. Cada um lê, em voz alta, os trechos que desejar entre goles de café e algumas pausas para recuperar o fôlego da corrida. Ao final do livro ou do fôlego dos leitores será a vez da premiação literária. A idéia é criarmos um grupo, que se encontre periodicamente, para leitura de livros. A cada encontro um livro vencido. Espalhe essa idéia aos seus amigos e participe da Comunidade. Basta digitar “Maratona Literária” em “pesquisa do orkut”. É na Comunidade que vamos fazer decolar essa idéia e tentar agitar o cenário cultural do livro da nossa cidade.

Novitas
fev 01

Herar eh umano – Editora Novitas

By Rafael Reinehr | Alhures

Recebi hoje por mail um spam da Editora Novitas, uma vulga nova editora que promete tirar do ostracismo o incauto escritor que desejar investir a bagatela de 9 centavos por página para ter seus escritos impressos em folhas de 75g/m2.

Falando assim, até parece uma crítica destrutiva e que não sou favorável a dar espaço para novas iniciativas do gênero. Pelo contrário, eu mesmo estou engatilhando a fundação de uma Editora Literária para os próximos meses (já planejada há mais de 2 anos).

O que me chamou a atenção na Novitas é uma gafe curiosíssima que se apresenta na capa do site. A imagem e as palavras falam por si só:

Novitas

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Ficção x Realidade
jan 09

O Estuprador e o Indulto de Natal

By Rafael Reinehr | Contos

Quais são os riscos e os benefícios de liberar um criminoso durante as festas natalinas? Durante este texto você vai se colocar no lugar de duas famílias e ajudar a decidir…

O Estuprador e o Indulto de Natal

Dia 25 de Dezembro. Na noite anterior, a ceia na casa da família Silva tinha sido ótima. Seu Franciel e dona Amália tinham recebido seus filhos que moram em Criciúma e Araranguá e, juntamente com a filha Verônica que com eles residia, tiveram uma noite muito agradável, regada a boa comida e conversas animadas.

Dia 25 de Dezembro. Na noite anterior, a ceia na casa da família Santos tinha sido ótima. Seu Aristides e dona Severiana tinham recebido seus filhos que moram no Arroio do Silva e seu filho Leonardo, preso há dois anos por roubo e tentativa de estupro, que recebeu o indulto de Natal e estava passando os dias com a família em Sombrio. Conversas animadas, boa comida… Uma noite muito agradável.

Gustavo e Frederico Silva voltaram para Araranguá e Criciúma na tarde daquele dia, já que no dia 26 trabalhavam. Despediram-se dos pais e da irmã e rumaram para suas casas.

Leonardo Santos avisou aos irmãos que ia passar o dia com os amigos, que não lhe esperassem para jantar.

Na casa de Verônica, a janta era feita com as sobras da ceia da noite anterior. Sentados na mesa de jantar, Verônica, seu Franciel e Dona Amália conversavam sobre a incapacidade do ser humano em respeitar as diferenças, enquanto um barulho de vidro quebralho lhes chama atenção.

Leonardo encontra-se com seus amigos para uma roda de fumo, bebida e pó. Conta para os camaradas que ainda não sabe se vai voltar ao presídio na segunda-feira, quando acabar o indulto. Com a cabeça ainda “ativada”, se despede do grupo e vai em direção à sua casa.

Quando Verônica se levanta para ver que barulho era aquele, um homem com cerca de um metro e noventa entra cozinha a dentro, vindo dos fundos da casa e manda todo mundo “ficar frio que ninguém ia se machucar”.

Leonardo tem uma idéia súbita: se realmente resolver ficar na rua, vai precisar de grana pra se manter foragido. Olha para o lado direito e vê a casa de sua antiga professora do primário. Se lembra que sempre morava sozinha, e resolve entrar. Pelos fundos. Quebra o vidro da porta, gira a chave por dentro e entra. Na mesa da cozinha, a professora e duas pessoas mais velhas. Diz:

– Fica todo mundo frio aí que ninguém vai se machucar.

Verônica, apavorada, reconhece na face machucada, barba por fazer e uma grande cicatriz à direita, o rosto de alguém que não vê há muito tempo. Seu Franciel se levanta para tirar satisfação, e em menos do que um instante já está deitado no chão, com a boca cheia de sangue, ouvindo os gritos da esposa e da filha.

Mas o velho teimoso não lhe escuta e resolve se meter a machão. “Tu vai ver o que é bom filhadaputa”. E Leonardo lhe desfere um forte soco que acerta o velho na boca, levando-o ao chão. Pega o braço da velha e da jovem e as carrega até o banheiro. Depois volta até o velho, chuta-lhe a boca e a cabeça e o arrasta até o banheiro.

