Category Archives for "Medicina e Saúde"

Jun 12

Lista dos 30 Selecionados para o Programa de Emagrecimento Sustentável – Junho de 2017

By rafaelreinehr | Obesidade

Segue a lista com os 30 selecionados para o Programa de Emagrecimento Sustentável em 7 Passos, de junho a setembro de 2017.

A partir de amanhã serão enviadas instruções para seus e-mails. Esta lista também será enviada ao longo do dia para o e-mail de todos os inscritos.

Se você não foi selecionada(o), não fique triste: decidimos abrir mais 30 vagas com um valor simbólico, a partir de amanhã. Isso será explicado em uma live e em uma postagem no facebook na terça-feira dia 13 de junho. Fique atenta(o)!

Segue a lista. Parabéns a todos! A partir de amanhã já poderemos nos encontrar no Grupo VIP do Facebook! Sigam as instruções do e-mail que receberão entre hoje e amanhã!

Antonio Marcos Guilhermano Medeiros
Sidnei de Anchieta S. Santos
Débora Novo
Vanessa Anastácio Teixeira
Carolina Almeida
Ana Caroline Ribeiro de Oliveira Gouveia
Jessica Flores Mizoguchi
Beatriz Cardoso Jeremias
Silvia de Souza Araújo
Bruna Rizzato
Norma Jane de Vicente
Thamires Rodrigues Simionato
Carolina Lopes
Michelle Oliveira
Juliane Monassa Martins
Ana Carolina Lemes
Bruna Ramoni
Katiuscia Tor
Isadora Cassel Livinalli
Suellen Alves dos Santos
Priscila Sander Leite
Vera Lúcia Alexandre Alves
Jane Rodrigues Oliveira
Jucilea Leandro Daros
Fabricio de Oliveira Gressler
Fabiane Márcia Drews
Marisa Soares Salinas
Vanessa Medeiros
Thaís de Souza Rodrigues Paiva
Tainara Espindola Lentz

Com carinho,

Rafael Reinehr

Mar 27

Óleo de Coco: Mocinho ou Bandido? Posicionamento Oficial da ABRAN, da SBEM e da ABESO

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Posicionamento Oficial

Saiu hoje o posicionamento oficial da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) a respeito da prescrição de óleo de coco. Este posicionamento se junta ao que a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e a ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) já haviam realizado em 2016.

Veja na íntegra ambos posicionamentos:

óleo de coco

Posicionamento da ABRAN sobre o óleo de coco:

Obtido a partir da polpa do coco fresco maduro (espécie Cocos nucifera L.), o óleo de coco é composto por ácidos graxos saturados (mais de 80%) e ácidos graxos insaturados (oléico e linoléico). Os ácidos graxos saturados caprílico, láurico e mirístico possuem entre 6 e 12 átomos de carbono e por isso são chamados de ácidos graxos de cadeia média. Os demais ácidos graxos saturados são capróico, cáprico, palmítico e esteárico. As gorduras láuricas, como o óleo de coco, são resistentes à oxidação não enzimática e, ao contrário de outros óleos e gorduras, apresentam temperatura de fusão baixa e bem definida. Em virtude de suas propriedades físicas e resistência à oxidação, o óleo de coco é muito empregado no preparo de gorduras especiais para confeitaria, sorvetes, margarinas e substitutos de manteiga de cacau [1, 2].

Considerando-se que o óleo de coco tem sido divulgado, especialmente na imprensa leiga, como integrante de uma dieta preventiva para doenças crônicas, como quadros neuro-degenerativos, obesidade e dislipidemia, bem como para outras funções tais como imunomodulação e tratamento antimicrobiano, a Associação Brasileira de Nutrologia considera que deve se posicionar sobre o assunto:

  1. Quando o óleo de coco é comparado a óleos vegetais menos ricos em ácido graxo saturado, recente revisão mostrou que ele aumenta o colesterol total (particularmente o LDL-colesterol) o que contribui para um maior risco cardiovascular [3].
  1. Tem sido reportado que o óleo de coco possui atividade antibacteriana, antifúngica, antiviral e imunomoduladora, porém tais estudos são predominantemente experimentais, notadamente in vitro, não havendo estudos clínicos demonstrando esse efeito. Assim, faltam ainda evidências suficientes para recomendar o óleo de coco como agente antimicrobiano ou imunomodulador [4].
  1. Até o momento, não existem estudos clínicos que tenham abordado o efeito de óleo de coco na função cerebral de indivíduos saudáveis ou portadores de alteração cognitiva [5]. Enfatiza-se também que não existem evidências clínicas de que o óleo de coco possa proteger ou atenuar doenças neuro-degenerativas, como a doença de Alzheimer [6].
  1. Um número muito pequeno de estudos, com resultados controversos, tem relatado os efeitos do óleo de coco sobre o peso corporal em seres humanos. Estudo observacional de populações de ilhas do Pacífico consumindo grandes quantidades de cocos revelou que os Tokelauanos, que consumiam quantidades mais elevadas de coco (63% de energia derivada do coco versus 34% na dieta de Pukapukan), eram mais pesados e tinham pregas de pele subescapulares maiores [7]. Em um ensaio controlado randomizado, 40 mulheres (20-40 anos) foram instruídas a consumir diariamente 30 mL de óleo de coco ou de soja (placebo) por 12 semanas. Os grupos também foram instruídos a caminhar por 50 minutos por dia e a seguir um padrão alimentar saudável, e ambos os grupos consumiram aproximadamente 10% menos calorias do que no início. Apenas o grupo de óleo de coco apresentou circunferência de cintura reduzida no final do estudo (redução de 1,4 cm) e uma tendência ao aumento de insulina circulante. Embora os autores tenham usado recordatório alimentar de 24 horas no início e no final do período de estudo, as quantidades exatas de óleo de coco consumido pelos indivíduos não foram precisadas [8]. Examinando pequena amostra (13 mulheres e 7 homens) com 24-51 anos e índice de massa corporal médio de 32,5 kg/m2, prévio estudo (sem grupo controle) mostrou que o consumo de óleo de coco virgem (30 mL/dia/4 semanas) foi associado a redução da circunferência da cintura (2,61 ± 2,17 cm) em indivíduos do sexo masculino [9]. Examinando o efeito na saciedade, pequeno estudo (n=18) mostrou que não existe efeito de uma refeição rica em ácidos graxos de óleo de coco sobre o apetite ou ingestão alimentar [10]. No geral, não existem evidências suficientes para concluir que o consumo de óleo de coco leva à redução de adiposidade.

