Pequeno guia para o futuro médico, por Rafael Reinehr

Pedras harmonia

Hoje estou completando 40 anos de idade. Como gosto de dizer, estou chegando ao final do primeiro quarto da minha vida. Vamos aos 120 faltantes!

Nos últimos anos, questionei meu próprio lugar na profissão que escolhi, lá nos meus 16 ou 17 anos: a Medicina.

Muito deste questionamento adveio da desilusão  em relação à indústria da Medicina: a mecanização e desumanização do atendimento, o farmacocentrismo do tratamento, diagnósticos cada vez mais superficiais em função de uma atenção cada vez menor ao que os sinais e sintomas do paciente tem a nos dizer, a falta de desejo verdadeiro dos próprios pacientes em buscar a melhora de suas condições (ou pelo menos a motivação insuficiente em realizar as mudanças de hábito de vida necessárias a uma vida saudável) e a consciência de que as ferramentas que me haviam sido passadas na Medicina Alopática Ocidental eram, apesar de poderosas, francamente insuficientes para cumprir a missão à qual havia sido designado.

Mas, curiosamente, nos últimos 2 anos, começou a surgir uma percepção diferente de como eu poderia gerar uma reação a este modelo medicocêntrico e recuperar o “tesão” pela promoção da saúde, de uma forma nunca antes experimentada por mim nestes últimos 16 anos de formado.

Essa reação veio na forma de duas iniciativas. A primeira delas, o Medictando, um portal de Educação em Saúde, Qualidade de Vida, Bem-estar e Felicidade. Em resumo, um portal que tem como missão ajudar as pessoas a Bem Viver; a segunda, a ser lançado ainda neste mês de julho, a ZenNature, um espaço onde efetivamente o bem viver é representado pelos produtos que consumimos e que trazemos para dentro de nossa casa, para nossa família e para dentro dos nossos corpos.

Para bem além do conceito de “ausência de doença”, a abordagem de saúde que busco promover é aquela inspirada pelo Benson-Henry Institute, de Boston: criar as condições para que cada ser humano atinja sua potência plena na face da terra, enquanto um ser vivo integral em suas dimensões física, mental, emocional, social e espiritual.

Passei quatro décadas aprendendo. É hora de devolver ao Universo um pouco da sabedoria que me foi concedida, ao mesmo tempo em que sigo, continua e dedicadamente, absorvendo e aprendendo com todo estímulo possível que me é ofertado.

E em breve, tenho um convite muito muito especial a te fazer. Vou te convidar a participar junto comigo desse sonho e desse caminho, como meu apoiador ou minha apoiadora, lá na página do Patreon que estou criando para possibilitar que esta jornada, que esta aventura seja a mais intensa, duradoura, profunda e abrangente possível. Te quero parte dessa tribo de pessoas que acreditam no humano como força propulsora de sua própria vontade, como catalisador da mudança de um estado atual para outro, melhor.

Estou preparando um texto, que vou transformar em vídeo, para te explicar melhor como você pode me ajudar! Fique atento(a) nos próximos dias!

Pedras equilíbrio harmonia

Para que este escrito aqui não se transforme em um romance, me despeço recuperando aqui um pequeno textículo que escrevi em 21/08/1998, quando ainda era estudante do nono semestre de Medicina da UFRGS. Creio que ele serve como ponte para o momento atual que vivo e que vivi naquela época, há 18 anos:

Pequeno guia para o futuro médico

  1. O médico ocupa-se com um único organismo, o sujeito humano, em luta para preservar sua identidade em circunstâncias adversas;
  2. Curiosidade intelectual é essencial; apenas o médico curioso pode progredir em relação à doença do paciente assim como na ciência da Medicina;
  3. A prática da Medicina é uma arte tanto quanto uma ciência; a habilidade de um médico em ajudar um paciente depende não apenas de seu conhecimento mas da maneira que ele o utiliza;
  4. As ferramentas mais importantes do médico continuam sendo seus olhos, mãos e ouvidos; as capacidades básicas em cuidar de pacientes requerem inspeção, palpação e, mais importante, a escuta atenciosa;
  5. Nem sempre se pode curar uma pessoa, mas sempre podemos confortá-la;
  6. Tornar-se médico não é apenas completar a faculdade e a residência: é antes de mais nada escolher por um modo de vida, permeado e determinado por questões morais e éticas, para o resto da vida;
  7. Cada palavra que pregamos, cada ato que realizamos, irradia de nossos corpos e vai se espalhar, distribuindo à Natureza nossos sentimentos, sentimentos esses que são por ela captados e devolvidos integralmente. Só quando todos nos dermos conta disso poderemos, finalmente, curar uma pessoa. Até lá, nos resta seguir aprendendo.

