Os Médicos chegaram ao fundo do poço sem fundo

Posted By Rafael Reinehr on Maio 15, 2007 | 8 comments


Transcrevo a seguir um e-mail que recebi através da lista de discussão da minha turma da faculdade de Medicina. Publico porque me identifiquei deveras com seu conteúdo. Críticas vazias serão desconsideradas. Pontos de vista alternativos serão aceitos, mas de preferência por parte de quem conhece a realidade médica no país hoje.

 

" O "Diário de Natal" publicou uma carta patética sobre o aviltamento da

profissão médica, caracterizado pela desvalorização do "Coeficiente de

Honorários" em 308% nos últimos nove anos, o que representa um decréscimo no

valor recebido pelos profissionais, se calculado em dólar, em 351%.

O documento, mais que uma reclamação, uma seríssima denúncia do ponto a que

chegaram os médicos, grande parte dos quais à beira da insolvência

financeira, leva assinatura do Dr. Paulo Ezequiel, funcionário das

Secretaria de Saúde Municipal e Estadual, no Rio Grande do Norte, e que

recebeu a imediata solidariedade de outros nove médicos da rede Estadual,

que também é a carta aberta.

A repercussão foi tão grande, que por conta própria médicos do Brasil

inteiro passaram a retransmitir a carta para colegas e amigos, via e-mail.

É a seguinte a íntegra do documento:"

Os MÉDICOS chegaram ao fundo do poço.


O "Diário de Natal" publicou uma carta patética sobre o aviltamento da

profissão médica, caracterizado pela desvalorização do "Coeficiente de

Honorários" em 308% nos últimos nove anos, o que representa um decréscimo no

valor recebido pelos profissionais, se calculado em dólar, em 351%.

O documento, mais que uma reclamação, uma seríssima denúncia do ponto a que

chegaram os médicos, grande parte dos quais à beira da insolvência

financeira, leva assinatura do Dr. Paulo Ezequiel, funcionário das

Secretaria de Saúde Municipal e Estadual, no Rio Grande do Norte, e que

recebeu a imediata solidariedade de outros nove médicos da rede Estadual,

que também é a carta aberta.

A repercussão foi tão grande, que por conta própria médicos do Brasil

inteiro passaram a retransmitir a carta para colegas e amigos, via e-mail.

É a seguinte a íntegra do documento:


"Médicos, companheiros de profissão, como descemos…

Quando meu pai, médico, aposentou-se há nove anos, disse que estava fazendo

aquilo porque a profissão médica havia chegado ao fundo do poço e não

aguentava ver a classe descer mais do que aquilo.

Nesses nove anos os salários e até o CH (coeficiente de honorários), criado

para proteger o trabalho médico, desvalorizou 308,68% se comparado ao

salário mínimo ( e nós pagamos salários baseados no mínimo aos

funcionários)

; desvalorizou 73,47% pelo IBG que mede o índice de preços ao
consumidorinflação), índice este que sabemos ser maquiado pelo Governo
Federal.
Se "dolarizarmos" nossas perdas, elas chegam a 351,81%. Como descemos…
Inicialmente fizemos cortes no orçamento, depois aumentamos a carga de
trabalho, passando a dar mais plantões. Cortamos férias, nos tornamos
"clientes especiais" dos bancos, inicialmente eventuais, hoje cativos..
Não temos tempo s equer para nos organizar. Como descemos!
Não podemos lutar sequer na Justiça, pois o Judiciário jamais votaria a
nosso favor, mesmo que estejamos certos. Os juízes já votaram seu próprio
aumento salarial e, se votassem o nosso, poderia não sobrar para eles.
Em 1994 um médico recebia R$ 755,00 e um promotor público R$ 1.300,00.
Hoje, o médico recebe os mesmos R$ 755,00 e o promotor mais de R$ 8.000,00.
Que diferença de responsabilidade ou de um curso faz com que ocorra tal
disparidade? Sem falar de vereadores, auditor fiscal e outros cargos que,
devido ao seu poder de autogestão dos salários foram evoluindo
exponencialmente, enquanto nós retrocedemos

Como descemos! E a culpa, de quem é? De nós mesmos! Nós, que deixamos a
coisa ocorrer sem reagir. Talvez devido à celebre frase:
"Medicina é sacerdócio!". Mas até os padres, hoje em sua maioria vivem bem,
comem bem, dormem bem, têm carro, vestem-se bem, viajam.
A culpa é nossa por t ermos aceitado dar plantões em condições mínimas!
Sem água? Compramos água.
Comida ruim? Compramos comida.
Não há material? Improvisa Tudo em prol da continuidade do serviço e do
paciente.
A culpa é nossa por termos criado uma cooperativa médica que pode proteger a
todos, menos ao médico.
Veja uma diária hospitalar hoje e há oito anos. Quem protege quem? Os planos
de saúde aprenderam que não temos tempo para reclamar e pagam o que querem,
quando querem e se quiserem. Como descemos!
Chegamos no nosso carrinho, cara de cansados, exaustos, na verdade,
maltrapilhos e somos atendidos pelo gerente do plano de saúde: bem dormido,
gravata, perfumado e de carrão zero às nossas custas. Burros de cangalha é o
que somos!
O Governo também aprendeu que não temos força para cobrar o que é de
direito: retira gratificações, suspende pagamentos. É como se fôssemos
isentos de obrigações financeiras. .
Coitados de nós! Como descemos!!!!
Temos medo de pedir um orçamento a um pintor ou pedreiro.
Estamos apertados para pagar o colégio dos nossos filhos.
Achamos que se continuarmos assim, vamos acabar pagando para trabalhar.
Estamos enganados! Já estamos pagando, pois as noites em claro nos renderam
doenças e problemas de saúde que nossa aposentadoria do Estado de R$ 400,00
somados ao INSS de R$ 800,00, mais talvez uma previdência privada, não
conseguem cobrir.
Pagamos, porque a nossa ausência em casa na busca de manter um "padrão de
vida",não tem preço. Nossos filhos estão à mercê de drogas e maus exemplos,
devido ao abandono.

E como dizer aos nossos filhos para estudarem, pois vale a pena ? Eles vêem
o exemplo do pai que estudou tanto, fez tantos cursos, passou tantos
concursos e tem uma qualidade de vida tão ruim. E aí vem o "Big Brother", as
novelas e pessoas que vivem melhor, até de forma ilícita. É difícil fazê-los
compreender que os que nos mantêm em nossa profissão, o que nos alimenta a
alm a e o espírito são duas coisas: o amor pela prática médica e a
incapacidade que temos de reverter todo o investimento que fizemos à mesma.
Se o medo é de pagarmos para trabalhar, pode ficar ciente de que já estamos
fazendo isso! Acho que deveríamos ser mais radicais e não aceitarmos
imposições, pois sabemos que estamos totalmente certos !
Temos que ganhar melhor para atendermos melhor a nossos pacientes.
Temos que dormir bem, para atendermos melhor a nossos pacientes.
Temos que estudar e nos atualizar, para atendermos melhor a nossos
pacientes. Queira ou não, tudo isso depende de remuneração !"

ESTÁ NA HORA DE TODOS OS MÉDICOS DO BRASIL SE UNIREM POR MELHORES CONDIÇÕES
DE TRABALHO E REMUNERAÇÃO DIGNA , ATUALIZADA !!!!!!
CHEGA DE SERMOS ESCRAVOS, HUMILHADOS !!
SEM UNIÃO, NADA CONSEGUIREMOS !!
UM JUIZ SALVA A VIDA DE ALGUÉM ? ENTÃO PORQUE ESTA DISPARIDADE DE SALÁRIOS
EM RELAÇÃO AO NOSSO ??

LEMBREM-SE QUE SOMOS NÓS QUEM TEMOS A CAPACIDADE DE SALVAR VIDAS, E VIDAS
NÃO TEM PREÇO !!

José Augusto Freire

Neurosurgeon

Cuiabá – MT – Brazil

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8 Comments

  1. Concordo plenamente com o Rafael. Aqui em Pernambuco já percebemos a nítida estagnaçao do salario médico, principalmente quando comparamos os nossos honorários em anos anteriores e verificamos que a inflaçao engoliu o valor que o mesmo possuia. A única coisa que aumenta é nossa responsabilidade. Fica difícil de trabalhar bem humorado como se espera. Talvez muitos nao toquem nesse assunto, mas todos eles sentem a dificuldade na pele e sabem de suas altas responsabilidades, porém, com a eterna sensaçao de que nao se recebe pela importancia do que se pratica.

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  2. Marcela, em nenhum intento desmerecer qualquer outro profissional, mas se ficarmos nesta posicao hipocrita de desmerecer qualquer merito ou esforco, acabaremos por nivelar todos pelo vagabundo, aquele que sabe “levar a vida” fazendo operacao padrao e ganhando o mesmo salario do esforcado todo mes.

    O que foi feito no texto acima foi algo bem claro: a defesa de uma classe que vem sendo cada vez mais maltratada. Nao se esta falando que outras tambem nao o sejam, MAS NAO E ESTA A QUESTAO: Este nao e um artigo em defesa dos trabalhadores, e um texto que critica o que vem sistematicamente acontecendo ao longo dos anos nesta profissao especifica. Poderia ser com garis, fisoterapeutas ou advogados. Todos tem suas queixas. Mas foi um medico escrevendo sua profissao.

    E consigo compreender a reacao negativa por parte de outros profissionais, que sentem-se talvez mais oprimidos e com raiva ao ler o texto, ao pensarem: como podem reclamar por estar nesta “boa vida” ?

    Mais uma coisa: na minha cidade, existem mais de 40 medicos, e nao conheco nenhum deles que tenha carro importado. Muitos vivem bem, mas muitos deles tambem trabalham das 8 da manha as 10 da noite.

    Abraco e obrigado pelo comentario.

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  3. Médicos – fundo do poço??
    Ponderemos, senhores. E percebamos que as palavras do caro Rafael se adequam ao caso de muitos outros profissionais liberais, além dos médicos. Passam por isso, dia a dia, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas, e por aí vai. Me causa estranhamento a maneira como a carta foi escrita, bem como as considerações do(s) nobre(s) médico(s). Ora, manter-se reciclado, atualizado da própria profissão,pagar escola dos filhos, ir a congresso, pagar inscrição, hospedagem alimentação, não é privilégio apenas dos profissionais da classe médica. De fato, o que existe é um endeusamento dessa importante e essencial classe profissional. Ah, e lembremos que o “Leão” ataca todo mundo. Esse também não é privilégio dos “semi-deuses”(?).
    Sinceramente, não conheço nem UM médico que ganhe valor tão baixo. Pelo contrário: sempre andam de carro importado, moram nos bairros mais caros, tudo fruto de seu esforço e dedicação. E, ainda, me pergunto: qual o problema de um médico, de um cidadão comum pedir um orçamento a um pintor??? Seria indigno?? Repito que isso é comum na vida de muitas outras pessoas e não seria pecado por acontecer com um médico.
    Concordo plenamente com o fato de que os médicos estão sendo mal remunerados, que não têm, na maioria das vezes, condições dignas de trabalho. O que não se justifica, já que lida com vidas humanas, a desídia com que uma grande parcela de seus profissionais trabalha. Sejamos realistas sob os dois aspectos.
    Ah, quanto à questão dos PSF’s…se o salário é X em razão de interesse político, por carência de profissionais…isso não vem ao caso. Os honoríficos juízes também se dispõem, ao prestarem concurso público, a morar no interior de Rondônia, do Pará, do Acre. Por que não o médico? Sempre escuto a frase que diz: “a medicina é um sacerdócio”, um clichê, na verdade. Ok, senhores. Sacerdócio não tem nada a ver com caridade. Os médicos fazems, sim, jus ao direito que reclamam, mas, não devem esquecer que – por um questão de coerência com a frase acima e tão festejada pela classe – todo mundo merece respeito, não apenas a classe dos nobres profissionais.

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  4. refletir
    Tenho muito a dizer sobre este assunto, após 17 anos de profissão, que faz meu único sustento, em prol de uma vida digna. Porém gostaria de preguntar: Se ganhassemos bem para que se expor? Qual a vantagem que alguem terá em contar desvantagem e miséria de sua função? Porque tantos movimentos de greve em vários estados, se tá tudo bem? A nossa reputação ficará como diante de tanta exposição?
    Será mesmo que quem foi muito bem criado, instruído e de formação que julgamos boa e necessária necessita de mentir? Quem está bem ao reclamar encontraria apoio dos seus próprios pares? Adoraria que o tal texo fosse um grade pesadelo e que quando acordasse tudo estivesse em sua perfeita normalidade, para eu exercer o que sei e gosto de fazer; tratar de pessoas.

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  5. Caro Rafael, continuo a discordar de você. Acredito que o médico vem sim tendo seu salário deteriorado, mas isso não é diferente do que está ocorrendo em muitas outras profissões. Acredito que o que mais “pega” nessa situação é que o médido sempre foi O mais bem pago, O mais venerado profissional e isso já não é mais uma realidade.
    Veja o link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u474686.shtml

    Diz o texto: “Médicos e administradores estão no topo da lista de profissões mais bem pagas do país, de acordo com o estudo ‘O Retorno da Educação no Mercado de Trabalho’, divulgado hoje pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).”
    Além disso, de acordo com o sindicato dos Médicos do estado de SP a média salarial desse profissional está em torno de R$7000.