Sendo assim, considerando-se inclusive a robusta associação entre consumo de ácidos graxos saturados e o risco de doenças cardiovasculares e a ausência de grandes estudos bem controlados relativos ao óleo de coco em humanos,

a ABRAN recomenda que:

  1. o óleo de coco não deve ser prescrito na prevenção ou no tratamento da obesidade;
  2. o óleo de coco não deve ser prescrito na prevenção ou no tratamento de doenças neuro-degenerativas;
  3. o óleo de coco não deve ser prescrito como nutriente antimicrobiano;
  4. o óleo de coco não deve ser prescrito como imunomodulador.

Associação Brasileira de Nutrologia

Referências: 

[1] Martins JSSantos JCO. Estudo comparativo das propriedades de óleo de coco obtido pelos processos industrial e artesanal. Blucher Chemistry Proceedings vol 3, 2015.

[2] Marina AM, Che Man YB, Nazimah SAH, Amin I. Chemical Properties of Virgin Coconut Oil. J Am Oil Chem Soc 86:301–7, 2009.

[3] Eyres L, Eyres MF, Chisholm A, Brown RC. Coconut oil consumption and cardiovascular risk factors in humans. Nutr Rev 74(4):267-80, 2016

[4] DebMandal M, Mandal S. Coconut (Cocos nucifera L.: Arecaceae): in health

promotion and disease prevention. Asian Pac J Trop Med 4(3):241-7, 2011.

[5] Lockyer, S, Stanner S. Coconut oil–a nutty idea?. Nutrition Bulletin, 41(1), 42-54, 2016

[6] Fernando WMADB, Martins IJ, Goozee KG, Brennan CS, Jayasena V, Martins RN. The role of dietary coconut for the prevention and treatment of Alzheimer’s disease: potential mechanisms of action. Br J Nutr, 114(1), 1-14, 2015.

[7] Prior IA, Davidson F, Salmond CE, Czochanska Z. Cholesterol, coconuts, and diet on Polynesian atolls: a natural experiment: the Pukapuka and Tokelau island studies. Am J Clin Nutr, 34(8), 1552-61, 1981.

[8] Assunção ML, Ferreira HS, Santos EAF, Cabral Jr R, Florêncio MMT. Effects of dietary coconut oil on the biochemical and anthropometric profiles of women presenting abdominal obesity. Lipids, 44:593–601, 2009

[9] Liau KM, Lee YY, Chen CK, Rasool AHG. An open-label pilot study to assess the efficacy and safety of virgin coconut oil in reducing visceral adiposity. ISRN Pharmacology, doi:10.5402/2011/949686, 2011.

[10] Poppitt SD, Strik CM, MacGibbon AKH, McArdle BH, Budgett SC, McGill AT. Fatty acid chain length, postprandial satiety and food intake in lean men. Physiol Behav, 101:161–7, 2010.

Posicionamento da SBEM e ABESO sobre o óleo de coco:

Posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) sobre o uso do óleo de coco para perda de peso.

Considerando que muitos nutricionistas e médicos estão prescrevendo óleo de côco para pacientes que querem emagrecer, alegando sua eficácia para tal propósito;

Considerando que não há qualquer evidência nem mecanismo fisiológico de que o óleo de côco leve à perda de peso;

Considerando que o uso do óleo de côco pode ser deletério para os pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados, como ácido láurico e mirístico;

A SBEM e a ABESO posicionam-se frontalmente contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade de emagrecimento, considerando tal conduta não ter evidências científicas de eficácia e apresentar potenciais riscos para a saúde.

A SBEM e a ABESO também não recomendam o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e pró-inflamatórias. O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça) com moderação, é preferível para redução de risco cardiovascular.

Dr. Alexandre Hohl
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Dra. Cintia Cercato
Presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica

E você, o que pensa dessa polêmica? Respeita as evidências científicas apresentadas? No que você acredita? Se você for comentar, ajudaria muito que você apresentasse sua formação e grau de conhecimento sobre o assunto, bem como as fontes consultadas.

