Category Archives for "Diabetes"

BCG e diabete tipo 1
jun 23

Redução da glicemia a longo prazo em diabéticos do tipo 1 após aplicação de BCG

By rafaelreinehr | Diabetes , Medicina e Saúde

O diabete melito tipo 1 é uma doença até hoje incurável, causada por um ataque auto-imune às células beta produtoras de insulina pancreáticas, levando ao aumento da glicemia sanguínea e, se não adequadamente tratada a complicações severas como cegueira, amputações, perda da função renal e conseqüente hemodiálise, gastroparesia e disfunção autonômica, neuropatia e aumento de mortalidade cardiovascular, entre outros.

 

A vacina BCG, criada a partir da cepa atenuada do Bacillus Calmette Guérin do Mycobacterium bovis, é administrada globalmente há mais de 100 anos contra a tuberculose. Além disso, é efetiva e também uma promessa como tratamento de várias doenças inflamatórias e autoimunes.

 

No estudo que vou comentar, foram aplicadas 2 doses de BCG com intervalo de 4 semanas, que apresentaram uma redução dos níveis glicêmicos a partir do terceiro ano e mantiveram esta redução dos níveis da Hemoglobina glicada mantendo-a próximo dos níveis normais pelos 5 anos subsequentes.

 

O estudo demonstrou uma redução de 10% da HbA1c em 3 anos e de 18% em 4 anos, redução que se sustentou por 5 anos após a redução inicial.

 

Aumento da produção de insulina X Redução da resistência insulínica

 

Esta redução não se deve pelo aumento da produção de insulina por células betas neoformadas, como nos estudos prévios de BCG em ratos, tampouco por uma redução da Resistência à Insulina causada pelo BCG.

 

Um novo mecanismo

 

BCG – melhora do metabolismo da glicose e aumento da biossintese das purinas – um novo mecanismo para explicar a redução da HbA1c: uma mudança celular de uma fosforilação oxidativa primária, um estado de baixa utilização de glicose, para uma glicólise aeróbica aumentada precoce, um estado caracterizado por uma alta utilização de glicose associado com um alto metabolismo de purinas.

 

É sabido que a glicólise aeróbica fica ativa no local de muitas infecções com baixos níveis de oxigênio, incluindo a tuberculose a nível pulmonar, mas não em um nível sistêmico.

 

A glicólise aeróbica alimenta uma retirada dramática de glicose através da regulação do transporte de glicose através da superfície celular e uma utilização secundária do shunt pentose fosfato para uma síntese aumentada de purinas.

 

Explicando de outro modo, mais simples, ocorre uma mudança (um aumento) na utilização de glicose controlada pelos receptores, levando a um aumento na produção rápida de ATP (energia).

 

Mesmo a glicose sendo metabolizada mais rapidamente por este método, nenhum caso de hipoglicemia severa foi relatada nos pacientes submetidos ao uso da BCG nos 5 anos após a Hemoglobina glicada ter atingido os níveis próximos ao normal.

 

Estudos clínicos conseguiram resultados similares, apesar de menos uniformes, com a introdução de tratamentos intensivos com insulina combinados com monitoramento intensivo, bombas de insulina, equipamentos sensíveis à glicose, dieta, exercícios e supervisão de saúde frequentes. Esses tratamentos intensivos vem acompanhados de um risco aumentado de hipoglicemias com morbidade e mortalidade não desprezíveis.

 

Geralmente, se estabelece um nível de hemoglobina glicada de 7% a fim de prevenir os efeitos letais da hiperglicemia. Para cada redução de 1% na HbA1c estima-se que se consegue reduzir 21% nos desfechos associados ao diabete, 21% nas mortes associadas ao diabete e 37% das complicações microvasculares.

 

Estes dados sugerem uma nova abordagem de controle dos níveis da glicose de forma independente da insulina. Aparentemente, os mecanismos propostos para a redução da glicose são independentes da causa de hiperglicemia, e não são exclusivos de um diabete auto-imune do tipo 1, podendo beneficiar igualmente pacientes com diabetes tipo 2 ou outras formas de hiperglicemia.