O homem a agarra pelo braço, assim como à sua mãe e as tranca no banheiro. Logo traz, puxando pelas pernas, seu pai desfalecido. Ela pensa em gritar, mas o pavor é tanto que fica paralisada. Tenta ficar calma, mas mal consegue pensar. O invasor pede que a leve até algum dinheiro, dizendo que depois irá embora.

Leonardo pede que a professora lhe dê todo dinheiro que tiverem em casa.

– Ninguém precisa se machucar. Me dá o dinheiro e eu me mando.

Verônica o leva até os quarto dos pais, pega a caixa guardada na parte superior do armário, atrás de uma pilha de roupas e entrega a Leonardo. Três mil reais, é tudo que eles tem em casa.

Leonardo pega os três mil reais da caixa, mas antes de ir embora, ele precisa matar mais uma vontade reprimida nestes dois anos na prisão.

Verônica sente um olhar estranho em Leonardo, e o terror que já era gigantesco quase a faz desfalecer.

– Agora, fica quietinha se não quiser que eu te corte toda. E começa a arrancar a roupa da professora, que, pálida e com o corpo todo tremendo, não esboça nenhuma reação.

Verônica sente que está perdendo a consciência. Uma mistura de náusea, horror, vertigem e embrulho no estômago se somam ao tremor generalizado em seu corpo. Seus músculos não respondem à ordem que grita, dentro da sua cabeça: “Reaja, lute, se defenda, fuja…”

Leonardo penetra Verônica com toda força e disposição acumuladas no tempo em que ficou preso. Agarra seus seios e depois afasta suas coxas com vigor, para penetrar mais fundo. Ejacula dentro de Verônica, e o faz com um gemido de prazer. Levanta sua cueca, fecha o zíper e vai embora, sem olhar para trás.

Dia 25 de Dezembro. Um funcionário de plantão na delegacia de polícia de Sombrio recebe uma denúncia de assalto, agressão física e estupro. E pensa: “Porque uma merda dessas justamente no meu plantão? Vou ter que chamar o delegado…”

(O conto acima foi baseado em uma história real, contada por uma paciente minha no dia 08/01/2009, ocorrida com uma amiga dela, no último Natal. Os nomes dos personagens não condizem com a realidade, e alguns fatos foram omitidos e outros modificados, tornando esta uma obra de ficção.)

 

Bolinhas Azuis
nov 16

Do sentido, Tania Montandon

By Rafael Reinehr | Escritores e seus Escritos

Do sentido da conduta
De viva astúcia e brilho
Que a ciência não escuta
Não se põe lúcida no trilho

Do sentido da história
Que perfaz cada trajetória
Da arte finita do mover-se
O que liga os interesses?

Do sentido da mente
Ínclito poço de habilidades
Poder saber que se sente
Que se liga potencialidades

Do sentido da vida
Do mistério e da energia
Que fascina e arrepia
Que se conhece só a ida

Do sentido da alma
Da coerente comunhão
Intuição que acalma
O desvario da razão

O poema acima é de autoria da poeta Tania Montandon, como ela mesma diz “Uma eterna aprendiz da arte de ser feliz… apenas a semente amadurecendo naturalmente…“, e estou divulgando pois é uma artista que vale ser conhecida.

Enquanto reflete no sentido da poesia acima, faça o seguinte exercício: encontre a bola vermelha na figura abaixo, acompanhe seu trajeto e me diga onde ela vai parar. Mais importante: qual é o sentido da bola, metáfora essencial da vida?

(clique para ver a imagem)

 

Bolinhas Azuis

O bom escritor
nov 02

O gosto do novo: Jackson Franco

By Rafael Reinehr | Escritores e seus Escritos

Hoje o Eduardo me encaminhou um mail comunicando sobre um novo comentário em um Editorial antigo do Simplicíssimo e lá me deparei com um singelo elogio, feito por um escritor que, até agora, não conhecia.

Como é de praxe, sempre visito quem me visita e comenta, ainda mais quando não conheço. Acabei chegando no blog Literaturagara, onde Jackson Franco, que iniciou seu blog em setembro e publica um novo conto ou miniconto a cada sete dias, aproximadamente, apresenta sua verve literária, muitas vezes com cunho social e, com freqüência, utilizando a morte com fim último de seus personagens.

O escritor recifense me impressionou positivamente com sua literatura crua, mas, como disse em um comentário que por lá deixei, bem cozida. O ato de costurar histórias e personagens não é, em essência, o trabalho do bom escritor?