 

Referências:

Posicionamento da ABRAN: http://abran.org.br/sem-categoria/posicionamento-oficial-da-associacao-brasileira-de-nutrologia-respeito-da-prescricao-de-oleo-de-coco/

Posicionamento da SBEM e ABESO: https://www.endocrino.org.br/polemica-do-oleo-de-coco/

Mar 10

É Assim Que Se Aprende Endocrinologia! Nutriendocrinologia, Cursos Caça-Níqueis e Outros Desvios Éticos Aos Quais Você Precisa Ficar Atento

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde

Como se forma um endocrinologista?

Quando você vai ao Endocrinologista, e ele solicita alguns exames, estabelece um diagnóstico e lhe sugere um tratamento, por trás dele existem 10 anos de estudo e aperfeiçoamento (6 anos na Faculdade de Medicina, 2 anos na residência de Medicina Interna e 2 anos na residência de Endocrinologia e Metabologia). Somente os estágios de residência (4 anos), exigem cerca de 11.500 horas de dedicação entre atendimentos ambulatoriais, pacientes internados, realização de procedimentos, rounds de discussão de pacientes e casos clínicos, estudos e plantões, muitos plantões!

Além disso, é importante lembrar que  para fazer Medicina, é necessário um concurso público. Para fazer Medicina Interna, mais um concurso público, com funil bem mais apertado. E para fazer Endocrinologia ainda mais um concurso público, com pouquíssimas vagas, onde somente os melhores entram.

Somente quem realiza residência médica em Endocrinologia e Metabologia ou é aprovado em uma prova anual de proficiência em Endocrinologia que tem direito ao RQE – Registro de Especialista, um número que deve estar presente em toda e qualquer publicidade e carimbo do médico. Fique atento(a)!

E um “nutriendocrinologista”?

Enquanto isso, vemos proliferar pelo Brasil uma onda de “cursos de formação” de “nutriendocrinologistas”, especialistas em “modulação hormonal”, criadores de síndromes inexistentes como “fadiga adrenal” e “hipotireoidismo com hormônios normais”, que são claramente atraídos pela existência de um público que está sempre em busca de algo novo e que não tem, necessariamente, a criatividade suficiente para se defender de pessoas cuja maior preocupação é não a saúde das pessoas mas aquela do seu próprio bolso.

Estes cursos de formação, alguns deles “aprovados pelo MEC” (pois tem o número suficiente de doutores que o MEC exige, entre outros parâmetros), são criados para beneficiar em primeiro lugar aqueles que os ministram (já que são cobrados altos valores para garantir a participação) e muitas vezes são realizados à distância, com um encontro presencial mensal. Para entrar? Basta pagar. Nenhuma seleção pública.

No outro dia, vi uma postagem de uma profissional da saúde se vangloriando de ter concluído um destes cursos, realizado por um “proeminente” médico, conhecido por sua visão polêmica em assuntos como “óleo de côco”, colesterol, dieta do hCG, no qual ela havia realizado 360 horas e havia sido certificada como “nutriendocrinologista”, palavra que em verdade não significa NADA, pois não é área de atuação reconhecida nem pelo MEC, nem pelo CFM, nem pela SBEM nem por nenhuma entidade internacional médica ou de saúde.

Como ocorrem os desvios éticos?

O que acontece a seguir? O próximo passo é começar a alimentar seu blog e Instagram com conteúdos relacionados à Nutrição e Endocrinologia, exaltando a sua “pós-graduação realizada em tal instituto ou com Dr. X”. O leitor incauto não consegue facilmente discernir entre alguém que realmente conhece a fundo todos os meandros e implicações endocrinológicas e metodológicas (o Médico Endocrinologista) daquele formado em cursos de final de semana (o “nutriendocrinologista”). Como nos lembra o doutor em Psicologia Moral Jonathan Haidt, nosso cérebro tende a se afixar primariamente às aparências e depois busca justificativas racionais para aceitá-las, ao invés de primariamente buscar discernir com cuidado sobre aquilo que se apresenta perante aos nossos olhos.

Assim, fica um alerta: se você realmente se preocupa com a sua saúde, busque ir além da superficialidade da internet. Descubra se o médico com o qual você está se consultando realmente dedicou – e continua dedicando – boa parte da vida para bem cuidar de você.

Descubra se o médico é um especialista de verdade

Entre na página do Conselho de Medicina do seu Estado, coloque o nome do médico que você quer saber mais (ou o CRM dele) e descubra se ele tem registro de especialista – ou se ele está enganando você com falsas promessas.

Por exemplo, as páginas dos Conselhos Regionais de Medicina do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina são as seguintes:

RS: Médicos Ativos no RS

SC: Busca Médicos em SC

Na figura abaixo:

“Isso é com que se parece aprender Endocrinologia”

“Assim a 17-alfa-hidroxilase age na progesterona que se torna 17-alfa-hidroxi-progesterona que pode ou receber a 21-hidroxilase para se tornar 11-desoxicortisol ou receber 17,20-liase para se tornar a androstenediona”

“Eu estou confuso”

“Oh, desculpe! É um pouco complicado no começo. Mas eu trouxe comigo este diagrama que vai ajudar!”

Uma excelente jornada em busca do seu médico de confiança!

