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Jan 06

Transição para uma Melhor Política, Economia e Humanidade: Propostas de Ações Práticas para a Mudança Social

By Rafael Reinehr | Boas Novas

Captura_de_Tela_2012-01-06_as_16.51.03Teremos uma Oficina Autogestionada da Coolmeia, Ideias em Cooperação no Fórum Social Temático 2012 – Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental.

O nome da oficina é “Transição para uma Melhor Política, Economia e Humanidade: Propostas de Ações Práticas para a Mudança Social“. Segue o resumo:

Existem movimentos lutando por uma Nova Política. Outros, por uma Nova Economia. Outros ainda, por uma Nova Humanidade.

Talvez tenha chegado a hora de convergir. Encontrar os pontos em comum entre os movimentos sociais, ambientais, políticos e espirituais e começar a planejar junto, mover junto em direção a uma Melhor Política, Economia e Humanidade.

Uma proposta bem prática de mudança social pode começar com um sonho. Se esse sonho for coletivo, melhor ainda.

Se pudéssemos imaginar um outro Estado, uma outra configuração de governança da “Coisa Pública”, quem sabe até com a ausência de um governo instituído, representativo, se pudéssemos voar alto e imaginar uma Sociedade voltada para o Bem Comum, como ela seria? O que precisaríamos para chegar lá?

É este exercício que eu proponho. É esta tarefa, a de pensar em Modelos, Ferramentas, Atitudes e Soluções que possam nos levar, neste Caminho de Transição, para um outro mundo possível, que lhe convido a aceitar.

Nos próximos meses, anos, estaremos nos debruçando sobre estas questões, que interessam tanto a cada um de nós bem como às gerações que ainda estão por vir.

Estamos idealizando uma plataforma de interação que seja voltada à criação do Novo, à inovação. Mas uma inovação com um foco determinado: produção de Bem Comum, de Instâncias, Vivências, Momentos e Espaços em que o humano possa exercer sua humanidade, sua capacidade de ser social, solidário, altruísta, convivial. Momentos e espaços em que possamos nos congraçar com nossa criatividade, compaixão, inteligência, beleza e que possamos deixar de lado o egoísmo, a ganância, a opressão e a torpeza dos atos que somos capazes de perpetrar.

Como em todo processo de Transição, haveremos de encontrar obstáculos: indivíduos, corporações, governos determinados a manter o “Estado das Coisas” como está, beneficiando apenas uma parcela minoritária da população, em detrimento de uma grande maioria.

Um dos nossos maiores desafios será o de conseguir avançar sem criar “Lados”. Não estamos falando de uma luta de classes, entre os menos e os mais favorecidos historicamente. Estamos falando em um processo dialógico e histórico que passa a reconhecer as injustiças do presente, oriundas do passado, em direção a um caminho restaurativo para o futuro.

Os caminhos tentados para isso foram, historicamente, a luta, a conquista, a movimentação político-partidária, a rebelião, a revolução. Podemos seguir usando os mesmos métodos, indefinidamente, ou podemos começar a trilhar um Caminho Alternativo – sem no entanto excluir outros métodos de luta. Esse Caminho Alternativo se daria pela construção e multiplicação destas mesmas Instâncias, Vivências, Momentos e Espaços, baseados nos Modelos, Ferramentas, Atitudes e Soluções que, juntos, iremos pesquisar, estudar, aperfeiçoar e implementar.

Vivemos hoje em um mundo caracterizado pelo individualismo, pela competição, pelo consumismo, pela valorização do ter em relação ao ser, pela desconexão homem-natureza, pela ignorância em relação às consequências de nossas escolhas, pela escolha do mais fácil ao invés do mais duradouro. Como, então, mudar para um mundo em que a humanidade pense no Bem Comum, na coletividade, na convivialidade, na valorização do ser, volte a se conectar com a natureza e esteja ciente das consequências das escolhas que fazemos?

Proposta de Oficina Autogestionada:

Momento 1 – Recepção dos participantes

Momento 2 – Apresentação da problemática

Existem movimentos lutando por uma Nova Política. Outros, por uma Nova Economia. Outros ainda, por uma Nova Humanidade.

Talvez tenha chegado a hora de convergir. Encontrar os pontos em comum entre os movimentos sociais, ambientais, políticos e espirituais e começar a planejar junto, mover junto em direção a uma Melhor Política, Economia e Humanidade.