 

Promoção de Lançamento do Intentio – Serviço de Orientação em Medicina e Saúde

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Olha só a promoção superbacana que eu, juntamente com meus companheiros do Medictando e do Intentio estamos lançando:

Quer Ter uma Vida Saudável Mas Não Sabe Por Onde Começar?

O Intentio – Serviço de Orientação em Medicina e Saúde oferecido pelo Medictando está lhe dando a chance de:

GANHAR 30 dias de Orientações em Saúde Grátis e ainda um Kit de Alimentos Saudáveis entregues na sua casa!

SAIBA COMO acessando a página da promoção em: https://www.sorteiefb.com.br/tab/promocao/534906

Aproveita vivente! O Sorteio é em 31 de março de 2016.

Como receber todas as Notificações de minha página do Facebook

Quer saber como receber todas as notificações da minha página do facebook? Veja como é simples:

Basta sobrevoar com seu mouse o Curtir e clicar em “Ver primeiro” e depois em “Todas ativadas (Todas as publicações, Eventos)

Assim, você não perde mais nada do que eu for publicar em meio às milhares de postagens que o face precisa filtrar para mostrar a você todos os dias!

Clica lá, e não me perca de vista!

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Procura-se e Precisa-se de Tradutores e Tradutoras em Várias Línguas: Inglês, Espanhol, Italiano, Francês, Alemão, Russo e Chinês

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Estaremos contratando tradutores para os projetos da The Brains Cooperation, dentre eles o Medictando e a Coolmeia. Alguns precisaremos de disponibilidade em tempo integral e outros para trabalhos eventuais, mas com alguma regularidade.

Se você tiver disponibilidade de tempo e capacidade de tradução irrepreensível na língua ou línguas que dominas, entre em contato pelo formulário abaixo:

Caronas do Rafael – De uma necessidade para uma oportunidade para uma ação

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Quem me acompanha sabe que faço o trajeto Araranguá > Porto Alegre > Santa Maria > Porto Alegre > Araranguá a cada 14 dias. Minha vida profissional está centrada no sul catarinense e minha vida afetiva no coração do Rio Grande.

Com os sucessivos aumentos do preço dos combustíveis, a necessidade de realizar a revisão do automóvel a cada 3 meses e de trocar de pneus a cada 8 meses, surgiu a necessidade e a ideia de oferecer carona para pessoas que buscam companhia e economia neste trajeto.

E foi assim que, ontem, criei uma planilha com minha “escala de viagem” para os próximos meses, de forma a ajudar e ser mutuamente ajudado neste trajeto que faço o ano todo.

Dar carona é tudo de bom: reduz o impacto ambiental (carros só com um passageiro são quase um crime!), aumenta a convivialidade e a chance de trocas entre pessoas de diferentes culturas e backgrounds, promove diálogos e troca de ideias, gera economia de recursos econômicos, nos traz novas amizades…

Para quem quiser acessar, por necessidade ou curiosidade, o link permanente para a escala está em http://curto.co/caronasdorafael

 

GoodFood – Mapeamento da Comida Boa no Brasil

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Good Food é um portal que tem por objetivo mapear de forma colaborativa, com ajuda dos usuários, locais em que são produzidos, distribuídos, comercializados e servidos alimentos que podem ser chamados de “boa comida”, ou seja: produtos sem agrotóxicos, orgânicos, da agricultura familiar, de pequenos produtores e distribuidores, de pequenas cooperativas, restaurantes veganos e vegetarianos, produtos locais e locávoros.

 

O portal irá dispor de um sistema de revisão e qualificação, permitindo que usuários dêem notas sobre a qualidade dos produtos ofertados, permitindo uma avaliação continuada do estabelecimento e dos alimentos. Aqueles que reiteradamente forem denunciados e as denúncias confirmadas, serão retirados do catálogo.