Glossário:

RQE: O RQE nada mais é que o Registro de Qualificação de Especialista. Trata-se de uma certificação, criada pelo Conselho Federal de Medicina, que tem a função de deixar claro quando um profissional da saúde é especialista em alguma área. Após a criação do RQE, tornou-se vedado aos médicos a auto divulgação como especialista, ainda que tenham sido aprovados no Exame de Título de Especialista. O RQE é emitido pelo Conselho Regional de Medicina de cada Estado. Para os médicos, o RQE é essencial para transmitir aos pacientes mais segurança e credibilidade, pois através dele fica comprovada a sua capacidade de especialização em sua área, reconhecida pelo CRM. Para os pacientes: antes de se consultar com qualquer profissional de medicina que se denomine especialista, cheque se o mesmo possui RQE. Trata-se de uma maneira simples e eficaz de evitar fraudes e profissionais despreparados.

hCG: Gonadotrofina Coriônica Humana, utilizada sem embasamento científico adequado como auxiliar no processo de emagrecimento. Existem estudos demonstrando que seu uso pode ser deletério à saúde. Vide http://www.endocrino.org.br/media/uploads/PDFs/posicionamento_oficial_hcg_sbem_e_abeso.pdf

CFM: Conselho Federal de Medicina – Regulamenta o Exercício da Medicina no Brasil – http://portal.cfm.org.br

CRM: Conselho Regional de Medicina – todo Estado tem o seu, monitora e regulamenta a atividade dos médicos em nível estadual

MEC: Ministério da Educação e Cultura

SBEM: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (http://endocrino.org.br) – Entidade Associativa que reúne médicos endocrinologistas de todo país, organiza eventos científicos e promove o esclarecimento da população quanto a assuntos relacionados à Endocrinologia e Metabologia e suas sub-especialidades.

 

Out 24

Encontrando pessoas genuínas e singulares… Criando um Agora melhor para todos…

By rafaelreinehr | Bem-estar , Medicina e Saúde , Medictando

Bem, quem me conhece sabe do meu idealismo… Um pouco dele pode ser visto aqui, no meu convite aberto escrito em 01/01/2012 no texto Eu tive um sonho.

Mas construir uma realidade melhor para nossa espécie e para os demais seres vivos que harmonizam conosco nesse planeta não é tarefa para uma pessoa só. Mas como já dizia a Margaret Mead: “Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos conscientes possa mudar o mundo. Afinal, foi isso o que sempre aconteceu“.

E cá estamos nós, buscando reunir pessoas que pensem e atuem “fora da caixa”, ou seja, que não se sujeitam a repetir os mesmos e velhos processos mastigados e desgastados de outrora, mas que buscaram por si e que galgaram através da experiência, do conhecimento e da observação atenta um caminho novo, singular e harmônico para si e para as pessoas ao redor. Quer seja em pequenos ou grande atos, estamos unidos por uma teia invisível que nos leva ao Bem Comum.Se você está lendo este texto é porquê, provavelmente, está atendendo ao meu convite feito na Rede Dots. Relembrando o que escrevi lá:

 

“Queridx dot, cheguei há algum tempo e depois de observar, resolvi tomar coragem e me apresentar.

Sou o Rafael, médico endocrinologista, fundador da Coolmeia Ideias em Cooperação e do Medictando & ZenNature, iniciativas voltadas à promoção do Bem Comum, à educação em Saúde, Qualidade de Vida, Bem-estar e Felicidade e à distribuição de produtos para o Bem viver, respectivamente.

Passo aqui para solicitar seu auxílio em algo que pode trazer um bem danado para o nosso mundão. Como médico “um pouco diferente” que sou, estou sempre à procura de profissionais das áreas de saúde, bem-estar, qualidade de vida e felicidade “fora da caixa”, fora desse sistema industrial insano no qual vivemos e, se não tomarmos atitude, morreremos.

O que quero de vocês é simples: quero indicações de médicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, dentistas, bioconstrutores, arquitetos, designers sociais, economistas, cientistas políticos, antropólogos, cicloativistas, ativistas socioambientais, defensores de energias limpas e renováveis, recicladores, terapeutas e curadores de todos os tipos e todo tipo de pessoa preocupada com o bem-estar geral da humanidade e do planeta que, entretanto, mantenham um olhar crítico sobre a própria prática, sem torná-la hermeticamente fechada.

Quero fazer a estas pessoas o convite de tornarem-se colunistas do Medictando e ampliarem o bem que produzimos, para que possamos chegar a cada vez mais pessoas.

Posso contar com você para isso? Se este convite ressoar e fizer sentido para você, marque as pessoas que julgar que possam se interessar ou envie um e-mail para info@medictando.com

Vais me deixar muito feliz e ajudar muito ma minha jornada para deixar este mundo melhor para nossos filhos.

Namastê.”

Bem, se você já está decidida(o) a participar do Medictando, aqui vai o link para o Formulário no qual você pode fazer sua inscrição para a criação de sua coluna: Vou Ser Colunista do Medictando.

Se você, por outro lado, quer saber mais antes do começar, siga lendo!