Tentar responder à pergunta: como, em meio às diferenças, encontrar agendas comuns e pontos de convergência entre os diferentes movimentos que buscam a melhoria das condições de vida humana na Terra? Movimentos espirituais, ambientais, sociais, políticos…?

Momento 3 – Coleta de impressões, ideias e sugestões

2 metodologias (escolher uma delas):

  1. Coleta aberta, conversa em círculo (se possível), com anotações das ideias-chave
  2. World Café – pessoas distribuídas em mesas com 5-6 participantes debatem 2 ou 3 questões propostas, depois trocam de lugar e compartilham suas experiências, buscando apresentar uma Visão de Futuro Coletiva (*ver exemplo detalhado abaixo, ao final)

Momento 4 – Apresentação de uma proposta pré-formatada

  • criação de um Hub que permita a interlocução entre redes e movimentos socioambientais atores da mudança social
  • Criação de um Fórum Permanente, de uma plataforma de interação autogerida para que os diferentes movimentos sociais possam, de forma continuada, ao longo do  ano, trocar experiências, comunicar eventos, planejar ações e  implementá-las.

– A plataforma teria:

– um canal de notícias

– uma agenda

– uma mesa de reuniões

– ferramentas de audio e/ou videoconferência

– aplicativo para smartphones e tablets

– capacidade de crowdfunding para projetos dos movimentos sociais

  • área de vídeos para mostrar resultados dos projetos financiados
  • Grupos representando as Redes e ONGs já formadas
  • núcleos físicos, geograficamente baseados
  • núcleos temáticos, por afinidade de assunto de interesse

Momento 5 – Desconstrução da proposta prévia e Reconstrução de uma Nova Proposta

Após a breve explanação anterior de uma possibilidade de Encontros virtuais permanentes INTER-REDES, com Encontros Locais também INTER-REDES e Encontros Nacionais/Internacionais Sazonais – realizar uma avaliação coletiva das características, pontos fracos e fortes da proposta apresentada e adequação com as necessidades que as diferentes Redes e Organizações poderiam ter.

Momento 6 – Resumo, Pacto e Conclusão

É o momento de verificar se todos estão de acordo com o que foi conversado, definir um meio de comunicação para articular e dar seguimento às propostas colhidas e confirmar, através da assinatura de um Pacto, a adesão ao que foi discutido e determinado.

Conclusão festiva do Encontro.

(obrigado Maria do Carmo Bittencourt pela força e estímulo.)

Oct 28

Sobre minha “saída” da Coolmeia

By Rafael Reinehr | Boas Novas

Amigos, gostaria de comunicar minha “saída” da Coolmeia.

Pelos próximos 2 meses a 3 meses, estarei deixando de participar ativamente das atividades da nossa rede, retirando-me para um período sabático. Um período em que espero refletir sobre nosso trabalho – tanto como seres individuais como coletivos, pertencentes a uma pequena rede mas também um teia muito maior de indivíduos e forças -, sobre nossas intenções, sobre nossas esperanças, caminhos e resultados.

Tenho acompanhado de perto uma série de movimentos contemporâneos, tenho revisitado alguns movimentos historicamente relevantes que discutem democracia, participação, colaboração, liberdade, autonomia, vida em sociedade, igualdade, justiça social e, de repente, senti uma necessidade de sintetizar um pouco da minha experiência e os estímulos que tenho recebido, de todas as frontes, nestes últimos anos como ativista social.

Espero, assim, conseguir trazer um pouco de ordem para meus pensamentos e, muito mais do que ideias, espero poder vir carregado de flores para ajudar a enfeitar o caminho que temos construído juntos.

Continuarei, entretanto, dando suporte às ferramentas de interação da rede e também fazendo alguns trabalhos “automáticos” de divulgação interna e manutenção estrutural, sem entretanto dedicar várias horas por semana à rede.

Nem preciso dizer o quão angustiado me sinto com esta decisão, pois deposito grande esperança nas pessoas que compõe esta rede. Temos seres humanos incríveis fazendo parte da Coolmeia. Por enquanto, ainda não achamos, aqui, uma via pela qual possamos colaborar mais ativamente e deixar fortes e claras pegadas para que outros possam seguir. Mas não consigo deixar de ver que temos um potencial incrível de ajudar a promover a mudança de que precisamos em direção a um mundo mais convivial, cooperativo, sustentável e resiliente.

