Os melhores (e os piores) textos de Branco Leone

By Rafael Reinehr | Nanoresenhas Canalhas

Ago 26
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    Resenhar um livro nunca é tarefa fácil para mim. Desta vez, resolvi ler em um lugar diferente: fui ao campo e me deitei junto às flores e aos animais da natureza para buscar inspiração. Deitei a cabeça na relva e comecei a devorar "Os melhores (e alguns dos piores) textos de Branco Leone " ali, à beira do riacho. E digo, com esse clima, dá até pra ler o livro de cabeça para baixo.
    Chega de tonterias. Sempre gostei muito de Luis Fernando Veríssimo. E quando uso "muito" quero dizer bastante. Muito mesmo. Pois não é que Branco me lembra Veríssimo? Mas enquanto Veríssimo usa bastante a terceira pessoa e, quando usa a primeira pessoa a coloca na voz de um personagem totalmente inventado, Branco usa com freqüência a primeira pessoa, sendo esta primeira pessoa ele mesmo!
     As histórias criadas (vividas?) pelo personagem Branco Leone são hilárias. Não me lembro agora de um conto ou crônica que fiquei sem um sorriso no rosto. Além dos acontecimentos por si só serem bastante engraçados, a forma com que nos são apresentados é leve, cativante e muito pegajosa. Não dá vontade de parar de ler. Tanto é verdade que, ao contrário do que o Branco poderia pensar, não comecei lendo o livro no banheiro. Fui de Carta de Despedida até Dôna Rósa, professôra de piâno como quem vai de Araranguá a Santo Antônio da Patrulha. Numa pegada, foram 66 páginas de forma indolor mas não indelével. Mais tarde, no mesmo dia, conclui a peça e agora concluo: conheço um pouco mais deste meu nobre amigo. Seu jeito de se relacionar com o mundo, sua sensibilidade muitas vezes escondida, suas estripulias indo aos médicos, viajando de avião, indo trocar um cheque para o seu pai no banco… Conheci personagens que gostaria de ter conhecido na vida real, como o Galaxão, Turmalino e José, o vizinho.
    Em resumo: um livro que você precisa ler (e ter). Eu, atrapalhado como sou, sem tempo de ir ao banco, acabei de perder a terceira edição – esgotada. E olha o que o destino me reservou: o Branco decidiu fazer uma edição especial – limitada – com capa colorida e não é que, este que vos fala ficou com exemplar numerado de número 2? Êita faceirice! Para quem pensa que a resenha favorável se deve a este "astunto" da Natureza, agora com N maiúsculo, não tá com nada. Vá até o site d’Os Viralata e confira este e outros bons livros independentes que estão sendo lançados, como o do amigo Biajoni, a ser resenhado no próximo Domingo. 

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