 

Interessante notar que, em ratos, o BCG aplicado previamente foi capaz de reduzir a glicemia em ratos tratados com Streptozitocina, uma substância que seletivamente destrói as células beta produtoras de insulina (causando um diabete não auto-imune, mas por toxicidade). Ao mesmo tempo, o BCG não causou hipoglicemia quando dado a ratos saudáveis.

 

Antes deste estudo com duração de 8 anos, não haviam evidências de que uma infecção com uma forma avirulenta de Mycobacterium pudesse ter um efeito tão profundo e permanente de forma sistêmica, em diabéticos.

 

Materiais e métodos

 

Foram estudados 52 pacientes incluídos no estudo clínico da vacinação e 230 para estudos mecanísticos in vitro. Destes, 211 eram pacientes diabéticos do tipo 1 e 71 eram controles não diabéticos.

 

Os estudos in vivo das vacinações observaram adultos com diabete tipo 1 recebendo BCG, recebendo placebo e simultaneamente estudou pacientes diabéticos tipo 1 referência seguidos com os mesmos cuidados que os vacinados

 

Foi utilizada a cepa Connaught da BCG duas vezes, no braço superior direito e esquerdo, intradérmico, com intervalo de 4 semanas.

 

E porquê a redução da HbA1c em humanos leva 3 a 4 anos?

 

O estudo não consegue responder a esta pergunta. A hipótese formulada é a de que, assim como o processo autoimune leva anos para se desenvolver, a reversão do traço autoimune e toda sua cascata de consequências também levaria anos para ser revertida.

 

O tempo de 3 anos encontrado neste estudo foi o mesmo que demonstrou os benefícios da BCG na Esclerose Múltipla. Ainda, levando-se em conta que os estudos prévios em ratos demonstraram um tempo médio de 6 semanas para demonstrar benefício nos animais, e levando em conta que a vida média dos ratos é de 2.5 anos, isso equivaleria a cerva de 3.5 anos de vida humanos.

 

Mais estudos são necessários para averiguar e entender:

 

  1. Os mecanismos cinéticos dos efeitos da BCG
  2. Se doses mais frequentes de BCG podem encurtar o tempo de melhora
  3. Se a demora sistêmica contudo com durabilidade do efeito está relacionada à infecção de células tronco que então criam um reservatório imune inteiro para a regulação da glicose sanguínea

 

Conclusão

 

O estudo em questão apresenta imensas possibilidades, não somente para pacientes com diabete melito tipo 1 mas também para aqueles com tipo 2. Talvez as cepas atenuadas de Mycobacterium sejam organismos primários para reestabelecer interações ambiente-hospedeiro para uma melhora geral da saúde. Mais estudos são necessários para comprovar esta hipótese.

 

Para esclarecer melhor este e outros avanços científicos, procure sempre um especialista, neste caso, um endocrinologista na sua região. Fique atento e não caia em falsas e milagrosas promessas e entenda que a ciência avança a passos largos, mas lentos, pois todas hipóteses precisam ser devidamente confirmadas para evitar riscos a longo prazo.

 

Uma semana feliz e cheia de esperança a você. Se ainda não o faz, siga-me nas redes sociais:

@rafaelreinehr no Instagram

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@r4re no Twitter

 

 

Referência do artigo original: https://www.nature.com/articles/s41541-018-0062-8

BCG e diabete tipo 1
jun 23

Redução da glicemia a longo prazo em diabéticos do tipo 1 após aplicação de BCG

By Rafael Reinehr | Diabetes , Medicina e Saúde

O diabete melito tipo 1 é uma doença até hoje incurável, causada por um ataque auto-imune às células beta produtoras de insulina pancreáticas, levando ao aumento da glicemia sanguínea e, se não adequadamente tratada a complicações severas como cegueira, amputações, perda da função renal e conseqüente hemodiálise, gastroparesia e disfunção autonômica, neuropatia e aumento de mortalidade cardiovascular, entre outros.
 
