Category Archives for "Simplicíssimo"

maio 23

10/01/2003 – #006 – Editorial

By Rafael Reinehr | Editoriais

 Em tempos nos quais a Esperança vence o Medo, revoluções estão a acontecer minuto a minuto (segundo a segundo, ouso dizer). A mais "nova novidade" do momento diz respeito à questão ética que se impõe no que tange ao uso de tratamento hormonal em transexuais. Agora, homens que querem aproximar-se da aparência feminina estão recorrendo a endocrinologistas para acompanhamento de um "tratamento hormonal", feito com hormônios femininos, geralmente estrógenos, para desenvolver seios e outras "cositas mais" que lhes delineiem melhor o corpo. A questão ética diz respeito justamente ao fato de o médico, em seu juramento, prometer, antes de tudo, não fazer o mal ao seu paciente. Mas em que mal este incorre ao auxiliar o transexual em seu desejo de melhorar sua aparência e desta forma ajustar-se melhor psiquicamente e conseqüentemente ser mais feliz? Em primeiro lugar, ainda não são completamente conhecidos os efeitos de doses altas de estrógenos no corpo masculino. Sabe-se que as glândulas mamárias desenvolvem-se bastante, mas ao mesmo tempo estão muito mais sujeitas ao desenvolvimento de câncer. Dentro da Medicina, existem pelo menos três aspectos éticos básicos que sempre devem ser respeitados: o princípio da não-maleficência (não produzir dano), o princípio da beneficência (tomar uma atitude quando ela comprovadamente é benéfica para o paciente) e o princípio da autonomia (que refere-se ao direito que o paciente tem de decidir sobre sua própria saúde em situações de maioridade ou saúde mental íntegra). Na questão dos transexuais, temos a favor da reposição hormonal o respeito ao desejo do paciente, que, de qualquer forma, se não for acompanhado por um médico vai acabar fazendo uso dos hormônios de qualquer forma e temos contra, do ponto de vista ético a questão da não-maleficência, tendo em vista que o benefício psíquico decorre justamente do dano que provocamos em seu corpo (estando ele sujeito aos riscos da terapêutica).

 

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maio 19

27/12/2002 – #005 – Editorial

By Rafael Reinehr | Editoriais

 Mais um Ano Novo pelo calendário cristão… Mais um Ano Velho deixado para trás, com muitos acontecimentos importantes na vida de todos nós… Mais um… Mais um… (he-he-he) Não sei bem porquê, mas acho que 2003 vai ser o melhor ano de nossas vidas. Fiz algumas consultas às estrelas e também procedi com a leitura do sagu com creme e também com a leitura da banana caramelada do restaurante chinês e esses oráculos me disseram, com certeza absoluta, que os assinantes (e principalmente os PARTICIPANTES!) do Simplicíssimo estariam protegidos e envolvidos pelos signos do Amor, da Paz e da Felicidade neste novo ano que está prestes a iniciar. Não consegui descobrir o porquê, mas acho que vale a pena inscrever seus amigos e entes queridos para que eles também possam usufruir desta proteção mística! But, deixando de papo furado, vamos fazer melhor que neste ano, todos nós! Vamos ser mais amigos, mais tolerantes concosco e com nossos semelhantes, vamos dirigir mais devagar e vamos divagar… Vamos ler um bom livro (Escute, Zé-Ninguém!, de Wilhelm Reich – é minha sugestão para o começo do ano), fazer um curso de bonsai, de fotografia ou de culinária, aproveitar mais o Brique, inclusive nas tardinhas durante a semana, dormir ao relento, nem que seja por uma noite, tomar banho de chuva (mas não vale sem querer!) e de mar, amar, amar, amar, ah!, o mar! ó mar, ô Omar! ao mar, amar. Vamos escutar um pouco de música instrumental e sentir o que ela nos tem a dizer (Steve Reich, Chuck Mangione, Jaco Pastorius, Ravi Shankar…), vamos comprar uma girafa e dar para aquela pessoa querida, vamos estimular as pessoas do nosso lado a criarem, a crescerem, a trabalharem, a viverem… São tantas coisas para fazer…

 

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maio 16

13/12/2002 – #004 – Editorial (excertos de “Escrever por Escrever” I)

By Rafael Reinehr | Editoriais

{03/06/2000 – Sábado – 23:28}

Certo dia ouvi dizer, em uma aula de Introdução à Filosofia que houve um certo escritor grego que escrevia cerca de 500 linhas por dia. Ao final da vida, havia escrito cerca de 700 livros. Bem, quanto à qualidade de seus escritos, não ponho a mão no fogo mas, certamente, foi esta uma idéia interessante! Há algum tempo já havia me surgido a idéia de escrever um livro que tratasse de assuntos de interesse da maioria das pessoas, como convívio social, política, bem-viver, virtude, justiça, sentido da vida e de nossas ações e humanismo em geral. Depois de vários textos isolados escritos e arquivados em meu computador, peguei a idéia daquele escritor grego e resolvi escrever um pouquinho todos os dias, de forma contínua, sem correções posteriores ao texto já escrito, mas com a possibilidade de corrigir informações ou idéias em novos escritos subseqüentes. Com certeza meu objetivo não é escrever 500 linhas por dia, mas apenas aquilo que minha criatividade ou a necessidade de expressar ou deixar registrado exigisse.

 

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maio 16

13/12/2002 – #004 – Editorial (excertos de "Escrever por Escrever" I)

By Rafael Reinehr | Editoriais

{03/06/2000 – Sábado – 23:28}

Certo dia ouvi dizer, em uma aula de Introdução à Filosofia que houve um certo escritor grego que escrevia cerca de 500 linhas por dia. Ao final da vida, havia escrito cerca de 700 livros. Bem, quanto à qualidade de seus escritos, não ponho a mão no fogo mas, certamente, foi esta uma idéia interessante! Há algum tempo já havia me surgido a idéia de escrever um livro que tratasse de assuntos de interesse da maioria das pessoas, como convívio social, política, bem-viver, virtude, justiça, sentido da vida e de nossas ações e humanismo em geral. Depois de vários textos isolados escritos e arquivados em meu computador, peguei a idéia daquele escritor grego e resolvi escrever um pouquinho todos os dias, de forma contínua, sem correções posteriores ao texto já escrito, mas com a possibilidade de corrigir informações ou idéias em novos escritos subseqüentes. Com certeza meu objetivo não é escrever 500 linhas por dia, mas apenas aquilo que minha criatividade ou a necessidade de expressar ou deixar registrado exigisse.

 

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maio 12

01/12/2002 – #003 – Nossa função social

By Rafael Reinehr | Editoriais

 Esta é a história de um cara que não dá bola para a sociedade, suas leis e coisas erradas e faz apenas o certo, o verdadeiro, justo e bom. Simplesmente segue em frente! Seu nome não interessa. Onde mora também não. Sua profissão: pouco importante. O que realmente importa é que ele tem uma função social. Poderia ter qualquer nome, morar em qualquer lugar e trabalhar com o que quisesse que o que continuaria importando é que ele tem uma função social. E o que significa ter uma função social? É se chamar João e se importar com o que acontece com a Maria e com o José, com o Timothy, o Joseph e a Jenniffer, com o Fu e o Xu, mesmo que não sejam do seu convívio social, mesmo que more na montanha ou embaixo do mar. Se trabalha como médico, que dispense um dia da semana para atender pessoas carentes gratuitamente ou com preços simbólicos; o mesmo vale para outros profissionais liberais como o advogado, o professor particular e quem mais você pensar. O dono de uma empresa privada, regra geral, pouco faz além de engordar sua conta bancária. O mesmo faz o banqueiro e boa parte das empresas ligadas à indústria e comércio. Não há papel social propriamente dito nisto.

 

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maio 09

18/11/2002 – #002 – Editorial

By Rafael Reinehr | Editoriais

 Muita coisa já aconteceu por aí, Mundo afora. E na sua vida, no seu mundo? Por aqui tudo em cima. Muito trabalho duro na vida real. Já aqui, no mundo da fantasia do Simplicíssimo tudo correndo às mil maravilhas. Bem, é que, como vocês sabem, este fanzine está começando. E está começando mesmo!!! Então ainda não temos muitos colaboradores, se é que vocês me entendem. Mas isso vai mudar… …espero! Nessa edição uma breve análise metafísica sobre a dúvida e sobre a origem e o sentido das coisas (e para ser mais interessante, uma análise apenas parcial, superficial e incompleta, que não nos leva a nada nem a lugar algum!). No segundo artigo apresento um trabalho escrito há muito tempo e achei que poderia coloca-lo no Simplicíssimo, mesmo achando-o brutalmente incompleto e muito superficial. Mas nesse mundo de hoje, não é a aparência, a superfície que importa, que chama a atenção das pessoas? Bundas e escândalos: se não for uma dessas, não cola…

 

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maio 05

01/11/2002 – #001 – Editorial

By Rafael Reinehr | Editoriais

 Estamos aqui, na virada do milênio (pelo menos para quem usa o calendário gregoriano!) para introduzir um novo "fanzine" em meio a tantos já existentes em todos cantos desse nosso amado planeta. Não sei se fanzine é o melhor rótulo a ser dado a este "jornalzinho", a esta "gazeta", a este "informativo", ou como quer que o chamemos. O que importa mesmo é que o Simplicíssimo veio trazer muita cultura para aquelas cabeças atingidas pelo seu estímulo. Começando hoje, e a cada 2 semanas, o jornal vai trazer artigos sobre música, filosofia, política, cinema, economia, ética, medicina, física, literatura, religião, culinária, esportes e sobre tudo aquilo que nossos colunistas quiserem. Aí chegamos em um aspecto interessante deste zine: a participação do leitor é bem-vinda a qualquer momento, não só para criticar e dar sugestões mas também para fazer o jornal. Artigos originais escritos por qualquer um podem vir a ser publicados, basta enviá-los por e-mail para superjazz7 arroba terra.com.br Como todo meio de comunicação que se preza, o Simplicíssimo não toma partido em nenhum assunto, estando sempre em cima do muro, respeitando assim a liberdade individual de cada um de seus colaboradores, que têm a inteira responsabilidade pelos artigos aqui publicados.

 

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