Category Archives for "Quase-Idéias"

Feb 29

Caronas do Rafael – De uma necessidade para uma oportunidade para uma ação

By rafaelreinehr | Novidades! , Quase-Idéias

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Quem me acompanha sabe que faço o trajeto Araranguá > Porto Alegre > Santa Maria > Porto Alegre > Araranguá a cada 14 dias. Minha vida profissional está centrada no sul catarinense e minha vida afetiva no coração do Rio Grande.

Com os sucessivos aumentos do preço dos combustíveis, a necessidade de realizar a revisão do automóvel a cada 3 meses e de trocar de pneus a cada 8 meses, surgiu a necessidade e a ideia de oferecer carona para pessoas que buscam companhia e economia neste trajeto.

E foi assim que, ontem, criei uma planilha com minha “escala de viagem” para os próximos meses, de forma a ajudar e ser mutuamente ajudado neste trajeto que faço o ano todo.

Dar carona é tudo de bom: reduz o impacto ambiental (carros só com um passageiro são quase um crime!), aumenta a convivialidade e a chance de trocas entre pessoas de diferentes culturas e backgrounds, promove diálogos e troca de ideias, gera economia de recursos econômicos, nos traz novas amizades…

Para quem quiser acessar, por necessidade ou curiosidade, o link permanente para a escala está em http://curto.co/caronasdorafael

 

Feb 08

GoodFood – Mapeamento da Comida Boa no Brasil

By Rafael Reinehr | Bem-estar , Coolmeia , Ecologia , Efervescências , Gastronomia , Ideias , Nutrição , Quase-Idéias , Saúde da Sociedade , Sociedade , Sustentabilidade e Resiliência , Veganos & Vegetarianos

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Good Food é um portal que tem por objetivo mapear de forma colaborativa, com ajuda dos usuários, locais em que são produzidos, distribuídos, comercializados e servidos alimentos que podem ser chamados de “boa comida”, ou seja: produtos sem agrotóxicos, orgânicos, da agricultura familiar, de pequenos produtores e distribuidores, de pequenas cooperativas, restaurantes veganos e vegetarianos, produtos locais e locávoros.

 

O portal irá dispor de um sistema de revisão e qualificação, permitindo que usuários dêem notas sobre a qualidade dos produtos ofertados, permitindo uma avaliação continuada do estabelecimento e dos alimentos. Aqueles que reiteradamente forem denunciados e as denúncias confirmadas, serão retirados do catálogo.

A ideia é mapear desde fazendas de orgânicos, pequenos agricultores familiares orgânicos, restaurantes orgânicos, veganos e vegetarianos, sistemas de agricultura suportada pela comunidade, armazéns e feiras com venda de produtos saudáveis, Sistemas de compras coletivas,  comida feita localmente, de forma sustentável, livre de agrotóxicos, respeitando economicamente as pessoas que estão produzindo…

Essa ideia já foi discutida em um encontro no Ágora.cc em 9 de outubro de 2012, porém não houve força e colaboração suficientes para que saísse do mundo das ideias.

Algumas referências inspiradoras de várias etapas do processo:

Talvez, com tantas soluções complementares disponíveis, o que falte mesmo é uma que simplifique todo o processo e disponibilize, em um local só (um app, por exemplo), todas as informações necessárias de acordo com o nível de exigência do usuário.

Quem desejar apenas localizar na região em que se encontra um alimento que pode ser considerado “boa comida” pelos critérios padrão do site, encontrará. Quem desejar ir mais a fundo e buscar toda a cadeia produtiva do alimento, poderá refinar a busca e verificar inclusive (estando disponível esta informação, por parte do produtor/distribuidor) se o alimento foi trazido ao consumidor através de uma cadeia de comércio justo, sem uso de trabalho infantil ou escravo, por exemplo.

Agora, para tornar esta iniciativa ainda melhor, preciso que você, que leu até o final e chegou até aqui, colabore com algum Comentário ou Sugestão. Se quiser enviá-lo de forma privada ou deseja participar do Grupo de Trabalho do Good Food (GTGF) use o formulário imediatamente abaixo.

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Se quiser enviar de forma pública, use o sistema de comentários logo abaixo.