Antes de mais nada, saiba que eu ADORARIA (de verdade! mesmo!) poder falar individualmente com cada uma das pessoas que levantou o dedo ou que foi indicada a partir daquela postagem no grupo Dots, mas a resposta foi tão mais maravilhosa do que eu podia esperar e, mesmo extasiado e imensamente feliz, sei que não poderei fazer isso em um curto período de tempo, e como não queria deixar ninguém esperando, a solução que tive foi esta: a de criar uma postagem que comunicasse de forma coletiva A que viemos, quem somos e, a partir dela, iniciar um fluxo de conversações mais lento e orgânico, como deve ser. Sem pressa, cultivando horizontes e resgatando potências poéticas da vida no caminho.

A riqueza das respostas ainda está me energizando mesmo depois de vários dias, e sou imensamente grato ao Universo e à Natureza por estar tendo esta chance de apresentar meu trabalho a você, agora.

O Medictando é um portal de Educação em Saúde, Qualidade de Vida, Bem-estar e Felicidade. Ele surgiu a partir de uma inquietação e de uma busca. De uma incompletude. A história é mais ou menos assim:

Em uma das múltiplas derivações possíveis deste sonho, surgiu o Medictando, um espaço de aprendizagem sobre Saúde, Bem-estar, Qualidade de Vida e Felicidade. Uma plataforma na qual pudéssemos colecionar e remixar conhecimentos ancestrais e de vanguarda, científicos e intuitivos, oriundos da experiência dos laboratórios, dos consultórios, das conversas de vizinha e dos pés de mangueira. Um ambiente no qual pudéssemos meditar sobre a prática do medicar.

Uma percepção mais detalhada para saber a que viemos, pode ser lida no Nossa Visão. Mas não é só isso. Siga lendo!

O Medictando é um portal cuja missão é produzir 80 a 90% de seu conteúdo e distribui-lo de forma gratuita, para que o maior número de pessoas possíveis possam se beneficiar. Para garantir a sustentabilidade da nossa iniciativa, escolhemos dois caminhos:

  1. Criar uma série de cursos, oficinas, livros, materiais de apoio (CDs, DVDs), palestras que eventualmente podem ter um custo e, desta forma trazer justo e verdadeiro benefício também para o criador desta dádiva que é o conteúdo gratuito.
  2. Criar um “braço econômico”, através de um marketplace, uma vitrine de produtos orgânicos, saudáveis e sustentáveis, oriundos do comércio justo, que não maltratem os animais e respeitem a harmonia do humano e da Natureza. Essa vitrine chama-se ZenNature (natureza zen) e está neste momento convidando produtores parceiros para exporem e distribuirem seus produtos através da nossa plataforma.

Hoje, o investimento mensal para manutenção do Medictando (jornalista, designer gráfico, social media, anúncios, servidor e demais custos) é custeado por mim. No futuro, o próprio site e seus mecanismos de sustentabilidade econômica deverão se tornar, também, autossustentáveis. Acreditamos no propósito e no caminho, e com trabalho, apoio mútuo e dedicação, os frutos sobrevirão, no justo e adequado tempo.

No momento, toda colaboração é muito bem-vinda (tanto na forma de produção de conteúdo (artigos, podcasts, vídeos, cursos online (temos estrutura para disponibilizar estes cursos para os produtores de conteúdo) quanto na forma de auxílio em todas as instâncias da plataforma – gestão, revisão, deliberação criativa, tradução, arte, design, produção audiovisual…).

Conheça o site visitando http://medictando.com

Nossa página no face está em https://facebook.com/medictando

Também estamos no twitter, no Youtube, no Instagram e mui timidamente no Periscope.

Sem muito alarde, mas com foco, amor e perseverança, temos o pequeno sonho de nos tornarmos um dos melhores produtores de conteúdo sobre Saúde, Qualidade de Vida, Bem-estar e Felicidade do Brasil até 2020 e, quem sabe, um dos mais significativos do planeta até 2031 (já estamos caminhando, com tempo te conto todas as iniciativas já em andamento!)

Tão logo os recursos disponíveis passem a se tornar excedentes, passaremos a remunerar toda e qualquer função dentro do Medictando. Mas fica um alerta!!! Já participei de vários projetos online desde 2002 e isso (a perspectiva de remuneração) não pode ser fator determinante para que você decida participar deste projeto! O fator determinante sempre deverá ser o de buscar produzir o máximo de Bem Comum a partir da sua ação intencional neste planeta.

Se você está de acordo com isto, não perca tempo e preencha o formulário abaixo, falando mais sobre Você e sobre sua Coluna:

Formulário de Participação no Medictando

Se você gostaria de participar do Medictando de outra maneira que não através de uma coluna, por favor envie um e-mail (info@medictando.com) e explique como você se vê colaborando! Estou muito atento!

A partir destas respostas, e se houver interesse verdadeiro em participar, estarei entrando em contato individualmente para conversar sobre os detalhes particulares de cada um!

Espero que esta mensagem te traga o bem,

Namastê.

Rafael Reinehr
Segunda-feira, 24 de outubro de 2016.

 

Mai 24

Decifrando dores e desejos: Chegaram os novos livros de marketing digital

By rafaelreinehr | Bem-estar , Blogs e Internet , Dicas e Truques , Efervescências , Medicina e Saúde , Medictando , Novidades!

Recebi hoje da Amazon alguns livros sobre marketing digital, psicologia de consumidores, storytelling e assuntos afins.