A ideia é mapear desde fazendas de orgânicos, pequenos agricultores familiares orgânicos, restaurantes orgânicos, veganos e vegetarianos, sistemas de agricultura suportada pela comunidade, armazéns e feiras com venda de produtos saudáveis, Sistemas de compras coletivas,  comida feita localmente, de forma sustentável, livre de agrotóxicos, respeitando economicamente as pessoas que estão produzindo…

Essa ideia já foi discutida em um encontro no Ágora.cc em 9 de outubro de 2012, porém não houve força e colaboração suficientes para que saísse do mundo das ideias.

Algumas referências inspiradoras de várias etapas do processo:

Talvez, com tantas soluções complementares disponíveis, o que falte mesmo é uma que simplifique todo o processo e disponibilize, em um local só (um app, por exemplo), todas as informações necessárias de acordo com o nível de exigência do usuário.

Quem desejar apenas localizar na região em que se encontra um alimento que pode ser considerado “boa comida” pelos critérios padrão do site, encontrará. Quem desejar ir mais a fundo e buscar toda a cadeia produtiva do alimento, poderá refinar a busca e verificar inclusive (estando disponível esta informação, por parte do produtor/distribuidor) se o alimento foi trazido ao consumidor através de uma cadeia de comércio justo, sem uso de trabalho infantil ou escravo, por exemplo.

Agora, para tornar esta iniciativa ainda melhor, preciso que você, que leu até o final e chegou até aqui, colabore com algum Comentário ou Sugestão. Se quiser enviá-lo de forma privada ou deseja participar do Grupo de Trabalho do Good Food (GTGF) use o formulário imediatamente abaixo.

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Se quiser enviar de forma pública, use o sistema de comentários logo abaixo.

Seja sempre bem-vindo ao meu blog, fique à vontade para navegar em outros artigos e páginas do site, bem como em visitar e Curtir minha página no Facebook, em https://www.facebook.com/rreinehr/. É com seus insights e opiniões que vamos lapidando e aprimorando as ideias cruas que por aqui são apresentadas, cooperando, juntos, para criação de um outro mundo, melhor para todos.

 

Comida Livre – Mapa dos Alimentos Livres do Mundo

A ideia do Comida Livre nunca foi muito humilde não: tínhamos, Arthur e eu, pensando em criar um mapa que pudesse mapear desde novas mudas de árvores plantadas em ambientes urbanos (ou, porque não, rurais), mas também e principalmente, mapear hortas coletivas, hortas comunitárias, hortos medicinais, PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), locais em que fossem jogadas bombas de sementes e pontos de descarte de alimentos não comercializados.

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Esse portal seria tão mais importante quanto fosse se tornando mais difícil o acesso ao alimento. Hoje, apesar de todas as críticas que temos à sociedade industrial, ainda se consegue comida de forma suficiente em um país como o nosso, Brasil. Com a escassez do petróleo, o aumento dos custos de produção e distribuição dos alimentos que se seguirá nas próximas décadas, o acesso a alimentos de qualidade irá se tornar mais e mais difícil.

Mapear a Comida Livre, em primeiro lugar por uma questão de locavorismo e de soberania alimentar, mas também para defender a permanência e a existência de árvores e espaços que produzem os alimentos localmente em nossas cidades vai se tornar uma questão de “advocacia”, quando os mecanismos repressivos neofascistas começarem a ampliar seu controle para cima desse tipo de alimento que, inevitavelmente, tentará ser proibido nos anos que virão. Na Espanha, ao invés de incentivar a  produção de energia a partir do Sol, as pessoas são taxadas e desincentivadas a fazê-lo, em alguns estados dos EUA, é proibido coletar água da chuva, na Nova Zelândia, é proibido cultivar verduras e legumes em seu próprio jardim… E é só o começo.

Então, fique atentx! E aceite meu convite: visite o Comida Livre e mapeie tudo que for alimentício perto de onde você mora, estuda, trabalha. E monitore a continuidade desse alimento livre na sua cidade, além de incentivar o surgimento de mais hortos medicinais e hortas coletivas, bem como pequenas sacadas e até vasos ou latas comestíveis!

E Compartilhe essa ideia!