Seja sempre bem-vindo ao meu blog, fique à vontade para navegar em outros artigos e páginas do site, bem como em visitar e Curtir minha página no Facebook, em https://www.facebook.com/rreinehr/. É com seus insights e opiniões que vamos lapidando e aprimorando as ideias cruas que por aqui são apresentadas, cooperando, juntos, para criação de um outro mundo, melhor para todos.

 

Feb 01

Tudoteca: um Espaço de Convivência, Compartilhamento e Cooperação

By Rafael Reinehr | Agir localmente , And Now, For Something Completely Different... , Coolmeia , Ecologia , Efervescências , Ideias , Quase-Idéias , Saúde da Sociedade , Sociedade , Sustentabilidade e Resiliência , Uncategorized

Imagine se você não precisasse mais se preocupar em trabalhar para juntar dinheiro para comprar coisas, e você as tivesse à sua disposição, quando precisasse, próximo da sua casa, pelo tempo que você precisar, a uma fração do custo de adquiri-la. E, mesmo que você não tivesse dinheiro, você também pudesse usufruir destas “coisas” que você necessita?

Então, isso já é possível, dentro do conceito de Tudoteca.

A Tudoteca é uma ideia que tive lá pelos idos de 2007-2008 e foi inspirada em dois conceitos: o de Cohousing (que também me inspirou a criar a Coolmeia, naqueles anos) e o conceito de Tool Library, que vim a conhecer lá por 2011-12, e ajudou a aperfeiçoar o modelo da Tudoteca.

Bem, e o que é exatamente, para quê serve e como funciona essa tal de Tudoteca? Explico. Pega um café, suco, água, mate gelado ou um chimarrão e presta atenção vivente, que a história é boa de se ouvir!

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In Boulder, Colorado the Tool Library looks much like a hardware store and even rents out tools to contractors to help subsidize rental costs and membership fees for the general public.

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Imagine um lugar no qual você possa pegar emprestado “quase” qualquer utensílio de uso eventual para sua casa, local de trabalho, viagem, festa… Um local no qual estariam disponíveis para empréstimo desde ferramentas de uso eventual como furadeiras, serras elétricas, escadas de vários tamanhos, aspiradores de pó, lava-jatos portáteis, ferramentas de mão como martelos, serrotes, chaves de fenda, de boca, alicates, tornos… Além disso você poderia pegar emprestado louças, talheres, copos e toalhas de mesa para aquela festa de formatura do seu filho ou aniversário da sua filha (que se fossem alugados custariam os olhos da cara!)… E você também poderia pegar emprestados livros, revistas, CDs, DVDs, roupas, um freezer, frigobar, chaleiras, liquidificadores, microondas, forno elétrico, batedeira, panificadora… Quer acampar? Para quê comprar se você pode pegar emprestada uma barraca, lanterna, uma churrasqueira portátil, um par de rádio-transmissores de longo alcance, varas de pescar…

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Nesse mesmo espaço, encontraríamos também uma padaria comunitária, na qual os membros do coletivo que irá autogerir a Tudoteca se revezariam na produção, distribuição e eventual comercialização do excedente lá produzido. Poderíamos também ter um refeitório ou restaurante comunitário, que ofereceria refeições produzidas com alimentos orgânicos produzidos por pequenos agricultores das redondezas. O mesmo sistema de rodízio e escala de trabalho aqui também se aplicaria. E que tal um café funcionando no mesmo espaço, o dia inteiro, para quem está de passagem e quer encontrar um amigo enquanto lê um livro ou escuta uma música na vitrola que está à disposição dos associados?

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E se, além disso, na Tudoteca também tivesse uma lavanderia coletiva, em que as máquinas pudessem ser usadas em troca de alguns “pontos de crédito” dos associados? E, ainda mais, se tivéssemos uma pequena Brinquedoteca para as crianças poderem se divertir enquanto os pais trabalham ou circulam pela Tudoteca?

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Não seria macanudo tudo isso num mesmo lugar, agradável, aconchegante e efervescente cultural e socialmente, recebendo vez ou outra oficinas, seminários, rodas de conversa, encontros de aprendizagem informais, apresentações musicais e artísticas, saraus, cineclubes, fotoclubes, green drinks, pecha kucha nights, stand ups?