Continua a jornada iniciada no verão/outono de 2015 e que está me levando a construir, junto com meu Time, uma das mais sensacionais, prazerosas e significativas empreitadas dos últimos tempos: o melhor e maior portal de Educação em Saúde, Bem viver, Qualidade de Vida e Felicidade do nosso planeta.

Vem comigo nessa jornada. Assine o feed do blog e acompanhe o passo a passo da criação desse empreendimento coletivo.

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Abr 05

Saúde Parte VI – de VIII

By Rafael Reinehr | Medicina e Saúde , Medictando

pegadas

Se quiseres planejar para um ano, plante cereais. Se quiseres planejar para trinta anos, plante árvores. Se quiseres planejar para 100 anos, eduque o povo.” – Provérbio chinês

Saúde sem educação é a maior utopia possível. Uma pessoa que não foi educada para saber diferenciar entre o certo e o errado, o que nutre e o que envenena o corpo, conta tão somente com a sorte para sobreviver a toda sorte de ofertas de alimentos com embalagens coloridas, que ficam prontos em 2 minutos no microondas, frutas vistosas (repletas de agrotóxicos e fertilizantes químicos) e mesmo terapeutas charlatães que vendem tratamentos milagrosos para perda de peso, benefícios estéticos ou mesmo curas milagrosas para as mais variadas afecções.

Um ser humano que aprender a se defender das desinformações que o mundo moderno, tal qual George Orwell previa em 1984, nos fornece, tem mais condições de viver uma vida saudável e longeva. Eis a importância, como citei há algumas edições atrás, da criação não somente de Postos e Unidades de Atenção à Saúde (que em sua grande maioria são Unidades de Atenção à Doença), mas de Centros (Populares) de Educação em Saúde e de uma verdadeira e efetiva Rede Integrada de Educação em Saúde, capaz de transmitir o conhecimento que fica encastelado e centralizado na figura dos profissionais de saúde, tanto clínicos gerais quanto especialistas das diversas áreas de atenção aos pacientes e distribuir este conhecimento, tornando não só o acesso à saúde mas o conhecimento acerca do que é bom e preferível e o que deve ser evitado mais democrático e distribuído.

Quando pensamos que nosso ecossistema como um todo é responsável pela nossa saúde, desde o ar que respiramos, a água que ingerimos, a violência de nossa urbe, etc., nos damos conta de quão importantes são os exemplos que nossas escolhas e nossos atos proporcionam para quem está á nossa volta e para as gerações vindouras. Como dizia B. K. Jagdish:

“Nossos pés deixam pegadas na areia do tempo. Se estivermos no caminho errado, muitos nos seguirão, desviando-se do que é correto. Quando pensamos que uma ação é só por aquele momento e esquecemos que ela deixa um rastro atrás de si, não estamos sendo responsáveis. Todas as nossas ações afetam os seres humanos, dando-lhes alívio ou tristeza. Podemos fortalecê-los ou não. Podemos causar ferimentos ou curas. Podemos gerar conflitos ou resolvê-los. Podemos criar cataclismas ou algo nobre para a sociedade.”

Existe ainda uma outra lição bem interessante e inteligente, que nos liga à frugalidade, discutida anteriormente, e também à preocupação com a questão sistêmica do planeta e, de forma interdependente, às nossas relações com os outros humanos, que é a de manter uma atitude “verde” para com o mundo. Sobre isso, diziam Penny Kemp e Derek Wall, ecologistas britânicos:

“Como ser verde? Muitas pessoas nos perguntam esta importante questão. É realmente muito simples e não requer nenhum conhecimento especializado ou habilidades complexas. Aqui está a resposta. Consuma menos. Compartilhe mais. Aproveite a vida.”

Mas, muitas vezes, quando tudo o mais parece não resolver, o melhor que temos à fazer para manter ou para recuperar a saúde é fugir. Mas não a fuga do depressivo ou a fuga do amedrontado: uma fuga consciente, como estratégia para equilibrar a loucura e a serenidade presentes em cada um de nós. A fuga para encontrar a justa medida. O (quase) perfeito equilíbrio. Henry Laborit nos dizia:

“Em tempos como este, a fuga é o único meio para manter-se vivo e continuar a sonhar.”

E Hakim Bey nos ensina, em TAZ – A Zona Autônoma Temporária, Anarquia Ontológica e Terrorismo Poético, como usar a tática ninja do desaparecimento para realizar nossa essência longe dos olhos de quem nos controla, quer seja o Estado, a Igreja, a Escola ou mesmo a Família, sempre que precisamos exercer nosso direito à liberdade e à integritude. Quando, finalmente, nem a fuga dá certo, nos resta mais uma opção para invocar um surto instantâneo de saúde em nossas artérias e espírito: Rir! Esse sim, é o melhor remédio!

Como dizia Mort Walker, “Abençoados os que sabem rir de si mesmos, porque nunca deixarão de divertir-se”.

E não é verdade? Já existem até estudos científicos comprovando os efeitos benéficos de sorrir e gargalhar sobre a saúde humana!

Nao próximo texto, o sétimo e penúltimo da saga “Saúde”, veremos como Ralar o joelho, Revoltar-se, Desobedecer, Diversidade e Respeito se relacionam com o conceito de saúde. Até lá!

