Nanoresenha # 002 – NR002
Arthur Rimbaud – Uma temporada no inferno
Rimbaud, o jovem poeta que publicou sua última obra aos 21 anos, escreveu esta obra entre abril e agosto de 1873, pouco após acabar seu caso romântico com o poeta Paul Verlaine, receber um tiro deste e mandá-lo para a prisão por dois anos. Neste contexto, o jovem poeta, na ocasião com 18 anos, desfere toda sua angústia, lirismo, dor e violência em oscilações entre o metafórico e o real.
Em “Delírios – Virgem Louca” (Delires – Vierge Folle), entramos na pele do jovem Rimbaud travestido de mulher, escrevendo como que uma carta ao seu amado Verlaine, que descansa atrás das grades. Já em “O impossível” (L’Impossible), o desprezo pela falsa razão, pela política, por tudo que é excessivamente valorizado e idealizado é centro de seu ataque. A Igreja, Cristo, a ciência e os filósofos, todos vão para o mesmo saco de lixo, para depois serem queimados e virarem cinzas.
Recorrentes menções a Deus, sempre de caráter negativo ou obscuro, ao ambiente e personagens ébrios, defeituosos moralmente, como um espelho de si mesmo – refletido pela sociedade da época, esse é Rimbaud em “Uma temporada no inferno”.
Requer leitura atenta para captar as nuances que devem ser percebidas; 1 a 2 horas é o tempo necessário. Lido em 14/DEZ/2006.
L&PM Pocket Plus – Edição bilíngüe - Inverno de 2006 – Tradução de Paulo Hecker Filho
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Rafael Reinehr é médico endocrinologista, mas seus olhos vasculham o horizonte em busca de soluções para criar um Mundo Melhor através de iniciativas como a Coolmeia, Ideias em Cooperação.
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