E o mais legal de tudo isso: poderia participar quem tem grana, quem tem coisas sobrando e mesmo quem não tem grana nenhuma, só um pouco de tempo para trocar. Como assim? Explico:

Tudoteca, para se tornar sustentável, funcionaria como uma associação horizontal e autogerida.

Opção 1: Se você tem grana, você paga digamos 39,90 ao mês por 300 créditos, 59,90 por mês por 500 créditos ou 79,90 por mês por 800 créditos e pode trocar estes créditos por X dias dos produtos W, Y e Z que você precisa naquele mês. Se não quer pagar mensalidade, você pode se associar e, por cada 1 real você comprar 5 créditos para poder emprestar algum bem ou serviço determinado (digamos que você só está na Tudoteca pelo maravilhoso pão de arroz integral sem glúten que a Daiane faz…)

Opção 2: Se você não tem grana, mas tem “coisas” que estão paradas na sua casa, você pode doar estas coisas para a Tudoteca – por exemplo uma parafusadeira, uma guitarra e um amplificador que você não toca mais, um jogo Banco Imobiliário e 2 decks de Super Trunfo e um secador de cabelo que sua ex-namorada esqueceu no seu apartamento – e em troca delas, você ganha créditos e passa a usá-los para emprestar coisas das quais você realmente precisa.

Opção 3: Tá! Mas eu não tenho grana e também não tenho nada para doar. Sou um estudante universitário pé-rapado, sou morador de rua, tenho um emprego que mal dá pra sustentar minha família. E agora. Preciso de uma furadeira só por um dia pra consertar algumas coisas lá em casa. Neste caso, você pode oferecer algo que todos seres vivos (enquanto vivos) temos: tempo! Você pode oferecer um sábado pela manhã da sua vida para ajudar a alcançar os objetos para quem for na Tudoteca pegá-los, pode ajudar na padaria ou no restaurante comunitários, pode ajudar na limpeza, buscando nossos hortifrutigranjeiros orgânicos ou mesmo cuidando das crianças na Brinquedoteca. Em troca do seu tempo, você ganha os créditos que você vai trocar pelo que você quiser. Sempre que eles acabarem, não tem problema: só oferecer o seu tempo novamente!

Ei, mas espera aí! Vai ter gente trabalhando na Tudoteca em troca de créditos e depois vai vender por fora para ganhar uns trocos. Mercado Negro! Pode isso? Sabe que só pensei nisso agora, nesse exato instante? Eu, Rafael, não vejo problema nisso. Mas e o resto das pessoas do coletivo, o que pensam? Acho que esse é um dos assuntos que deve ser deliberado coletivamente, bem como outros detalhes que devem ser registrados em uma Carta de Princípio e em uma Bases da Unidade (que também podemos chamar de Termos de Uso) da Tudoteca.

Tá, e essa grana que vai entrar na Tudoteca, pra quê serve? Vai enriquecer alguém? Nããão! O dinheiro que entrar será usado em parte para consertar e repor equipamentos, peças e ampliar o acervo de bens e serviços da Tudoteca, uma parte será reservada na forma de um Fundo de Emergência para os Associados, em caso de catástrofes naturais ou épocas de crise (estão vendo as nuvens negras da tempestade se aproximando no horizonte?) e uma parte será reservada para um Fundo de Multiplicação de Tudotecas, para criar a Tudoteca 2, a Tudoteca 3, a Tudoteca 4 e assim por diante, nas comunidades que forem se apresentando e demonstrando desejo de possuir uma na vizinhança.

E aí? Gostou da ideia? Supimpa né? Valeu, obrigado! Também acho! 🙂

Ah! tem outras ideias que já foram desenvolvidas pensando na expansão e no “espalhamento” de Tudotecas por todos os cantos do Brasil e do Mundo.

Quer saber quais são elas e fazer parte do time que vai planejar a instalação da primeira Tudoteca no Brasil? Coloca teu nome e e-mail aí embaixo que entramos em contato!

