Eu vivo em uma ilha

By Rafael Reinehr | Nonsense

Mar 14
Ilha

IlhaVocê já sentiu como se vivesse em uma ilha, mesmo cercado de pessoas e acontecimentos ao seu redor mas como se, mesmo assim, permanecesse isolado por um mar de ruído na sua comunicação com o mundo?

 

Por vezes, me sinto assim. Dialogar com pessoas burras sempre gera esta sensação. E pessoas burras na internet é o que mais há.

 

Participo de uma lista de discussão (na verdade mais escuto do que participo) chamada Blogosfera, onde se reúnem três ou quatro pessoas interessantes e uma multidão de semi-analfabetos, incapazes de compreender a diferença entre o zunido de uma cigarra e de uma abelha.

 

Desde já, quero colocar-me em minha devida posição: não estou fazendo uma análise “de cima” da situação. Tenho minhas limitações e as conheço razoavelmente. O que acontece é que, na referida lista – que na verdade é uma metáfora do mundo – um acúmulo grotesco de figuras arrogantes e com desejo de se passarem por pândegos dançam em círculos sobre seus umbigos e em torno de umbigos alheios sem, no entanto, produzir qualquer conteúdo original ou relevante.

 

Poderiam me dizer, então, “Qual é a tua mermão? Ficar malhando defunto e passando a mão por baixo da saia da viúva?”

 

IlhaVocê já sentiu como se vivesse em uma ilha, mesmo cercado de pessoas e acontecimentos ao seu redor mas como se, mesmo assim, permanecesse isolado por um mar de ruído na sua comunicação com o mundo?

 

Por vezes, me sinto assim. Dialogar com pessoas burras sempre gera esta sensação. E pessoas burras na internet é o que mais há.

 

Participo de uma lista de discussão (na verdade mais escuto do que participo) chamada Blogosfera, onde se reúnem três ou quatro pessoas interessantes e uma multidão de semi-analfabetos, incapazes de compreender a diferença entre o zunido de uma cigarra e de uma abelha.

 

Desde já, quero colocar-me em minha devida posição: não estou fazendo uma análise “de cima” da situação. Tenho minhas limitações e as conheço razoavelmente. O que acontece é que, na referida lista – que na verdade é uma metáfora do mundo – um acúmulo grotesco de figuras arrogantes e com desejo de se passarem por pândegos dançam em círculos sobre seus umbigos e em torno de umbigos alheios sem, no entanto, produzir qualquer conteúdo original ou relevante.

 

Poderiam me dizer, então, “Qual é a tua mermão? Ficar malhando defunto e passando a mão por baixo da saia da viúva?”

 

De forma alguma. A crise à qual me refiro talvez diga mais respeito à minha própria pessoa do que ao grupo em questão. Acho que não tenho mais paciência para ficar ouvindo (ou lendo) tanta bobagem. A velhice – que tarda mas não falha – se aproxima a passos de gigante. Logo, logo estarei com 32 peças de antiquário no armário e nenhuma grande colaboração para este planeta. Justo eu, que tanto apostava em mim mesmo…

 

Pelo menos, minha fase individualista passou. Hoje percebo que, para gerar grandes mudanças, precisamos de um grande esforço. Esforço tamanho que somente um par de bíceps, tríceps, deltóides, peitorais e esternocleidomastóideos não conseguem realizar.

 

Morar em uma ilha não é tão ruim. O pior, são os vizinhos das ilhas próximas que põe o som muito alto e não nos deixam ler em paz.

 

Deleuze, no final da vida, não mais assistia TV, tampouco lia jornais. Não conseguia, destes meios de comunicação, sugar qualquer informação que pudesse lhe ser importante para a vida. Ultimamente, estou assim em relação à internet brasileira. Mas sei que existem oásis no meio deste deserto. Ouço falar. Como bom desbravador, começarei a buscar. A cada oásis encontrado, como sinal de afeição e honraria, uma estaca embandeirada será fincada para melhor reencontrar este espaço de repouso e deleite para o espírito.

 

Ah, quer saber? Estou ficando velho e chato ou o quê? Esta impaciência com as “bobagens de sempre” tem fundamento? Vou me fazer estas e outras perguntas logo mais, durante o aniversário da Doris; perguntas recalcitrantes regadas a churrasco e cerveja.

 

E amanhã, me aguardem: torneio de tênis no Criciúma Clube. Primeiro jogo às 8 da manhã. Se ganhar, vou adiante, se perder, volto pra casa. Amanhã também é dia de pegar minha roupa de casamento e dar uma olhada em um Opala 6 canecos. Será que levo algum caneco pra casa?

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