De dieta

Comecei uma dieta na segunda-feira. Sim. Segunda-feira.

Comecei com 103,2kg, que me colocam na beirada do sobrepeso com a obesidade. Até sexta-feira, em 4 dias, tinha perdido 3,9kg, e chegado aos 99,3kg.

Basicamente, tirei todo e qualquer excesso de óleo, zerei o açúcar, para tomar só água e suco de uva (mesmo assim só pela saúde, não pelas baixas calorias).

Em resumo, estou assim:

Café da manhã – uma fatia de pão integral torrado com uma colherinha de mel + 1 xícara de café com leite semidesnatado sem açúcar + 1 fruta

Lanche da manhã – 1 fruta

Almoço – 4 a 6 colheres de sopa de arroz integral, com ou sem feijão (ou um bocadinho de massa ou o equivalente de outro carboidrato) + filé de peixe grelhado ou ensopado ou algum prato com cogumelos (risoto de funghi, cogumelos refogados com temperos variados) + salada verde à vontade + 1 tomate e/ou 1 cenoura

Lanche da tarde – 1 fruta + 30g de nozes, castanhas ou amêndoas (estas pela longevidade)

Jantar – repetição do almoço, se bem que invento alguma salada (como hoje, que piquei brócolis, milho cozinho, misturei salsa, pimenta preta, pimenta cayenne, pimenta calabresa e uma pitadinha de sal)

Ceia – 1 copo de iogurte natural com 2 colheres de fibras (granola, linhaça dourada em pó, gérmen de trigo, farelo de aveia)

A meta seria chegar a 87kg em 23 de dezembro. Veremos se persisto, como da outra vez (http://reinehr.org/bem-estar/quer-emagrecer-pergunte-me-como/ ) e chego lá. Dessa vez, apesar das tentações, parece que está ainda mais fácil.

Sibutramina é suspensa na Europa

A European Medicines Agency (EMA) publicou, em 21 de janeiro deste ano, comunicado recomendando a suspensão da licença de comercialização do medicamento sibutramina, baseada na análise do seu Committee for Medicinal Products for Human Use (CHMP), que concluiu que os benefícios da sibutramina são menores do que os riscos de seus efeitos colaterais (problemas cardiovasculares graves).

A decisão foi baseada no estudo SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcome Trial), cujo objetivo era, exatamente, avaliar possíveis benefícios da sibutramina no auxílio à perda de peso, em pacientes portadores de doenças cardiovasculares prévias, para quem a própria bula do produto contra-indica a prescrição.

Essa pesquisa clínica é conduzida em cerca de 10.000 pacientes, há cerca de seis anos, seguindo um protocolo aprovado em Comitês de Ética em Pesquisa de diversos países. Avaliações dos resultados preliminares indicaram que houve um aumento de 16% de risco de complicações cardiovasculares no grupo que usou sibutramina.

Dr. Ricardo Meirelles, presidente da SBEM, declarou em entrevista ao jornal O Globo que esses resultados apenas confirmam que não se deve prescrever sibutramina a pacientes com doença cardiovascular. “Os resultados são iniciais e mostram que, em pacientes com doenças cardiovasculares, os riscos da sibutramina parecem superar possíveis benefícios”. Ele acrescenta que a sibutramina é comercializada há mais de dez anos e não há, até o momento, evidências de que o seu uso criterioso, apenas em pacientes sem contra-indicações, leve ao aumento de problemas cardiovasculares.

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), baseada no mesmo estudo,apenas determinou que a bula do medicamento alerte que não deve ser usado por pacientes com história de doença cardiovascular, incluindo  coronariopatias, acidente vascular cerebral ou isquemia transitória, arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial periférica e hipertensão arterial.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando as conclusões preliminares do SCOUT e dará seu parecer até o final desta semana.

