Resistência à mudança, Inovação e Conservadorismo

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

ago 06
Tempos de mudança

Retirado de um seminário da STRO (Social Trade Organization):

Devemos ter em mente que não há nada mais difícil e perigoso, ou mais duvidoso de sucesso do que a tentativa de introduzir uma nova ordem de coisas em qualquer situação. O inovador tem todos os indivíduos que obtiveram vantagens com a antiga ordem das coisas como inimigos, enquanto aqueles que esperam ser beneficiados com as novas instalações, serão defensores moderados. Essa indiferença surge, em parte por medo de seus adversários, que eram os favorecidos pelas leis existentes e, em parte, pela incredulidade daqueles que não acreditam em nenhuma coisa nova, que não seja o resultado de uma experiência bem-sucedida. Por isso é que, sempre que os opositores da nova ordem das coisas têm a oportunidade de atacá-la, eles o farão com o zelo dos partidários, enquanto os outros o defendem, mas com pouca intensidade, assim, resulta ser perigoso confiar nestes últimos.” (Nicolau Maquiavel, em O Príncipe)

E o texto segue (agora fala o autor do texto, Hen van Arkel):

Certamente, quando você se propõe a repensar as estruturas básicas da sociedade, há uma grande resistência. E, de fato, durante muitos anos, era essencial que os ricos tivessem uma espécie de dinheiro disponível que lhes permitisse transferir poder ao longo do tempo e do espaó. No entanto, temos sobrevivido a esse episódio. Hoje as pessoas que têm muito, enfrentam o risco de perder tudo, vivendo neste planeta ecológico e socialmente frágil. Isso não significa que todas as pessoas ricas estão conscientes disto ou que sabem como melhorar seu comportamento. A opção por tais “mudanças” tanto atrai quanto assusta as pessoas. Nós, seres humanos, na grande maioria, desconhecemos que a história cria mudanças o tempo todo. A verdadeira questão é: nós vamos nos atrever a começar e apoiar as mudanças nas regras fundamentais existentes por trás da atual organização da sociedade, ou vamos esperar até que as coisas mudam, como resultado dessas regras em vigor ou devido a outras forças?

Para algumas pessoas, saber que a mudança de um estado de organização social para outro parece ser algo impossível, posto que todas as forças do tabuleiro jogam contra, basta para que se recolham à rotina de TV a cabo e churrascos de domingo.

Para outros, ela só reforça a noção de que o que está errado precisa de soluções ainda mais engenhosas e criativas, partindo para a prancheta e para a colaboração em rede para buscar as respostas aos problemas que se apresentam.

Como disse-me o amigo Luiz Algarra, depois que lhe encaminhei esta reflexão:

“Tenho refletido sobre o fato de que a inovação é apenas um estágio da conservação.
Inovamos para conservar.
As empresas inovamprocessos para conservar posições de mercado.
Partidos inovam propostas para se adaptar ao desejo dos eleitores, e se conservar no poder.
Somos seres conservadores po natureza. Conservamos nosso viver.
Então hoje para mim a questão é: o que desejo conservar?
Tudo de organiza em congruência ao redor de um sistema que conserva uma determinada classe de coisas.

Pergunta importante: “o que desejo conservar?“. É o meu desejo egoísta, altruísta? Estou respeitando o outro, a diversidade ou apenas o meu dinheiro e o meu poder? Qual é minha compreensão acerca do mundo que me cerca? Biologia do Amar e Biologia do Conhecer, disciplinas que não são ensinadas nas Escolas do Mundo ao Avesso…

Vamos estudar juntos, vamos apreender estes conceitos e com eles aprender a nos tornar humanos?

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