Mar 13

Promoção de Lançamento do Intentio – Serviço de Orientação em Medicina e Saúde

By Rafael Reinehr | Efervescências , Medicina e Saúde , Medictando , Novidades!

intentio-promocao

Olha só a promoção superbacana que eu, juntamente com meus companheiros do Medictando e do Intentio estamos lançando:

Quer Ter uma Vida Saudável Mas Não Sabe Por Onde Começar?

O Intentio – Serviço de Orientação em Medicina e Saúde oferecido pelo Medictando está lhe dando a chance de:

GANHAR 30 dias de Orientações em Saúde Grátis e ainda um Kit de Alimentos Saudáveis entregues na sua casa!

SAIBA COMO acessando a página da promoção em: https://www.sorteiefb.com.br/tab/promocao/534906

Aproveita vivente! O Sorteio é em 31 de março de 2016.

Mai 19

Saúde – parte IV (de VIII)

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Medictando

A vida é uma série de mudanças naturais e espontâneas. Não resista a elas – isso só criará sofrimento. Deixe a realidade ser realidade. Deixe as coisas fluirem naturalmente da forma que quiserem.” – Lao Tzu

Ria, respire e vá devagar.” – Thich Nhat Hahn

desapego

Como é costume aqui na Medic(t)ando, seguimos nesta edição com mais algumas palavras e significados que estão atrelados ao conceito de Saúde, talvez de uma forma subversiva, nem sempre óbvia ao primeiro olhar.

A primeira reflexão diz respeito à mudança, e a ir com o fluxo. A mudança é, talvez, a mais inevitável e frequente característica que nos acompanha, desde antes do nosso nascimento até após nossa morte. E mesmo sabendo disso, temos dificuldades para aceitar ou nos adaptar aos fluxo daquilo que se renova sem nossa influência. Para beber vinho em uma chávena cheia de chá é necessário, primeiro, deitar fora o chá para depois beber o vinho. Essas são as mudança sobre as quais temos controle. Mas nem sempre estamos com o controle da chávena de chá, temos acesso ao vinho ou somos tolerantes a ele. Essas variáveis, muitas vezes, são indiferentes ao nosso poder e, neste caso, precisamos aprender a ir com o fluxo.

Alteridade é o segundo conceito que precisamos associar com saúde. Alteridade é compreender o outro usando sua própria lente, e não somente a nossa. Temos o injusto hábito de olhar para o mundo somente com as lentes que desenvolvemos durante a vida, e nem sempre nos dispomos a tirá-las e passar a enxergar as situações que nos sucedem em nossas relações utilizando o ponto de vista alheio. Além de nos trazer aprendizado, acaba por ser a solução de muitos problemas.

Existe uma parábola zen que nos ensina muito sobre o “Olhar sob diversas perspectivas”, nosso terceiro conceito de hoje:

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.

Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.

Ruim – disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:

Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

Qual é o gosto?

Bom! – disse o rapaz.

Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.

Não – disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:

A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.

Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

O quarto conceito é a “descolonização do imaginário”, que trata justamente de nos libertar, trazendo-nos de volta à singularidade roubada pelas forças normalizadoras e homogeneizadoras que subvertem o pensamento, fazendo-nos acreditar nos ideais que o sistema estabelecido propaga. Questionar as informações prontas, fáceis e mastigadas e aprender a reconhecer as falácias das informações que chegam até nós fazem parte da manutenção de um “status saudável” individual e social.

Finalmente, o quinto item da pauta de hoje: Desapego. Ter desapego é deixar ir. É não nos deixar possuir por aquilo que possuimos. Mais: é não valorizar o ter acima do ser. É desligar-se do excesso de ligação às coisas, aos bens, às relações.

Na próxima edição, seguimos com as noções sobre Decrescimento, Generosidade, Compartilhar e Agir conforme a própria natureza. Até lá!

Mai 12

Saúde – parte III (de VIII)

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Medictando

impermanencia
Ser sustentável é manter-se através das gerações, de forma a manter um estado de equilíbrio que possa ser aproveitado por tempo indeterminado. Manter completamente a integridade física é algo, até agora, inimaginável. Sabemos que o corpo sofre degenerescência, envelhece. Ser sustentável, entretanto, refere-se também a fazer escolhas saudáveis, como alimentar-se com produtos orgânicos que, além de nutrirem mais e melhor, vem sem os terríveis agrotóxicos, indutores de cânceres e uma leva de doenças de todos os tipos, não só a partir do que comemos mas também da contaminação das águas que ingerimos e até do ar que respiramos ou entra em contato com nossa pele. Refere-se a usar menos o automóvel e usar mais a bicicleta ou transportes coletivos, ajudando a poluir menos e melhorar o ar que respiramos e, no caso da bicicleta, nossa aptidão cardiovascular. É fazer escolhas que nos levem além de um pensamento imediatista focado no lucro, até um outro focado na regeneração dos recursos naturais e humanos.
 
Resiliência é uma palavra muito interessante. Ela é utilizada na física, na psicologia, na engenharia e também pode ser usada no campo da saúde, quando nos referimos à manutenção ou retorno a um estado de homeostase, de equilíbrio. Sem resiliência, adoecemos. Falta de resiliência é sinônimo de incapacidade de se adaptar a mudanças no ambiente externo ou em nosso próprio corpo. Entender o conceito de resiliência pode nos ajudar a compreender porque algumas pessoas entregam-se mais facilmente quando algo lhes tira do equilíbrio e outras conseguem retornar ao estado de saúde mais prontamente.
 
