Category Archives for "Medicina e Saúde"

ago 02

Tenho uma proposta para você! Você deseja fazer uma parceria?

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Medictando

PROPOSTA 1: PARA PROFISSIONAIS DAS ÁREA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE, BEM-ESTAR, QUALIDADE DE VIDA E FELICIDADE

A parceria que estou propondo é a seguinte: idealizei um portal de educação em saúde, qualidade de vida, bem-estar e felicidade chamado Medictando (medictando.com). Ali contamos com vários colunistas que escrevem, espalham conhecimento e ajudam as pessoas do Brasil com textos inspiradores.
Este seria o primeiro convite: contribuir com esta área de conteúdo gratuita.

O segundo convite é mais elaborado, mais dispendioso em relação ao tempo e requer mais comprometimento mas também traz resultados ainda melhores: em Setembro, na Primavera, estamos lançando nosso Portal de Cursos e Área de Membros chamada Academia Medictando, onde teremos cursos, oficinas, workshops presenciais e online nas mais variadas áreas da Saúde, Bem-estar e Felicidade.

E é aí que a parceria fica ainda mais interessante e inteligente: enquanto você fica responsável pelo conteúdo do teu curso, a equipe do Medictando fica responsável pela confecção e manutenção do site, da área de membros, do design gráfico, do marketing, das vendas e das mídias sociais. Uma forma bem poderosa de levar o que você sabe para milhares ou mesmo milhões de pessoas espalhadas por aí, dependendo do público que você quer alcançar dentro da tua área de especialização.

Meu objetivo é tornar o portal sustentável ao mesmo tempo em que crescemos e oferecemos conteúdo e experiências incríveis e de muita qualidade a um número cada vez maior de pessoas, ajudando assim a mudar positivamente a qualidade de vida e o bem-estar delas. E aí? Vamos juntos?

Entre em contato através do Instagram @medic.tando ou do e-mail info@medictando e vamos conversar melhor! Diga que leu esta postagem e que está a fim de participar. Retornaremos a mensagem rapidamente!

PROPOSTA 2: PARA INFLUENCIADORES DIGITAIS, A PARTIR DE 1000 SEGUIDORES NO INSTAGRAM, TWITTER OU FACEBOOK

Adianta produzir um conteúdo maravilhoso e não conseguir alcançar as pessoas? Pois é! Aí que entram nossos parceiros no Instagram, Facebook e Twitter.

Precisamos de ajuda para divulgar nosso conteúdo gratuito e também os vários Cursos e Programas Online que estão sendo criados. Fornecemos as imagens e textos a serem divulgados e você só precisará postar na sua Timeline ou Stories e nos marcar!

E como vamos retribuir? De várias formas:

1 – Oferecendo descontos para os cursos que você irá divulgar
2 – Oferecendo acessos gratuitos aos cursos que você poderá sortear entre teus seguidores
3 – Eventualmente oferecendo alguns brindes, mimos e presentes e…
4 – Em casos selecionados, com remuneração em dinheiro.

Entre em contato através do Instagram @medic.tando ou do e-mail info@medictando e vamos conversar melhor! Diga que leu esta postagem e que está a fim de participar. Retornaremos a mensagem rapidamente!

BCG e diabete tipo 1
jun 23

Redução da glicemia a longo prazo em diabéticos do tipo 1 após aplicação de BCG

By rafaelreinehr | Diabetes , Medicina e Saúde

O diabete melito tipo 1 é uma doença até hoje incurável, causada por um ataque auto-imune às células beta produtoras de insulina pancreáticas, levando ao aumento da glicemia sanguínea e, se não adequadamente tratada a complicações severas como cegueira, amputações, perda da função renal e conseqüente hemodiálise, gastroparesia e disfunção autonômica, neuropatia e aumento de mortalidade cardiovascular, entre outros.

 

A vacina BCG, criada a partir da cepa atenuada do Bacillus Calmette Guérin do Mycobacterium bovis, é administrada globalmente há mais de 100 anos contra a tuberculose. Além disso, é efetiva e também uma promessa como tratamento de várias doenças inflamatórias e autoimunes.

 

No estudo que vou comentar, foram aplicadas 2 doses de BCG com intervalo de 4 semanas, que apresentaram uma redução dos níveis glicêmicos a partir do terceiro ano e mantiveram esta redução dos níveis da Hemoglobina glicada mantendo-a próximo dos níveis normais pelos 5 anos subsequentes.

 

O estudo demonstrou uma redução de 10% da HbA1c em 3 anos e de 18% em 4 anos, redução que se sustentou por 5 anos após a redução inicial.

 

Aumento da produção de insulina X Redução da resistência insulínica

 

Esta redução não se deve pelo aumento da produção de insulina por células betas neoformadas, como nos estudos prévios de BCG em ratos, tampouco por uma redução da Resistência à Insulina causada pelo BCG.

 

Um novo mecanismo

 

BCG – melhora do metabolismo da glicose e aumento da biossintese das purinas – um novo mecanismo para explicar a redução da HbA1c: uma mudança celular de uma fosforilação oxidativa primária, um estado de baixa utilização de glicose, para uma glicólise aeróbica aumentada precoce, um estado caracterizado por uma alta utilização de glicose associado com um alto metabolismo de purinas.

 

É sabido que a glicólise aeróbica fica ativa no local de muitas infecções com baixos níveis de oxigênio, incluindo a tuberculose a nível pulmonar, mas não em um nível sistêmico.

 

A glicólise aeróbica alimenta uma retirada dramática de glicose através da regulação do transporte de glicose através da superfície celular e uma utilização secundária do shunt pentose fosfato para uma síntese aumentada de purinas.

 

Explicando de outro modo, mais simples, ocorre uma mudança (um aumento) na utilização de glicose controlada pelos receptores, levando a um aumento na produção rápida de ATP (energia).

 

Mesmo a glicose sendo metabolizada mais rapidamente por este método, nenhum caso de hipoglicemia severa foi relatada nos pacientes submetidos ao uso da BCG nos 5 anos após a Hemoglobina glicada ter atingido os níveis próximos ao normal.

 

Estudos clínicos conseguiram resultados similares, apesar de menos uniformes, com a introdução de tratamentos intensivos com insulina combinados com monitoramento intensivo, bombas de insulina, equipamentos sensíveis à glicose, dieta, exercícios e supervisão de saúde frequentes. Esses tratamentos intensivos vem acompanhados de um risco aumentado de hipoglicemias com morbidade e mortalidade não desprezíveis.

