As barreiras sociais para o vegetariano iniciante

Posted By Rafael Reinehr on fev 1, 2009 | 6 comments


Hoje Carol e eu tivemos nossa primeira prova de fogo para testar nosso vegetarianismo. Fomos convidados para o aniversário de um grande amigo que foi realizado na praia do Arroio do Silva, aqui perto. O prato principal: churrasco. Como entrada, salsichão e picanha na chapa.

Resistir à carne não foi problema. Depois de quase três semanas sem ela, quase já não sinto falta. O acompanhamento do churrasco todo mundo sabe qual é: arroz, maionese, uma salada, então já estava preparado para o que viria. O que eu realmente não esperava era que TODA A SALADA FOI PREVIAMENTE TEMPERADA COM VINAGRE! E, bem, eu detesto vinagre.

(continue lendo…)

Hoje Carol e eu tivemos nossa primeira prova de fogo para testar nosso vegetarianismo. Fomos convidados para o aniversário de um grande amigo que foi realizado na praia do Arroio do Silva, aqui perto. O prato principal: churrasco. Como entrada, salsichão e picanha na chapa.

Resistir à carne não foi problema. Depois de quase três semanas sem ela, quase já não sinto falta. O acompanhamento do churrasco todo mundo sabe qual é: arroz, maionese, uma salada, então já estava preparado para o que viria. O que eu realmente não esperava era que TODA A SALADA FOI PREVIAMENTE TEMPERADA COM VINAGRE! E, bem, eu detesto vinagre.

Resumo da história: não comi nada e isso causou, aos donos da casa, um constrangimento que, realmente, eu não gostaria de ter-lhes causado. De nenhum modo fiquei chateado ou aborrecido com o fato de não conseguir comer nada, mas o que me chateou foi a situação que ficou: os nossos anfitriões tentando oferecer, em cima da hora, alguma coisa para que eu comesse. É claro que recusei, pois a última coisa que eu queria era qualquer tipo de tratamento especial.

Ao menos, comi o sorvete da sobremesa…

Mas, o que esta situação ajuda a demonstrar é que:

1. O ser humano é capaz de abrir mão do que quer que seja por um ideal. Existem casos na história que se abriu mão até da vida!

2. A decisão de iniciar uma vida vegetariana é um ato racional, em contraponto a um ato dirigido por uma área cerebral anterior, mais rudimentar, controlado pela emoção. Alguns conseguem sobrepor o racional ao emocional e usar esta força para respeitar a vida animal, para causar um menor impacto no ambiente. Outros, não necessariamente menos evoluídos mas que não dão valor a estes aspectos de respeito à vida e ao ambiente, deixam-se levar pela emoção e busca do prazer acima das necessidades dos animais.

Outras situações similares irão se apresentar, mas com certeza estaremos cada vez mais preparados para enfrentá-las.

Compre-me um caféCompre-me um café
Gostou deste post? Se ele lhe ajudou, que tal doar 1 real para que continuemos produzindo conteúdo assim?
Doação Única de Qualquer Valor via PagSeguro: https://pag.ae/blhvRmR
Regras para comentários: Tudo OK criticar, mas se você trolar, seu conteúdo será deletado. Divirta-se e obrigado por somar à conversação.

6 Comments

  1. É isso ai… é meio difícil largar nosso prazeres carnais, mas é por uma boa causa… vale a pena, a galinha tbm… rsrs
    E lembre-se nada como um dia após o outro, nessa teoria, já tenho dois meses me alimentando bem e melhor ainda, sem que outro ser tenha morrido pra o meu prazer.
    Força ai hermano!

    Post a Reply
  2. “1.O ser humano é capaz de abrir mão do que quer que seja por um ideal.”

    Verdade virei vegetariano a 2 dias e não como verduras X_x estou aprendendo a comer forçado mas vale a pena pelo planeta e pelos animais o/.

    Em casa nem na escola as pessoas me entendem T.T riem de mim por essa opção.

    Post a Reply
  3. O Cer Umahno é um Animal Gregário
    (o título vai em homenagem à Editora Novitas…)

    Mas, meu amigo, logo terás que formar um grupo ou associação de vegetarianos em Araranguá e alhures; talvez até fundar um restaurante vegetariano. Mudar a cultura das pessoas, pelo menos algumas, faz parte da briga, penso.

    Post a Reply
    • Aos poucos…
      …vou chegando lá, meu amigo!

      Ontem comuniquei ao presidente da UNIMED que estou deixando o convênio. Preciso de tempo para cuidar de meus projetos sociais, intensificar novamente meu lado cultural (música, cinema, fotografia, literatura), cuidar da saúde (hoje de bicicleta para o trabalho pela primeira vez!)… Ou seja, vamos reduzindo o ritmo na medida certa… Não é fácil abrir mão do dinheiro (nem da carne, nem do carro) em busca de alguns ideais. Mas com calma, mantendo a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo (como diria Walter Franco), chegamos lá.

      Acho que não teria cacife para manter um restaurante vegetariano, mas com certeza poderia ser um sócio-investidor. Daqui a alguns meses começo a plantar uma horta. Tenho um terreno de 416 metros quadrados reservado para ela. Pode ser que sirva para produzir orgânicos para uma futura lojinha de produtos naturais, para abastecer a família, amigos e amigos de amigos.

      Obrigado pela presença e comentário.

      Post a Reply
  4. É complicado mesmo…
    Transpor certas barreiras sociais para ser o que se é… difícil. Não somente para vegetarianos, mas também para homossexuais ou para pessoas nada convencionais, digamos assim, entre outras.

    A solução mais comum é juntar-se aos seus iguais ou aprender a lidar com as situações constrangedoras, como a que você passou com a carol.

    Eu particularmente gosto de carnes… até não faço muita questão de carnes vermelhas, mas não dispenso um filezinho de peixe. Não sei se aprenderia a ser vegetariano, mas talvez um dia tente. Quem sabe…

    Abração, meu amigo.

    B)

    Post a Reply
    • E o tempo…
      …vai nos deixando cada vez mais tranquilos, já que encontramos alternativas para cada situação que nos espera.

      Obrigado pelo comentário, um grande abraço.

      Post a Reply

Deixe um comentário!

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: