Obesidade


Desde o dia 3 de janeiro de 2008, entraram em vigor as novas regras para a prescrição e comercialização de medicamentos anorexígenos no Brasil. A resolução (RDC 58) exige nova receita médica, exclusiva para estes moderadores de apetite. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a receita de cor azul (do tipo B2), a ser utilizada nestes casos, terá validade máxima de 30 dias.
Os medicamentos ou fórmulas com finalidade exclusiva de tratamento da obesidade deverão respeitar a dose máxima diária recomendada conforme a resolução. A dose de medicamentos à base de femproporex, por exemplo, não deverá ultrapassar 50mg/dia.
Ficam proibidos os medicamentos que contenham substâncias anorexígenas associadas entre si ou com ansiolíticos, antidepressivos, diuréticos, hormônios e laxantes, os famosos compostos incluídos nas “fórumlas mágicas” de emagrecimento em que se emagrece 10 ou até 15kg em um mês de forma totalmente artificial, extremamente prejudicial à saúde e com riscos de distúrbios cardíacos e cerebrovasculares fatais, incidência de depressão grave com risco de suicídio, desencadeamento de crises de mania em pessoas propensas ao transtorno bipolar do humor, irritabilidade, ansiedade, insônia e outros sintomas.
O descumprimento das novas exigências fica sujeito às sanções da lei 6437/77. A lei estabelece penalidades que chegam até à interdição do estabelecimento e multas que variam entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão. Ao farmacêutico responsável pelo estabelecimento também cabem as sanções do conselho profissional competente.

Para saber do conteúdo completo da Resolução, clique a seguir em RDC 58/2007.

 

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É o que diz um estudo publicado pelo New England Journal of Medicine. Além da redução no peso, o Rimonabant (Acomplia), que deverá chegar no Brasil no final de julho reduziu em média 4,7 cm a cintura abdominal, aumentou em 10% o HDL colesterol (o colesterol bom) e reduziu em 13% os níveis de triglicerídeos.

         Com um custo esperado de 320 reais, o preço salgado assusta à primeira vista e, apesar de estar bem estabelecido que mudanças no hábito de vida (cuidados com a alimentação e realização regular de atividades físicas) são mais eficazes que qualquer medicação até hoje produzida na perda e manutenção do peso, a dificuldade humana em lidar com a ansiedade e mudar hábitos estabelecidos vai fazer desta mais um blockbuster de vendas no mundo da Medicina. 

(texto monetizado pelo Shvoong. Ganhe dinheiro para escrever. ) 

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A Obesidade, até há bem pouco tempo, passava despercebida entre a vasta gama de enfermidades que assolam o ser humano. Isso porque, até muito recentemente, era encarada como sinal de personalidade fraca, combinação de glutonice e maus cuidados com o próprio corpo. A relutância da própria Medicina em encarar a Obesidade como doença levou a uma demora na identificação de métodos eficazes para o seu controle. Tanto demorou que hoje vivemos uma epidemia, na qual cerca de 40% da população adulta brasileira apresenta sobrepeso e um terço (33%) é obesa. Nos Estados Unidos a situação é ainda pior: lá, 65% dos adultos são obesos ou têm sobrepeso e 18% têm obesidade mórbida.

Mas se consideramos a Obesidade uma doença, por que isso ocorre? Basicamente porque a presença de obesidade está associada ao surgimento em maior freqüência de uma série de enfermidades, como a hipertensão, o diabete melito, infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais (derrames), gota, câncer de útero, osteoartrose de quadril, joelhos e tornozelos, cálculos na vesícula, varizes, cálculos renais, câncer de mama, irregularidades menstruais, excesso de pêlos e também infertilidade e morte prematura.

O que mudou nos últimos anos? Passou-se de uma visão permissiva para uma mais intromissiva no que tange a Obesidade. Sabe-se que praticamente a totalidade dos pacientes obesos apresentam algum transtorno do humor, quer seja o humor deprimido levando ao sedentarismo e a pouca busca por atividade física saudável e necessária, ou a ansiedade, associada a hábitos alimentares compulsivos e outros comportamentos auto-destrutivos. 

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