 

Geralmente, se estabelece um nível de hemoglobina glicada de 7% a fim de prevenir os efeitos letais da hiperglicemia. Para cada redução de 1% na HbA1c estima-se que se consegue reduzir 21% nos desfechos associados ao diabete, 21% nas mortes associadas ao diabete e 37% das complicações microvasculares.

 

Estes dados sugerem uma nova abordagem de controle dos níveis da glicose de forma independente da insulina. Aparentemente, os mecanismos propostos para a redução da glicose são independentes da causa de hiperglicemia, e não são exclusivos de um diabete auto-imune do tipo 1, podendo beneficiar igualmente pacientes com diabetes tipo 2 ou outras formas de hiperglicemia.

 

Interessante notar que, em ratos, o BCG aplicado previamente foi capaz de reduzir a glicemia em ratos tratados com Streptozitocina, uma substância que seletivamente destrói as células beta produtoras de insulina (causando um diabete não auto-imune, mas por toxicidade). Ao mesmo tempo, o BCG não causou hipoglicemia quando dado a ratos saudáveis.

 

Antes deste estudo com duração de 8 anos, não haviam evidências de que uma infecção com uma forma avirulenta de Mycobacterium pudesse ter um efeito tão profundo e permanente de forma sistêmica, em diabéticos.

 

Materiais e métodos

 

Foram estudados 52 pacientes incluídos no estudo clínico da vacinação e 230 para estudos mecanísticos in vitro. Destes, 211 eram pacientes diabéticos do tipo 1 e 71 eram controles não diabéticos.

 

Os estudos in vivo das vacinações observaram adultos com diabete tipo 1 recebendo BCG, recebendo placebo e simultaneamente estudou pacientes diabéticos tipo 1 referência seguidos com os mesmos cuidados que os vacinados

 

Foi utilizada a cepa Connaught da BCG duas vezes, no braço superior direito e esquerdo, intradérmico, com intervalo de 4 semanas.

 

E porquê a redução da HbA1c em humanos leva 3 a 4 anos?

 

O estudo não consegue responder a esta pergunta. A hipótese formulada é a de que, assim como o processo autoimune leva anos para se desenvolver, a reversão do traço autoimune e toda sua cascata de consequências também levaria anos para ser revertida.

 

O tempo de 3 anos encontrado neste estudo foi o mesmo que demonstrou os benefícios da BCG na Esclerose Múltipla. Ainda, levando-se em conta que os estudos prévios em ratos demonstraram um tempo médio de 6 semanas para demonstrar benefício nos animais, e levando em conta que a vida média dos ratos é de 2.5 anos, isso equivaleria a cerva de 3.5 anos de vida humanos.

 

Mais estudos são necessários para averiguar e entender:

 

  1. Os mecanismos cinéticos dos efeitos da BCG
  2. Se doses mais frequentes de BCG podem encurtar o tempo de melhora
  3. Se a demora sistêmica contudo com durabilidade do efeito está relacionada à infecção de células tronco que então criam um reservatório imune inteiro para a regulação da glicose sanguínea

 

Conclusão

 

O estudo em questão apresenta imensas possibilidades, não somente para pacientes com diabete melito tipo 1 mas também para aqueles com tipo 2. Talvez as cepas atenuadas de Mycobacterium sejam organismos primários para reestabelecer interações ambiente-hospedeiro para uma melhora geral da saúde. Mais estudos são necessários para comprovar esta hipótese.

 

Para esclarecer melhor este e outros avanços científicos, procure sempre um especialista, neste caso, um endocrinologista na sua região. Fique atento e não caia em falsas e milagrosas promessas e entenda que a ciência avança a passos largos, mas lentos, pois todas hipóteses precisam ser devidamente confirmadas para evitar riscos a longo prazo.

 

Uma semana feliz e cheia de esperança a você. Se ainda não o faz, siga-me nas redes sociais:

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Referência do artigo original: https://www.nature.com/articles/s41541-018-0062-8

Comida Japonesa combina com a minha dieta?
jul 26

Calorias da Comida Japonesa: Quantas Calorias tem um Sushi e um Sashimi?

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Nutrição

 

Hoje comecei a preparar uma Tabela de Calorias específica da Comida Japonesa. Muitos pacientes me perguntam se podem comer sushi e sashimi e mesmo assim seguir com sua dieta e emagrecer. A resposta não é simples. Depende.

A culinária japonesa é repleta de alimentos pouco calóricos e saudáveis, mas também contém algumas armadilhas importantes escondidas nas friturinhas e nas massas como no guioza, no tempurá, nos hot rolls, alguns temakis, no tepan, no saquê e inclusive no shoyu!

Em função disso, e a pedido de uma paciente, comecei a pesquisar em várias fontes sobre as kcal contidas nesta culinária.

Como escrevi para meus pacientes do 7P – Programa de Emagrecimento Sustentável em 7 Passos, no nosso Grupo PMZ do Face (PMZ é o equivalente a VIP, e quer dizer Pessoas Muito Zen – ou a caminho, assim espero!):

“A internet é, ao mesmo tempo, uma dádiva e uma maldição. Se não tivermos um olhar crítico sobre as informações que absorvermos e não buscarmos fontes confiáveis para nos iluminar, acabamos aceitando e até reproduzindo informações inverídicas que podem fazer mal a nós mesmos, a pessoas queridas e mesmo a desconhecido.”

Então, assim que a Tabela estiver pronta, com informações comprovadas em fontes confiáveis, estarei postando-a por aqui, exatamente neste post.

Neste ínterim, aproveitem para apreciar a TACO – Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, criada pela UNICAMP.

Puberdade precoce
jul 03

Puberdade Precoce: Causas, Sintomas e Tratamentos

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Tudo Que Você Precisa Saber Sobre

Os distúrbios relacionados ao tempo da puberdade, em meninos e meninas, tanto a puberdade precoce quanto o atraso puberal, necessitam sempre uma avaliação detalhada e especializada. Se não detectados a tempo, podem trazer alguns transtornos e consequências irreversíveis, como veremos a seguir.

O Que é a Puberdade Precoce?

