Segundo o comunicado que recebi hoje da Sanofi-Aventis, a decisão de retirar a medicação de circulação se deveu à percepção, em estudos científicos recentes, de que os sintomas adversos de depressão, ansiedade, distúrbios do sono e agressividade ocorreram em freqüência bem maior do que nos primeiros estudos.
De acordo com o Comitê de Produtos Medicinais para Uso Humano (CHMP) da Agência Européia de Medicamentos (EMEA), as evidências iniciais de que o Acomplia poderia levar à depressão com ideação suicida ou mesmo tentativa de suicídio parecem mais fortes agora, sendo então recomendada a suspensão temporária da prescrição e uso da medicação até que novas evidências possam atestar a segurança do uso do mesmo ou então enterrar definitivamente esta medicação.
É uma pena que uma medicação tão interessante do ponto de vista metabólico precise ser retirada do mercado. Entretanto, é necessário respeitar esta quarentena (quer seja ela temporária ou definitiva) em função dos severos potenciais riscos do tratamento.
Se você for paciente em uso de Acomplia, pode ainda tirar suas dúvidas no Serviço de Atendimento ao Consumidor da Sanofi-Aventis, pelo 0800-7034114.
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Rafael Reinehr é médico endocrinologista, mas seus olhos vasculham o horizonte em busca de soluções para criar um Mundo Melhor através de iniciativas como a Coolmeia, Ideias em Cooperação.
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Comentários
O medicamento era ótimo e fico triste pela sua suspensão.
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