A quem ainda não leu, recomendo fortemente a leitura: http://www.coolmeia.org/pdf/Coolmeia-v1.0.pdf (pelo menos as primeiras 16 páginas – cerca de 15-20 minutos de leitura)

E a todo momento, precisamos lembrar que a Coolmeia não deve buscar apenas produzir soluções PARA as pessoas. A Coolmeia deve construir soluções COM as pessoas e mostrar que, mesmo que não possamos mudar este mundo, pelo menos podemos construir outro. E como disse, há muitos anos, o gênio Buckminster Fuller:

Você nunca muda a realidade lutando contra ela. Para mudar algo você cria um novo modelo que torna o modelo existente obsoleto.

Desejo aos amigos que seguem navegando um ótimo tempo aqui e em suas vidas pessoais. Nos falamos logo mais.


Rafael Reinehr
Coolmeia, Ideias em Cooperação
Uma incubadora de ideias e soluções altruístas
http://coolmeia.org/bemcomum

O que estou fazendo: http://reinehr.org/em-transe.pdf

twitter: @r4re – twitter.com/r4re
Skype: rafael.reinehr

Reflorestamento
Apr 27

Gente Legal Conectada com Gente Legal

By Rafael Reinehr | Boas Novas

Há muito tempo atrás eu me questionava: porque afinal de contas, com tanta informação à nossa disposição, ainda assim cometíamos erros banais e insistíamos nos mesmos erros de sempre?
 
A resposta a essa pergunta não é simples e não é uma só.
 
Um dos motivos pelos quais isso acontece é justamente pela SOBRECARGA DE INFORMAÇÃO. Somos atacados de todos os lados por milhares de fontes de dados buscando cada uma sua sobrevivência em nossa consciência. Aparentemente, temos condições limitadas de lidar com este influxo de dados e pouco do que recebemos realmente é internalizado e assimilado pelos seres humanos em suas vidas práticas.
 
Muitos sabemos o quanto um animal sofre durante sua criação e abate para nos alimentar, mas poucos adaptam suas vidas para interromper este ciclo. Muitos conseguem perceber a amplitude das escolhas energéticas que fazem, mas poucos de fato abrem mão do ar condicionado no carro ou no local de trabalho, ou pelo menos falham em reduzir sua utilização.
 
Bem, isto posto: temos um primeiro problema, a sobrecarga de informação, que nos leva a um segundo motivo pelo qual seguimos insistindo nos mesmos erros: um sistema perceptivo avariado.
 
Vivemos em uma época em que não nos é dado tempo para aprender tampouco para explicar. A velocidade assustadora de todas as coisas imprime em cada um de nós – como regra geral – uma mensagem de que precisamos “ler” tudo superficialmente para que possamos assimilar mais, e mais, e mais, e mais coisas…
 
Na verdade, estamos assimilando cada vez menos, e menos, e menos, e menos… Como exemplo, publiquei há alguns dias em meu blog a oferta de enviar gratuitamente alguns DVDs que adquiri do filme Earthlings (Terráqueos) e expliquei no texto que, para receber os DVDs, bastava acessar um link e informar o e-mail. Entretanto, um leitor do blog deixou um comentário dizendo:
 
Gostaria de receber os tres DVDs, qual seria o procedimento?
 
Ou seja, a leitura foi feita com tanta desatenção que acabou por prejudicar o leitor, que não chegou onde queria e, de certa forma, também me prejudicou, pois tive que utilizar do meu tempo para lhe explicar, novamente, sobre como proceder.
 
É importante perceber que me refiro aqui não somente em relação a “leituras” que fazemos de textos escritos, mas de conversas com amigos, professores, programas de tevê e até de anúncios publicitários.
 
O que urge, é uma espécie de Reforma da Percepção, que leve a uma Reforma do Pensamento e, finalmente, à Reforma das Atitudes de que tanto precisamos.
 
E o caminho que sugerimos? Aprendizado e aperfeiçoamento constantes, compartilhamento do que aprendemos com as pessoas que estão à nossa volta, quer seja ativamente ou através do exemplo e prática diária das mudanças que vamos assimilando, aos poucos, uma a uma.
 
Como disse o Denis Russo Burgieman em seu artigo da Vida Simples deste mês, “Não espere que a solução para os problemas do mundo venha dos governos ou das grandes empresas. Ela virá de gente legal conectada com mais gente legal conectada com mais gente legal.”
 
