Dançar sobre Pintura

Frank Zappa que dizia: "Esccrever sobre Música é como Dançar sobre Pintura". Pois vamos Dançar Sobre Pintura então!São 2 crônicas semanais: aos Sábados um toque no Jazz, Blues, MPB ou Erudito e às  Quintas algo mais Pop, Rock, Metal, Progressivo.


    Mais um exemplar da ótima série de coletâneas da Verve, Jazz Club, tem seus pontos fortes nas peças de Lee Ritenour com sua Road Song, Quincy Jones em Cast Your Fate To The Wind e Al Jarreau tocando Feels Like Heaven To Me. É ótimo também relembrar Spyro Gyra com sua fantástica Bright Lights. Alguns pontos fracos fazem deste um CD bom, mas certamente vale os quatro euros e noventa e cinco centavos pagos por ele.

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    Mais um exemplar da ótima série de coletâneas da Verve, Jazz Club, tem seus pontos fortes nas peças de Lee Ritenour com sua Road Song, Quincy Jones em Cast Your Fate To The Wind e Al Jarreau tocando Feels Like Heaven To Me. É ótimo também relembrar Spyro Gyra com sua fantástica Bright Lights. Alguns pontos fracos fazem deste um CD bom, mas certamente vale os quatro euros e noventa e cinco centavos pagos por ele.

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    Sei, sei, lá vem ele com estas coletâneas borra-bosta! Upa-la-lá! Vamos moderar no palavreado! Sim, sim, eu também não sou muito afeito às coletâneas. Prefiro ir atrás das obras orignais dos músicos dos quais tenho apreço. Esta é, entretanto, uma honrosa exceção.

    A Verve Records, subsidiária da Universal lançou a série Jazz Club – uma série imperdível de coletâneas com os mais variados temas…

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Sexteto Blazz – Gemius

Sexteto Blazz – Gemius


Posted By on jun 2, 2007

   Sexteto Blazz Gemius

    O Sexteto Blazz é um grupo de jazz de Porto Alegre – RS que foi criado em 1999 e lançou este CD – Gemius – em 2002. Composto por Franco Salvadoretti na flauta, Vanderlei Fontanella no sax soprano e tenor, Paulo Müller no sax alto, Leandro Hessel no piano, Adelamir Neto no baixo e Luciano Bolobang na bateria, o sexteto pratica um jazz sincero e visceral inspirado em Miles Davis, John Coltrane, Thelonius Monk, Wayne Shorter e Charlie Parker.

    As faixas são todas ótimas, é difícil destacar uma sobre a outra. A presença da flauta transversa do compositor Franco Salvadoretti traz um tempero não usual no jazz. Assisti a banda duas vezes ao vivo, sempre no Oito e 1/2 Bar , em Porto Alegre, e a performance dos guris é realmente impressionante. 

    Como a distribuição deste tipo de artista acaba ficando mais regionalizada, provavelmente você não terá acesso a este disco mas, se tiver, não deixe de adquirir. É uma montanha de queijo para um rato faminto. 

As faixas do disco, na ordem em que são tocadas: 

1. Wenonah – 8:19
2. Semba – 5:16
3. Gemius – 8:58
4. Sevilla – 7:08
5. Blue Bus – 5:25

 

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Ella and Louis

Ella and Louis, gravado em 1956 marca o início de uma parceria extremamente bem sucedida entre o trumpetista Louis Armstrong e a dama negra de voz aveludada, tensa, forte e marcante Ella Fitzgerald.

Distribuído pela Verve (do grupo da Universal Music Company), é um clássico tão grande do jazz que serve como porta de entrada a este maravilhoso e rico mundo. Como diz o Bruno, vendedor da seção de CDs de jazz e música erudita da Livraria Cultura de Porto Alegre, “se você não gostar deste CD, certamente não gosta de jazz”.

Com Ella nos vocais, Armstrong no trumpete e nos vocais, o fantástico Oscar Peterson ao piano, Herb Ellis na guitarra, Ray Brown no baixo e o espetacular Buddy Rich na bateria, não é preciso de nada mais que um coração tranqüilo e um ouvido atento para derreter-se com o som feito por este sexteto.

Além de faixas que hoje são considerados clássicos do jazz como “Can’t We Be Friends”, “Cheek to Cheek” e “They Can’t Take That From Me”, que por si só já valeriam o investimento no disco, a minha preferida “A Foggy Day” – um passeio por Londres e seu mood faz você saber quão importantes são os dentistas. Louis é tão avassalador que, se seus dentes estiverem sensíveis, irão vibrar com o trumpete tocado de forma tão intensa que somente a bela voz de Ella cantando a perda do charme do British Museum consegue anestesiar.

As seguintes faixas compõe o disco, na ordem que são tocadas:

1. Can´t We Be Friends – 3:45
2. Isn´t This a Lovely Day (To Be Caught in the Rain)? – 6:14
3. Moonlight in
Vermont3:41
4. They Can´t Take That Away From Me –
4:38
5. Under a Blanket of Blue –
4:16
6. Tenderly –
5:06
7. A Foggy Day –
4:31
8. Stars Fell on
Alabama3:32
9. Cheek to Cheek –
5:52
10. The Nearness of You –
5:40
11. April in
Paris6:30

         Quer começar a se aventurar pelo jazz? Não sabe se gosta ou não gosta de jazz? Quer ampliar seu horizontes? Quer sentir a música com seu cérebro, coração e alma? Go for it!

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mingus mingus mingus mingus mingus

Mingus Mingus Mingus Mingus Mingus foi gravado entre 20 de janeiro e 20 de setembro de 1963 e lançado neste mesmo ano. Produzido por Bob Thiele, mostra um Charles Mingus mais voltado à composição do que ao virtuosismo em seu instrumento clássico: o contrabaixo acústico. Quem espera encontrar neste álbum o virtuosismo de Mingus à frente do contrabaixo, desista. Em Mingus Mingus Mingus Mingus Mingus nosso herói destaca-se mais à frente do piano e como maestro de suas próprias composições.

A entrada, com II B.S. (também conhecida como “Haitian Fight Song”)  leva você para dentro de um filme de aventura, daqueles, dos anos sessenta obviamente! Better Get Hit in Your Soul nos leva para dentro de um salão de festas, onde uma legítima big band dispara suas notas no ambiente.

Mingus Mingus Mingus Mingus Mingus é, sem dúvida, discografia básica para quem é fã de Mingus. Entretanto, as estrelas das composições são, sem dúvida, os metais. Eddie Preston e Richard Williams nos trumpetes, Britt Woodman no trombone, Don Butterfield na tuba, Jerome Richardson na flauta, sax barítono e soprano, Dick Hafer no sax tenor, clarinete e flauta, Booker Ervin no sax tenor e Eric Dolphy no sax alto e na flauta transformam esta piece numa delícia de se ouvir várias vezes seguidas.

         As músicas que compõe o disco, por ordem em que são tocadas:

  1. "II B.S." – 4:46

  2. "I X Love" – 7:38

  3. "Celia" – 6:12

  4. "Mood Indigo" – 4:43

  5. "Better Get Hit in Yo' Soul" – 6:28

  6. "Theme for Lester Young" – 5:50

  7. "Hora Decubitus" – 4:41

  8. "Freedom" – 5:10

A melhor notícia: este disco, até pouco tempo só conseguido através de importação, chega ao Brasil através da Universal, que está trazendo uma grande leva de CDs de Jazz. Atenção jazzófilos de plantão: coisas muito boas entre 18 e 25 reais estão dando sopa por aí! Uma vez por semana, sempre aos sábados, uma nova dica por aqui.

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