Decisão Gera Críticas

A presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Dra. Manuela Carvalheiro, em entrevista à TSF Online, declarou que o estudo da Agência Europeia do Medicamento é contraditório e lamentou que a partir de agora os médicos deixem de ter uma ferramenta importante no tratamento da obesidade. Ela afirmou não entender como a agência europeia conduziu um estudo usando a sibutramina em pessoas “já com doenças cardíacas quando sabia a priori que não era indicado para esses pacientes.”

(fonte: SBEM)

7 Coisas que você precisa saber sobre remédios para emagrecer – Sibutramina Femproporex Anfepramona

Dei uma entrevista para o portal IG Beleza sobre medicações para emagrecer. A conclusão, antecipo aqui:

"Qualquer medicação nunca será completamente eficaz se não conseguirmos de fato melhorar nossos hábitos alimentares e de atividade física, começando por uma sensível redução no nosso ritmo de vida"

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Nova Resolução da ANVISA sobre Anorexígenos – RDC 58

RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA – RDC Nº. 58, DE 5 DE SETEMBRO DE 2007.

Dispõe sobre o aperfeiçoamento do controle e fiscalização de substâncias psicotrópicas e anorexígenas e dá outras providências.

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do art. 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº. 3.029, de 16 de abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso II e nos §§ 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº. 354 da ANVISA, de 11 de agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em reunião realizada em 4 de setembro de 2007, e 

considerando que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação, nos termos do art. 196 da Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988; 

considerando as disposições contidas na Lei n.º 5.991, de 17 de dezembro de 1973, e no Decreto n.º 74.170, de 10 de junho de 1974, acerca do controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos; 

considerando as disposições contidas na Lei n.º 6.360, de 23 de setembro de 1976, e no Decreto n.º 79.094, de 5 de janeiro de 1977, acerca do sistema de vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas os insumos farmacêuticos, correlatos e outros produtos; 

considerando a finalidade institucional da Anvisa de promover a proteção da saúde da população, bem como suas atribuições legais, conforme estabelecido no art. 6º e nos incisos I, III, XVIII e XX do art. 7º, da Lei n.º 9.782, de 1999; 

considerando as disposições contidas na Lei n.º 11.343, de 23 de agosto de 2006, e no Decreto n.º 5.912, de 27 de setembro de 2006, acerca das políticas públicas sobre drogas e da instituição do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas – SISNAD; das medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; das normas para repressão à produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas; 

considerando as diretrizes, as prioridades e as responsabilidades estabelecidas na Política Nacional de Medicamentos, instituída pela Portaria n° 3.916/MS/GM, de 30 de outubro de 1998, que busca garantir condições para segurança e qualidade dos medicamentos consumidos no país, promover o uso racional e o acesso da população àqueles considerados essenciais; 

considerando a Resolução MERCOSUL/GMC/RES nº. 39/99, que dispõe sobre as associações de drogas em medicamentos e preparações magistrais que contenham anorexígenos; 

considerando a Resolução n° 273, de 30 de agosto de 1995, do Conselho Federal de Farmácia, que veda ao farmacêutico por tempo indeterminado a formulação de produto magistral contendo associações medicamentosas, que tenham em sua formulação as substâncias: dietilpropiona ou anfepramona, d-fenfluramina, l-fenfluramina, fenproporex, manzidol, quando associadas entre si e/ou a outras substâncias de ação no sistema nervoso central (inclusive as benzodiazepinas) e/ou substâncias de ação no sistema endócrino; 

considerando a Resolução nº 1477, de 11 de julho de 1997, do Conselho Federal de Medicina, que veda aos médicos a prescrição simultânea de drogas tipo anfetaminas, com um ou mais dos seguintes fármacos: benzodiazepínicos, diuréticos, hormônios ou extratos hormonais e laxantes, com finalidade de tratamento da obesidade ou emagrecimento; 

considerando o Consenso Latino-Americano de Obesidade, cuja finalidade é direcionar as recomendações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da obesidade na América Latina; 

considerando o elevado risco sanitário relacionado ao consumo indiscriminado de substâncias psicotrópicas anorexígenas e a necessidade de efetivação de medidas regulatórias que possibilitem o uso seguro de tais substâncias, e 

considerando a necessidade de aprimorar o regime de controle e fiscalização das substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, constantes das listas do Regulamento Técnico aprovado pela Portaria SVS/MS n.º 344, de 12 de maio de 1998, e suas posteriores atualizações, bem como pela Portaria SVS/MS n. º 6, de 29 de janeiro de 1999; resolve: 

adota a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação: 