Agora, se você se empolgou de verdade e quer fazer parte do time que vai fazer as Tudotecas se espalharem pelo mundo, vá direto para o nosso Mapeamento de Ativos e Necessidades e apresente-se!

 

Jul 19

Coerência

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

'Certa vez alguém disse a Walt Whitman: "Whitman, você insiste em se contradizer; num dia você diz uma coisa, em outro dia você diz justamente o oposto.." Walt Whitman riu e disse: "Sou imenso, tenho em mim todas as contradições." Apenas mentes pequenas são coerentes e, quanto mais estreita for a mente, mais coerente ela é… Quando a mente é vasta, tudo está presente." Tao, Osho a partir de Chuang Tzu

(daqui: https://cirandas.net/fernandanagem/diario-sobre-o-mundo…./coerencia)

Pessoalmente, sou alguém muito incoerente, mas que se esforça para diminuir este "grau de incoerência". Cheguei até, no ano passado, a conceitualizar um "Mapa Coerencial", no qual poderíamos apontar e acompanhar nossas incoerências e tratar de dirimi-las, quando possível – ou aprender a lidar com elas, quando não for possível eliminá-las…

Essa reflexão, a partir de Whitman e Osho, pode quebrar algumas nozes…

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Feb 18

Círculo de Triálogos

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

Um triálogo é uma conversa a três. Um “diálogo a três” = triálogo.
 
Um Círculo de Triálogos é uma metologia de conversação informal para acelerar o processo para facilitar a apreciação democrática de opiniões e a tomada de decisão em coletivos, em encontros com várias pessoas e também uma maneira de aproximar membros de um grupo ou comunidade. É uma adaptação livre do método de Conversação Informal chamado World Café.
 
Apreciação democrática: em Assembléias tradicionais, geralmente apenas poucas pessoas tomam a palavra e monopolizam o tempo e o espectro de conversação. Em Círculos de Triálogos (que podem ser presenciais ou online (através do Ágora.CC, Skype, Hangouts ou outras ferramentas de conversação online), como são limitadas a três pessoas, todos tem chance de se expressarem e terem suas opiniões apreciadas.
 
O Círculo de Triálogos: 
 
Etapa 1 – Explica-se o funcionamento do Círculo de Triálogos
 
Etapa 2 – Os presentes dividem-se em grupos de três para conversarem sobre um problema ou uma questão em particular.  Pode-se determinar um tempo para esta etapa. Apenas em caso de sobrar 1 ou 2 membros, estes reunem-se em grupos de 4 ou então observam e circulam em vários grupos, se assim desejarem.
 
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Etapa 3 – Cada grupo elege um delegado que irá apresentar as conclusões do grupo em um “concílio” novamente com 3 membros, para nova rodada de deliberações. Todos os membros do grupo (os 9) poderão participar e se expressar, mas é desejável que um delegado fique no “vértice” do triângulo como responsável pela comunicação, a partir dos apontamentos e deliberações daquele grupo. Após um determinado tempo, este concílio chega a suas conclusões, registra-as em texto, imagens, áudio ou vídeo, escolhe um novo delegado (entre os 3 ou entre os 9) para uma próxima rodada.
 
Etapa 4 – Nova rodada de debate, incluindo o “segundo nível de delegados”, buscando sempre aperfeiçoar as conclusões, incluindo as ideias de todos os níveis de deliberação. Esta etapa e posteriores similares só serão necessárias em grupos com mais de 26 participantes. Do contrário, se pode realizar na rodada anterior, um ciclo inicial de triálogos e uma rodada de tetrálogo ou pentálogo para a deliberação final.
 
Observações importantes: é recomendável registrar, apontar, rabiscar as ideias no momento em que surgirem, para gerar um recordatório do Círculo de Triálogos. Estes apontamentos de todos os membros podem, depois, ser compartilhados em alguma ferramenta online para arquivamento e pesquisa posterior. Nem sempre haverá tempo para descrever com detalhes e granularidade todas as ideias que surgirem, então estes serão importantes para buscar, oportunamente, algum conteúdo que valha ser retomado em outros encontros.
 
