Miniconto poético: um novo gênero literário?

Posted By Rafael Reinehr on abr 28, 2007 | 2 comments


    A prosa literária tem suas classificações: crônica, conto, novela, romance… assim como a poesia, que divide-se em sonetos, haiku, trovas… Recentemente, algumas experiências tem sido realizadas no sentido de mesclar prosa e poesia, e escritos de prosa poética ou poesia em prosa foram tentados com maior ou menor sucesso. Fabrício Carpinejar é exímio em exercitar-se na arte da prosa poética.

    Hoje pela manhã, em visita a alguns blogs, incluindo o da amiga Adelaide Amorim , fui apresentado ao Trinta em Transe , um coletivo gaúcho que, por sua vez, me levou através do hiperlinquer – aquela máquina futurista que te leva de um lugar a outro na velocidade de um clique (dependendo da velocidade de sua conexão) – ao Nave Vazia . Uma vez por lá, fucei, fucei até que, naão mais que de repente, fiquei estatelado com uma palavra:

ladraõ 

    Pronto: estava sacramentado: um novo gênero literário estava nascendo: o miniconto poético. Explico: o miniconto caracteriza-se pela presença de um personagem, de narrativa, concisão, totalidade, subtexto, ausência de descrição e relatos de pedaços da vida. Quando misturamos isso com uma cola poética a permear todos estes fragmentos, temos, finalmente, um "miniconto poético".

    Não sei o nome do autor do "miniconto poético" acima, mas se alguém conhecê-lo, faça-lhe o favor de avisar que já temos um gênero para sua criação. Alguém se arrisca a "minicontar poeticamente"?

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2 Comments

  1. ‎”Difícil Infância”

    Mais um dia de aula chega e a professora entra em sua sala encontrando,novamente seu aluno adormecido na carteira…dessa vez com ar de preocupação,se aproxima calmamente para acordá-lo e saber dele o que se passa…Então ela lhe toca no braço e percebe um menino pálido,magro e triste…E lhe diz –Acorda criança hora de aprender!
    Então em voz baixa,olh…ando-a fixamente em seus olhos,ele lhe responde…
    –Não dá fessora estou cansado e com um aperto danado na minha barriga,ela dói muito tia!!!
    Agora já tomada por um misto de compaixão e pavor,ela insiste impedindo assim que ele volte a adormecer…
    —Mas o que você tem menino?Já estou ficando preocupada!–O que você comeu que lhe fez mal???
    E ele mais assustado ainda com a expressão na face que o mirava,demonstrando o quanto se importava
    com o que ouvia, lhe respondeu.—Nada!—Tia não comi nada…
    —Há dias que não sei o que é comida,também não consigo entender o que a sra fala aqui na sala…
    —Nada entra na minha cabeça,desculpa tia,mas nem a matemática que eu gosto tanto,não consigo entender.
    —Só sinto dores e sono,muito sono.

    Miniconto dedicado a Solidariedade

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  2. :woohoo: bom bom nao é mais é bom bom bom

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