A puberdade precoce se refere ao aparecimento de sinais físicos e hormonais de desenvolvimento puberal em uma ideia mais precoce do que a considerada normal. Por muitos anos, a puberdade foi considerada precoce em meninas mais novas que 8 anos; entretanto, estudos recentes indicam que sinais de puberdade precoce (surgimento de mamas e pelos pubianos) estão com frequência presentes em meninas (principalmente negras) em idade entre 6 a 8 anos. Para os meninos o início da puberdade antes de 9 anos é considerada precoce. Ambas as situações demandam uma avaliação cuidadosa por um médico endocrinologista para que se saiba se o caso se trata de puberdade precoce verdadeira e necessita tratamento ou se apenas é um caso de surgimento precoce dos sinais de puberdade sem que isso traga prejuízos à criança.

O início muito precoce da puberdade pode levar a uma série de problemas. O rápido crescimento inicialmente causa uma alta estatura para a idade, mas a rápida maturação óssea pode levar à interrupção do crescimento muito precocemente, resultando em baixa estatura na vida adulta. O aparecimento de seios e menstruação precoce em meninas e o aumento rápido de libido nos meninos pode causar estresse emocional para algumas crianças.

 

Quais são as possíveis causas?

Entre os diagnósticos diferenciais para puberdade precoce mais frequentes, encontram-se a Síndrome dos Ovários Policísticos, a Hiperplasia Supra-renal, Tumores ovarianos e adrenais, a Puberdade precoce central idiopática, todas elas necessitando de acompanhamento e tratamento específicos. Ainda existe a possibilidade de um desenvolvimento de caracteres sexuais secundários de forma precoce porém transitória, sem evolução clínica ou laboratorial, e neste caso apenas se realiza o acompanhamento próximo até a idade puberal. Entre as causas neurológicas de puberdade precoce, que representam a minoria dos casos, já que a maioria é idiopática, encontram-se:

  • Tumores (Astrocitomas, gliomas, tumores de células germinativas que secretam HCG)

  • Hamartomas hipotalâmicos

  • Lesão do Sistema Nervoso Central causada por inflamação, cirurgia, trauma, radioterapia ou abscesso

  • Anomalias congênitas (hidrocefalia, cisto aracnóide, cisto suprasselar)

Como descobrir qual a etiologia?

A investigação é feita com base em uma anamnese cuidadosa, exame físico, acompanhamento da curva de crescimento e na avaliação de uma série de hormônios produzidos pela hipófise, pelas supra-renais, pelos ovários (em meninas) e pelos testículos (em meninos), além de uma avaliação da idade óssea através de um raio-X das mãos e dos punhos, uma ecografia pélvica e abdominal e, em alguns casos, a realização de ressonância magnética da hipófise e das supra-renais.

Qual é o tratamento?

O tratamento é específico para cada causa. É muito importante que o endocrinologista saiba diferenciar a puberdade precoce central (PPC) da Pseudopuberdade Precoce (PPP). No primeiro caso, existe uma maturação precoce de todo o eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal, e encontramos todas as mudanças físicas e hormonais da puberdade. Na pseudopuberdade precoce, que é uma condição muito menos comum, existe uma produção de hormônios sexuais independente de um estímulo do hipotálamo e da hipófise. O diagnóstico correto da causa específica é necessário, já que a avaliação e o tratamento de pacientes com pseudopuberdade precoce é diferente daquele de pacientes com puberdade precoce central.

Na puberdade precoce central idiopática, geralmente é necessário o bloqueio da puberdade com injeções mensais de acetato de leuprorelina ou triptorrelina; na síndrome dos ovários policísticos, a perda de peso e um tratamento com metformina em geral controlam os sintomas e previnem ou retardam a evolução da enfermidade, muitas vezes sendo necessários anticoncepcionais com “bloqueadores de hormônios masculinos” para complementar o tratamento. Em resumo, as escolhas precisam ser individualizadas, pois cada paciente é único.

O diagnóstico preciso e específico é também muito importante pois ele vai determinar a necessidade de tratamento ou somente acompanhamento.

OBS: Este artigo é um esboço. O artigo completo será publicado em algumas semanas em http://dr.reinehr.org, site em construção. O artigo sobre atraso puberal será publicado posteriormente, no mesmo site.

OBS2: Segue abaixo um artigo modificado e atualizado da entrevista: “Transformação Antes da Hora”, feita pelo jornalista Itamar Melo com as endocrinologistas pediátricas Leila Cristina Pedroso de Paula e Marcia Puñales, publicada em 28 de maio de 2016, no “Caderno Vida”, do Jornal “Zero Hora”, RS.

Puberdade Precoce

Leila Cristina Cardoso de Paula (RS), Marcia Puñales (RS)

A puberdade precoce é um problema que pode atingir crianças muito pequenas, principalmente meninas, necessitando acompanhamento especializado e informação para a família.

O que é puberdade precoce? Qual é a idade normal para surgirem os primeiros sinais de puberdade no meu filho ou minha filha?

Puberdade é a fase da vida em que ocorrem modificações no corpo de uma criança fazendo com que ela se torne um adulto. Em meninas, a puberdade ocorre entre 8-13 anos; e em meninos, entre 9-14 anos. Nas meninas, o primeiro sinal de puberdade é o surgimento do broto mamário e, nos meninos, o aumento do tamanho dos testículos. Nesta fase também surgem os pelos pubianos, pelos axilares, odor axilar, acne e aumento da oleosidade da pele. A primeira menstruação, chamada de menarca, ocorre em média dois anos depois do aparecimento das mamas. Considera-se como precoce a puberdade que surge antes dos 8 anos em meninas e dos 9 anos em meninos; e atrasada, a puberdade que tem inicio após os 13 anos em meninas e após os 14 anos, em meninos.

Mas, parece que tem sido comum a antecipação destes sinais, é verdade?

Há indícios de que são cada vez mais numerosos os casos em que o inicio do processo de amadurecimento esteja ocorrendo antes da idade considerada adequada.

Quais são as causas da puberdade precoce?