Dica: também pode-se usar os Triálogos Livres como formas de ignição de ideias, para brainstorm livres em espaços e comunidades abertas à livre cooperação e co-criação. Membros  destes coletivos podem ser estimulados a espontaneamente organizarem Triálogos Livres durante a semana para, em momentos de encontros maiores, já terem algum embasamento melhor sobre uma determinada questão, e assim ajudarem no bom andamento da rede ou coletivo em questão. Isso pressupõe a presença de uma característica humana sem sempre muito abundante: a pró-atividade!

Nov 02

Espacos de Conversacao: Criando um World Cafe Online

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

O mundo online é um espaço poderoso para colaboração e aprendizado. Ele resolve questões como distâncias, necessidade de deslocamento físico e reduz a pegada ecológica. Ainda não é capaz de substituir, é bem verdade, o calor da proximidade humana, mas seus pontos positivos são cada vez mais apreciados por comunidades de inovação, aprendizagem e cooperação.

 

A ferramenta básica do processo de interação e aprendizado compartilhado é o diálogo. No diálogo, o “aprendizado coletivo toma lugar e dele um senso de harmonia crescente, companheirismo e criatividade pode surgir” Bohm, Factor, and Garrett.

A metodologia a seguir é uma adaptação para a atmosfera online da estratégia chamada The World Café, criada por Juanita Brown e David Isaacs. A abordagem do “Café Mundial” ajuda a criar uma atmosfera dialógica imediatamente. Não seria fabuloso conduzir Cafés online e adentrar no poder da diversidade, auto-organização e participação?

Questões sobre Criar um World Café Online

 

Meu objetivo com este artigo é ajudar a recriar a atmosfera do World Café em um ambiente online, usando uma ferramenta de audioencontros associados a algumas ferramentas de co-criação simultânea de textos, imagens e gráficos, e então integrar o conhecimento gerado em um processo de investigação apreciativa. (http://21stcenturyappreciativeinquiry.com/innovations/appreciative-inquiry-model/)

 

Qual Plataforma e Conjunto de Ferramentas necessitaremos?

O primeiro desafio é encontrar a plataforma correta. A nossa escolha recaiu sobre uma ferramenta de audioencontros que permite um grande número de usuários simultâneos conectados, a um custo baixo e com a possibilidade de criação de vários ambientes de diálogo separados. Esta ferramenta se chama Team Speak, e usaremos o servidor do Ágora.CC para ilustrar nosso exemplo.

O que é o Ágora.CC e como usar?

O Ágora.CC é uma ferramenta de audioconferência muito usada para comunicação em games, mas raramente usada como ferramenta de comunicação fora desse mundo. Para instalar a ferramenta em seu computador, acesse o link http://agora.cc/tutorial.html e siga as instruções oferecidas.

OBS: a utilização do servidor do Ágora.CC é gratuita, desde que seu uso seja pautado por conversações voltadas para a produção de Bem Comum; se o seu foco for diferente, você pode contratar um servidor próprio ou utilizar um servidor público aberto, gratuitamente.

Como se pode capturar o conhecimento gráfico?

Em um World Café tradicional, em cada mesa estão dispostos papéis, canetas e eventualmente uma grande área para desenhar, escrever, rabiscar. Enquanto uma pessoa fica na mesa e as outras movem-se entre várias outras mesas para compartilhar e aprender novas ideias, usar uma área gráfica ajuda a gerar a memória do grupo. Ainda, depois que os grupos se moveram por várias mesas, uma sessão com o grupo todo é usada para coletar as ideias das várias conversações. A recomendação é de que a coleta coletiva também seja conduzida graficamente.

 

Quais são as plataformas para a criação de desenhos compartilhados?

Existem várias. Uma bem interessante é o Twiddla, ferramenta que conjuga compartilhamento de documentos, imagens, conversa por áudio e desenho colaborativo, entre outras funcionalidades. Um exemplo pode ser visto emhttp://www.twiddla.com/785853

(em construção)

Como pode o movimento entre mesas virtuais ser facilitado?