Art.1º A prescrição, o aviamento ou a dispensação de medicamentos ou fórmulas medicamentosas que contenham substâncias psicotrópicas anorexígenas ficam sujeitas à Notificação de Receita “B2”, conforme modelo de talonário instituído nos termos do Anexo I desta Resolução. 

§1º São consideradas substâncias psicotrópicas anorexígenas todas aquelas constantes da lista “B2” e seu adendo, assim elencadas na Portaria SVS/MS nº. 344, de 12 de maio de 1998, e suas atualizações. 

§2º A Notificação de Receita “B2”, de cor azul, impressa às expensas do profissional ou instituição, terá validade de 30 (trinta) dias contados a partir da sua emissão e somente dentro da Unidade Federativa que concedeu a numeração. 

§3º Além do estabelecido nesta Resolução, aplicam-se em relação à Notificação de Receita “B2” todas as disposições vigentes relativas ao preenchimento da Notificação de Receita “B”, assim como a respectiva concessão e entrega e demais competências da autoridade sanitária. 

§4º As substâncias psicotrópicas anorexígenas também ficam sujeitas a todas às exigências estabelecidas na legislação em vigor, relativas a escrituração e Balanços Anuais e Trimestrais, assim como no que se refere à Relação Mensal de Notificações de Receita “B2” – RMNRB2, conforme modelo instituído no Anexo II desta Resolução. 

Art. 2° Cada Notificação de Receita “B2” deve ser utilizada para tratamento igual ou inferior a trinta dias. 

Parágrafo único. Fica vedada a prescrição, a dispensação e o aviamento de medicamentos ou fórmulas medicamentosas que contenham substâncias psicotrópicas anorexígenas com finalidade exclusiva de tratamento da obesidade acima das Doses Diárias Recomendadas (DDR),conforme a seguir especificado: 

I – Femproporex: 50,0 mg/dia; 

II – Fentermina: 60,0 mg/ dia; 

III – Anfepramona: 120,0 mg/dia; 

IV – Mazindol: 3,00 mg/dia. 

Art. 3° Fica vedada a prescrição, a dispensação e o aviamento de fórmulas de dois ou mais medicamentos, seja em preparação separada ou em uma mesma preparação, com finalidade exclusiva de tratamento da obesidade, que contenham substâncias psicotrópicas anorexígenas associadas entre si ou com as seguintes substâncias: 

I -ansiolíticas, antidepressivas, diuréticas, hormônios ou extratos hormonais e laxantes; 

II – simpatolíticas ou parassimpatolíticas. 

Art. 4º Configurada infração por inobservância de preceitos ético-profissionais, o órgão fiscalizador comunicará o fato ao Conselho Regional da jurisdição competente, sem prejuízo das demais cominações penais e administrativas. 

Art. 5° O descumprimento das disposições contidas nesta Resolução constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis. 

Art. 6° Esta Resolução entra em vigor 120 dias após a data de sua publicação. 

DIRCEU RAPOSO DE MELLO

Novas regras para a prescrição e comercialização de medicamentos anorexígenos no Brasil

Desde o dia 3 de janeiro de 2008, entraram em vigor as novas regras para a prescrição e comercialização de medicamentos anorexígenos no Brasil. A resolução (RDC 58) exige nova receita médica, exclusiva para estes moderadores de apetite. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a receita de cor azul (do tipo B2), a ser utilizada nestes casos, terá validade máxima de 30 dias.
Os medicamentos ou fórmulas com finalidade exclusiva de tratamento da obesidade deverão respeitar a dose máxima diária recomendada conforme a resolução. A dose de medicamentos à base de femproporex, por exemplo, não deverá ultrapassar 50mg/dia.
 