A puberdade precoce é causada pelo aumento antecipado dos hormônios sexuais no sangue, seja porque a criança se expôs a algum hormônio (ex: medicamentos); ou porque suas glândulas (ex: pituitária, ovários nas meninas e testículos nos meninos), passaram a produzir, por algum motivo, esses hormônios sexuais de forma precoce. 2 O começo da puberdade é influenciado por fatores genéticos, psicológicos e ambientais (ex: condições socioeconômicas, estado de saúde, nutrição). A puberdade tende a surgir mais cedo em meninas cujas mães menstruaram com menor idade, naquelas com relato de puberdade precoce na família paterna, nas que tiveram baixo peso ao nascer ou que sofreram de obesidade na infância. Quando nenhuma causa é identificada, diz-se que a puberdade precoce é idiopática. É como se tivéssemos um relógio dormente na hipófise, uma glândula situada na base do cérebro, com tempo certo para “despertar”. Em determinado momento da vida, não se sabe exatamente por que, esse relógio é ativado e resolve despertar “fora de hora”, mais cedo. A partir desse instante, a hipófise passa a liberar no sangue os hormônios LH e FSH. Esses hormônios, por sua vez, estimulam as gônadas (os ovários nas meninas e os testículos nos meninos), levando a produção de estrógeno nas meninas e de testosterona nos meninos.

É verdade que agrotóxicos e plásticos podem estimular as crianças a entrarem na puberdade mais cedo?

Pouco mais de um século e meio atrás as meninas tinham a sua primeira menstruação, conhecida como menarca, em média, aos 17 anos. Essa idade foi caindo com o passar do tempo e, hoje, está na faixa dos 12 anos. Uma das hipóteses para a antecipação da puberdade diz respeito ao contato com os chamados desreguladores endócrinos, substâncias com capacidade para alterar o funcionamento do sistema endócrino-hormonal presentes nos agrotóxicios e nos plásticos. Um dos desreguladores suspeitos é o bisfenol A, presente em diversos plásticos e embalagens. Em 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu a presença desta substância nas mamadeiras, pelo risco que representa para as crianças, mas ela continua presente em latas de refrigerantes e outras embalagens. Também há desreguladores na soja, mas o entendimento é que seria necessário o consumo constante e de uma grande quantidade de soja para que esse efeito pudesse ser provocado.

Minha filha começou a aumentar as mamas antes dos oito anos de idade. Preciso me preocupar com isto?

Em alguns casos o surgimento de mamas antes dos oito anos pode ser uma variação da normalidade, e não exige tratamento, mas isso só pode ser definido após uma avaliação criteriosa por um médico. Esta variação da normalidade ocorre principalmente nas meninas, pouco antes dos 8 anos e também no primeiro e segundo ano de vida, quando ela passa por uma fase que chamamos de minipuberdade. Nos primeiros anos de vida pode haver um estímulo hormonal capaz de aumentar mamas, com regressão posterior, caso realmente não seja associado a uma doença.

Quais são as consequências da puberdade precoce?

As principais consequências da puberdade precoce são: transtornos psicológicos e de comportamento; maior risco de abuso sexual; baixa estatura quando adulto; maior risco de obesidade, hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e certos tipos de câncer – atribuído à exposição precoce ao hormônio estrógeno.

Tenho sobrinhos gêmeos, uma menina e um menino, e ambos começaram com cheirinho embaixo do braço, uns cravinhos e agora, com 6 anos e 10 meses, começaram com pelinhos. Isso é puberdade precoce?

Pode ser, ou não. A glândula adrenal (ou suprarrenal), às vezes começa a secretar os hormônios andrógenos, também relacionados ao amadurecimento sexual de forma precoce. Essa ocorrência é chamada de adrenarca. Na maioria das crianças isto não provoca nenhum tipo de manifestação clínica, entretanto em algumas pode ser responsável pelo odor nas axilas, pelo aumento da oleosidade da pele, acne, cravos e aparecimento de pelos pubianos e axilares. Quando isso ocorre antes do tempo (8 anos nas meninas e 9 anos nos meninos) é considerado precoce e pode estar relacionado com doenças potencialmente sérias, como um tumor adrenal ou um mal funcionamento adrenal conhecido como hiperplasia suprarrenal congênita. Nesta situação também é necessária uma avaliação cuidadosa por um médico.

Qual é o tratamento da puberdade precoce?

O tratamento depende da causa. No caso da puberdade precoce central, ele consiste de injeções, mensais ou trimestrais de um hormônio, que faz a puberdade regredir. Esta mesma medicação funciona como um freio no desenvolvimento do esqueleto, melhorando a estatura final destas crianças. A expectativa é manter o tratamento até por volta dos 12 anos de idade óssea e após suspender as injeções, liberando o corpo para desenvolver-se – desta vez, na hora certa. Outras vezes é necessário cirurgia para remover a causa do problema; e outras vezes nenhum tratamento é recomendado, além do acompanhamento médico.

7P Programa de emagrecimento Sustentável em 7 Passos
jun 12

Lista de Selecionados para o Programa de Emagrecimento Sustentável – Junho de 2017

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Obesidade

Segue a lista com os 30 selecionados para o Programa de Emagrecimento Sustentável em 7 Passos, de junho a setembro de 2017.

A partir de amanhã serão enviadas instruções para seus e-mails. Esta lista também será enviada ao longo do dia para o e-mail de todos os inscritos.

Se você não foi selecionada(o), não fique triste: decidimos abrir mais 30 vagas com um valor simbólico, a partir de amanhã. Isso será explicado em uma live e em uma postagem no facebook na terça-feira dia 13 de junho. Fique atenta(o)!

Segue a lista. Parabéns a todos!

A partir de amanhã já poderemos nos encontrar no Grupo VIP do Facebook! Sigam as instruções do e-mail que receberão entre hoje e amanhã!

Antonio Marcos Guilhermano Medeiros
Sidnei de Anchieta S. Santos
Débora Novo
Vanessa Anastácio Teixeira
Carolina Almeida
Ana Caroline Ribeiro de Oliveira Gouveia
Jessica Flores Mizoguchi
Beatriz Cardoso Jeremias
Silvia de Souza Araújo
Bruna Rizzato
Norma Jane de Vicente
Thamires Rodrigues Simionato
Carolina Lopes
Michelle Oliveira
Juliane Monassa Martins
Ana Carolina Lemes
Bruna Ramoni
Katiuscia Tor
Isadora Cassel Livinalli
Suellen Alves dos Santos
Priscila Sander Leite
Vera Lúcia Alexandre Alves
Jane Rodrigues Oliveira
Jucilea Leandro Daros
Fabricio de Oliveira Gressler
Fabiane Márcia Drews
Marisa Soares Salinas
Vanessa Medeiros
Thaís de Souza Rodrigues Paiva
Tainara Espindola Lentz

Com carinho,

Rafael Reinehr

mar 27

Óleo de Coco: Mocinho ou Bandido? Posicionamento Oficial da ABRAN, da SBEM e da ABESO

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Posicionamento Oficial

Saiu hoje o posicionamento oficial da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) a respeito da prescrição de óleo de coco. Este posicionamento se junta ao que a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e a ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) já haviam realizado em 2016.

Veja na íntegra ambos posicionamentos:

Posicionamento da ABRAN sobre o óleo de coco:

Obtido a partir da polpa do coco fresco maduro (espécie Cocos nucifera L.), o óleo de coco é composto por ácidos graxos saturados (mais de 80%) e ácidos graxos insaturados (oléico e linoléico). Os ácidos graxos saturados caprílico, láurico e mirístico possuem entre 6 e 12 átomos de carbono e por isso são chamados de ácidos graxos de cadeia média. Os demais ácidos graxos saturados são capróico, cáprico, palmítico e esteárico. As gorduras láuricas, como o óleo de coco, são resistentes à oxidação não enzimática e, ao contrário de outros óleos e gorduras, apresentam temperatura de fusão baixa e bem definida. Em virtude de suas propriedades físicas e resistência à oxidação, o óleo de coco é muito empregado no preparo de gorduras especiais para confeitaria, sorvetes, margarinas e substitutos de manteiga de cacau [1, 2].

Considerando-se que o óleo de coco tem sido divulgado, especialmente na imprensa leiga, como integrante de uma dieta preventiva para doenças crônicas, como quadros neuro-degenerativos, obesidade e dislipidemia, bem como para outras funções tais como imunomodulação e tratamento antimicrobiano, a Associação Brasileira de Nutrologia considera que deve se posicionar sobre o assunto:

  1. Quando o óleo de coco é comparado a óleos vegetais menos ricos em ácido graxo saturado, recente revisão mostrou que ele aumenta o colesterol total (particularmente o LDL-colesterol) o que contribui para um maior risco cardiovascular [3].
  1. Tem sido reportado que o óleo de coco possui atividade antibacteriana, antifúngica, antiviral e imunomoduladora, porém tais estudos são predominantemente experimentais, notadamente in vitro, não havendo estudos clínicos demonstrando esse efeito. Assim, faltam ainda evidências suficientes para recomendar o óleo de coco como agente antimicrobiano ou imunomodulador [4].
  1. Até o momento, não existem estudos clínicos que tenham abordado o efeito de óleo de coco na função cerebral de indivíduos saudáveis ou portadores de alteração cognitiva [5]. Enfatiza-se também que não existem evidências clínicas de que o óleo de coco possa proteger ou atenuar doenças neuro-degenerativas, como a doença de Alzheimer [6].
  1. Um número muito pequeno de estudos, com resultados controversos, tem relatado os efeitos do óleo de coco sobre o peso corporal em seres humanos. Estudo observacional de populações de ilhas do Pacífico consumindo grandes quantidades de cocos revelou que os Tokelauanos, que consumiam quantidades mais elevadas de coco (63% de energia derivada do coco versus 34% na dieta de Pukapukan), eram mais pesados e tinham pregas de pele subescapulares maiores [7]. Em um ensaio controlado randomizado, 40 mulheres (20-40 anos) foram instruídas a consumir diariamente 30 mL de óleo de coco ou de soja (placebo) por 12 semanas. Os grupos também foram instruídos a caminhar por 50 minutos por dia e a seguir um padrão alimentar saudável, e ambos os grupos consumiram aproximadamente 10% menos calorias do que no início. Apenas o grupo de óleo de coco apresentou circunferência de cintura reduzida no final do estudo (redução de 1,4 cm) e uma tendência ao aumento de insulina circulante. Embora os autores tenham usado recordatório alimentar de 24 horas no início e no final do período de estudo, as quantidades exatas de óleo de coco consumido pelos indivíduos não foram precisadas [8]. Examinando pequena amostra (13 mulheres e 7 homens) com 24-51 anos e índice de massa corporal médio de 32,5 kg/m2, prévio estudo (sem grupo controle) mostrou que o consumo de óleo de coco virgem (30 mL/dia/4 semanas) foi associado a redução da circunferência da cintura (2,61 ± 2,17 cm) em indivíduos do sexo masculino [9]. Examinando o efeito na saciedade, pequeno estudo (n=18) mostrou que não existe efeito de uma refeição rica em ácidos graxos de óleo de coco sobre o apetite ou ingestão alimentar [10]. No geral, não existem evidências suficientes para concluir que o consumo de óleo de coco leva à redução de adiposidade.

Sendo assim, considerando-se inclusive a robusta associação entre consumo de ácidos graxos saturados e o risco de doenças cardiovasculares e a ausência de grandes estudos bem controlados relativos ao óleo de coco em humanos,

a ABRAN recomenda que:

  1. o óleo de coco não deve ser prescrito na prevenção ou no tratamento da obesidade;
  2. o óleo de coco não deve ser prescrito na prevenção ou no tratamento de doenças neuro-degenerativas;
  3. o óleo de coco não deve ser prescrito como nutriente antimicrobiano;
  4. o óleo de coco não deve ser prescrito como imunomodulador.

Associação Brasileira de Nutrologia

Referências: 

[1] Martins JSSantos JCO. Estudo comparativo das propriedades de óleo de coco obtido pelos processos industrial e artesanal. Blucher Chemistry Proceedings vol 3, 2015.[2] Marina AM, Che Man YB, Nazimah SAH, Amin I. Chemical Properties of Virgin Coconut Oil. J Am Oil Chem Soc 86:301–7, 2009.[3] Eyres L, Eyres MF, Chisholm A, Brown RC. Coconut oil consumption and cardiovascular risk factors in humans. Nutr Rev 74(4):267-80, 2016[4] DebMandal M, Mandal S. Coconut (Cocos nucifera L.: Arecaceae): in health

promotion and disease prevention. Asian Pac J Trop Med 4(3):241-7, 2011.