Ajudar pessoas a localizar um tópico de interesse e se mover entre mesas virtuais é um desafio. Em configurações com grandes grupos, Open Space Technology oferece um formato para ajudar as pessoas a se auto-organizar em torno de suas paixões e interesses. De fato, a ideia de auto-organização pode prover certas respostas sobre como ajudar a facilitar o movimento nas mesas no cyberespaço. Entretanto, os conceitos que fazem um World Café funcionar é limitado ao número de participantes em uma mesa a quatro, no máximo cinco. Isso oferece um espaço de conversação suficiente para todos presentes participarem de uma forma mais equânime.

É importante, no início, apresentar claramente as regras de bom funcionamento, que seguem abaixo:

 

 

1) Setting: Convide todos participantes do World Café Online a baixarem o software Team Speak 3 e, em um horário previamente marcado, comparecer na seção de World Café dentro do Ambiente virtual do Ágora.CC. Atualmente existem por lá a sala principal, onde deverão se reunir todos os participantes e mais 10 salas, que poderão abrigar até 10 grupos de discussão simultâneos (ou 11, se algum dos grupos permanecer na sala principal)

2) Boas-vindas e Introdução: o Facilitador (ou facilitadores) começam com boas-vindas calorosas e uma introdução do processo do World Café, explicando que os participantes serão divididos em grupos mais ou menos iguais para tentar responder uma questão ou achar uma solução para um determinado problema ou debater acerca de um tópico comum.

3) Debates em Pequenos Grupos: O processo começa com o primeiro de 3 ou mais sequências de 15 ou mais minutos de conversação dentro dos grupos virtuais criados no Ágora.CC. Ao final do tempo estabelecido, cada membro do grupo se move para um grupo virtual diferente. Pode-se escolher deixar um “representante da mesa” em cada sala, que irá dar as boas-vindas ao próximo grupo e brevemente irá lhes informar sobre o que aconteceu na sequência anterior.

4) Questões: cada round é antecedido por uma pergunta desenhada para o contexto e propósito desejados para o World Café. A mesma pergunta pode ser usada por mais de um round, ou elas podem ser montadas uma em cima da outra para guiar a conversa para uma determinada direção.

5) Colheita: Após os pequenos grupos (e/ou entre os rounds/sequências, como desejado) os indivíduos são convidados a retornar à sala principal e compartilhar seus insights ou outros resultados surgidos das conversações com o resto do grupo. Esses resultados são refletidos visualmente de várias formas, mais frequentemente usando mapas mentais, páginas como etherpads ou então sistemas de desenho colaborativo como o Twiddla.

E agora que você já sabe como organizar um Café Online, quais são suas perguntas?

 

Referências:

1. http://21stcenturyappreciativeinquiry.com/innovations/creating-world-cafe-online-open-questions/

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Feb 17

III CarnavalSofia 2012

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

Nos próximos dias 21 e 22 de fevereiro, das 14:00 de terça até o fim do dia de quarta, estará acontecendo o III CarnavalSofia – uma deliciosa experiência filoecobiblioenogastronômicosófica para o qual você está convidado a comparecer!

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flyer gentilmente criado por Mariana Schetini

21/02/2012

>>> a partir das 14:00 – Ignição: uma pessoa, uma ideia, um debate em torno de uma ideia – funciona assim: um dos participantes traz uma ideia livre e a apresenta verbal ou audiovisualmente pelo tempo que julgar adequado, em seguida se inicia um debate em torno da mesma. Tudo regado a petiscos, vinhozinho (salve Baco!) e cerveja ou refrescos gelados.

>>> na sequência da tarde, quando e se houver vontade – faremo um mutirão bibliogastronômico do CEHLA – Centro de Estudos Humanistas, Libertários e Anarquistas – traga seu notebook para ajudar a catalogar o acervo de livros da biblioteca, enquanto conversamos e exercitamos o halterocopismo e nos preparamos para o jantar de confraternização logo a seguir.

22/02/2012

>>> a partir das 14:00 – um prólogo sobre o Ágora.cc – um espaço-artefato pensado para integrar a multitude de redes e movimentos sociais que estão redesenhando o mundo que conhecemos

>>> uma conversa sobre a Biblioteca de Rio dos Anjos e sua (em breve) inauguração

>>> depois do debate informal, segue a festança em um clima de Open Space, em que cada um pode inscrever um assunto para debatermos enquanto comemos, bebemos e nos coinspiramos.