Felicidade é, para muitos, sinônimo de saúde. Ser feliz é não querer nada mais do que se tem. Apesar de ser um sentimento individual, pode ser irradiado e contaminar outras pessoas. Em linhas gerais, a felicidade é realmente contagiosa e pode ajudar a melhorar não só a saúde de uma pessoa mas também de uma comunidade, de uma população.
 
Associamos felicidade com conquistas, mas a felicidade está no fato de que, naquele momento, paramos de buscar. Felicidade tem a ver com o Fim da Busca. Aquele que não busca já alcançou. Nada o tira do equilíbrio. 
 
Um conceito muito curioso que está atrelado a um estado de espírito saudável é o de impermanência. Pessoas que compreendem que as coisas vem e vão, inexoravelmente, conseguem minimizar o sofrimento quando ocorrem perdas de qualquer tipo, desde a perda de um familiar até a perda de um dente. 
 
Uma pitoresca parábola budista conta que em um pequeno vilarejo, um menino ganha de sua família um lindo cavalo. Ao verem o belo presente dado ao menino, todos à sua volta exclamam:
– Que maravilha!
E o mestre zen: Veremos…
Passa-se algum tempo e o menino, ao andar com seu cavalo, cai e quebra a perna. Todos lamentam:
– Que desgraça!
E o mestre zen: Veremos…
Depois de alguns anos, o país entra em guerra, e todos os jovens do vilarejo são convocados para a luta e acabam morrendo, exceto o jovem com a perna enferma. Ao que a família conclui:
– Que maravilha!
E o mestre zen: Veremos…
 
Essa história, e o conceito de impermanência, nos lembram de viver o presente, sem deixar para amanhã e, mais importante, sem viver com o pensamento fincado no passado ou somente focando no futuro.. Conseguir isso também garante nossa saúde por mais tempo.
 
No próximo artigo buscaremos entender expressões como Mudança, Ir com o Fluxo, Alteridade, Olhar sob diversas perspectivas, Descolonização do Imaginário e Desapego significam saúde, sob vários aspectos..
Mai 05

Saúde para quem precisa

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde , Medictando

“Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa
de Polícia…”
Titãs

 

    Para começar, bom dia caro leitor. Comunico que acabo de colocar fora o artigo que tinha escrito para esta edição, em função dos últimos acontecimentos nesta Terra brasilis.

    Enquanto escrevo estas linhas, os noticiários estão literalmente pegando fogo: jamais na história deste país, por tantos dias seguidos e em tantas cidades, ocorreram aglomerações de tantos cidadãos protestando por tantas causas justas e necessárias. Uma heterogeneidade de métodos, desde passeatas e protestos pacíficos até depredação de patrimônio público e privado, entretanto, tornam difícil uma análise fácil das mobilizações como um todo.

    Neste mesmo momento, uma série de decisões importantes relacionadas à saúde da Nação e da população são tomadas: desde a votação da PEC 37, que visa eliminar a capacidade do Ministério Público Federal de investigar crimes e lutar contra a impunidade em nosso país, passando pela aprovação na Comissão de Direitos Humanos da Câmara do que foi chamado de “Cura Gay”, ou seja, a possibilidade de psicólogos proporem tratamento para a homossexualidade, indo contra ao próprio Conselho Federal de Psicologia que proíbe que a homossexualidade seja vista como doença e, mais recentemente, a aprovação do Ato Médico no Senado, que reserva exclusivamente aos profissionais médicos a prerrogativa de diagnosticar, prescrever medicamentos, realizar cirurgias, internações e altas hospitalares.

    Um pouco antes, a notícia da vinda de médicos cubanos para responder à uma demanda de cidades isoladas do país, nas quais existe uma demanda significativa por profissionais médicos que não é atendida pelos médicos formados em nosso país, gerou polêmica e é criticada por uns e aplaudida por outros.

    Meditando sobre a complexidade inerente a cada situação, em seus múltiplos pontos de vista possíveis, observando beneficiados e prejudicados, lados fortes e fracos da equação, os interesses claros e obscuros por trás de cada medida, escolhi as posições que devo ocupar. Como ser político que sou, minha saúde e qualidade de vida – entendida pela imbricada teia de variáveis que constituem o que é ser saudável para bem além do corpo, incluindo as variáveis ambientais e sociais – dependem também das decisões que são tomadas em relação a quem vai monitorar a criminalidade organizada e a corrupção ativa em meu país, em perceber se os cidadãos com os quais convivo estão ficando mais ou menos tolerantes com a diversidade, em me dar conta de quais são, de fato, as pessoas que podem cuidar de minha saúde física e mental, bem como de meus amigos, familiares e pessoas que prezo e, também, em como está garantida, por lei, pelo mercado ou pela facilidade de acesso, o meu contato a profissionais qualificados para promover e restituir minha saúde.

    Para cada variável, podem existir prós e contras, mas nem sempre podemos ser duais. Não podemos ao mesmo tempo permitir e não permitir algo. Temos que nos posicionar. Eu tomei minha posição. Você tomou a sua?

(publicado originalmente em 2013 na Revista DOC)

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