[5] Lockyer, S, Stanner S. Coconut oil–a nutty idea?. Nutrition Bulletin, 41(1), 42-54, 2016[6] Fernando WMADB, Martins IJ, Goozee KG, Brennan CS, Jayasena V, Martins RN. The role of dietary coconut for the prevention and treatment of Alzheimer’s disease: potential mechanisms of action. Br J Nutr, 114(1), 1-14, 2015.[7] Prior IA, Davidson F, Salmond CE, Czochanska Z. Cholesterol, coconuts, and diet on Polynesian atolls: a natural experiment: the Pukapuka and Tokelau island studies. Am J Clin Nutr, 34(8), 1552-61, 1981.[8] Assunção ML, Ferreira HS, Santos EAF, Cabral Jr R, Florêncio MMT. Effects of dietary coconut oil on the biochemical and anthropometric profiles of women presenting abdominal obesity. Lipids, 44:593–601, 2009[9] Liau KM, Lee YY, Chen CK, Rasool AHG. An open-label pilot study to assess the efficacy and safety of virgin coconut oil in reducing visceral adiposity. ISRN Pharmacology, doi:10.5402/2011/949686, 2011.[10] Poppitt SD, Strik CM, MacGibbon AKH, McArdle BH, Budgett SC, McGill AT. Fatty acid chain length, postprandial satiety and food intake in lean men. Physiol Behav, 101:161–7, 2010.

Posicionamento da SBEM e ABESO sobre o óleo de coco:

Posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) sobre o uso do óleo de coco para perda de peso.

Considerando que muitos nutricionistas e médicos estão prescrevendo óleo de côco para pacientes que querem emagrecer, alegando sua eficácia para tal propósito;

Considerando que não há qualquer evidência nem mecanismo fisiológico de que o óleo de côco leve à perda de peso;

Considerando que o uso do óleo de côco pode ser deletério para os pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados, como ácido láurico e mirístico;

A SBEM e a ABESO posicionam-se frontalmente contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade de emagrecimento, considerando tal conduta não ter evidências científicas de eficácia e apresentar potenciais riscos para a saúde.

A SBEM e a ABESO também não recomendam o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e pró-inflamatórias. O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça) com moderação, é preferível para redução de risco cardiovascular.

Dr. Alexandre Hohl
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Dra. Cintia Cercato
Presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica

E você, o que pensa dessa polêmica? Respeita as evidências científicas apresentadas? No que você acredita? Se você for comentar, ajudaria muito que você apresentasse sua formação e grau de conhecimento sobre o assunto, bem como as fontes consultadas.

Referências:

Posicionamento da ABRAN: http://abran.org.br/sem-categoria/posicionamento-oficial-da-associacao-brasileira-de-nutrologia-respeito-da-prescricao-de-oleo-de-coco/

Posicionamento da SBEM e ABESO: https://www.endocrino.org.br/polemica-do-oleo-de-coco/

Endocrinologista e Nutriendocrinologista. Entenda a diferença.
mar 10

É Assim Que Se Aprende Endocrinologia! Nutriendocrinologia, Cursos Caça-Níqueis e Outros Desvios Éticos Aos Quais Você Precisa Ficar Atento

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde

Como se forma um endocrinologista?

Quando você vai ao Endocrinologista, e ele solicita alguns exames, estabelece um diagnóstico e lhe sugere um tratamento, por trás dele existem 10 anos de estudo e aperfeiçoamento (6 anos na Faculdade de Medicina, 2 anos na residência de Medicina Interna e 2 anos na residência de Endocrinologia e Metabologia). Somente os estágios de residência (4 anos), exigem cerca de 11.500 horas de dedicação entre atendimentos ambulatoriais, pacientes internados, realização de procedimentos, rounds de discussão de pacientes e casos clínicos, estudos e plantões, muitos plantões!

Além disso, é importante lembrar que  para fazer Medicina, é necessário um concurso público. Para fazer Medicina Interna, mais um concurso público, com funil bem mais apertado. E para fazer Endocrinologia ainda mais um concurso público, com pouquíssimas vagas, onde somente os melhores entram.

Somente quem realiza residência médica em Endocrinologia e Metabologia ou é aprovado em uma prova anual de proficiência em Endocrinologia que tem direito ao RQE – Registro de Especialista, um número que deve estar presente em toda e qualquer publicidade e carimbo do médico. Fique atento(a)!

E um “nutriendocrinologista”?

Enquanto isso, vemos proliferar pelo Brasil uma onda de “cursos de formação” de “nutriendocrinologistas”, especialistas em “modulação hormonal”, criadores de síndromes inexistentes como “fadiga adrenal” e “hipotireoidismo com hormônios normais”, que são claramente atraídos pela existência de um público que está sempre em busca de algo novo e que não tem, necessariamente, a criatividade suficiente para se defender de pessoas cuja maior preocupação é não a saúde das pessoas mas aquela do seu próprio bolso.

Estes cursos de formação, alguns deles “aprovados pelo MEC” (pois tem o número suficiente de doutores que o MEC exige, entre outros parâmetros), são criados para beneficiar em primeiro lugar aqueles que os ministram (já que são cobrados altos valores para garantir a participação) e muitas vezes são realizados à distância, com um encontro presencial mensal. Para entrar? Basta pagar. Nenhuma seleção pública.

No outro dia, vi uma postagem de uma profissional da saúde se vangloriando de ter concluído um destes cursos, realizado por um “proeminente” médico, conhecido por sua visão polêmica em assuntos como “óleo de côco”, colesterol, dieta do hCG, no qual ela havia realizado 360 horas e havia sido certificada como “nutriendocrinologista”, palavra que em verdade não significa NADA, pois não é área de atuação reconhecida nem pelo MEC, nem pelo CFM, nem pela SBEM nem por nenhuma entidade internacional médica ou de saúde.

Como ocorrem os desvios éticos?

O que acontece a seguir? O próximo passo é começar a alimentar seu blog e Instagram com conteúdos relacionados à Nutrição e Endocrinologia, exaltando a sua “pós-graduação realizada em tal instituto ou com Dr. X”. O leitor incauto não consegue facilmente discernir entre alguém que realmente conhece a fundo todos os meandros e implicações endocrinológicas e metodológicas (o Médico Endocrinologista) daquele formado em cursos de final de semana (o “nutriendocrinologista”). Como nos lembra o doutor em Psicologia Moral Jonathan Haidt, nosso cérebro tende a se afixar primariamente às aparências e depois busca justificativas racionais para aceitá-las, ao invés de primariamente buscar discernir com cuidado sobre aquilo que se apresenta perante aos nossos olhos.

Assim, fica um alerta: se você realmente se preocupa com a sua saúde, busque ir além da superficialidade da internet. Descubra se o médico com o qual você está se consultando realmente dedicou – e continua dedicando – boa parte da vida para bem cuidar de você.

Descubra se o médico é um especialista de verdade

Entre na página do Conselho de Medicina do seu Estado, coloque o nome do médico que você quer saber mais (ou o CRM dele) e descubra se ele tem registro de especialista – ou se ele está enganando você com falsas promessas.

Por exemplo, as páginas dos Conselhos Regionais de Medicina do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina são as seguintes:

RS: Médicos Ativos no RS

SC: Busca Médicos em SC

Na figura abaixo:

“Isso é com que se parece aprender Endocrinologia”

“Assim a 17-alfa-hidroxilase age na progesterona que se torna 17-alfa-hidroxi-progesterona que pode ou receber a 21-hidroxilase para se tornar 11-desoxicortisol ou receber 17,20-liase para se tornar a androstenediona”

“Eu estou confuso”

“Oh, desculpe! É um pouco complicado no começo. Mas eu trouxe comigo este diagrama que vai ajudar!”

Uma excelente jornada em busca do seu médico de confiança!

Glossário:

RQE: O RQE nada mais é que o Registro de Qualificação de Especialista. Trata-se de uma certificação, criada pelo Conselho Federal de Medicina, que tem a função de deixar claro quando um profissional da saúde é especialista em alguma área. Após a criação do RQE, tornou-se vedado aos médicos a auto divulgação como especialista, ainda que tenham sido aprovados no Exame de Título de Especialista. O RQE é emitido pelo Conselho Regional de Medicina de cada Estado. Para os médicos, o RQE é essencial para transmitir aos pacientes mais segurança e credibilidade, pois através dele fica comprovada a sua capacidade de especialização em sua área, reconhecida pelo CRM. Para os pacientes: antes de se consultar com qualquer profissional de medicina que se denomine especialista, cheque se o mesmo possui RQE. Trata-se de uma maneira simples e eficaz de evitar fraudes e profissionais despreparados.

hCG: Gonadotrofina Coriônica Humana, utilizada sem embasamento científico adequado como auxiliar no processo de emagrecimento. Existem estudos demonstrando que seu uso pode ser deletério à saúde. Vide http://www.endocrino.org.br/media/uploads/PDFs/posicionamento_oficial_hcg_sbem_e_abeso.pdf

CFM: Conselho Federal de Medicina – Regulamenta o Exercício da Medicina no Brasil – http://portal.cfm.org.br

CRM: Conselho Regional de Medicina – todo Estado tem o seu, monitora e regulamenta a atividade dos médicos em nível estadual

MEC: Ministério da Educação e Cultura

SBEM: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (http://endocrino.org.br) – Entidade Associativa que reúne médicos endocrinologistas de todo país, organiza eventos científicos e promove o esclarecimento da população quanto a assuntos relacionados à Endocrinologia e Metabologia e suas sub-especialidades.

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out 26

Encontrando pessoas genuínas e singulares… Criando um Agora melhor para todos…

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Medictando

Bem, quem me conhece sabe do meu idealismo…

Um pouco dele pode ser visto aqui, no meu convite aberto escrito em 01/01/2012 no texto Eu tive um sonho.

Mas construir uma realidade melhor para nossa espécie e para os demais seres vivos que harmonizam conosco nesse planeta não é tarefa para uma pessoa só. Mas como já dizia a Margaret Mead: “Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos conscientes possa mudar o mundo. Afinal, foi isso o que sempre aconteceu“.

E cá estamos nós, buscando reunir pessoas que pensem e atuem “fora da caixa”, ou seja, que não se sujeitam a repetir os mesmos e velhos processos mastigados e desgastados de outrora, mas que buscaram por si e que galgaram através da experiência, do conhecimento e da observação atenta um caminho novo, singular e harmônico para si e para as pessoas ao redor. Quer seja em pequenos ou grande atos, estamos unidos por uma teia invisível que nos leva ao Bem Comum.Se você está lendo este texto é porquê, provavelmente, está atendendo ao meu convite feito na Rede Dots. Relembrando o que escrevi lá:

 

“Queridx dot, cheguei há algum tempo e depois de observar, resolvi tomar coragem e me apresentar.

Sou o Rafael, médico endocrinologista, fundador da Coolmeia Ideias em Cooperação e do Medictando & ZenNature, iniciativas voltadas à promoção do Bem Comum, à educação em Saúde, Qualidade de Vida, Bem-estar e Felicidade e à distribuição de produtos para o Bem viver, respectivamente.

Passo aqui para solicitar seu auxílio em algo que pode trazer um bem danado para o nosso mundão. Como médico “um pouco diferente” que sou, estou sempre à procura de profissionais das áreas de saúde, bem-estar, qualidade de vida e felicidade “fora da caixa”, fora desse sistema industrial insano no qual vivemos e, se não tomarmos atitude, morreremos.

O que quero de vocês é simples: quero indicações de médicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, dentistas, bioconstrutores, arquitetos, designers sociais, economistas, cientistas políticos, antropólogos, cicloativistas, ativistas socioambientais, defensores de energias limpas e renováveis, recicladores, terapeutas e curadores de todos os tipos e todo tipo de pessoa preocupada com o bem-estar geral da humanidade e do planeta que, entretanto, mantenham um olhar crítico sobre a própria prática, sem torná-la hermeticamente fechada.

Quero fazer a estas pessoas o convite de tornarem-se colunistas do Medictando e ampliarem o bem que produzimos, para que possamos chegar a cada vez mais pessoas.

Posso contar com você para isso? Se este convite ressoar e fizer sentido para você, marque as pessoas que julgar que possam se interessar ou envie um e-mail para info@medictando.com

Vais me deixar muito feliz e ajudar muito ma minha jornada para deixar este mundo melhor para nossos filhos.

Namastê.”

Bem, se você já está decidida(o) a participar do Medictando, aqui vai o link para o Formulário no qual você pode fazer sua inscrição para a criação de sua coluna: Vou Ser Colunista do Medictando.

Se você, por outro lado, quer saber mais antes do começar, siga lendo!

Antes de mais nada, saiba que eu ADORARIA (de verdade! mesmo!) poder falar individualmente com cada uma das pessoas que levantou o dedo ou que foi indicada a partir daquela postagem no grupo Dots, mas a resposta foi tão mais maravilhosa do que eu podia esperar e, mesmo extasiado e imensamente feliz, sei que não poderei fazer isso em um curto período de tempo, e como não queria deixar ninguém esperando, a solução que tive foi esta: a de criar uma postagem que comunicasse de forma coletiva A que viemos, quem somos e, a partir dela, iniciar um fluxo de conversações mais lento e orgânico, como deve ser. Sem pressa, cultivando horizontes e resgatando potências poéticas da vida no caminho.

A riqueza das respostas ainda está me energizando mesmo depois de vários dias, e sou imensamente grato ao Universo e à Natureza por estar tendo esta chance de apresentar meu trabalho a você, agora.

O Medictando é um portal de Educação em Saúde, Qualidade de Vida, Bem-estar e Felicidade. Ele surgiu a partir de uma inquietação e de uma busca. De uma incompletude. A história é mais ou menos assim:

Em uma das múltiplas derivações possíveis deste sonho, surgiu o Medictando, um espaço de aprendizagem sobre Saúde, Bem-estar, Qualidade de Vida e Felicidade. Uma plataforma na qual pudéssemos colecionar e remixar conhecimentos ancestrais e de vanguarda, científicos e intuitivos, oriundos da experiência dos laboratórios, dos consultórios, das conversas de vizinha e dos pés de mangueira. Um ambiente no qual pudéssemos meditar sobre a prática do medicar.

Uma percepção mais detalhada para saber a que viemos, pode ser lida no Nossa Visão. Mas não é só isso. Siga lendo!

O Medictando é um portal cuja missão é produzir 80 a 90% de seu conteúdo e distribui-lo de forma gratuita, para que o maior número de pessoas possíveis possam se beneficiar. Para garantir a sustentabilidade da nossa iniciativa, escolhemos dois caminhos:

  1. Criar uma série de cursos, oficinas, livros, materiais de apoio (CDs, DVDs), palestras que eventualmente podem ter um custo e, desta forma trazer justo e verdadeiro benefício também para o criador desta dádiva que é o conteúdo gratuito.
  2. Criar um “braço econômico”, através de um marketplace, uma vitrine de produtos orgânicos, saudáveis e sustentáveis, oriundos do comércio justo, que não maltratem os animais e respeitem a harmonia do humano e da Natureza. Essa vitrine chama-se ZenNature (natureza zen) e está neste momento convidando produtores parceiros para exporem e distribuirem seus produtos através da nossa plataforma.

Hoje, o investimento mensal para manutenção do Medictando (jornalista, designer gráfico, social media, anúncios, servidor e demais custos) é custeado por mim. No futuro, o próprio site e seus mecanismos de sustentabilidade econômica deverão se tornar, também, autossustentáveis. Acreditamos no propósito e no caminho, e com trabalho, apoio mútuo e dedicação, os frutos sobrevirão, no justo e adequado tempo.

No momento, toda colaboração é muito bem-vinda (tanto na forma de produção de conteúdo (artigos, podcasts, vídeos, cursos online (temos estrutura para disponibilizar estes cursos para os produtores de conteúdo) quanto na forma de auxílio em todas as instâncias da plataforma – gestão, revisão, deliberação criativa, tradução, arte, design, produção audiovisual…).

Conheça o site visitando http://medictando.com

Nossa página no face está em https://facebook.com/medictando

Também estamos no twitter, no Youtube, no Instagram e mui timidamente no Periscope.

Sem muito alarde, mas com foco, amor e perseverança, temos o pequeno sonho de nos tornarmos um dos melhores produtores de conteúdo sobre Saúde, Qualidade de Vida, Bem-estar e Felicidade do Brasil até 2020 e, quem sabe, um dos mais significativos do planeta até 2031 (já estamos caminhando, com tempo te conto todas as iniciativas já em andamento!)

Tão logo os recursos disponíveis passem a se tornar excedentes, passaremos a remunerar toda e qualquer função dentro do Medictando. Mas fica um alerta!!! Já participei de vários projetos online desde 2002 e isso (a perspectiva de remuneração) não pode ser fator determinante para que você decida participar deste projeto! O fator determinante sempre deverá ser o de buscar produzir o máximo de Bem Comum a partir da sua ação intencional neste planeta.

Se você está de acordo com isto, não perca tempo e preencha o formulário abaixo, falando mais sobre Você e sobre sua Coluna:

Formulário de Participação no Medictando

Se você gostaria de participar do Medictando de outra maneira que não através de uma coluna, por favor envie um e-mail (info@medictando.com) e explique como você se vê colaborando! Estou muito atento!

A partir destas respostas, e se houver interesse verdadeiro em participar, estarei entrando em contato individualmente para conversar sobre os detalhes particulares de cada um!

Espero que esta mensagem te traga o bem,

Namastê.

Rafael Reinehr
Segunda-feira, 24 de outubro de 2016.

set 14

Está no ar o Segundo Vídeo do 7P – Programa de Emagrecimento Sustentável em 7 Passos

By rafaelreinehr | Bem-estar , Curtas da Saúde , Medicina e Saúde , Medictando , Metabolismo , Obesidade , Quer emagrecer? Pergunte-me como!

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Está no ar o Segundo vídeo do meu I Workshop do Programa de Emagrecimento Sustentável em 7 Passos!

Ele ficará no ar somente até o dia 19 de setembro! Corre lá: http://emagrecimento.medictando.com/video2/

maio 24

Decifrando dores e desejos: Chegaram os novos livros de marketing digital

By rafaelreinehr | Bem-estar , Blogs e Internet , Dicas e Truques , Efervescências , Medicina e Saúde , Medictando , Novidades!

Recebi hoje da Amazon alguns livros sobre marketing digital, psicologia de consumidores, storytelling e assuntos afins.

Continua a jornada iniciada no verão/outono de 2015 e que está me levando a construir, junto com meu Time, uma das mais sensacionais, prazerosas e significativas empreitadas dos últimos tempos: o melhor e maior portal de Educação em Saúde, Bem viver, Qualidade de Vida e Felicidade do nosso planeta.

 

Vem comigo nessa jornada.

Assine o feed do blog e acompanhe o passo a passo da criação desse empreendimento coletivo.

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