A prosa literária tem suas classificações: crônica, conto, novela, romance... assim como a poesia, que divide-se em sonetos, haiku, trovas... Recentemente, algumas experiências tem sido realizadas no sentido de mesclar prosa e poesia, e escritos de prosa poética ou poesia em prosa foram tentados com maior ou menor sucesso. Fabrício Carpinejar é exímio em exercitar-se na arte da prosa poética.
Hoje pela manhã, em visita a alguns blogs, incluindo o da amiga Adelaide Amorim , fui apresentado ao Trinta em Transe , um coletivo gaúcho que, por sua vez, me levou através do hiperlinquer - aquela máquina futurista que te leva de um lugar a outro na velocidade de um clique (dependendo da velocidade de sua conexão) - ao Nave Vazia . Uma vez por lá, fucei, fucei até que, naão mais que de repente, fiquei estatelado com uma palavra:
ladraõ
Pronto: estava sacramentado: um novo gênero literário estava nascendo: o miniconto poético. Explico: o miniconto caracteriza-se pela presença de um personagem, de narrativa, concisão, totalidade, subtexto, ausência de descrição e relatos de pedaços da vida. Quando misturamos isso com uma cola poética a permear todos estes fragmentos, temos, finalmente, um "miniconto poético".
Não sei o nome do autor do "miniconto poético" acima, mas se alguém conhecê-lo, faça-lhe o favor de avisar que já temos um gênero para sua criação. Alguém se arrisca a "minicontar poeticamente"?
| Artigos recomendados | |
Rafael Reinehr é médico endocrinologista, mas seus olhos vasculham o horizonte em busca de soluções para criar um Mundo Melhor através de iniciativas como a Coolmeia, Ideias em Cooperação.
Para saber um pouco mais sobre o que o autor do blog anda fazendo hoje em dia, baixe gratuitamente o jornal Em Transe.
Você também pode Acompanhá-lo no Twitter, no Facebook e Assinar o Feed RSS do Blog.
Comentários
Mais um dia de aula chega e a professora entra em sua sala encontrando,nov amente seu aluno adormecido na carteira...dessa vez com ar de preocupação,se aproxima calmamente para acordá-lo e saber dele o que se passa...Então ela lhe toca no braço e percebe um menino pálido,magro e triste...E lhe diz --Acorda criança hora de aprender!
Então em voz baixa,olh...ando-a fixamente em seus olhos,ele lhe responde...
--Não dá fessora estou cansado e com um aperto danado na minha barriga,ela dói muito tia!!!
Agora já tomada por um misto de compaixão e pavor,ela insiste impedindo assim que ele volte a adormecer...
---Mas o que você tem menino?Já estou ficando preocupada!--O que você comeu que lhe fez mal???
E ele mais assustado ainda com a expressão na face que o mirava,demonstr ando o quanto se importava
com o que ouvia, lhe respondeu.---Nada!---Tia não comi nada...
---Há dias que não sei o que é comida,também não consigo entender o que a sra fala aqui na sala...
---Nada entra na minha cabeça,desculpa tia,mas nem a matemática que eu gosto tanto,não consigo entender.
---Só sinto dores e sono,muito sono.
Miniconto dedicado a Solidariedade
Assine o RSS dos comentários