Ambos os dias acontecem em um clima informal. Se quiser venha de chinelo e bermudas ou saia, traga algo para comer ou beber se quiser para seu consumo e/ou para compartilhar. Se não quiser ou puder trazer, haverá comes e bebes da mesma forma.

Página do Evento no facebook: http://www.facebook.com/events/372612226084818/


Mas o que é um CarnavalSofia?


Um CarnavalSofia é um encontro de pessoas caracterizado pelo desejo comum de troca de conhecimento, geralmente de cunho filosófico, mas que também pode ser político, antropológico, social, ecológico ou artístico. Neste encontro, o grupo de pessoas reúne-se em uma residência, ou clube ou outro local determinado para conversar e debater sobre assuntos de interesse previamente combinados ou então decididos na hora. Se o encontro for artístico, além de conversar, é claro que podem ser feitas experimentações musicais, teatrais, cinematográficas e trabalhos coletivos de pintura, escultura ou dança, por exemplo.

Um CarnavalSofia permite, além da mera discussão teórica, a organização, durante os dias de Carnaval, de um ato para consolidar o que está sendo discutido. Um exemplo simples seria a organização e aplicação, em 4 ou 5 dias, de uma campanha de conscientização na cidade ou no bairro acerca da coleta seletiva de lixo, o planejamento e realização de um curta-metragem, o aprendizado coletivo de uma técnica qualquer (fotografia, pintura, serigrafia, superadobe, pátina provençal, um detergente ecológico), etc.

Detalhe fundamental: um CarnavalSofia só é um CarnavalSofia se ele for realizado durante… …a semana de Carnaval!

Nov 15

Um passeio socrático, de Frei Betto

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

Hoje recebi da Suzana Priz, pela lista de e-mails da Coolmeia, um texto em que, ao bater com o título, me inspirou uma ideia: e se, ao invés de nos reunirmos sempre do mesmo jeito, em salas fechadas, sentados em cadeiras ou poltronas, ou mesmo ao ar livre, mas sempre sentados, passassemos a realizar alguns encontros em movimento, conversando enquanto caminhamos?

Pois acho que vou propor este tipo de atividade para os membros da Coolmeia e também aqui na minha cidade, para o coletivo APonte! e outros grupos. Quem sabe dialogando enquanto oxigenamos melhor nossos cérebros, caminhando, encontramos uma maneira de realizar melhores pactos, melhores acordos, tomamos melhores decisões pensando coletivamente?

Segue abaixo o texto enviado pela Susana mais cedo. Vale muito a leitura, uma reflexão cara que todos nós precisamos fazer.

 

Um passeio socrático

Frei Betto

Ao  viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do  Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São  Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares,  preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já  haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um  outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois  modelo produz felicidade?’

Encontrei  Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à  aula?’ Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de  manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã…’. ‘Que tanta coisa?’, perguntei. ‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de  meditação!’

Estamos construindo  super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do  interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não  tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em  relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como  estava o defunto?’. ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’ Mas como  fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a  palavra é virtualidade. Tudo é virtual.. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga  íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de  prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais….

A  palavra hoje é ‘entretenimento’. Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a  publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é  o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, ­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!’ O problema é  que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que  acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a  neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental, três requisitos são indispensáveis: amizades,  auto-estima, ausência de estresse.

Há uma  lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média,  as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil,  constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há  mendigos, crianças de rua, sujeira pelas  calçadas…

Entra-se naqueles claustros  ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.  Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos  de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na  eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo  hambúrguer do Mc Donald…

Costumo  advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo um passeio socrático. Diante de seus olhares espantados, explico: ‘Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro  comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!”

Oct 06

Café da manhã do Sábado/Domingo

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

Uma coisa que gosto muito é de compartilhar ideias e sonhos. Tenho muitos de ambos e gosto de encontrar pessoas que também os tem. Mais ainda se estas pessoas estão dispostas a transportar as ideias e sonhos para a realidade.

Outro dia pensei como seria bom organizar um café matinal semanal, lá em casa – ou no sábado, ou no domingo -, todas as semanas, para trocar sonhos e planejar sua realização.

Quem sabe daqui a algum tempo consiga organizar isto…

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