Um novo olhar sobre a violência

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

Set 20

    Nos últimos meses, devido a leituras de Revoltados que me antecederam, estou cada vez mais convencido de que as mudanças sociais que precisamos passam, necessariamente, pelo uso da violência.

    Os acontecimentos recentes no cenário político nacional somente me inclinam mais para reforçar esta percepção. Lidar com mentirosos compulsivos que estão no poder dos meios de coerção cognitiva e física da massa popular só poderá ser feita através do uso de uma força equivalente ou maior que contraponha a barbárie instituída.

    Como violência – e eis aqui a novidade que quero incluir – não me refiro exclusivamente à agressão física, como rapidamente tendemos a supor, mas principalmente ao uso de tecnologia que impeça estas forças sombrias a progredirem infinitamente no intento de explorar o povo. A tecnologia – nas mãos de hackativistas (hackers com motivações políticas) pode ser uma ferramenta cada vez mais utilizada para desestabilizar o sistema de controle das instituições vigentes – governo, forças armadas, sistema financeiro, meios de comunicação, telecomunicações.

    Apesar de entender que as medidas ditas não-violentas como passeatas com jovens vestidos de preto segurando cartazes e faixas ainda  mantém a preferência popular, a percepção é clara de que 200 mil pessoas calmas e organizadas gritando palavras de indignação acompanhadas pelo olhar de um grupamento policial não conseguem surtir o mesmo efeito que 2 mil pessoas promovendo depredação de espaços públicos ou privados. Perceba que não defendo aqui (ainda) este tipo de iniciativa – falo da destruição de bens públicos/privados – mas tão somente sua efetividade em promover pressão social suficiente para levar a mudanças significativas.

    Existe um componente que não estamos sabendo usar para conseguir o que precisamos: o MEDO. Precisamos aprender a provocar medo em nossos assim ditos representantes. Os representantes do nosso sistema judiciário precisam ter MEDO para trabalhar direito e buscar aprimorar este sistema quase falido. Nossos legisladores precisam trabalhar diariamente com MEDO de perderem suas vantagens. O executivo precisa ter MEDO de ser deslocado de seu trono para um limbo insípido e mau-cheiroso.

    Foi pensando nisso que propus a Sétima Proposta Para Um Brasil Melhor – o Voto Contínuo. Uma proposta "violenta" para tentar mudar de vez essa mamata que é a vida de Calheiros, e Collors, e Farias, e Dirceus, e Silvas que vicejam na política nacional. 

    Continuo pensando em formas de viabilizar as mudanças que precisamos. Conto com toda ajuda que puder obter, ou melhor: "Precisa-se de pessoas engajadas e inteligentes para virar do avesso o mundo do avesso".

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