A vacina BCG, criada a partir da cepa atenuada do Bacillus Calmette Guérin do Mycobacterium bovis, é administrada globalmente há mais de 100 anos contra a tuberculose. Além disso, é efetiva e também uma promessa como tratamento de várias doenças inflamatórias e autoimunes.
 
No estudo que vou comentar, foram aplicadas 2 doses de BCG com intervalo de 4 semanas, que apresentaram uma redução dos níveis glicêmicos a partir do terceiro ano e mantiveram esta redução dos níveis da Hemoglobina glicada mantendo-a próximo dos níveis normais pelos 5 anos subsequentes.
 
O estudo demonstrou uma redução de 10% da HbA1c em 3 anos e de 18% em 4 anos, redução que se sustentou por 5 anos após a redução inicial.
 

Aumento da produção de insulina X Redução da resistência insulínica

 
Esta redução não se deve pelo aumento da produção de insulina por células betas neoformadas, como nos estudos prévios de BCG em ratos, tampouco por uma redução da Resistência à Insulina causada pelo BCG.
 

Um novo mecanismo

 
BCG – melhora do metabolismo da glicose e aumento da biossintese das purinas – um novo mecanismo para explicar a redução da HbA1c: uma mudança celular de uma fosforilação oxidativa primária, um estado de baixa utilização de glicose, para uma glicólise aeróbica aumentada precoce, um estado caracterizado por uma alta utilização de glicose associado com um alto metabolismo de purinas.
 
É sabido que a glicólise aeróbica fica ativa no local de muitas infecções com baixos níveis de oxigênio, incluindo a tuberculose a nível pulmonar, mas não em um nível sistêmico.
 
A glicólise aeróbica alimenta uma retirada dramática de glicose através da regulação do transporte de glicose através da superfície celular e uma utilização secundária do shunt pentose fosfato para uma síntese aumentada de purinas.
 
Explicando de outro modo, mais simples, ocorre uma mudança (um aumento) na utilização de glicose controlada pelos receptores, levando a um aumento na produção rápida de ATP (energia).
 
Mesmo a glicose sendo metabolizada mais rapidamente por este método, nenhum caso de hipoglicemia severa foi relatada nos pacientes submetidos ao uso da BCG nos 5 anos após a Hemoglobina glicada ter atingido os níveis próximos ao normal.
 
Estudos clínicos conseguiram resultados similares, apesar de menos uniformes, com a introdução de tratamentos intensivos com insulina combinados com monitoramento intensivo, bombas de insulina, equipamentos sensíveis à glicose, dieta, exercícios e supervisão de saúde frequentes. Esses tratamentos intensivos vem acompanhados de um risco aumentado de hipoglicemias com morbidade e mortalidade não desprezíveis.
 
Geralmente, se estabelece um nível de hemoglobina glicada de 7% a fim de prevenir os efeitos letais da hiperglicemia. Para cada redução de 1% na HbA1c estima-se que se consegue reduzir 21% nos desfechos associados ao diabete, 21% nas mortes associadas ao diabete e 37% das complicações microvasculares.
 
Estes dados sugerem uma nova abordagem de controle dos níveis da glicose de forma independente da insulina. Aparentemente, os mecanismos propostos para a redução da glicose são independentes da causa de hiperglicemia, e não são exclusivos de um diabete auto-imune do tipo 1, podendo beneficiar igualmente pacientes com diabetes tipo 2 ou outras formas de hiperglicemia.
 
Interessante notar que, em ratos, o BCG aplicado previamente foi capaz de reduzir a glicemia em ratos tratados com Streptozitocina, uma substância que seletivamente destrói as células beta produtoras de insulina (causando um diabete não auto-imune, mas por toxicidade). Ao mesmo tempo, o BCG não causou hipoglicemia quando dado a ratos saudáveis.
 