É isso aí Denis. A conclusão a que você chegou ao citar o Re:Vision (um projeto que visa construir coletivamente um quarteirão sustentável em Dallas, no Texas) aplica-se perfeitamente à Coolmeia. Foi assim que ela foi idealizada: como um quanta no espaço e no tempo, uma miríade de TAZes, de Zonas Autônomas Temporárias em que pessoas legais, conectadas com outras pessoas legais conectadas com mais pessoas legais conseguissem, juntas, encontrar as soluções e praticar as ações que de fato mudassem desde já o mundo em que vivemos.
 
Você sente que é por aí também? Então junte-se a nós! Temos muito trabalho a fazer!

Reflorestamento

A escolha
Apr 22

Um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade

By Rafael Reinehr | Boas Novas

Esta significativa e memorável frase dita por Neil Armstrong após deixar o módulo lunar Apolo 11 ao pisar pela primeira vez na Lua, em 20 de julho de 1969, poderia ser repetida diariamente por cada um de nós.

Naquela época excitante, em que escritores de ficção científica animavam adolescentes e adultos com seus exercícios futuristas e, de fato, as previsões do começo do século começavam a tornar-se realidade, tudo era belo, esplendoroso e um futuro mágico se descortinava.

No final da década de 60, eram pouquíssimas as vozes que alertavam sobre o uso desenfreado dos bens naturais, a possibilidade de extinção da raça humana, mudanças climáticas e whatsoever.

Hoje em dia este panorama mudou. Enchentes nos noticiários viraram assustadora regra, degelo nos polos, na Patagônia, Groenlândia e nas áreas de gelo perene das altas montanhas. Apesar do forte lobby financeiro, político e – veja só – até científico que visa minimizar o problema, o fato é que estamos caminhando rapidamente para um caminho sem volta.

Quando falo em caminho sem volta, não me refiro ao planeta. Este irá se adaptar mais uma vez, como tem feito há bilhões de anos. O que talvez não consigamos mais fazer é salvar nossa própria espécie. Irei falar sobre este assunto com mais detalhe no futuro, citando alguns estudos e previsões científicas que andei verificando.

Hoje, entretando, quero congraçar-me com o lançamento da Coolmeia – Ideias em Cooperação, esta incubadora de ideias e ações altruístas, preocupadas com mudanças humanas, sociais e ambientais efetivas. Como dito em sua Carta de Princípios, a Coolmeia não busca ser a detentora de todas as respostas, mas busca isso sim, encontrar respostas que sejam satisfatórias ao nosso equilíbrio e harmonia com outros seres vivos (humanos e não-humanos) em nosso ambiente comum.

E cada um pode fazer a sua parte. E pode fazer todos os dias, ou pelo menos todas as semanas. Se 1% de nós brasileiros (um milhão e oitocentas mil pessoas), utilizarmos pelo menos 1% do nosso tempo (15 minutos por dia) para pensar em soluções ou aplicar as que já se encontram por aí, estaremos dando uma guinada significativa em direção às mudanças que necessitaremos para enfrentar as consequências do que temos plantado nos últimos 2 séculos.

Hoje acordei uma hora mais cedo para cumprir com o que me programei: plantar uma árvore e vir de bicicleta para o consultório. Sobre a bicicleta, não é um fato ocasional, tenho vindo com alguma frequência, mas neste dia não poderia deixar de vir. Mesmo com a chuva que veio e sem encontrar minha mochila e ter que deixar alguns pertences importantes em casa.

Sobre a árvore, aí embaixo estão as fotos. Plantei duas sementes de Pinus koraiensis, um tipo de pinheiro cujos frutos são os pinoles, pequenos pinhões extremamente deliciosos que podem acompanhar vários pratos.
 

A escolha
A escolha do lugar
As sementes
As sementes de Pinus koraiensis
O plantio
O plantio
O aconchego
O aconchego da semente, em uma nutritiva terra preta

Como diz um ditado chinês: ”É com um passo que se começa uma jornada de 100 quilômetros”. Vamos fazer nossa parte, cada qual com o tanto que conseguir a cada dado momento da vida.

 

Apr 16

Coolmeia e o Dia 22 de Abril: Dia Mundial da Terra

By Rafael Reinehr | Boas Novas

Coolmeia - Ideias em CooperaçãoEstamos há apenas seis dias do lançamento oficial da Coolmeia e as coisas estão esquentando: a comunidade no Ning está ficando afinadinha – ainda sem atividades intensas em função dos preparos iniciais como a criação de Tutoriais para facilitar a vida de quem chega, bem como recomendações de boas práticas e convívio, para manter uma organização adequada.

