Morangos sobre morangos (ou “A crônica dos moranguinhos”)

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

Set 22

Morangos sobre morangos (ou “A crônica dos moranguinhos”)

sobre moranguinhos feios escondidos embaixo dos bonitos

Possivelmente você, assim como eu, já comprou aquelas caixas com morangos vermelhos belíssimos vendidos por ambulantes, no centro das cidades, no asfalto das cidades do interior ou até mesmo em feiras e supermercados. Aquela cor vermelha viva, permeada pelas pequenas sementinhas verdes do morango são um verdadeiro ímã ao consumo.

Morangos sobre morangos (ou “A crônica dos moranguinhos”)

sobre moranguinhos feios escondidos embaixo dos bonitos

Possivelmente você, assim como eu, já comprou aquelas caixas com morangos vermelhos belíssimos vendidos por ambulantes, no centro das cidades, no asfalto das cidades do interior ou até mesmo em feiras e supermercados. Aquela cor vermelha viva, permeada pelas pequenas sementinhas verdes do morango são um verdadeiro ímã ao consumo.

Chegamos em casa, largamos nossas mochilas, maletas, sacolas ou bolsas em cima da mesa ou do sofá e vamos direto para a cozinha, experimentar algumas daquelas belezuras. Tiramos cuidadosamente o plástico que as encobre e começamos a tirar um, dois, três morangos da caixa. Quando pegamos o quarto morango, começamos a perceber que o vermelho vivo fresco e saboroso está somente na superfície: logo abaixo da primeira camada de morangos apetitosos encontra-se a camada que dá lucro ao esperto vendedor – morangos amassados, mofados, machucados, em parte apodrecidos e com aparência detestável, muitas vezes impróprios para o consumo.

Se foi nossa primeira vez, ficamos chateados. Se foi a segunda, ou a terceira, baixamos a cabeça e, com um suspiro significando “eu já sabia”, seguimos lavando os morangos que conseguimos salvar e degustamos pedaços de felicidade em um mar de desilusão.

Essa história ilustra muito bem um embate complementar interessante da humanidade: a aparência e a essência.

Existimos – todos, sem exceção – usando máscaras que nos convém em determinados momentos da vida. Alguns, usam máscaras tão grossas que deformam sua essência verdadeira e tudo que podemos conhecer dessa pessoa é sua superfície, representada por aquilo que ela aparenta para nós, aquilo que a máscara que usa nos deixa ver. Outras pessoas, entretanto, usam máscaras extremamente finas, translúcidas, quase transparentes, deixando à mostra seu verdadeiro eu, sua real essência. É dessas pessoas que gosto de me aproximar. Delas só posso esperar boas surpresas, já que estou sempre em busca de boas essências.

Estou sempre buscando reduzir o número de morangos mofados na minha caixa de morangos. E você, como é sua caixa de morangos?

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