Luiz Biajoni – Virgínia Berlim – Uma Experiência

By Rafael Reinehr | Nanoresenhas Canalhas

Set 09
Virgínia Berlim

Virgínia Berlim         Conheci o Biajoni durante os Jogos Olímpicos de Berlim. Ele competia no arremesso de dardo e eu tentava, na minha segunda Olimpíada, uma medalha no arremesso de peso.

         Mas é óbvio que essa história não aconteceu e foi escrita somente para que você preste atenção no resto dela. Creio que a esta altura você já está irremediavelmente preso.

         E preso você também vai ficar quando ler Virgínia Berlim – uma experiência, a última novela de Luiz Biajoni. Publicada pelo selo independente Os Viralata em 2007, pode ser visto por uns como um romance policial mas, antes disto, é uma experiência constituída de sentimentos confusos e intensos. Paixão, insegurança, medo, expectativa, ironia.

Escrito basicamente em primeira pessoa, o personagem narrador é dotado de uma linguagem peculiar – talvez transferida diretamente do autor, sem pedágios ou intermediários – abrandada em relação ao primeiro romance de Biajoni (Sexo Anal). Uma novela para quem já teve o pé machucado ou já viveu uma grande paixão. Para quem já arrancou os cabelos ou foi ao médico. Para quem já sorriu e disse adeus.

Virgínia Berlim         Conheci o Biajoni durante os Jogos Olímpicos de Berlim. Ele competia no arremesso de dardo e eu tentava, na minha segunda Olimpíada, uma medalha no arremesso de peso.

         Mas é óbvio que essa história não aconteceu e foi escrita somente para que você preste atenção no resto dela. Creio que a esta altura você já está irremediavelmente preso.

         E preso você também vai ficar quando ler Virgínia Berlim – uma experiência, a última novela de Luiz Biajoni. Publicada pelo selo independente Os Viralata em 2007, pode ser visto por uns como um romance policial mas, antes disto, é uma experiência constituída de sentimentos confusos e intensos. Paixão, insegurança, medo, expectativa, ironia.

Escrito basicamente em primeira pessoa, o personagem narrador é dotado de uma linguagem peculiar – talvez transferida diretamente do autor, sem pedágios ou intermediários – abrandada em relação ao primeiro romance de Biajoni (Sexo Anal). Uma novela para quem já teve o pé machucado ou já viveu uma grande paixão. Para quem já arrancou os cabelos ou foi ao médico. Para quem já sorriu e disse adeus.

A novela acompanha um belíssimo CD com 12 faixas (para serem escutadas enquanto se lê o romance?). Eis as 12 faixas que compõe a coletânea da vida de Virgínia.

1 – “Must I Paint You a Picture” – Billy Bragg
2 – “Opened Once” – Jeff Buckley
3 – “I Don´t Stand a Ghost of a Chance With You” – Chet Baker
4 – “Ennui” – Lou Reed
5 – “Where Were You” – Vic Chesnutt
6 – “Lament” – Nick Cave
7 – “Asshole” – Tom Petty
8 – “Berlin” – Lou Reed
9 – “Be Mine” – Donovan
10 – “Ice” – Daniel Lanois
11 – “Bed” – Lou Reed
12 – “Green Arrow” – Yo La Tengo

         Para saber se a trilha combina com o livro, só há um jeito de saber, e não pretendo contar qual. Será que você descobre?

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