Antes deste estudo com duração de 8 anos, não haviam evidências de que uma infecção com uma forma avirulenta de Mycobacterium pudesse ter um efeito tão profundo e permanente de forma sistêmica, em diabéticos.
 

Materiais e métodos

 
Foram estudados 52 pacientes incluídos no estudo clínico da vacinação e 230 para estudos mecanísticos in vitro. Destes, 211 eram pacientes diabéticos do tipo 1 e 71 eram controles não diabéticos.
 
Os estudos in vivo das vacinações observaram adultos com diabete tipo 1 recebendo BCG, recebendo placebo e simultaneamente estudou pacientes diabéticos tipo 1 referência seguidos com os mesmos cuidados que os vacinados
 
Foi utilizada a cepa Connaught da BCG duas vezes, no braço superior direito e esquerdo, intradérmico, com intervalo de 4 semanas.
 

E porquê a redução da HbA1c em humanos leva 3 a 4 anos?

 
O estudo não consegue responder a esta pergunta. A hipótese formulada é a de que, assim como o processo autoimune leva anos para se desenvolver, a reversão do traço autoimune e toda sua cascata de consequências também levaria anos para ser revertida.
 
O tempo de 3 anos encontrado neste estudo foi o mesmo que demonstrou os benefícios da BCG na Esclerose Múltipla. Ainda, levando-se em conta que os estudos prévios em ratos demonstraram um tempo médio de 6 semanas para demonstrar benefício nos animais, e levando em conta que a vida média dos ratos é de 2.5 anos, isso equivaleria a cerva de 3.5 anos de vida humanos.
 
Mais estudos são necessários para averiguar e entender:
 

  1. Os mecanismos cinéticos dos efeitos da BCG
  2. Se doses mais frequentes de BCG podem encurtar o tempo de melhora
  3. Se a demora sistêmica contudo com durabilidade do efeito está relacionada à infecção de células tronco que então criam um reservatório imune inteiro para a regulação da glicose sanguínea

 

Conclusão

 
O estudo em questão apresenta imensas possibilidades, não somente para pacientes com diabete melito tipo 1 mas também para aqueles com tipo 2. Talvez as cepas atenuadas de Mycobacterium sejam organismos primários para reestabelecer interações ambiente-hospedeiro para uma melhora geral da saúde. Mais estudos são necessários para comprovar esta hipótese.
 
Para esclarecer melhor este e outros avanços científicos, procure sempre um especialista, neste caso, um endocrinologista na sua região. Fique atento e não caia em falsas e milagrosas promessas e entenda que a ciência avança a passos largos, mas lentos, pois todas hipóteses precisam ser devidamente confirmadas para evitar riscos a longo prazo.
 
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Referência do artigo original: https://www.nature.com/articles/s41541-018-0062-8

rafael_em_boston
ago 11

Visita ao Joslin Diabetes Center, em Boston

By Rafael Reinehr | Diabetes

Em março deste ano, tive a honra e a satisfação de ir a Boston com alguns colegas endocrinologistas do Brasil, em um pequeno grupo de pouco mais de 20 colegas para um curto simpósio organizado pelo Joslin Diabetes Center, instituição afiliada à Harvard Medical School.

Além de ser um centro de referência mundial sobre Educação em Diabetes,

Joslin foi fundada por Elliot P. Joslin, que sempre defendeu uma abordagem multidisciplinar para o tratamento do diabetes, em uma época em que nem a fisiopatologia da doença ainda era bem conhecida e foi um dos primeiros (logo após Dr Banting, de Toronto) a utilizar com sucesso a Insulina bovina, em 1922-1923.

Olha nós ali no saguão de entrada do Joslin Diabetes Center:

rafael_em_boston

Dietas comparadas
fev 05

Comparação de Dieta rica em gorduras monoinsaturadas com uma dieta rica em carboidratos no Diabetes

By Rafael Reinehr | Diabetes

Bonnie Brehm e colaboradores estudaram 124 pacientes obesos ou com subrepeso com diabete melito tipo 2 que foram randomizados para fazer, durante 1 ano, uma dieta rica em carboidratos ou rica em gorduras monoinsaturadas.

