Por que gosto de chuva

By Rafael Reinehr | Cotidianices

Dez 11
chuva

 

chuva

Hoje passei o dia meio cansado, desanimado, desmotivado. Na verdade, não faltam propósitos ou motivos para me mexer, buscar melhorar, ser feliz, nada disso. Foi apenas uma sensação que durou parte do dia. Carol e eu até brincamos que é “excesso de empatia”, já que ela também está em fase de recuperação de um pequeno procedimento cirúrgico…

O fato é que o dia estava abafado e, além de cuidar dela, não tinha vontade de fazer mais nada – coisa praticamente impossível de imaginar em se tratando de mim.

Foi quando vi algumas nuvens se formando e um vento diferente se aproximando das árvores ali fora. Senti que a chuva poderia estar chegando. E desejei que chegasse. Nesse momento, já a escuto ao longe, e sei que vai chegar a qualquer instante.

Não sei em que exato momento da vida passei a ter esta fascinação por chuva, este gosto, prazer de ouvir, sentir, olhar para a chuva. Minha memória mais remota me leva para os domingos em minha cidade Natal, em Agudo, em uma época em que meu avô materno, seu Waldemar, ainda era vivo. naqueles domingos, tínhamos um almoço “diferente”, em família, e também haviam as corridas de fórmula 1. Mas do que lembro mais nitidamente eram destes mesmos domingos chuvosos, em que a chuva batia na janela envidraçada, sem venezianas, que temos na sala de estar de nossa casa. A chuva, para mim, remete à simplicidade e felicidade daqueles dias, e sempre que ela se aproxima, vem junto uma boa sensação, um bem estar.

O fato é que muitas coisas podem ter ajudado a causar a sensação de mal estar de hoje mais cedo: o fato de eu ter caído e voltado a comer carne – hoje me considero um “vegetariano fraco”, porque o desejo ainda está presente, mas a vontade fraquejou. Não estou comendo carne como antes, apenas uma vez por semana, mas mesmo assim me sinto um pouco derrotado.

Além disso, tem a Coolmeia, e a vontade de fazer acontecer logo este “mundo melhor”, este “despertar na consciência” que reduza a ganância das grandes corporações, que ajude as pessoas a viverem melhor consigo mesmas e com aqueles que os cercam.

Estou lendo um livro bastante gostoso, chamado A Arte da Felicidade – Um Manual para a Vida, de Howard Cutler. O autor é um psiquiatra americano, que passou boa parte do tempo acompanhando o Dalai Lama, líder espiritual e político tibetano em algumas palestras nos EUA e também em sua casa em Dharamsala, seu local de exílio na Índia. No livro, Cutler tenta traduzir o pensamento budista para que o leitor ocidental possa melhor entender sua mensagem. Acho que seria interessante plotar algumas das mensagens que estou recebendo e revisando.

Sempre defendo a leitura dos originais, tanto quanto possível, mas também não sou mais supercrítico quanto a releituras como esta de Howard Cutler. Acredito que cheguei em um ponto da vida no qual já aprendi a separar o joio do trigo na maior parte das vezes e, de um livro assim, consigo separar o que é bom e pode ser aproveitado, daquilo que deve ser descartado.

E por falar em livro, vou seguir minha leitura. Com sua licença…

Foto: Ben

 

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