    Acho justo a busca de melhores condições de trabalho, melhores salários, mas deve-se utilizar argumentos e fatos reais. Quando vc fala que um médico ganha “apenas” R$35,00 do plano de saúde por uma consulta, está considerando que essa consulta dura por volta de 15 minutos? Quantas ele fará por dia?
    Realmente o profissional médico deve ter uma bom sálario que o permita atender/cuidar e viver com qualidade, mas não será com um texto desta qualidade que se convencerá a sociedade!

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    • Causa e consequência
      Fabiana, o que é causa e o que é consequência?

      Você acha certo que uma consulta dure 15 minutos por ser uma consulta de convênio (ou qualquer outra?). Eu não acho.

      Pois o que vem antes? Será que o baixo valor da consulta leva o médico a atender “rapidinho” para “fazer valer a pena”? Sim, acontece. Mas isso acontece em todos consultórios? Não, não acontece. Não acontece no meu, tampouco no de colegas que conheço.

      E novamente, a questão é sim de valor. É por tempo empenhado, dedicação e responsabilidades necessárias à função.

      Enquanto o honorífico juiz recebe 13 mil limpos, o médico recebe 7 mil de salário, dos quais 1925 vão para o Leão, pelo menos 300 para o INSS e, se ele atender em consultório, como eu, pelo menos 3 mil (sim, tente manter um consultório legalizado com secretária, luz, telefone, aluguel, condomínio, IPTU, Impostos com ISSQN, CRM e anuidade da sociedade em dia com menos do que isso). Sobraram líquidos 1775. Ah, você quer se manter atualizado e ir a 3 congressos por ano, um em seu estado e os outros dois fora com 7 mil reais? Esqueça! 500 a 700 reais de inscrição, passagem aérea (porque você não pode se dar ao luxo de parar de trabalhar po rmuitos dias) + hospedagem e alimentação…

      Ah! Mas você tem filhos, e um automóvel para você e sua esposa (porque o custo de manter dois carros é para quem tem dinheiro sobrando), então tem a escola, a comida, o combustível, seguros, etc…

      O que você não está levando em conta, fabiana, são os custos de ser e se manter médico. Você não deve estar avaliando o que é se manter aperfeiçoado. Uma coisa é se formar e permanecer sentado em seu consultório por 30 anos praticando a medicina de antanho. Outra coisa, é de fato ocupar-se de sua profissão e agir como tal.

      Foi temerária a informação da FGV, que necessariamente não considerou os custos fixos de uma profissão como a nossa.

      Concordo que não é com textos desta qualidade que mudaremos algo, mas impondo o respeito que merecemos em nosso consultório e nossas vidas, não aceitando a subvalorização que em frequentes situações se nos impõe. E isso pode ser feito tanto do ponto de vista individual como do ponto de vista de classe. Sou sindicalizado, mas não sou atuante em meu sindicato, mas vejo que, para a grande massa que ainda encontra-se fora destas “maravilhosas” estatísticas que a FGV apresenta, é um caminho interessante de luta.

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  6. Basta procurar, fabiana…
    Fabiana, não creio que haja nenhum médico ganhando 750 reais em nosso país. O motivo você já sabe qual mas prefere não enxergar.

    Em 2004, saiu concurso público para Endocrinologista na cidade de Santa Maria – RS. Vencimentos R$ 700 por 20 horas. 1.400 por 40 horas. Depois de 10 anos de estudo, nenhum ser humano – e não estou falando de médicos, estou falando de qualquer ser humano – toleraria se sujeitar a trabalhar 8 horas por dia por este salário.

    Isso vai contra a dignidade de qualquer pessoa. O que o artigo quer deixar claro é o fato de que, comparativamente com outras áreas, a da medicina vem sendo cada vez mais solapada.

    O salário de 7 mil reais do colega do interior de SP existe por 2 motivos:
    1. Interesse político em relação ao PSF
    2. Carência de profissionais dispostos a trabalhar no interior
    Pelo mesmo cargo, recebe-se a metade na capital.

    E quanto à frase:
    “Temos medo de pedir um orçamento a um pintor ou pedreiro.
    Estamos apertados para pagar o colégio dos nossos filhos.”, acredite: somente quem sente na pele esta sensação pode afirmá-la.

    E sobre os planos de saúde, fabiana, algo a discordar? R$ 35,00 por uma consulta médica enquanto a instalação de um ar-condicionado custa R$ 400,00? Ou de um som no carro R$ 80,00?

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  7. Toda vez que vejo uma carta como esta fico pensando: onde será que estão estes pobres médicos que ganham tão pouco? O texto fala de R$750!?!?!?!

    Quem me repassou a mensagem, por exemplo, trabalha na rede básica de uma cidade do interior de SP e recebe um salário inicial de R$ 7.416,48 por 36h semanais! Salario muito bom, vcs não acham!

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