Se em uma casa em que mora uma família que se conhece há anos já é fácil encontrar bagunça, imagine em uma em que novas pessoas chegam todos os dias?

Quem me acha perfeccionista, realmente não me conhece. Confesso que já fui, mas hoje apenas me preocupo em estabelecer um padrão mínimo de organização que possibilite uma comunicação adequada entre os membros e que também lhes permita encontrar as ferramentas que estarão em breve dispobíveis por lá, não somente nos próximos meses como daqui a anos a fio. Então, esta fase de preparação não é nada mais nada menos do que uma etapa necessária a ser cumprida. E já dura mais de 9 meses. E vai nascer! Dia 22 de abril está aí!

E o que estamos preparando para o dia 22 de Abril? Bem, não haverá festa, nem coquetel de lançamento, muito menos fogos de artifício. Será mais ao "nosso estilo", digamos assim. No próximo dia 22 de Abril, no mesmo dia em que a iniciativa Coolmeia – Ideias em Cooperação será lançada, comemora-se desde 1970 o Dia Mundial da Terra. É um momento de reflexão, uma oportunidade para olhar para o mundo ao nosso redor e repensar nossas escolhas e atitudes para com os outros e com nosso planeta.

Já defini duas atitudes simples a serem realizadas no dia 22: tratarei de ir de bicicleta ao trabalho e também plantarei uma ou duas árvores, com o compromisso de seguir cuidando delas depois. E você, o que poderá fazer neste Dia Mundial da Terra?

Sempre lembro, quando me vem à cabeça atitudes positivas, quer sejam elas simples ou mais dispendiosas, uma citação de B. K. Jagdish:

"Nossos pés deixam pegadas na areia do tempo. Se estivermos no caminho errado, muitos nos seguirão, desviando-se do que é correto. Quando pensamos que uma ação é só por aquele momento e esquecemos que ela deixa um rastro atrás de si, não estamos sendo responsáveis.
Todas as nossas ações afetam os seres humanos, dando-lhes alívio ou tristeza. Podemos fortalecê-los ou não. Podemos causar ferimentos ou curas. Podemos gerar conflitos ou resolvê-los. Podemos criar cataclismas ou algo nobre para a sociedade.
"

Espetacular, não? Em poucas linhas, resume todo um sentido que podemos dar para uma vida (ou para uma nova vida).

Hoje, agradecendo a dois gentis comentários que foram feitos à Coolmeia pela Rita Braune e pela Nelida Campela, escrevi em resposta sobre a Coolmeia e alguns de seus objetivos:

"…a Coolmeia em si vai tratar disso: mostrar para as pessoas que as amarras que elas imaginam que lhes prendem ao Estado, ao consumo, à rotina e ao conforto podem ser mais fracas do que pensam.

Podemos criar uma vida plena de significados, longe da anestesia das grandes ilusões modernas. Às vezes, precisamos de alguém que nos dê a mão, caminhe ao nosso lado ou mesmo, lá de longe, nos dê um "aceno libertário": um chamado, um exemplo, um ponto de partida ou uma luz que nos ajude a iniciar um novo caminho."

Quer me dar a mão?

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Meu Lugar
Mar 07

A Coolmeia já tem data oficial de lançamento

By Rafael Reinehr | Boas Novas

A Coolmeia – Ideias em Incubação já tem data oficial de lançamento e abertura ao público: 22 de abril de 2009.

Nos próximos 45 dias, ainda estaremos dando aquela "guaribada" para deixar a casa pronta para receber nossos visitantes.

Meu LugarUma novidade já posso anunciar desde hoje: a Coolmeia disponibilizará um sistema de "blogs locais" ou comunitários, onde qualquer pessoa poderá "cantar sua aldeia", como diria Tolstói. Assim, notícias, eventos, conversações e insights gerados por cada um em sua comunidade terão um local apropriado para dar vazão.

Desde a reforma da pracinha local organizada em mutirão, passando pelas festas da vizinhança, até uma rua esburacada ou um terreno baldio que precisa ser limpo, todas estes acontecimentos locais terão um lugar próprio, provisoriamente chamado de Meu Lugar. Explico com mais detalhes à medida que tudo for estruturado.

A ideia não é original: foi baseada no The Local, iniciativa do New York Times, que está realizando uma experiência parecida em algumas regiões de Nova Iorque. Se vai dar certo por aqui? Hummm, ainda não sei! O que sei é que vou tentar!

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