 
Ficam proibidos os medicamentos que contenham substâncias anorexígenas associadas entre si ou com ansiolíticos, antidepressivos, diuréticos, hormônios e laxantes, os famosos compostos incluídos nas "fórumlas mágicas" de emagrecimento em que se emagrece 10 ou até 15kg em um mês de forma totalmente artificial, extremamente prejudicial à saúde e com riscos de distúrbios cardíacos e cerebrovasculares fatais, incidência de depressão grave com risco de suicídio, desencadeamento de crises de mania em pessoas propensas ao transtorno bipolar do humor, irritabilidade, ansiedade, insônia e outros sintomas.
 
 
O descumprimento das novas exigências fica sujeito às sanções da lei 6437/77. A lei estabelece penalidades que chegam até à interdição do estabelecimento e multas que variam entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão. Ao farmacêutico responsável pelo estabelecimento também cabem as sanções do conselho profissional competente.
 

Para saber do conteúdo completo da Resolução, clique a seguir em RDC 58/2007.

 

Rimonabant (Acomplia) reduz os fatores de risco metabólicos em pacientes obesos com dislipidemia

É o que diz um estudo publicado pelo New England Journal of Medicine. Além da redução no peso, o Rimonabant (Acomplia), que deverá chegar no Brasil no final de julho reduziu em média 4,7 cm a cintura abdominal, aumentou em 10% o HDL colesterol (o colesterol bom) e reduziu em 13% os níveis de triglicerídeos.

         Com um custo esperado de 320 reais, o preço salgado assusta à primeira vista e, apesar de estar bem estabelecido que mudanças no hábito de vida (cuidados com a alimentação e realização regular de atividades físicas) são mais eficazes que qualquer medicação até hoje produzida na perda e manutenção do peso, a dificuldade humana em lidar com a ansiedade e mudar hábitos estabelecidos vai fazer desta mais um blockbuster de vendas no mundo da Medicina. 

(texto monetizado pelo Shvoong. Ganhe dinheiro para escrever. ) 

Obesidade: a Epidemia dos Tempos Modernos

A Obesidade, até há bem pouco tempo, passava despercebida entre a vasta gama de enfermidades que assolam o ser humano. Isso porque, até muito recentemente, era encarada como sinal de personalidade fraca, combinação de glutonice e maus cuidados com o próprio corpo. A relutância da própria Medicina em encarar a Obesidade como doença levou a uma demora na identificação de métodos eficazes para o seu controle. Tanto demorou que hoje vivemos uma epidemia, na qual cerca de 40% da população adulta brasileira apresenta sobrepeso e um terço (33%) é obesa. Nos Estados Unidos a situação é ainda pior: lá, 65% dos adultos são obesos ou têm sobrepeso e 18% têm obesidade mórbida.

Mas se consideramos a Obesidade uma doença, por que isso ocorre? Basicamente porque a presença de obesidade está associada ao surgimento em maior freqüência de uma série de enfermidades, como a hipertensão, o diabete melito, infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais (derrames), gota, câncer de útero, osteoartrose de quadril, joelhos e tornozelos, cálculos na vesícula, varizes, cálculos renais, câncer de mama, irregularidades menstruais, excesso de pêlos e também infertilidade e morte prematura.

O que mudou nos últimos anos? Passou-se de uma visão permissiva para uma mais intromissiva no que tange a Obesidade. Sabe-se que praticamente a totalidade dos pacientes obesos apresentam algum transtorno do humor, quer seja o humor deprimido levando ao sedentarismo e a pouca busca por atividade física saudável e necessária, ou a ansiedade, associada a hábitos alimentares compulsivos e outros comportamentos auto-destrutivos. 

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