Ambos grupos mantiveram uma ingesta calórica similar durante o período de tratamento, ambos perderam quantidades similares de pexo (-4,0x-3,8kg) e tiveram melhoras similares na gordura corporal, circunferência da cintura, pressão sanguínea, HDL colesterol, hemoglobina glicosilada, glicemia de jejum e níveis de insulina.

Em conclusão, não houve diferença entre os dois tipos de dieta, sendo ambas benéficas para o controle metabólico de pacientes diabéticos. Aparentemente, a redução do peso e dos outros parâmetros de risco cardiovascular, independente da dieta escolhida, são os fatores preponderantes para o bom controle glicêmico e a redução do risco cardiovascular.
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jun 01

Tópicos variados em Diabetes

By Rafael Reinehr | Diabetes

    O que é o pré-diabetes?

    O pré-diabetes ocorre quando os níveis de glicose em jejum encontram-se entre 100 e 125mg/dl no sangue ou entre 140 e 199mg/dl após um teste de tolerância oral à glicose com 75g de dextrose. É um estado intermediário entre o metabolismo normal e o diabetes, em que o corpo já apresenta sinais de insuficiência relativa da função do pâncreas, que não consegue produzir a quantidade suficiente de insulina exigida pelo corpo, quer seja por causa da obesidade, sedentarismo, alimentação incorreta, envelhecimento ou fatores genéticos. Se não tratado com dieta e exercícios físicos, evolui para o diabetes. Se tratado adequadamente, com dieta específica e pelo menos 150 minutos de exercícios semanais, tem uma redução de 58% na chance de vir a ser diabético. Para saber se temos pré-diabetes, um simples exame de sangue já nos informa isso. Entretanto, alguns fatores de risco já nos alertam sobre a possibilidade de presença do mesmo: estar muito acima do peso, não fazer exercícios físicos, ter mais de 45 anos, colesterol alto, hipertensão, ovários policísticos ou ter tido diabetes gestacional. Alerta: de 10 a 25% dos adultos têm pré-diabetes!

    Chá de insulina faz bem para o diabetes?

    O chá de insulina, assim como tantos outros chás milagrosos que andam por aí que prometem a cura do diabete não apresentam, ainda, fundamentação científica e, muitas vezes, podem até fazer mal. O que ajuda a reduzir o açúcar no sangue de um diabético é o líquido que ele ingere. Uma boa hidratação é capaz de diluir a glicose e levar à eliminação da mesma através dos rins, já que a glicose vai embora pela urina levando junto a água. Acontece que, em nenhum momento somente o chá ou a hidratação são capazes de trazer um bom controle do diabetes, que necessita sempre de uma dieta adequada, realização de exercícios físicos e, no caso de falta comprovada de insulina ou resistência a esta, uso de medicações ou até insulina injetável ou inalada. Sempre é bom lembrar que os chás, como qualquer fitoterápico assim como qualquer medicação têm uma dose máxima permitida, e o seu uso em excesso pode levar a sérios efeitos adversos e até a risco de morte. 

    Salacia oblonga e diabetes 

    A Salacia oblonga é uma erva usada na Medicina tradicional da Índia que reduz os níveis de glicose e insulina no sangue; estudos preliminares mostram que a substância da erva se liga a enzimas intestinais responsáveis por transformar carboidrato em glicose, não permitindo, portanto, o aumento dos níveis de açúcar no sangue e, de lambuja, os níveis de insulina no sangue também caem, favorecendo, em teoria, a perda de peso. Na dose de 1000mg de um extrato da erva, houve uma queda de 23% nas taxas de glicose e de 29% nas de insulina. Entretanto, recomenda-se aguardar estudos posteriores para confirmar sua eficácia e verificar seus possíveis efeitos adversos.